Autor

Marta Belchior

A Fnac vai abrir em Portugal a primeira loja Nature & Découvertes, marca de sustentabilidade e vida saudável que o grupo detém desde 2019, e que conta já com uma centena de lojas na Europa, espalhadas por França, Bélgica, Suíça e Luxemburgo. 

A inauguração está marcada para o próximo dia 9 de dezembro. O espaço, que representa um investimento de 300 mil euros, ficará localizado no centro comercial Amoreiras, em Lisboa. 

A loja vai oferecer artigos de bem-estar para massagens, produtos alimentares biológicos e ainda sugestões para decoração da casa, artigos educativos, entre outros. O packaging é também mais amigo do planeta. As caixas deram lugar a bolsas reutilizáveis; as janelas de plástico foram eliminadas ou substituídas por RPET e as cunhas de plástico trocadas por outras de cartão. A marca pretende afirmar-se no nosso mercado como uma referência na escolha consciente.

Nuno Luz, diretor geral Fnac Portugal refere que “É um reforço do nosso posicionamento estratégico na sustentabilidade, curiosidade e descoberta, com uma marca forte e produtos altamente diferenciadores e qualitativos. Estamos certos que esta será a primeira de muitas”.

Além desta loja, o plano de expansão da Nature & Découvertes para o mercado português contempla, para 2022, a abertura de uma loja flagship, com aproximadamente 350 metros quadrados, onde será possível apresentar na integralidade todo o conceito da marca. Para o primeiro ano de atividade, a Fnac Portugal estima alcançar um volume de negócio na ordem de um milhão de euros.

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Havas foi a responsável pelo desenvolvimento da campanha Preenchidos pela Paralisia para a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL), que venceu o grande prémio dos Prémios à Eficácia.

A gala da 17.ª edição desta iniciativa decorreu no dia 25 de Novembro e voltou ao registo presencial na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, onde foram anunciados os vencedores.

Todos os anos os portugueses podem fazer doações de 0,5% do seu IRS para uma ONG (Organização Não Governamental), no entanto são poucos os que sabem preencher o IRS sozinhos ou até que sabem dessa possibilidade de doação.

O projecto levou a APCL a disponibilizar uma equipa de contabilistas com paralisia cerebral a ajudar os portugueses a preencherem o seu IRS de forma gratuita, tendo como única contrapartida a doação de 0,5% do valor do IRS para a associação. A APCL conseguiu, desta forma, o maior valor de doações de sempre, mais de 56.339,54€ (euros). Este caso já foi premiado em vários festivais, incluindo este ano em Cannes, onde recebeu um leão de prata.

A campanha foi fortemente apoiada por atores, apresentadores e modelos que se mostraram solidários com a causa e divulgaram-na nas suas redes sociais, o que fez com que a mensagem fosse rapidamente propagada.

Uma vez entregues todos os prémios, as agências O Escritório e Arena Media ficaram com os troféus de Agência Criativa do Ano e Agência de Meios do Ano, respetivamente. O Escritório destacou-se com várias campanhas para o Lidl, enquanto alguns projetos da Arena Média para marcas como Worten, Ageas, Sonae MC e Dott foram premiados.

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A Carmo Wood, empresa portuguesa líder em Portugal em Parques Infantis em madeira, acaba de reforçar a gama de equipamentos lúdicos com duas propostas pensadas para servir o mercado particular. Os novos modelos Medieval Park – Serpa e Évora – combinam na perfeição design inovador, funcionalidade e dimensão reduzida, assumindo-se como equipamentos de eleição para casas com jardim, quintas, alojamentos locais ou casas de férias.

A experiência de mais de 40 anos da Carmo Wood na produção de parques infantis manifesta-se na segurança e durabilidade destes novos equipamentos, assim como na multiplicidade de atividades disponibilizadas para horas de diversão garantida, sempre em segurança e com garantia Carmo Wood.

A Carmo Wood utiliza madeira tratada que é um material de construção, fornecido e renovável pela Natureza, com um desempenho previsível, que retira e bloqueia o carbono da atmosfera durante décadas, com um baixo teor energético.

As suas características únicas – forte componente de madeiras, elevado enquadramento paisagístico e sobretudo com várias soluções de diversão para as crianças, ditaram o sucesso desta linha de produtos junto de municípios e juntas de freguesia de norte a sul do país e ilhas. Agora, os parques infantis Carmo Wood da gama Medieval chegam às casas particulares, com dois novos modelos e dimensões reduzidas.  

Ao serviço da imaginação dos mais pequenos colocam-se uma torre, um escorrega, um baloiço (dependendo do modelo), um poste de bombeiros e uma mesa com bancos, dispostos numa estrutura compacta, para facilitar a instalação em ambientes distintos, sem comprometer a experiência de utilização.

A Carmo Wood, que foi pioneira no design e produção de parques infantis e também na certificação dos mesmos. Os primeiros parques, totalmente em madeira, remontam à década de 80, tendo evoluído para sistemas policromáticos, com uma ampla oferta de materiais, capazes de assegurar a melhor relação estética-segurança e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento e diversão dos seus utilizadores.

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A SGS Portugal, empresa líder mundial em inspeção, verificação, testes laboratoriais,  formação e certificação, apresentou os novos laboratórios da empresa com mais de 2000m2, e respetivas soluções tecnológicas aplicáveis ao setor agrícola, à Exmª. Senhora Ministra  da Agricultura, Dr.ª Maria do Céu Antunes, numa visita que teve lugar no passado dia 30 de novembro. 

