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O NEYA Lisboa Hotel surgiu com o intuito de ser um projeto inovador e sustentável no setor, desprendendo-se da linha clássica da hotelaria. O seu conceito de Sustentabilidade teve como base a Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

Pedro Teixeira, Diretor de Sustentabilidade da NEYA Hotels, explicou-nos que desde o início procuraram eliminar os impactes ambientais da atividade hoteleira e tornar este espaço situado no centro de Lisboa líder no turismo sustentável.

NEYA Hotel

NEYA Lisboa Hotel: como surgiu este espaço e qual é a sua origem?

A NEYA Hotels, grupo Nacional com capitais 100% Portugueses, surgiu em 2011 com a abertura do NEYA Lisboa Hotel, na zona da Estefânia, em Lisboa.

Considerámos, desde o primeiro momento, que a indústria hoteleira tem um papel fundamental a desempenhar no Turismo Sustentável, o que se revela hoje, bastante actual, estando espelhado em todos os objectivos internacionais e nacionais, como se pode verificar pelas Políticas de Sustentabilidade do Turismo de Portugal, por exemplo.

Assim, ao projectar um novo hotel, não se pretendeu seguir a linha clássica da hotelaria, pensando apenas na qualidade dos serviços prestados, associados ao alojamento de clientes, assim como de realização de eventos, restauração e SPA. Reflectindo uma visão interna dos fundadores, foi pensado um projecto hoteleiro com um carácter inovador ao nível da sustentabilidade, ou seja, tendo em consideração os impactes ambientais da actividade da operação hoteleira, mas indo mais além, olhando para a vertente social e económica. Surgiu assim, o NEYA Lisboa Hotel, com um conceito de sustentabilidade tripartida bem definido, onde estes aspectos foram tidos em consideração na fase de projecto, o que explica grande parte do sucesso do seu desempenho hoje em dia.

A actividade do hotel é orientada por um Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança, tendo como objectivo a minimização dos impactes ambientais, através de uma gestão eficiente de recursos, energia e produção de resíduos. O NEYA Lisboa Hotel procurou, sempre, eliminar os impactes ambientais da actividade hoteleira, evidenciando um conhecimento do futuro da indústria em termos de sustentabilidade e das exigências dos clientes actuais.

Esta filosofia está também patente na construção e decoração do hotel, assim como na designação dos diversos espaços do mesmo, como suites e salas de eventos e sobretudo na própria designação do grupo NEYA, sendo o “Y” em forma de árvore e em tons verdes, da sua versão original, um reflexo da marca e seu posicionamento no mercado.

O NEYA Hotel inspirou-se na Carta da Terra para desenvolver a sua missão. Qual foi a principal motivação para adotarem esta ação?

Desde o momento inicial de planeamento e execução do NEYA Lisboa Hotel, que se considerou a Carta da Terra como um instrumento fundamental como guia para o conceito de Sustentabilidade do Hotel. A Carta da Terra, sendo uma declaração de princípios éticos e fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica é uma visão de esperança e um “call to action”, pelo que se considerou como uma excelente base genérica para o comprometimento da organização, espelhada no desejo de uma transição para um futuro sustentável.

Por um feliz acaso, a abertura do Hotel coincidiu com o Ano Internacional das Florestas em 2011, o que reforçou mais ainda o compromisso da organização, ainda mais, por ter sido uma época de crise económica acentuada. Tentamos espelhar este comprometimento logo no momento da chegada dos hóspedes ao nosso hotel, através de um painel decorativo no lobby, alusivo a estes dois marcos históricos para a Sustentabilidade do planeta. A ideia é envolver as partes interessadas no nosso conceito, nomeadamente o hóspede, ajudando a atingir os objectivos propostos de minimização dos impactes ambientais da actividade.

setor hoteleiro

Atualmente, quais são os principais desafios associados à sustentabilidade colocados ao setor do turismo?

