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A iniciativa desafia 12 portugueses — três equipas, compostas por quatro participantes — a fazerem uma viagem de dez dias entre Cascais e Glasgow da forma mais sustentável possível e com o maior impacto positivo nas comunidades. Descubra tudo sobre esta experiência desafiadora nesta estrevista com o Tomás, Joana, Sandra e o Miguel.

Como surge este projeto “Climes to Go” e qual o seu principal objetivo?

O primeiro conceito deste projeto surgiu em 2018 quando a Get2C se comprometeu a viajar até à COP24, em Katowice na Polónia, de carro elétrico para analisar a viabilidade, principais obstáculos ao longo do trajeto e os impactes em termos de emissões do veículo, da alimentação e consumo de água dos participantes. A iniciativa teve bastante sucesso, mas constatou-se que poderia ser desenvolvida tanto tecnicamente como ao nível de comunicação, pelo que a Get2C e a Earth Watchers juntaram-se de forma a reformular o conceito para a COP26 que decorreu em Glasgow. O objetivo principal foi simples: três equipas com quatro pessoas cada, tinham de chegar a Glasgow da forma mais sustentável possível e promover impacte positivo nas comunidades em que passaram. Sendo a sustentabilidade um tema tão lato que abrange vários parâmetros, decidiu-se medir as variáveis tempo, dinheiro, emissões de carbono e consumo de água, que seriam convertidas numa base comum, sendo aí que nasce a moeda fictícia Climas. No entanto, seria redutor dizer que o Climes to Go foi apenas uma viagem mediática. Esta iniciativa tem tudo a ver com “decisões” e fazer as melhores escolhas e como comunicá-las de uma forma eficiente e clara. Trata-se de analisar em que países ou percursos é mais sustentável utilizar comboio ou autocarro, se é preferível ter uma alimentação que gere bastantes emissões no seu ciclo de vida e que gaste pouca água ou vice-versa e, finalmente, e não menos importante, sensibilizar as pessoas e comunicar o papel desempenhado pelas diferentes comunidades locais neste tema.

Miguel Galinha – Organização

Para vencer este desafio as equipas tinham de atingir o maior saldo em Climes, uma moeda fictícia criada para avaliar o impacto nas variáveis tempo, dinheiro, emissões de carbono e consumo de água ao realizar os desafios e tarefas. Como era feito este cálculo em cada ação que temos?

Para cada uma das variáveis foi determinado um fator de conversão para climas. Estes fatores foram desenvolvidos de forma a fazerem sentido entre si, como por exemplo, a relação entre o fator de conversão de preço e de emissões carbono, visto já existir hoje em dia um preço associado ao último. Cada ação tomada pelos participantes era registada numa aplicação desenvolvida para o efeito que permitia registar os transportes utilizados, o alojamento em que pernoitaram, os alimentos ingeridos e a água consumida. Nestes campos eram registados os valores das variáveis que eram posteriormente convertidos em climas.

Transporte: Os participantes registaram o tipo de transporte que estavam a utilizar e através de GPS a aplicação calculava as emissões e o tempo gasto nesse percurso. Adicionalmente também tinham de registar o custo de cada deslocação.

Alojamento: Os participantes registaram o tipo de alojamento em que estavam hospedados e a aplicação calculava as emissões. Adicionalmente também tinham de registar o custo de cada deslocação.

Alimentação: Cada participante registava a quantidade de cada alimento que foi ingerido em cada refeição. A cada alimento estava associado um fator de emissão e de consumo de água ao longo do ciclo de vida (totais gerados até ao produto estar pronto a consumir).

Água: Os participantes registaram os litros de água ingeridos e o tempo que despenderam nos duches que estava associado a um caudal de forma a converter em litros.

Miguel Galinha – Organização

 

Fazer a medição da nossa pegada ecológica é muito importante para que ganhemos noção do nosso impacto no mundo. Consideram que é importante desenvolver uma forma prática para as pessoas, no seu dia a dia, poderem fazer esse cálculo para terem consciência?