A Exmª. Senhora Ministra da Agricultura, Dr.ª Maria do Céu Antunes, destacou que “é  extremamente importante criar projetos que capacitem os agricultores a adaptarem-se aos  efeitos das alterações climáticas, assim como à mitigação dos seus efeitos. É também necessário que as empresas se organizem para encontrarem soluções para os problemas dos agricultores e que se criem parcerias entre, por um lado, agricultores e produtores, que  identificam os respetivos problemas, e, por outro, empresas e entidades de sistemas científico e tecnológico, de modo que estas incorporem as soluções tecnológicas para estas problemáticas. É de destacar o trabalho de excelência que é realizado nestes novos laboratórios da SGS Portugal, com recurso às mais recentes inovações tecnológicas do mercado”. 

Nesta visita, a SGS Portugal demonstrou a sua capacidade laboratorial ao nível da cadeia  agroalimentar, envolvendo soluções inovadoras de fertirrigação; solução de solo, extraída em diferentes profundidades; análise de água de irrigação e análise do solo; amostras de folhas; mapeamento do solo com GPS; soluções de auditoria personalizada com recurso a drone, entre outras com aplicabilidade em território nacional e internacional.

Esta importante visita, e reconhecimento da capacidade de inovação da SGS Portugal por  parte do Ministério da Agricultura, coincide com o momento em que a SGS Portugal acaba  de ser apontada pela nossa casa mãe para a receção da primeira equipa de inovação para  desenvolvimento de projetos a nível global. Fomos selecionados entre dezenas de países  para receber um forte plano de investimento em inovação, fazendo estes novos laboratórios  parte de um centro de excelência global que concentrará cientistas, bio-informáticos e  especialistas em diversas áreas.”, sublinha João Marques, Managing Director da SGS  Portugal.

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A Tetra Pak e a Compal voltam a unir esforços numa campanha  publicitária que promove a colocação das embalagens da Tetra Pak, no ecoponto amarelo para que possam ser recicladas. Para tal, foi colocada uma empena com quase 1000m2, onde é possível visualizar  uma embalagem da Compal e as mensagens Embalagens vazias da Tetra Pak vão para o ecoponto  amarelo, bem como, Recicle. A natureza agradece. com uma embalagem gigante da Compal na Avenida  da República, que poderá ver até janeiro e, pretende surpreender os cidadãos que percorrerem a tão conhecida avenida lisboeta. 

Esta iniciativa visa sensibilizar os portugueses para a importância da reciclagem das embalagens. Em  Portugal as taxas de reciclagem são ainda muito baixas e necessitamos da participação de todos os  portugueses para inverter esta situação. A Tetra Pak, tem vindo a chamar à atenção para esta problemática e vê através desta campanha uma oportunidade de reforçar a sua mensagem, e missão, junto dos  portugueses. 

Ingrid Falcão, responsável pela área de sustentabilidade da Tetra Pak Ibéria, afirma: “A nossa relação  com a Compal, e a missão conjunta da diminuição da pegada ecológica, faz com que continuemos a  apostar neste tipo de iniciativas. Acreditamos que esta campanha será vista por milhares de pessoas e  esperamos que as faça refletir sobre um ato tão simples, mas importante, como é a colocação das embalagens da Tetra Pak e, neste caso, da Compal, no ecoponto amarelo. Todas as embalagens contam  para um planeta mais sustentável e é isso que queremos transmitir aos portugueses” 

Rodrigo Costa, diretor de Marketing da Sumol+Compal para Portugal e Espanha afirma: “Na  Sumol+Compal, movidos por uma cultura de excelência, paixão e compromisso, acreditamos na  preservação da natureza como um pilar fundamental da nossa atividade, sempre tendo presente que  estamos a deixar um legado a sucessivas gerações. Neste contexto, a reciclagem das nossas embalagens é uma questão fundamental para a promoção de uma maior economia circular. Este é um ciclo que só terá sucesso com o papel fundamental de cada um dos nossos consumidores, daí a importância desta  campanha”

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Idealizada para a mulher ousada que gosta de viver a vida por inteiro, a marca de moda sustentável, Capsula Organic Brand lança Essence, lança uma coleção repleta de peças que acompanham os momentos do dia-a-dia sem comprometer o conforto.

Inspirada nos contrastes de cores e nas paisagens vinhateiras do Douro, a coleção outono-inverno de Capsula pretende incentivar as mulheres a desfrutar da natureza e da cultura portuguesa. Destaca-se a utilização de materiais orgânicos, como o linho e o algodão, para a produção de malhas, nas quais a intemporalidade dos tons neutros e a ousadia do azul e tijolo resultam em peças que se adaptam a todas as mulheres. Versáteis para diferentes ocasiões, Essence é composta por vestidos, saias compridas, minissaias e camisas, apostando em franjas para lhes dar um acabamento divertido e diferente.

Num contexto de slow fashion, os modelos intemporais de Capsula Organic Brand – produzidos em pequenas fábricas locais em Portugal com materiais sustentáveis – procuram sensibilizar as pessoas a adotarem um estilo de vida consciente com escolhas responsáveis a fim de diminuir o impacto ambiental.

Assim, Capsula por ser uma marca orgânica que zela pelo ambiente, em conjunto com a associação Plantar uma Árvore, criou um movimento de moda consciente em que por cada compra de um vestido uma árvore é plantada. Este é um “movimento plantado” de norte a sul do país e nos Açores, em que cada peça comprada ajudará esta causa ambiental.

Na nova coleção fotografada nas vinhas do Douro, pretende valorizar o que Portugal tem para oferecer, desde o vinho às paisagens de cortar a respiração disponibilizando, no seu website, um roteiro pelo Douro Vinhateiro com sugestões para alojamento, refeições e atividades.