Os desafios de sustentabilidade do sector do turismo sofreram uma grande transformação devido à pandemia do novo Coronavírus em Março de 2020. Aos desafios tradicionais de mobilidade, ocupação do território, consumos de água, produção de resíduos e exploração dos recursos naturais, somam-se agora desafios em termos de saúde pública e higiene, que trazem novos impactes, dos quais salientamos a produção dos resíduos descartáveis associados a máscaras, luvas, testes, embalamento de alimentos e outras exigências de combate ao vírus. Se é verdade que as viagens associadas ao turismo diminuíram, regista-se no entanto, um aumento das deslocações em transporte individual, quer dos nossos hóspedes, quer dos colaboradores, provocando um aumento das emissões de carbono associadas. Também uma ocupação mais baixa, provoca a subida dos indicadores de consumos energéticos, água e consumíveis. Ou seja, com menos clientes alojados, o consumo efectivo de energia, água e matérias-primas total do hotel desce, mas sobe o indicador por quarto ocupado ou cliente, ou seja, cada hóspede é responsável por maiores consumos relativos, o que deturpa os resultados de sustentabilidade a obter.

Mas os desafios actuais, prendem-se com a necessidade de assegurar uma ocupação que permita a sustentabilidade financeira do negócio, assegurando também a manutenção e implementação de novas soluções de sustentabilidade ambiental. Não esquecer também a dificuldade actual em manter equipas capacitadas para dar resposta aos exigentes desafios de sustentabilidade do sector. Relembro novamente as indicações do Turismo de Portugal para caminharmos para um turismo sustentável, o que não será possível sem o envolvimento e a capacitação dos colaboradores da indústria. Para isso, também as Escolas de Hotelaria deverão ter um papel fundamental, com matérias de sustentabilidade reforçadas nos seus conteúdos curriculares.

Esta nova realidade implica também desafios que a NEYA Hotels evidencia considerar já na sua gestão, as questões ambientais e de Segurança e Saúde. Os novos clientes exigem outras condições para o seu alojamento, exigindo uma resposta atenta que garanta a segurança e um sentimento de bem-estar dos mesmos nas nossas unidades. Todo o histórico de certificações de sustentabilidade do grupo NEYA Hotels ajuda a garantir o cumprimento destes novos requisitos exigidos.

O NEYA Hotel tem adotado diferentes medidas no seu dia-a-dia de modo a reduzir o impacto ambiental do setor do turismo, tendo recebido diferentes prémios e certificações. Pode dar-nos alguns exemplos?

Desde o primeiro momento que a opção foi minimizar o impacte ambiental de uma nova unidade hoteleira no centro de Lisboa. Requalificando um edifício degradado, sem qualquer valor arquitectónico, reduziu-se o impacto ambiental da sua construção, promovendo ainda a reabilitação urbana da zona. A escolha de materiais e equipamentos nacionais, assim como soluções de eficiência energética, tiveram em consideração o conceito do hotel. Procedeu-se à avaliação, prevenção e redução de riscos e foram definidos os aspectos ambientais, assim como objectivos e metas regulares em termos de sustentabilidade.

A utilização de tecnologia limpas, tais como energia solar para aquecimento de águas, LED’s para iluminação, sistema de Ar Condicionado VRV e isolamento térmico do edifício, foram implementadas para minimizar os consumos energéticos. O Hotel é totalmente abastecido a energias renováveis, através da celebração de um contrato com um fornecedor que disponibiliza energia 100% renovável.

A nível de consumos de água, aposta na sua optimização, com medidas que permitem reduzir os seus consumos: redutores de caudal, controlo de consumos por sector, medição dos caudais das torneiras, formação dos colaboradores e a sensibilização dos hóspedes.

Ao nível da mobilidade, o hotel disponibiliza gratuitamente bicicletas aos clientes, fomenta outro tipo de mobilidades sustentáveis e procede ao cálculo e compensação das emissões de carbono, sendo um hotel neutro em carbono, com a certificação Carbono Zero.

A gestão de resíduos promove a sua redução e separação, incluindo dos clientes, com recipientes de separação nos quartos. Os amenities dos quartos (gel, shampoo e sabonetes) são disponibilizados em embalagens recarregáveis, evitando a produção diária de centenas de embalagens de plástico. A redução do plástico descartável é, aliás, é um dos nossos principais objectivos, com a procura constante de novas soluções para substituir o plástico por outras matérias. Orgulhamo-nos assim de ter uma produção de resíduos inferior ao que seria expectável para um hotel, assim como uma taxa de separação de resíduos que atinge os 75%, sendo um exemplo notável, reconhecido pela Câmara de Lisboa. Damos nota que a pesagem e tratamento dos resíduos são uma prática diária.