Sim. Sabemos que hoje em dia para muitas pessoas, e cada vez mais, o impacte ecológico já pesa nas suas decisões quotidianas, sendo o caso mais evidente o da alimentação. No entanto, é necessária informação isenta, com qualidade e acessível, o que por vezes não é uma tarefa fácil. Além desta consciencialização por parte das pessoas e a disponibilização de ferramentas úteis e acessíveis, as empresas vão ter um papel fundamental neste tema, e acreditamos que a situação vai evoluir para uma realidade em que os produtos vão passar a ter informação sobre o seu impacte ecológico, tal como nos alimentos já existe a informação nutricional.  Desta forma, os consumidores podem tomar decisões de uma forma mais informada e consciente.

Miguel Galinha – Organização

Equipa vencedora, qual foi o fator crucial para terem terminado com um saldo de climes mais elevado, ou seja, qual foi a ação que tomaram que mais impacto teve para reduzir a pegada ecológica da vossa equipa?

Acreditamos que não houve uma “ação concreta” pois havia 4 elementos dentro da pegada ecológica a seguir, nomeadamente a pegada hídrica (direta e indiretamente), pegada carbónica, tempo e custos. Tudo isto se resumia a focarmo-nos em pequenas ações mediante estes fatores como por exemplo: pensar previamente em alimentos para lanches, tempo de duche ou a água a ser consumida por dia por pessoa de modo a respeitar o nosso orçamento em climas. Em termos de pegada carbónica esta foi muito respeitada consoante os países onde nos encontrávamos, acompanhada de longas caminhadas, mas claro que o fator tempo e custos estariam sempre envolvidos. Existem diferenças a nível de gastos de Co2 não só mediante o tipo de transporte escolhido, mas também por país no qual viajamos. A decisão de passarmos três das nove noites em viagem de autocarro, ajudou-nos a controlar o orçamento, sobretudo nos fatores tempo e custo. Ao todo, para chegar a Glasgow, viajámos desde autocarros (a maior parte noturnos), a pé a grande maior parte do percurso, de comboio, metro e ainda de ferry, de Calais para Dover.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

 

As equipas tiveram em atenção a alimentação durante a viagem e optaram por escolhas que não recaíssem sobre a Dieta Mediterrânica tradicional. Quais foram as maiores diferenças na alimentação e qual o impacto que Portugal teria se todos adotassem essas escolhas?

A dieta mediterrânica tradicional tem um enorme poder face à sustentabilidade nos dias de hoje. Reduzirmos nem sempre significa que ficamos a perder. Contudo, não podemos dizer que tivémos a alimentação que gostaríamos de ter tido, face aos custos que enfrentámos em acomodações, muitas das quais sem acesso a cozinha. Visto que muitas vezes optámos por comidas pré-confecionadas “saudáveis” que em termos eco-friendly nem sempre eram as melhores opções por estarem embaladas em plástico e que muitas vezes são as únicas opções quando se chega a um lugar fora de horas. A alimentação continua a ser, na nossa opinião, uma das grandes dificuldades face a uma alteração de paradigma para um modo de vida mais sustentável mesmo quando tido como ambição. Além disso, percebemos também que uma dieta vegetariana ou vegana nem sempre será a alimentação mais sustentável. Mantendo uma dieta equilibrada em termos nutritivos, devemos prezar pelo consumo de produtos locais e sazonais, que deverão ter uma menor pegada ecológica na produção e transporte.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

Atualmente, existe uma enorme facilidade de viajar para qualquer parte do mundo que não existia antigamente. Consideram que por ser algo mais banal as pessoas deixaram de se preocupar com o impacto que têm estas deslocações?