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Nesta entrevista, Filipe Caroço pretende explicar-nos os beneficios que a iluminação LED pode fornecer à população e o impacto ambiental positivo que esta opção tem no planeta.

Como surge esta parceria entre a Schréder e a CIMLT?

Não existe uma parceria entre a Schréder e a CIMLT, a Schréder surge neste processo como parceira tecnológica da empresa vencedora do concurso internacional para a empreitada do projeto de eficiência energética na iluminação pública lançado pela CIMLT.

 

A poupança de 2,2 milhões de euros na fatura energética, bem como energética de 18 GWh e a diminuição de 8.460ton de carbono para o ambiente são valores conquistados em quanto tempo?

Estes benefícios são imediatos e anuais, repetindo-se no tempo durante a duração da vida útil da instalação. Na vertente financeira até é expectável que haja um incremento na poupança devido ao aumento do custo da energia elétrica.

 

A 1º fase do programa passou por alterar cerca de 70 mil luminárias, qual a 2º fase do projeto e quais os municípios que estão a aderir?

As mais de 70.000 luminárias substituídas já correspondem à 1ª e à 2ª fase da maioria dos concelhos da CIMLT. Todos os municípios da CIMLT aderiram à iniciativa e inclusive várias câmaras fizeram a substituição total da sua iluminação pública para LED. 

Qual o fator diferenciador da Schréder Iluminação que levou a CIMLT a elegê-los como parceiros neste investimento?

Sem dúvida que o que levou a Schréder a estar presente na proposta vencedora do Concurso Internacional lançado pela CIMLT para este projeto foi a relação qualidade/performance das suas luminárias associado a um preço muito competitivo.

 

Tratando-se este de um projeto que tem em conta o ambiente, qual o tempo de vida útil das novas luzes instaladas em contrapartida das anteriores?

No mínimo as fontes de luz LED duram quatro/cinco vezes mais que as antigas lâmpadas utilizadas anteriormente. Sendo que a garantia das luminárias é para 10 anos mas o seu tempo de vida útil expectável é bastante superior.

Qual seria o impacto ambiental e económico caso toda a CIMLT alterasse toda a sua iluminação pública para a luzes LED?

Neste momento e na globalidade dos onze municípios que constituem a CIMLT, cerca de 80% do parque de luminárias de iluminação pública instaladas foi substituído para LED. De uma forma simplista podemos dizer que ainda existe potencial para otimizar pelo menos 20% os benefícios já obtidos. 

Quais os outros benefícios, para além de ambientais e monetários, que esta iluminação LED pode fornecer à população?

São vários: segurança, coesão territorial, fluidez, identidade… apesar de se tratar de um projeto de eficiência energética não necessitámos de reduzir ou apagar pontos de luz criando zonas mais favorecidas que outras. Pelo contrário, foram tidos em consideração todos os aspetos necessários para oferecer luminárias com design e performances adaptadas às várias tipologias do projeto desde a iluminação rural às vias rápidas, zonas residenciais, parques urbanos e centros históricos, onde nalguns casos, e para manter a identidade dos locais, recorremos à execução de retrofitings.

Em qualquer circunstância os resultados luminotécnicos obtidos (níveis luminosos e uniformidade) melhoram a segurança e a coesão de todo o território. Estradas bem iluminadas aumentam a segurança rodoviária e centros urbanos e suburbanos com uma iluminação uniforme de qualidade aproximam as pessoas contribuindo para a interação e coesão social.

Além disto e por estarmos a lidar com uma tecnologia mais fiável e durável que as tecnologias convencionais a taxa de avarias das luminárias LED é realmente muito reduzida ou inexistente o que garante espaços permanentemente bem iluminados, sem constantes constrangimentos na via pública.

Filipe Caroço

Filipe Caroço, licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores Ramo de Energia no Instituto Superior Técnico, iniciou no ano de 2012 funções de Diretor Comercial Sul, sendo responsável pela gestão da equipa comercial e implementação da estratégia comercial da empresa para a zona Sul de Portugal. Em 2018 desempenhou funções de Diretor Comercial em Portugal sendo responsável pela gestão do departamento comercial e aplicações fotométricas. E finalmente, em 2020 início das funções de diretor geral da Schréder Iluminação em Portugal e posteriormente ingressou no departamento comercial.

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Mariana Galindo fala-nos um pouco sobre a sua agência criativa que tem como objetivo aliar a criatividade e originalidade à transformação social das marcas e o papel fundamental que as empresas desempenham no que diz respeito à sustentabilidade.

Como surge a ideia de criar a TTouch e qual a origem do nome?

Surge de um desassossego meu, onde ao fim de mais de 25 anos a trabalhar marcas e com cada vez mais consciência do que o mundo precisa, senti necessidade de criar uma Agência criativa que tivesse como causa, as causas das marcas.

Enquanto Publicitária, assumi que, se é isso que sei fazer melhor, é com isso que vou tentar mudar o mundo. No fundo, fazer o bem, com o que sei fazer bem .

 

Porque é que sentiram a necessidade de criar uma agência criativa que estivesse orientada para o impacto social?

Existe uma nova geração que acredita que pode ser a mudança que quer ver no mundo- como propunha Ghandi- e exige o mesmo às corporações que elege. Ou seja, exigem das marcas novas responsabilidades, que tomem posições, que defendam causas e que usem o seu poder e influência diários para ajudar a resolver problemas importantes da sociedade. Exigem que tenham um propósito maior do que simplesmente repartir dividendos com os acionistas.