NEYA Lisboa Bicicletas

Qual é o vosso público-alvo? Sentem que os vossos clientes valorizam as iniciativas que desenvolvem no caminho da sustentabilidade?

Qualquer pessoa que se preocupe com a Sustentabilidade é público-alvo da NEYA Hotels. Temos sobretudo viajantes a solo, portugueses e estrangeiros que viajam em lazer para Portugal. As viagens de negócio, têm também alguma expressão, sendo que reduziram com o início da pandemia.

O reconhecimento dos clientes pelo conceito e pelas inúmeras iniciativas de Sustentabilidade que promovemos é cada vez mais notório, seja nos inquéritos de satisfação, no dia-a-dia da unidade hoteleira, nos comentários das redes sociais, e até no momento da reserva.

Verificamos que as pessoas mostram um interesse genuíno em ficar num hotel sustentável e em reduzir ao máximo a sua pegada ambiental, sem prescindir do conforto nas suas viagens. Soluções como a disponibilização gratuita de bicicletas ou a separação de resíduos nos quartos são cada vez mais comentadas, e novas ideias e sugestões são dadas pelos hóspedes.

Também na comercialização do hotel, esta tendência se verifica, com cada vez mais operadores a procurar hotéis que garantam uma efetiva minimização do impacte ambiental associado às viagens, quer sejam de lazer ou negócios.

Outra das nossas áreas de negócio, é o setor de aluguer de salas e realização de eventos. Empresas, associações e organizações, cada vez mais, recorrem a espaços que garantam uma reduzida pegada ecológica ou carbónica dos seus eventos, o que é garantido pela NEYA Hotels, através do seu Programa “Eco-Meetings”.

 

Que sensação pretendem transmitir a quem visita o NEYA Lisboa Hotel?

O que se pretende, acima de tudo, é garantir uma estadia de qualidade apoiada num modelo de turismo sustentável.

Seja uma viagem de turismo ou negócios, pretendemos que os nossos hóspedes saibam que estão a contribuir para um futuro mais sustentável, causando o mínimo impacto possível associado ao seu alojamento em viagem. Sempre, sem pôr em causa o seu conforto e bem-estar durante a estadia.

Muitas das soluções sustentáveis que o NEYA Lisboa Hotel oferece, foram contempladas no edifício na fase de projeto e construção, o que possibilita um baixo impacto da atividade, mesmo sem o hóspede ter consciências de grande parte das medidas implementadas. O que, por vezes, se torna um desafio ao nível da sensibilização para as medias implementadas.

A premissa que tentamos comunicar aos nossos hóspedes é que a NEYA Hotels implementou medidas de raiz e adaptou-as à realidade dos tempos atuais. Medidas essas que podem ser aplicadas fora da estadia por cada um, com a alteração dos seus hábitos de consumo.

NEYA Lisboa Recepção

O NEYA Hotel considera fundamental uma participação ativa não só no respeito pelo meio ambiente, mas também no desenvolvimento da comunidade que o rodeia. Que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

Desde a sua abertura, que o NEYA Lisboa Hotel definiu muito bem o seu papel na sociedade. Não pretendíamos ser apenas mais um hotel em Lisboa, totalmente fechado à comunidade envolvente. Essa não é a forma adequada das organizações desenvolverem a sua actividade nos dias de hoje. Um hotel, como qualquer outra actividade, terá que se posicionar de uma forma socialmente responsável e ser uma mais valia para a região onde se insere e para as comunidades que, com ele, convivem todos os dias. O hotel não pode ser visto como um corpo estranho à sociedade, apenas acessível a clientes. A NEYA Hotels consegue isso através de inúmeras acções de Responsabilidade Social Corporativa, bem definidas, acompanhadas e monitorizadas. A NEYA Hotels considera as crianças como o seu principal foco de apoio, apoiando e formalizando protocolos com diversas associações da área. Somos também membros activos da Associação GRACE, que engloba organizações com preocupações de Responsabilidade Social Corporativa.