Creio que aqui existe um grande dilema entre o “comodismo” e a “falta de informação”. Não acreditamos que as pessoas se tenham deixado de preocupar, de todo e sim existe informação, talvez a mais e o problema é mesmo esse. Era necessária uma filtragem dessa mesma informação para a sua aplicação, uma vez que notámos que a maior dificuldade que as pessoas têm no geral é perceber como a aplicar de forma prática no seu dia-a-dia. Passámos por isto algumas vezes também. A necessidade de globalização e de a tornar mais eficiente e cómoda levou a que os transportes evoluíssem no sentido do facilitismo, talvez sem pensar tanto no impacto e nos custos ambientais associados. Sendo que viajar rápida e facilmente é hoje uma garantia para (pelo menos) a nossa realidade, estes temas começam a ganhar relevância nas nossas decisões. Ainda assim, refletimos sobre este tema quando nos juntámos para preparar o roteiro da nossa viagem. Voar ainda consegue ser um dos métodos de deslocação mais procurado quando se fala em viajar. Mas o problema não está nos aviões, porque estes em longas distâncias conseguem ser a melhor opção em termos de climas, o nosso alerta está para um planeamento prévio que tem que ser feito antes de se iniciarem viagens e deslocações de uma maneira geral, e em especial se for em prol do turismo. Notámos que de um modo geral a questão é respondida avaliando sobretudo dois vetores: custo e tempo, deixando assim a pegada carbónica para último. Embora todos os transportes que apanhamos estivessem lotados. Mais uma vez, acreditamos que ter acesso a informação clara e agregada sobre a pegada ecológica será essencial para que uma viagem seja planeada tendo em conta todos estes fatores, e tê-los ao mesmo nível para tomar uma decisão mais sustentável.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

Para além do desafio principal do projeto, as equipas também fizeram outras atividades, como negociação, sensibilização, economia circular e cooperação. Qual a que mais marcou a cada equipa e porquê?

Para a nós de todas estas atividades, a que mais nos marcou foi a entrevista em Bilbao com a @koopera_org, uma instituição sem fins lucrativos com foco na inovação social e ambiental. A conversa com Enrique Osório da equipa de marketing da @koopera_org para além de inspiradora, mostrou-nos que com um negócio focado na sustentabilidade e economia circular, é também possível colocar as pessoas no centro e trabalhar para a integração de pessoas em risco ou em situação de exclusão social. Foi com esta conversa, que inicialmente seria uma entrevista de sensibilização/desafio voxpop, que concretizamos o nosso desafio de economia circular. Ao doarmos um objeto já caído em desuso, que no nosso caso era uma câmara de filmar antiga, não só estamos a oferecer melhores condições sociais a pessoas com necessidade que trabalham na Koopera, como também temos a certeza que quem acabou por ficar com ele foi porque o desejou.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

 

Penso que a sensibilização na praia foi o que nos marcou mais. Apesar de não ter corrido como imaginámos, foi algo que sentimos que fez sentido, que ajudou e que nos conscientizou ainda mais. Limpar a praia em Bilbao foi de facto algo que nos fez pensar que não é difícil, até pelo contrário, e que basta pegar num pouco do nosso tempo e fazer essa diferença.

Joana Manta – Equipa Água

 

Não há dúvida que todos os desafios propostos pela organização, tiveram – em nós – um impacto e uma aprendizagem subjacente. No desafio de “Economia Circular”, por exemplo, foi difícil quebrar algumas barreiras. Encontrar alguém com predisposição para o desafio ou simplesmente dar a entender o objetivo da tarefa revelou-se algo complexo. Como se persuade um individuo a mudar o seu paradigma de consumo? Uma pessoa pode, efetivamente, transformar um desafio em oportunidade e essa mesma oportunidade numa ação concreta, com uma simples troca. E esse ponto, essa problemática, foi interessante de se abordar. No entanto, foi o primeiro desafio – Negociação – que conseguiu deixar a sua marca na equipa.

O desafio de Negociação fez-nos realmente compreender a complexidade de uma COP (ou pelo menos, deu-nos uma ideia mais clara e concreta do seu âmago). Ter a perceção que centenas de governos, em situações socio-económicas diferentes, têm de superar divergências, tomar decisões e implementar ações que visam metas globais de sustentabilidade, não foi nada fácil. Quando se tomam decisões de carácter conjunto e não individual, tentando chegar a um consenso, flexibilidade e adaptabilidade são fatores cruciais. Deverá ser um todo, e não partes, a assumir compromissos ambiciosos para evitar danos catastróficos para o planeta e esse foi o maior desafio.