Como não estamos em tempo de meias verdades, ou meios compromissos, a TTouch nasce  para fazer acontecer  exatamente essa mudança. Aquilo  que chamamos de Ativismo Criativo. Aliar a criatividade à transformação social das marcas.  Revolucionar a publicidade . É assim que queremos que os nossos clientes cresçam – com estratégias e ideias transformadoras e diferenciadoras.

Aliar a criatividade/originalidade à transformação social das marcas é um dos propósitos da agência, e foi isto que aconteceu por exemplo com a campanha que fizeram para a EDP. Fale-nos um pouco sobre o impacto dessa campanha para a TTouch?

O impacto foi que mais de 3000  alunos  do 1º e 3º ciclo, em tempos de pandemia, conseguiram dar ENTER na escola online.

A TTouch foi a Agência responsável pela estratégia da Missão Educação da Fundação edp (um programa da EDP Solidária, que voltou a investir nas áreas prioritárias da sociedade Portuguesa) e pela criação da campanha multimeios, suportada pelo conceito o T(eu) PC.

 

Fizeram recentemente uma iniciativa sustentável com o MAAT. No que é que consistiu?

O MAAT desafiou a TTouch, a desenvolver uma linha de merchandising para a loja inspirada no conceito “Green is not a colour”.

A agência respondeu com uma linha de cartazes, cadernos escolares e postais com cores fortes e palavras de ordem como “Think green, make it clean”, “wake up and smell the climate change” ou “green is the new black”.Todas as peças foram 100% produzidas em Portugal com recurso a papel proveniente de fontes responsáveis (certificação FSC Misto). As peças encheram de cor e energia a loja do MAAT onde estão atualmente disponíveis para venda, e são todas tão interessantes que vai ser difícil escolher só uma. A loja do MAAT privilegia produtos de design, nacional e internacional, estabelecendo parcerias com artistas e marcas emblemáticas como Viarco, Vicara, Ach Brito, Nally, Amorim, Hay, Vitra, Fernanda Lamelas, entre outros. Mas também, aposta em criatividade e produção nacional.  E o trabalho da TTouch, foi um bom exemplo disso.

As marcas cada vez mais procuram uma comunicação mais sustentável, principalmente depois desta vaga de consciencialização que o covid trouxe. Sentem que o facto de terem nascido quase no início da pandemia vos impulsionou?  

Honestamente, não. Mesmo antes da Pandemia a urgência de fazer acontecer, era clara para nós e por isso mesmo nascemos antes da Pandemia.

 

Quais os próximos passos para este projeto?

Continuarmos este ‘caminho menos percorrido’. Tentar que as marcas saiam do ‘meio do caminho’ e entendam que:

A responsabilidade social e ambiental não tem de ser o “parente pobre” das empresas/ marcas mas que deve ser tratado como algo urgente e que gera valor e lucro   

Deve ser trabalhado por Agências com competência para isso. Que para além  das competências criativas, sejam Agências de terreno e que não estejam afastadas da realidade das organizações sociais. Que entendam os insights  existentes e que comuniquem da forma certa. Ou  seja, com conhecimento de causa.

Que lugar queremos ocupar daqui a uns anos? O lugar que ocupamos agora.  Continuarmos a ter uma equipa de criativos, estrategas, assistentes sociais, psicólogos, historiadores, políticos e designers, que acorda todos os dias com a certeza que é este o caminho, é isto que os mobiliza, realiza e é assim que vamos conseguir mudar o mundo. O Negócio virá por acréscimo no momento dele.

Mariana Galindo

Formada em Marketing  e mais tarde com um MBA a Publicitária assumiu que, se é isso que faz melhor, é com isso que vai mudar o mundo. A Mariana traz o coração à frente das mãos e a cabeça acima das nuvens. Felizmente, os pés estão bem assentes na terra e deram sempre os passos certos numa carreira com mais de 25 anos em que metade dedicou a agências internacionais e a outra metade, às duas maiores nacionais – Partners e BAR. Experiência não lhe falta, com a gestão de clientes em praticamente todos os sectores de mercado, da Banca à Distribuição, das telecomunicações à Saúde, do Luxo ao Social. É a estratégia por detrás da TTouch, a comunicação e a criatividade.

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O João e a Silvana, contaram-nos um pouco sobre o seu projeto, a Cosbe, que aproveita as sobras das uvas após a vinificação para criar um champô sólido sustentável.

Como surgiu a ideia deste projeto e qual a origem do nome da marca? 

A ideia de criar este projeto surgiu durante a vindima de 2020. 

Depois da vinificação temos todas as sobras, as chamadas massas vínicas, que já há alguns anos que queríamos aproveitar, são subprodutos com propriedades valiosas nomeadamente na indústria cosmética. Como queríamos também diminuir a nossa pegada ecológica percebemos que era a oportunidade ideal, já éramos clientes e admiradores de várias marcas de champôs sólidos, é um produto tão simples como revolucionário pois conseguimos reduzir na quantidade de embalagens de plástico e criar formulações incríveis. Decidimos  etnão criar o nosso champô sólido, o primeiro produto COSBE, com um ingrediente muito especial e benéfico para o cabelo, o óleo de grainha de uva. 

O nome COSBE surgiu naturalmente, é fácil quando no início definimos que seria algo inventado para funcionar bem quer a nível nacional, quer a internacional. Começamos a a brincar com as palavras e juntamos o “COS” da palavra cosmética e “BE” de beauty, gostamos e assim ficou COSBE.

 

O vosso primeiro produto foi um champô sólido. Quais as vantagens da utilização de um champô sólido em vez de líquido? 

