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Diogo Felisberto, Managing Director na Innovation by Kaizen, conversou connosco sobre o contributo da empresa para um mundo mais sustentável e os desafios que enfrenta para atingir o zero desperdício.

Qual a missão da Innovation by Kaizen na ótica da sustentabilidade? 

A IBK (Innovation by Kaizen) foi criada para apoiar as empresas a crescer por via da inovação. Uma vez que inovação é a criação de novos produtos, serviços ou modelos de negócio, existe uma forte ligação entre a missão da IBK e os objetivos da sustentabilidade.  Atualmente não se consegue dissociar a criação de algo novo e a respetiva sustentabilidade. Se vamos lançar um novo produto para o mercado, é fundamental que o produto e a sua cadeia de valor seja pensado em ser sustentável de raiz. A mesma lógica se aplica quando pensamos em novos serviços ou modelos de negócio. 

 

Numa época em que a preocupação ambiental é cada vez maior, sente que as empresas procuram cada vez mais este tipo de serviços? 

Existem vários fatores que estão a criar pressão sobre as empresas e a aumentar a procura por serviços nesta área. Se por um lado vemos empresas que procuram reduzir a sua pegada ecológica pela contribuição para um planeta mais verde e sustentável, outras fazem-no pelas imposições regulamentares atuais e futuras que implicam multas e sanções económicas. Vemos também pressões de curto prazo relacionadas com a subida dos preços energéticos o que faz disparar a necessidade de reinvenção não só dos processos atuais mas também da cadeia de valor com um todo.

A legislação que as empresas têm de seguir ao nível da sustentabilidade é cada vez maior. Quais os maiores desafios da Innovation by Kaizen em orientar uma empresa a atingir o zero desperdício? 

Há vários níveis de atuação para atingir o zero desperdício. Podemos atuar ao nível local, otimizando os fluxos energéticos, podemos atuar ao nível de tecnologia migrando para soluções mais ecológicas e eficientes, e podemos também atuar ao nível da cadeia de valor transformando o negócio desde a origem do produto ou serviço até ao consumidor final. Do ponto de vista da tecnologia os custos de transição ainda são elevados na maior parte das soluções. Onde conseguimos atuar com mais rapidez é ao nível dos fluxos energéticos e também ao nível da cadeia de valor, tendo um cuidado redobrado para que as alterações não tenham impacto na qualidade ou nível de serviço do produto final.

 

Qual a importância da inovação para a sustentabilidade? 

Inovação e Sustentabilidade andam de mãos dadas. Não posso inovar sem ser sustentável, e não consigo ser sustentável sem criar inovação. A necessidade de novos modelos de negócio e de tecnologias mais verdes vão testar os limites da inovação. O próprio consumidor exige inovação uma vez que cada vez mais está preocupado com a origem dos produtos e com e pegada daquilo que está a consumir. A inovação é a forma que temos de cobrir o gap entre aquilo que os consumidores estão a pedir e o que as empresas ainda não conseguem entregar. 

Quais as linhas condutoras (drivers) da inovação para atingir uma economia zero carbono? 

Para se atingir a neutralidade carbónica é fundamental trabalhar em várias frentes. O ciclo de vida do produto tem de ser gerido na totalidade: a origem dos produtos, os processos de transformação e o fim de vida dos mesmos. Exemplo, podemos ver o exemplo do retalho onde cada vez mais marcas estão a comprar produtos usados para posterior incorporação no mercado ou em novos produtos. É também fundamental trabalhar a tecnologia existente especialmente em indústrias altamente poluentes como é o caso da agricultura ou a geração de energia, permitindo que os custos de transição sejam tão baixos que não se questiona a adoção. Por fim é indispensável desenvolver novos modelos de negócio mais circulares e onde a posse deixe de ser relevante e a utilização se torne o fator de destaque. Exemplo, posso ter um carro elétrico, mas se o utilizo 5% do tempo, não estou a ser sustentável.

 

Quais os próximos passos para a Innovation by Kaizen para atingir um planeta mais verde? 

O nosso contributo assenta nos drivers já falados, inovar na cadeia de valor, inovar nos modelos de negócio e inovar para produzir novas tecnologias mais verdes e sustentáveis.  Pretendemos acelerar estes processos nas empresas para que a transição ocorra o mais rápido possível, contribuindo para as metas ambientais existentes. 

Diogo Felisberto

Diogo Felisberto é especialista em desenho de novos negócios e estratégias de inovação, sendo atualmente Managing Diretor na Innovation by Kaizen. 

Ao longo de cerca de 15 anos de experiência ajudou dezenas de organizações a melhorar os seus resultados otimizando os custos e aumentando as vendas. Suportou algumas das maiores empresas mundiais em áreas como Retalho, Agro Alimentar e Serviços, tendo residido em Singapura, Austrália, Arábia Saudita e Portugal.

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