Sara Alves – Equipa Energia

Falem-nos um pouco sobre a vossa perspetiva da experiência de representar Portugal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em Glasgow.

Mesmo antes de partirmos as três equipas fizeram uma negociação ainda na Embaixada do Reino Unido, em Lisboa, na qual durante três longos minutos discutiram e lutaram para chegarem a um acordo de climas. Parecia fácil, mas a verdade é que não foi suficiente. Isto fez com que a nossa perspetiva mudasse ao ver o esforço feito durante uma negociação desta magnitude entre quase 200 países. Por outro lado, posso dizer que nos sentimos bastante apoiados durante toda a viagem. Começando pelos nossos patrocinadores, restantes equipas, imprensa, até às pessoas que abordamos na rua, que quando descobriram do que se tratava o projeto #ClimesToGo nos olhavam com outros olhos e quando perceberam o rumo que levávamos desde Portugal até o tom de voz mudava. Percebemos que as pessoas valorizavam a nossa missão e mostravam-se interessadas em seguir o nosso percurso e inspiradas para tomar ação. Em Glasgow, podemos dizer que algo que notamos foi a união entre as três equipas, que se espalharam e divulgaram bem a nossa missão dentro da COP. Tivemos a oportunidade de falar da nossa experiência num side-event no stand da União Europeia, onde sentimos o peso da responsabilidade e o apoio e valorização externa da nossa missão.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

 

Representar Portugal num evento importante como este é de alguma forma uma responsabilidade. Foi uma experiência interessante e haver pessoas fora de Portugal a ouvirem-nos e a ficar a conhecer a nossa experiência foi ótimo. A forma como a nossa representação foi feita também nos deixou orgulhosos. Não nos apresentámos com um tipo de discurso teórico que por vezes se afasta bastante da realidade, mas sim contando uma história de uma experiência concreta que um grupo de jovens portugueses passou. Foi bom não só termos sido ouvidos, mas especialmente que esta história tivesse sido ouvida.

Joana Manta – Equipa Água

 

Para a equipa, a realização de que fizemos parte de algo tão massivo, necessário e significativo foi bastante motivador e estimulante. Naquele enquadramento, tivemos a percepção que somos uma pequena parte da equação no desenvolvimento de um planeta e futuro mais sustentáveis e, diria até, que nos sentimos “diplomatas da sustentabilidade” e não apenas os representantes de um projeto ou mesmo de um país. A partilha da nossa aventura, na COP26, foi o culminar de vivências e aprendizagens conseguidas através das nossas escolhas, das interações, opiniões e testemunhos recolhidos ao longo da viagem. Na ótica de que não estivemos/estamos sozinhos e que cada indivíduo, seja qual for a sua origem, pode e deve contribuir na construção de uma sociedade mais sustentável e inclusiva. Que as nossas ações, deverão ser menos individuais e mais conjuntas para realmente fazer a diferença.

Sara Alves – Equipa Energia

Pretendem desenvolver mais projetos na ótica da sustentabilidade?

Claro que sim! Penso que falo por todos quando digo que nós os 4 ou até mesmo os 12 estaríamos interessados em trabalhar/apoiar mais projetos e iniciativas com os mesmos objetivos/ valores da ClimesToGo. Hoje em dia existem várias maneiras de nos podermos tornar ativos no que se trata de sustentabilidade, para além de que uma das características que encontrei na minha equipa (EPC) é que alguns de nós já tinham desenvolvido projetos no âmbito da sustentabilidade mas que no fundo éramos meros “cidadãos normais”, com noções básicas sobre a mesma, e que agora tornámo-nos mais conscientes, a querer melhorar e mudar pequenos hábitos diários com grande impacto na sustentabilidade do nosso planeta (reduzir o tempo de duches, aderir a economias circulares, etc). E que queremos continuar a passar esta mensagem de que todos temos o nosso papel e responsabilidade, que afinal vivemos todos na mesma casa.