A primeira  grande vantagem que nos vem logo à cabeça é a de ser um produto muito mais ecológico, não precisamos de plástico, conseguimos ter a mesma formulação de um champô líquido, mas o facto de não ser adicionada tanta quantidade de água (que na verdade não precisamos pois temo-la no duche/banho) ajuda-nos a poupar também nesse recurso finito. A durabilidade e a praticidade também são vantagens que atraem, até na hora de viajar, pois como não é um líquido não precisam de o retirar da mala, é leve e ocupa pouco espaço.

Sendo o óleo da grainha de uva um dos elementos principais do vosso champô sólido, quais os seus benefícios? 

O champô Cosbe para além de partilhar todos estes benefícios, tem como ingrediente principal o óleo de uva, um óleo fino de rápida absorção que hidrata, mas sem pesar. Usufruímos também das propriedades terapêuticas deste ingrediente, é recomendado para quem sofre de problema de dermatite seborreica, e como é rico em vitamina E (um supero-oxidante) promove a circulação sanguínea o que influencia o crescimento dos fios.

 

No vosso website admitem ter um compromisso sério para com o planeta. Em que consiste, na prática? 

O nosso compromisso começa antes da criação do produto, com a utilização de subprodutos, fazendo economia circular e criando um champô sólido vegan, sem sulfatos, parabenos, sal ou silicones e plastic-free. Nos envios temos especial cuidado com a pegada de carbono, já é um produto que ocupa pouco espaço e leve permitindo economizar também nesse sentido. Para expedição usamos caixas de cartão com o tamanho adequado para cada encomenda para também não haver desperdício e é tudo selado com fita adesiva de papel, aproveitamos também outras embalagens de compras online nossas e outras cedidas por amigos.

No futuro pensam lançar novos produtos assentes no mesmo compromisso? 

Sim, queremos aumentar a nossa gama de produtos e criar um portfólio assente nesta preocupação quer ambiental quer com o que usamos como consumidores.

Estamos neste momento a trabalhar no próximo produto que iremos lançar em 2022, ainda a fazer muitos testes para chegarmos ao que realmente ambicionamos.

 

Quem pretende adquirir os produtos da Cosbe, onde pode fazê-lo? 

A COSBE inicialmente nasceu para o online mas a procura das lojas físicas começou por clientes e amigos que já nos conheciam pelos vinhos. Achamos que não fazia sentido não oferecer o nosso produto a lojas físicas até porque assim o cliente que queira ter a experiência física de compra pode fazê-lo. Está à venda no nosso site www.cosbeconcept.com, em Lisboa na More Than wine, em Évora na d’Evora for you, na Madeira na Acharola, em Aveiro na Alma de Alecrim, Ericeira na Wavegliders, e por aí. Também já começamos o processo de exportação, é algo que nos está intrínseco e cada vez que fazemos uma viagem não deixamos de apresentar este nosso produto. 

Quem quiser saber qual o ponto físico de venda mais próximo pode sempre contactar-nos por e-mail ou nas redes sociais.

João e Silvana

João nasceu em Alenquer, sempre mais ligado à terra através da sua paixão pela viticultura passada pelo seu pai. Depois de ter passado por vários projetos no Alentejo e na região de Lisboa, agora toma conta do negócio familiar, a Quinta do Lagar Novo, onde se encarrega desde a produção até à comercialização. 

Silvana nasceu em Monsanto, mudou-se para o Alentejo onde viveu 11 anos e por último passou a viver em Alenquer, vila pela qual se apaixonou por intermédio do João. Ligada desde sempre à área dos vinhos passou por inúmeros projetos e regiões, hoje na região de Lisboa.

Para além de partilharem a mesma paixão no setor vitivinícola têm agora em comum este novo projeto, de amor e sustentabilidade. É assim que o veem e é assim que o querem passar a todos.

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“É possível voltar atrás depois de tantos anos a poluir o mundo com plástico?”; “Qual o impacto que a pandemia teve na eliminação do plástico?”; “Como sensibilizar os cidadãos para práticas mais sustentáveis?”; Estas são algumas das perguntas que Pedro São Simão, coordenador do Pacto Português para os Plásticos, pretende esclarecer nesta entrevista.

No que consiste o Pacto Português para os Plásticos?

O Pacto Português para os Plásticos (www.pactoplasticos.pt), promovido e liderado pela Associação Smart Waste Portugal, e pertencente à Plastics Pact Network da Fundação Ellen MacArthur, é uma iniciativa colaborativa que une diferentes atores da cadeia de valor nacional do plástico, com uma visão comum de promover a transição para uma economia circular dos plásticos em Portugal, garantindo o fim da poluição de plástico.  A iniciativa conta, atualmente, com mais de 100 entidades membro, contando também com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, e com o apoio institucional do Ministério do Ambiente e Ação Climática; Ministério da Economia e Transição Digital; e Ministério do Mar.

Para garantir o cumprimento da visão comum, os membros do Pacto Português para os Plásticos comprometeram-se a atingir, até 2025, as seguintes metas:

  • Eliminar os Plásticos de Uso Único Problemáticos e/ou Desnecessários;
  • 100% das Embalagens de Plástico serem Reutilizáveis, Recicláveis ou Compostáveis;
  • 70% de Taxa de Reciclagem de Embalagens de Plásticos;
  • 30%, em média, de Incorporação de Plástico Reciclado em Novas Embalagens de Plásticos;
  • Sensibilizar e Educar os Consumidores para o Uso Responsável, Sustentável e Circular dos Plásticos

O facto do vírus Covid-19 ser extremamente transmissível faz com que os materiais utilizados (por exemplo luvas, máscaras, hazmatic suits, etc.) apenas possam ser utilizados uma única vez e que sejam extremamente descartáveis. Considera que a pandemia foi um fator que veio atrasar a consecução das metas estabelecidas até 2025?

