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Nuande Pekel, um amante de surf, fala-nos sobre a influência que esse desporto teve na sua vida e a sua paixão pelo sushi.

Nuande Pekel, fale-nos um pouco sobre a sua vida, e que impacto o surf teve nela?

O surf entrou na minha vida desde que nasci, já nasci com uma prancha de surf no quarto foi o meu primeiro presente. Aos 8 anos comecei a fazer de forma mais assídua tendo aos 14 anos me tornado surfista profissional e passado a viver unicamente do desporto, ou seja, o nome Nuande Pekel está 100% ligado ao surf e ao mar. 

 

Como é que o amor pela cozinha surge?

Eu venho de uma família de cozinheiros, a minha mãe é cozinheira, o meu padrasto também cozinhava. A minha mãe tinha restaurantes, eu e os meus irmãos crescemos dentro de uma cozinha. Foi um processo natural para mim tornar-me cozinheiro.

 

De que forma as viagens pelo mundo influenciam a oferta gastronómica do Moa?

Influenciam na parte gastronómica, quando eu comecei a viajar para vários países a procura de ondas perfeitas, ali comecei a ver vários condimentos, especiarias, temperos de alguns pratos que abriram minha mente para um dia eu poder implementar isso numa vertente de cozinha. Quando migrei para o sushi vi que ali eu poderia ser muito mais livre para as minhas criações. Para o mercado de restaurantes japoneses admito que possa ser confuso ter tacos, ceviche e pokes num restaurante de cozinha japonesa, mas eu também não achava justo não passar essa experiência para os meus clientes.

Os amantes do surf, como Pekel, normalmente têm uma ligação e um respeito muito fortes pela natureza. Isso influencia a escolha dos produtos para os restaurantes?

Com certeza. Nos preocupamos muito, mesmo antes de entrar a lei da extinção do plástico, era uma coisa que já fazíamos questão de ter embalagens sustentáveis de papel kraft que tem muito a ver com a nossa visão.

 

O que destaca na oferta dos restaurantes Moa?

O que nos destaca é o preço qualidade, o projeto Moa quando foi criado eu e a minha sócia Madalena tínhamos na ideia ter o melhor sushi de Cascais com o melhor preço qualidade para que os nossos clientes se tornassem fiéis ao Moa e esse continua sendo o nosso foco.

Sentem uma evolução nos hábitos alimentares dos clientes?

Há 15 anos atrás para muitas pessoas o sushi veio como uma moda, mas eu sendo brasileiro sabia que seria algo que se tornaria hábito na cultura portuguesa e mais dia menos dia não seria mais uma moda e se tornaria um hábito. Desde então sinto uma evolução muito grande no número de restaurantes japoneses espalhados pelo país e hoje em dia faz parte do cardápio dos portugueses. Houve uma mudança de hábitos e exigência dos clientes que os permite distinguir o que é um bom produto dentro do sushi.

 

Quais são os vossos planos para o futuro e de que forma a sustentabilidade está presente neles?

Nossos planos para o futuro são fazer com que a marca Moa seja cada vez mais forte no mercado e para isso usamos os melhores produtos e eu Nuande Pekel como Chef Executivo evito ter mono produtos dentro do meu menu dessa forma consigo ter vários pratos diferentes com ingredientes que posso usar em mais que um prato e de maneira sustentável aproveitar os produtos sem desperdício.

Nuande Pekel

O Chef Nuande Pekel cresceu entre a cozinha e o Mar, sushiman e surfista profissional viajou pelo mundo, desde o Sudoeste Asiático, ao Hawai, México, Perú e Equador em busca das melhores ondas onde encontrou também inspiração e sabores para elaborar a carta do Moa, uma fusão inspirada no mundo, onde pode encontrar para além do sushi, tacos, pokes, ceviche e muitas mais criações.

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