Talvez o projecto solidário mais visível da NEYA Hotels seja o “Quarto solidário”, o qual teve origem na abertura do hotel e tem como objectivo disponibilizar alojamento e pequeno-almoço a famílias de crianças carenciadas em tratamento nos hospitais do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (Hospital D. Estefânia, Hospital dos Capuchos, Hospital de Santa Marta, Maternidade Dr. Alfredo da Costa e Hospital Curry Cabral). Os Gabinetes de Acção Social destes hospitais identificam e avaliam as situações de necessidade de apoio, sendo os seus acompanhantes, ou por vezes as próprias crianças, encaminhados para o NEYA Lisboa Hotel. Com a abertura da nova unidade, o NEYA Porto Hotel, o projecto foi naturalmente alargado à cidade do Porto.

Além deste projecto, os hotéis organizam acções de angariação de bens, doação de equipamentos do hotel, voluntariado, doação de refeições e menus solidários, entre outras. Esta colaboração passa por exemplo por apoiar as Juntas de Freguesias locais, assim como outras instituições próximas ao hotel.

Que passos ainda faltam dar para que o NEYA Hotels consiga alcançar o seu objetivo de ser uma marca líder no turismo sustentável?

Apesar do trabalho desenvolvido nos últimos anos, muito haverá ainda por fazer, fruto das últimas tendências de sustentabilidade, da evolução tecnológica, da legislação e das cada vez mais exigências dos clientes e dos mercados emissores de turistas.

Como próximos passos ou reforço do que a NEYA Hotels já faz actualmente, destacamos o consumo de produtos locais, sazonais e biológicos, a redução da utilização de produtos de limpeza e, ao mesmo tempo a sua substituição gradual por produtos menos nocivos ao ambiente e à saúde, o reforço da sensibilização e formação dos colaboradores, a aposta em soluções de mobilidade eléctrica e a continuação da substituição dos plásticos de utilização única, entre outros.

Esta evolução no tempo pode ser comprovada na nova unidade do grupo, o NEYA Porto Hotel, inaugurado em 2020, na qual foram dados importantes passos, contemplando ainda mais soluções na área da construção sustentável e eficiência energética, entre outras. O objectivo máximo das duas unidades NEYA Hotels, assim como para futuras unidades, será sempre a construção sustentável e a implementação de cada vez mais soluções que permitam um menor impacto ambiental da actividade hoteleira do grupo.

Refira-se também que a NEYA Hotels pretende continuar a desempenhar um papel importante na sensibilização de todas as partes interessadas da indústria do Turismo, nomeadamente de outros hotéis, fornecedores e clientes, para que todos remem no mesmo sentido a tornem a indústria mais sustentável.

Foto Perfil NH

Pedro Teixeira

Diretor de Sustentabilidade da Largo Tempo e NEYA Hotels

Formado em Engenharia do Ambiente pela Universidade do Algarve em 1997, tem desempenhado funções de responsável de Sustentabilidade na área do Turismo, nomeadamente no sector do Golfe, Resorts e Hotelaria. Foi responsável pela implementação dos Sistemas de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança do Belas Clube de Campo e Vilamoura do Grupo André Jordan.

Desde 2013, exerce funções no Grupo Largo Tempo, como Director de Sustentabilidade, onde é responsável pela implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança nos Hotéis NEYA, assim como pelas certificações e prémios de Sustentabilidade do Grupo. Acompanha ainda a construção dos novos hotéis, na vertente da sustentabilidade. É o representante da AHP (Associação de Hotelaria de Portugal) no painel de júri dos programas ECOXXI e Green Key da ABAE.

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Marca vegan e com aroma a limão? É a Lemon Jelly! Uma marca Animal Friendly, certificada pela PETA, que apresenta modelos de calçado recicláveis e produzidos em Portugal com energia 100% renovável. Os seus produtos apresentam um material único, sustentável e doce: o SUGARFOM.