Um mês após o lançamento do Pacto Português para os Plásticos, a pandemia covid-19 entrava em Portugal, alterando, de forma repentina, as prioridades dos agentes económicos e sociais – garantir o menor impacto da pandemia na saúde e na economia portuguesa.

Contudo, mesmo com um cenário económico de grande condicionamento e imprevisibilidade, a cadeia de valor dos plásticos não só assumiu, como reforçou a sua liderança na transição para uma economia circular para os plásticos. Ultrapassado mais de um ano da iniciativa, hoje são mais de 100 os membros do Pacto Português para os Plásticos, quando no lançamento eram cerca de 50. Durante o primeiro ano, foram realizadas mais de 20 reuniões dos diferentes grupos de trabalho da iniciativa (remotamente), sempre com uma afluência muito elevada de participantes.

Mas mais do que o volume de reuniões, destaca-se o resultado das mesmas. Foi possível concretizar o primeiro grande objetivo, o de chegar a um acordo sobre plásticos de uso único considerados problemáticos e/ou desnecessários, que os membros da iniciativa se comprometem a eliminar até 2025. Foi possível concretizar o documento estratégico da iniciativa – o Roadmap 2025 – que define o caminho a seguir para a concretização das ambiciosas metas da iniciativa em 2025. Desenvolveu-se e implementou-se a primeira campanha de comunicação do Pacto Português para os Plásticos – a campanha “Vamos Reinventar o Plástico” – que tem sido amplamente divulgada pelos nossos membros, principalmente através dos seus canais digitais e nas lojas de alguns retalhistas. Promoveram-se duas semanas de conhecimento, onde especialistas, nacionais e internacionais, apresentaram as inovações e tendências nas áreas da reutilização e da inovação de embalagem.

Apesar de ter sido um ano desafiante, pela conjuntura associada à pandemia e ainda pelo facto de ser a primeira vez que vários agentes de diferentes setores se juntam em torno de um objetivo comum, acreditamos que este primeiro ano superou, de forma significativa, as expectativas depositadas inicialmente. Estes primeiros resultados demonstram o potencial da visão assumida pela Associação Smart Waste Portugal – a do poder da colaboração na transição para uma economia circular.

Salientar que a pandemia teve impacto no desenvolvimento das ações, coletivas e individuais, dos nossos membros. Por exemplo, o incremento de serviços como takeaway e o delivery impactaram no consumo de embalagens, nomeadamente de algumas que os membros consideram problemáticas. Contudo, apesar das restrições à vida social e económica, os nossos membros foram capazes de avançar no sentido certo.

Da listagem de 19 itens que os membros se propõe a eliminar dos seus portfolios até 2025, quatro já não estão presentes nos portfolios dos nossos membros, e três registaram uma redução de 70%, ou mais, entre 2019 e 2020. O volume de embalagens reutilizáveis aumentou, representando 7% do total das embalagens de plástico usadas pelos nossos membros em 2020, mais de metade das embalagens já são recicláveis e, em média, cresceu a quantidade de plástico reciclado usado em embalagens de plástico – 11% em 2020. 

Se numa conjuntura tão adversa e instável os nossos membros assumiram a liderança, comprometendo com a visão e ambiciosas metas do Pacto Português para os Plásticos, ao mesmo tempo que realizaram esforços e investimentos que se traduziram em progresso, entre 2019 e 2020, podemos concluir que este é, de facto, um compromisso capaz de criar a mudança sistémica necessária para concretizar uma verdadeira economia circular para os plásticos em Portugal, e estamos convictos que iremos atingir as nossas metas até 2025.

O principal objetivo é implementar uma economia totalmente circular para diminuir a nossa pegada ecológica. É possível chegar a essa meta? Se sim, quando se prevê?

O paradigma económico de uma “economia circular” é desacoplar o crescimento económico e desenvolvimento social do consumo de recursos e poluição.O objetivo do Pacto Português para os Plásticos é garantir que “agarramos” esta oportunidade dentro da cadeia de valor dos plásticos nacional.

O paradigma da economia circular impõe que só utilizemos recursos se for estritamente necessário. Muitas inovações, ao longo dos anos, promovidas pela indústria dos plásticos têm permitido, por exemplo, reduzir o volume de material por embalagem, com impactos diretos e indiretos no consumo de recursos – e, por conseguinte, no seu impacto ambiental. Muitos itens existem que utilizamos por simples “conforto” ou “hábito”, muitas vezes numa lógica descartável. Dentro de uma economia circular, temos de repensar a verdadeira necessidade do consumo destes itens e, sempre que possível, tentar evitá-lo.

Para todos os recursos que precisamos, no nosso caso, os plásticos, temos de garantir que estes permanecem na economia, a circular. Os círculos podem ser mais ou menos curtos. Uma reutilização de uma garrafa em casa é um ciclo curto. Um sistema de depósito e retorno de garrafas, que exige o movimento de toda a cadeia de valor, é um ciclo longo. Em ambas as situações, preservamos os materiais na economia. No caso da garrafa em casa, intacta para a próxima utilização. No caso do sistema de depósito, recuperamos o material da garrafa, através da reciclagem, que voltamos a utilizar para produzir uma nova garrafa.