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

 

Penso que sim, diria que num futuro seria algo a pensar em projetar, pois é necessário e importante a apelar a tal.

Joana Manta – Equipa Água

 

Temos um caso particular na equipa, o Tiago Marques, que trabalha na área da sustentabilidade, com enfoque em “Economia Circular”. No seu dia-a-dia, desenvolve projetos em prol de um planeta, sociedades e economias mais sustentáveis e viáveis. Escusado dizer, é uma inspiração.

Mas como podemos nós, pessoas sem uma ligação direta a um projeto/empresa desse carácter, adotar medidas mais sustentáveis, não só no nosso meio privado mas também a um nível social e profissional? Como podemos influenciar “o outro”? No rescaldo desta experiência, fica a vontade de desenvolver projetos nesta área, fica o espírito da mudança. Ainda à descoberta do que poderá vir a ser um próximo projeto, sabemos que queremos sensibilizar e informar quem nos rodeia, para que haja mais ação. Queremos zelar por um planeta sustentável, através de uma atitude consciente e evolutiva, que deve estar em todas as esferas das nossas vidas.

Cada um de nós tem o poder para fazer uma diferença positiva através das escolhas diárias, pois estas têm impacto. Com pequenas atitudes, podemos fazer a nossa parte e pressionar autoridades e governos para cumprirem as medidas propostas. As pessoas, em tudo o que fazem, criam, produzem ou consomem algo. Aproveitar tudo o que temos disponível da melhor forma é um dos caminhos para não correr o risco de ver o fim dos nossos recursos. Ações sustentáveis, comprovadamente, podem salvar o planeta e melhorar a qualidade de vida desta e das futuras gerações.

Sara Alves – Equipa Energia

Tomás Fernandes – Equipa Produção e Consumo – Vencedores

Tomás Fernandes tem 24 anos e é de Lisboa. Licenciado em Design de Ambientes na ESAD.CR em 2018, fez, mais tarde, em 2021, uma pós-graduação em Design Gráfico na ETIC.

Joana Manta – Equipa Água
O meu nome é Joana Manta, tenho 22 anos, sou Fotógrafa e Editora de Vídeo. Estudei fotografia na Epi e Pós-Produção de Vídeo e Grafismo na Etic. A paixão pela área surgiu aos 12 anos e desde aí que ela tem vindo a crescer, o que, pretendo fazer muita coisa através destas artes. Sou uma pessoa que tem vindo cada vez mais a preocupar-se com o planeta e pretendo ao longo da minha vida poder fazer a diferença, seja ela como for, grande ou pequena.

Sara Alves – Equipa Energia

Sara Alves, lisboeta, designer de formação e aspirante a “Motion Designer”. Transformar problemas complexos em soluções gráficas simples, atrativas e intuitivas faz parte do seu quotidiano. Apaixonada por Motion Design, encontra-se a aprender e a melhorar estas competências, motivada pela diversificação de soluções criativas que podem ser encontradas. Quando não se encontra a manipular pixéis, encontram-na a passear o Goya – um cão muito castiço.

Miguel Galinha – Organização

Miguel Galinha, possui licenciatura em Engenharia Química e Biológica pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e mestrado em Engenharia da Energia e do Ambiente pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Detém uma formação em gestão LEAN através do programa “LEAN Academy for IST Engineers”.

Desde 2016 é consultor na Get2C e as suas principais responsabilidades consistem em prestar apoio em serviços de consultoria no âmbito do CELE (Comércio Europeu de Licenças de Emissão) e na elaboração de inventários de carbono em diferentes setores industriais. Relativamente a este último, tem prestado apoio na componente técnica através da elaboração de fórmulas e de metodologias, nas componentes de cálculo de emissões e na recolha de dados. Trabalhou num projeto da Comissão Europeia no sentido de atualizar a lista de créditos de carbono elegíveis no âmbito do CELE e fez parte da equipa de trabalho para a elaboração dos Roteiros Municipais de Cascais e Azambuja para a Neutralidade Carbónica.

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