José Azevedo Pinto, CEO da Lemon Jelly, contou-nos sobre a ambição da marca em ser pioneira no usufruto de uma indústria de calçado mais sustentável, e de que forma o seu percurso tem sido reconhecido tendo recebido diferentes prémios e nomeações ao longo da sua história. Recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Quer saber mais sobre esta marca inovadora e sustentável? Pode ler tudo nesta entrevista.

A Lemon Jelly jornada começou há mais de 20 anos, apresentando um percurso pautado por diferentes desafios e vitórias. Pode partilhar um pouco da história da marca?

A minha jornada como CEO e fundador do projeto da Lemon Jelly, começou há mais de vinte anos na indústria do calçado, mas a Lemon Jelly começa em 2013, nascida no seio do grupo Procalçado, com mais de 40 anos de história, a competir à escala global.

Tem sido uma jornada pautada por inúmeros desafios, por ser a primeira insígnia do grupo projetada para o mundo da moda. Mas foi quando rasgámos os preconceitos, regras e fomos audazes na procura de novas ideias, que sentimos que todo este processo fazia sentido. O resultado é um produto da nossa imaginação que alimenta esta paixão de estar onde mais gostamos e onde os nossos passos deixam pegadas conscientes. Como produtores de calçado estamos presentes para fazer com que cada passo conte.

Lemon Jelly Marca Vegan

Lemon Jelly: de onde veio a ideia para este nome?

Por já termos um longo percurso e know how em produção de calçado de injeção com base em polímeros, associamos um nome divertido jelly, em inglês associado a sapatos de borracha ou plástico, ao inusitado aroma a lemon, que fazemos questão de incorporar nos nossos produtos. A incorporação da fragrância de limão no material, confere ao sapato Lemon Jelly um maravilhoso e fresco aroma, deixando de ser apenas um sapato bonito, mas também singular e inesquecível.

Que produtos podemos encontrar na Lemon Jelly? Pode dizer-se que existem artigos para todos os gostos e idades?

Produzimos com o propósito de criar produtos originais, confortáveis e acima de tudo funcionais, preparados para qualquer ocasião. Desde os dias mais chuvosos aos verões mais quentes passados junto à piscina, queremos que o calçado Lemon Jelly seja o melhor companheiro de qualquer aventura.

Apresentamos uma linha para mulheres com estilos que vão desde a clássica silhueta de bota Chelsea, a arrojados detalhes que marcam as tendências atuais.

calçado sustentável

Na Lemon Jelly afirmam que “nada é destruído, tudo é transformado”. Em que consiste na prática?

Como a principal matéria prima que utilizamos é o plástico, trata-se de um produto reciclável. Acreditamos que não há necessidade de destruir, e vemos uma oportunidade sustentável no facto de conseguirmos transformar esse material em algo que possa ser aproveitado e dado uma segunda vida.

Já conseguimos incorporar na nossa produção uma parte importante do desperdício que geramos e é importante que o consumidor perceba que a reciclagem dos termoplásticos é possível e que o realizamos.

Assim, além de práticos, totalmente impermeáveis e amigos dos animais, os sapatos da Lemon Jelly são, também, mais ecológicos.

Os sapatos da Lemon Jelly apresentam um material sustentável e único: SUGARFORM. Fale-nos um pouco sobre este material e do caminho percorrido para o seu desenvolvimento.

O SUGARFORM é um material que surgiu fruto da pesquisa por alternativas criativas e mais alinhados com a natureza. Procuramos estar em constante investigação e desenvolvimento de novos materiais, mas mantemos a nossa abordagem moderna, desportiva urbana e casual, ao mesmo tempo que reduzimos o impacto no equilíbrio natural do nosso planeta.

O SUGARFORM surge assim como a nossa escolha sustentável mais doce, pois é um material renovável de base biológica feito com 55% de cana-de-açúcar, um recurso renovável que captura e fixa o CO2 da atmosfera a cada ciclo de crescimento anual, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. É um tipo de cultura que quase nunca é irrigado artificialmente, obtém o abastecimento de água necessário das chuvas em regiões produtoras estratégicas. A cultura da cana-de-açúcar também é controlada, para garantir que a biodiversidade seja mantida onde é cultivada, não ameaçando novas áreas de cultivo.