Esta lógica tem três grandes vantagens. A primeira, é a económica. Permanecendo os materiais na economia, conseguimos rentabilizar e valorizar a sua utilização ao máximo, permitindo reduzir custos. A segunda está ligada a esta poupança, mas agora ligada ao nosso planeta. Poupando o consumo de recursos, poupamos o custo ambiental da sua extração da natureza, e os custos indiretos, como emissões de carbono. Finalmente, a terceira grande vantagem de uma economia circular para os plásticos é garantir as condições para o fim da poluição. Sendo valorizados dentro da economia, ninguém deixará “escapar” o plástico para o ambiente, pelo elevado valor económico que tem, e, claro, pelo impacto negativo que a poluição de plástico tem nos ecossistemas.

Uma economia circular junta “economia” e “ambiente” de forma harmoniosa, numa lógica onde todas as partes ganham, e a sociedade sai beneficiada.

O Pacto Português para os Plásticos, com as suas ambiciosas metas para 2025, contribui, de forma clara e direta, para que esta seja uma realidade num futuro não tão distante. A tecnologia e a inovação serão essenciais para chegarmos ao nosso destino, mas mais do que uma questão tecnológica, trata-se de uma predisposição que empresários, consumidores, governantes e todos os demais envolvidos na cadeia de valor dos plásticos têm que assumir, pautando as suas decisões e comportamentos por uma lógica de circularidade. Se todos o fizerem, todos ganhamos!

Considera que os cidadãos estão informados relativamente este tema e têm consciência da importância do seu papel para a redução dos níveis de plástico no mundo?

Mais do que preconizarmos uma “redução dos níveis de plástico”, temos de preconizar a “redução do desperdício”, e procurar garantir o uso racional e circular de todos os materiais. “Reduzir os níveis de plástico” não deverá, na minha opinião, ser a premissa mobilizadora do consumidor. Porque se “reduzirmos o plástico” e o substituirmos por outro qualquer material, poderemos estar a criar outros problemas, e a privar a nossa sociedade das vantagens dos plásticos.

Os plásticos fazem parte da nossa sociedade, e têm contribuído, de forma determinante, para a melhoria dos padrões de vida da população mundial. No caso das embalagens de plástico, que são o âmbito do Pacto Português para os Plásticos, este material contribui para a segurança e maior durabilidade dos nossos alimentos, para o seu transporte seguro e eficiente, para o menor custo dos produtos, entre muitas outras características. Fora do nosso âmbito, sabemos todos da importância dos plásticos no setor da saúde, mas também nos transportes, na construção, entre outras múltiplas aplicações.

O uso racional e circular dos plásticos, o preconizado numa economia circular, garante a minimização do impacto do consumo de plástico no ambiente, sem limitar as nossas opções e qualidade de vida. E, aí, cada um de nós tem um papel determinante.

Primeiro, sendo racionais nas nossas escolhas. Se não precisamos da palhinha em plástico, talvez também não precisemos da palhinha em metal ou papel. Mais do que pensar em “reduzir o plástico”, temos de pensar em “reduzir o desperdício”, e isso podemos fazer a cada decisão de consumo que tomamos.

Depois, temos de apoiar o processo de transição para um modelo circular. E isso é mais simples do que soa. Numa economia circular o “consumidor” deixa de ser “final” para ser “intermédio”, sendo parte integrante – e essencial – da cadeia de valor. Todos somos fornecedores da cadeia de valor do plástico. Seja fornecedores de embalagem, sempre que existam sistemas de reutilização, seja fornecedores de matéria-prima, separando as embalagens usadas no ecoponto amarelo, permitindo que o material destas seja a matéria-prima para produzir novas embalagens.

Ao preservarmos os plásticos na economia – através da reutilização e reciclagem – garantimos que estes nunca terminam no ambiente, e evitamos a extração de recursos adicionais. Se reduzirmos o desperdício, reforçamos o nosso impacto na redução do consumo de recursos. E nesta lógica, estimulamos novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável, criando mais valor para a economia.

O nosso Primeiro Relatório de Progresso demonstra que existe uma grande abertura dos portugueses a consumir embalagens com material reciclado – mais de metade estariam dispostos. Os nossos membros, individualmente, e o Pacto Português para os Plásticos, de forma colaborativa, têm procurado sensibilizar o consumidor para este papel determinante que tem na transição para uma economia circular para os plásticos.

Mas para além de sensibilizar e educar o consumidor, é fundamental que ele tenha disponíveis embalagens reutilizáveis e 100% recicláveis, que disponha dos sistemas que permitam garantir uma reciclagem de maior e melhor reciclagem, que se dê continuidade aos investimentos e inovação na área da embalagem, permitindo a crescente incorporação de material reciclado e a criação de novos modelos de negócio. Garantir essas condições é compromisso coletivo que os membros do Pacto Português para os Plásticos assumiram ao determinar as metas a atingir até 2025, e exigirá um esforço de todos os elos da cadeia de valor – empresas, governo, ONGs, poder local e, claro, de todos nós enquanto consumidores.

Uma das metas para 2025 é “Sensibilizar e Educar os Consumidores para o Uso Responsável, Sustentável e Circular dos Plásticos”, como pretendem fazê-lo?

Com o objetivo de sensibilizar os consumidores portugueses para uma utilização responsável do plástico e mobilizar a sociedade no processo de transição para uma economia circular dos plásticos em Portugal, o “Pacto Português para os Plásticos” criou uma campanha intitulada “Vamos Reinventar o Plástico”. Esta é uma campanha que se desenrolou em duas fases, chamando o consumidor a intervir em cada uma delas.

A primeira fase, “Reduzir”, decorreu no final do ano 2020, foi uma ação sobretudo informativa, e apostou numa presença digital com o site www.pactoplasticos.pt; num vídeo de apresentação do projeto; numa campanha online em vários sites de referência, tendo sido divulgada amplamente nas redes sociais dos membros do Pacto Português para os Plásticos e em vários supermercados e pontos de venda dos membros associados. Foi o primeiro contacto dos consumidores com o Pacto Português para os Plásticos, com um impacto importante, verificado pelo número significativo de visitas ao nosso website e redes sociais.