A sua integração nos nossos produtos torna-os numa opção que responde à nossa necessidade de possuir uma produção equilibrada e de desenvolvimento sustentável.

calçado sustentável

Desde 2019 a Lemon Jelly caracteriza-se como uma marca de calçado Animal Friendly, aprovada pela PETA. Como surgiu o despertar para a necessidade de serem uma marca vegan?

Sendo o calçado Lemon Jelly produtos de injeção, na área do plástico, não contemplam o uso de quaisquer materiais de origem animal. No entanto, isso não basta para termos a certificação de que somos uma marca vegan. Nesse sentido, trabalhamos com todos os nossos fornecedores para que desde a caixa, passando pela cola, até aos pigmentos, todos os nossos produtos e seus componentes correspondam a essa exigência.

Para nós é um selo de garantia, é uma política que marca, e no nosso produto fazia todo o sentido por compor o nosso leque de ideais ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Por outro lado, o facto de não usarmos peles permite-nos um posicionamento diferente face aos nossos concorrentes, sobretudo no mercado internacional de calçado.

Ao longo dos seus gomos de história, a marca recebeu diferentes prémios e nomeações. Mais recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Qual a importância deste reconhecimento para a marca?

Este reconhecimento foi muito importante e marcante no nosso trajeto, pois significa que conseguimos fazer a diferença no mundo da moda/calçado. Cada passo que damos é feito de forma consciente e numa tentativa eficiente e criativa para sermos pioneiros no usufruto de uma indústria mais sustentável.

Desde há algum tempo a Drapers reconhece-nos como uma marca inovadora, nomeando-nos em várias categorias diferentes, mas este prémio distingue todo o nosso projeto ligado à sustentabilidade, reciclagem e circularidade.

Efetivamente, ao produzirmos calçado, nas nossas instalações alimentadas com energia 100% renovável, ao utilizarmos o nosso próprio desperdício de produção para integrar em novos pares e ao promovermos a circularidade dos produtos vendidos.

marca vegan - lemon jelly

Têm outras iniciativas sustentáveis relacionadas com a marca que gostariam de destacar?

Num mercado em constante crescimento e com preocupações ligadas ao bem-estar do planeta, é imperioso que façamos o nosso melhor, que invistamos em tecnologia e utilizemos alternativas criativas, que minimizem nosso impacto o máximo possível e estejam alinhadas com a natureza, ao mesmo tempo que criamos calçado de qualidade e duradouro.

Devido ao empenho de todos os colaboradores, na nossa próxima coleção de inverno já conseguimos que todo o calçado seja forrado 100% com matérias recicladas e todos os componentes de cor preta têm por base 50% de materiais reciclados.

Quem quiser adquirir o seu par de sapatos da Lemon Jelly, com um delicioso aroma a limão, onde o pode fazer?

Na nossa loja online poderão encontrar a coleção e campanhas completas com toda a nossa criatividade e informação sobre os nossos produtos.

Temos também vários parceiros e revendedores espalhados não só pelo país mas por todo mundo. Estamos presentes em mais de 800 pontos de venda em 40 países.

Foto Perfil LJ

José Azevedo Pinto

CEO da Lemon Jelly

Licenciado em 1995 em Gestão de Marketing pela universidade Fernando Pessoa, MBA AEP/ESADE em gestão Empresarial na edição 2002/2003, José Azevedo Pinto inicia a sua carreira na Procalçado em 1994 como assistente comercial, no entanto sempre muito próximo do desenvolvimento do produto, fruto das características do negócio. Após uma breve passagem na área industrial, no ano 2000 assumiu as funções de direção comercial e marketing da empresa, que só largou para assumir o lugar de CEO em 2010.

José Pinto, cresceu nos corredores da Procalçado, empresa criada em 1973 por José Ferreira Pinto, o seu pai, e que é ainda hoje uma empresa 100% familiar. Muitas dos colaboradores que trabalhavam na altura em que José era criança ainda hoje trabalham na Procalçado, o que garante a grande família que são, e o seu grande orgulho é dar continuidade ao trabalho do seu pai.