A segunda fase coincidiu com o primeiro aniversário da iniciativa, 4 de fevereiro de 2021, e focou-se na “Reutilização” e “Reciclagem”. Com a dinâmica de comunicação da primeira fase, mas agora centrada nas questões da “reutilização” e da “reciclagem”, a campanha  “Vamos Reinventar o Plástico” demonstrou de forma simples e intuitiva, como todos podem fazer a diferença e evitar que os plásticos se convertam em resíduos ou poluição. Esta fase contou também com a promoção de um passatempo nas redes sociais, que permitiu ao PPP conhecer os hábitos de reutilização das embalagens de plásticos dos portugueses.

Considerando que as ações de “reutilizar” e “reciclar” são muito tangíveis para o consumidor, e que foi explicada a importância de cada uma destas ações, esta foi uma fase importante da campanha.

No âmbito da campanha “Vamos Reinventar o Plástico” foi ainda desenvolvida uma página no site do Pacto Português para os Plásticos com as boas práticas já implementadas pelos seus membros, onde é possível conhecer os esforços que já estão a ser realizados em prol de uma economia circular para os plásticos. Desde inovações simples, mas de grande impacto, até a soluções e tecnologias totalmente disruptivas para acelerar esta transição, são mais de 200 os exemplos de Boas Práticas disponíveis no site do PPP para que o consumidor tenha mais informação relativamente ao que está a ser feito pelos membros.

Quanto aos próximos passos, já no início de 2022, o Pacto Português para os Plásticos vai arrancar com uma nova campanha, agora focada na reciclagem do plástico. Vai ainda comunicar com os mais pequeninos, através de um projeto educativo, que promove o fim dos descartáveis – de plástico e de outro qualquer material. Com os profissionais do futuro – os estudantes universitários – vai apostar em sessões masterclass nas Universidades e Politécnicos membros da iniciativa, assim como num programa de ideação, desafiando os empreendedores do futuro a gerar ideias capazes de acelerar o processo de transição para uma economia circular para os plásticos.

Nós, comunidade, podemos tentar fazer a diferença na nossa pegada ecológica daqui para a frente, mas será possível conseguirmos limpar o enorme rasto que deixamos para trás?

Normalmente, usa-se muito a metáfora da “casa com inundação” para simbolizar o problema da poluição de plásticos. Quando chegamos a nossa casa e verificamos uma inundação, a primeira coisa que fazemos não é, certamente, procurar a esfregona para limpar o chão. É sim procurar a torneira que deixamos aberta, e fechá-la imediatamente.

Essa é a estratégia e compromisso do Pacto Português para os Plásticos: “Fechar a torneira” da poluição de plástico, através da transição para uma economia circular. Salientar que com esta abordagem, não só evitamos a “inundação” (atual e futura), mas também aproveitamos melhor a “água” (isto é, o plástico) sempre que precisamos dela. E acreditamos que estaremos muito perto de o fazer com a concretização das Metas 2025 desta iniciativa.

Pelo menos até 2025, o nosso foco continuará a ser “fechar a torneira” em Portugal, e apoiar o processo de “fechar a torneira” a nível global, através do trabalho conjunto com os nossos parceiros da rede internacional a que pertencemos – a Plastics Pact Network da Fundação Ellen MacArthur.

Obviamente, depois de “fecharmos a torneira”, temos de “limpar a inundação” e “repor os estragos”. Em parte, isso tem vindo a ser feito por algumas entidades, algumas membros do Pacto Português para os Plásticos. Existem vários projetos focados na recolha de plástico dos oceanos e da natureza, para a sua incorporação em novos produtos, sejam embalagens ou sapatilhas, entre outros. Estamos atentos a estas iniciativas, e procuramos partilhá-las com os nossos membros. Mas consideramos que a prioridade deve estar a montante, em evitar que eles cheguem à natureza em primeira instância. Porque estimular o consumo de “plástico dos oceanos” pode criar o incentivo perverso de não criar urgência para eliminar a sua fonte. Por isso é que o nosso foco é exclusivamente na fonte, em “fechar a torneira”, tão depressa quanto possível.

No futuro, quando as “torneiras” estiverem todas fechadas, acreditamos que os esforços se deverão focar na remoção dos plásticos da natureza, que será sem dúvida uma tarefa exigente. Mas, com a concretização de uma economia circular global para os plásticos, o valor intrínseco destes materiais dará o incentivo económico necessário para os recolocar na economia – afinal de contas, ninguém gosta de deixar uma nota perdida no chão.

Pedro São Simão

Pedro São Simão possui licenciatura e mestrado em Economia, pela Universidade do Porto (Portugal), e pós-graduação em Cadeias de Valor Sustentáveis, pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). Iniciou a sua carreira profissional na América Latina – Venezuela e Brasil – trabalhando, durante os últimos 8 anos, numa indústria de moldes e plásticos, Ernesto São Simão Lda. (ESS), onde assume o cargo de Gerente Geral. É o representante da empresa na Direção da Associação Smart Waste Portugal (desde 2018), acumulando a função de coordenador do Pacto Português para os Plásticos (desde Fev/2020). Com uma carreira profissional dedicada à sustentabilidade e circularidade dos plásticos, também foi co-fundador do projeto Refeel Good, um projeto de reutilização de embalagens de plástico, que foi finalista no Social Innovation Challenge da Comissão Europeia (2019) e apoiado pelo programa EIT Climate-KIC (2020).

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