A Lemon Jelly nasce em 2013, através de uma grande vontade de inovar e crescer. Sempre sentiu que a ligação e interesse pelo setor da moda já perdurava há muitos anos, pois cresceu com a marca ForEver- uma das marcas do grupo Procalçado-, que trabalha para as melhores casas de moda internacionais.

José Pinto sempre mostrou uma enorme preocupação com estilos de vida responsáveis, pela conservação ambiental e desenvolvimento social, e integra esses valores na empresa. Nesse sentido, a Lemon Jelly caminha cada vez mais para uma produção sustentável e produtos que possam sempre integrar em novos ciclos de vida, para que nada seja desperdiçado.

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Consciente de que os recursos disponíveis são limitados, a TECHNAL acredita que o futuro do desenvolvimento urbano passa obrigatoriamente pela reutilização sustentável dos materiais. A Hydro CIRCAL nasce desta necessidade, sendo a gama de alumínio reciclado da TECHNAL.

É fabricada com, pelo menos, 75% de alumínio reciclado no fim de vida útil,  sendo necessária apenas 5% da energia necessária para produzir energia primária. Sendo um produto diferenciador e necessário, ganhou o prémio “Solução Inovadora do Ano” no S&P Global Platts Metal Awards 2020.

Apresente-nos a TECHNAL: o que a inspirou, quem é e o que faz.

A Technal é uma marca francesa, criada em 1960 em Toulouse, que desenvolve sistemas de alumínio para a construção que são concebidos para inspirar a arquitetura contemporânea: fachadas, janelas de batente e de correr, portas, balaustradas, pérgula, entre outras soluções.

Estamos em Portugal desde 1974, onde estamos presentes em obras emblemáticas que se tornaram uma referência na arquitetura do nosso país.

Na Technal desenvolvemos também soluções à medida, sempre com o foco na adaptação às exigências estéticas e de conforto do projeto. Como acreditamos que é a imaginação que faz avançar o mundo, na nossa empresa a imaginação é o nosso motor de inspiração e a nossa forma de fazer. É o que nos permite avançar, inovar e inspirar.

alumínio reciclado

Assumem o compromisso de construir um futuro sustentável. No que consiste na prática este compromisso?

Construir com visão é levar o futuro a sério. Considerando que os nossos recursos são limitados, estamos absolutamente convencidos de que o futuro do desenvolvimento urbano é inconcebível sem uma reutilização sustentável dos materiais.

Ao usarmos a liga Hydro CIRCAL para as nossas soluções de sistemas, uma das ligas de alumínio mais sustentáveis na nossa indústria, demonstramos o nosso foco na sustentabilidade

 

A TECHNAL apresenta produtos com o design “Cradle to Cradle”. O que significa?

Significa que estamos a conseguir aplicar o conceito de economia circular nos nossos produtos, significa também que estamos preocupados com os efeitos dos nossos materiais na saúde, que usamos materiais reciclados, energias renováveis, somos controlados e responsáveis no uso da água nos processos de produção e que nos preocupamos em alcançar uma equidade social.

 

Hydro CIRCAL visa contribuir para a redução de emissões de CO2 recorrendo à utilização de material reciclado. Em que consiste este projeto e como surgiu?

A Hydro CIRCAL é uma gama de alumínio de qualidade superior, fabricada a partir de um mínimo de 75% de alumínio reciclado no final da sua vida útil (sucata pós-consumo), tais como fachadas e janelas que foram desmontadas do edifício e totalmente recicladas. A refusão do alumínio para novas utilizações requer apenas 5% da energia necessária para produzir a energia primária. Portanto, quanto maior for o conteúdo reciclado da sucata pós-consumo, melhor será para as nossas cidades e para o meio ambiente.

Através do uso de energia renovável e da tecnologia moderna, a Hydro é capaz de produzir alumínio mais limpo do que nunca. O processo de produção é totalmente rastreável e o produto é certificado por uma entidade independente (DNV-GL). A produção certificada é nada menos do que uma revolução na indústria da construção.

alumínio reciclado

Hydro CIRCAL ganhou o prémio “Solução Inovadora do Ano” no S&P Global Platts Metal Awards 2020. O que significa este reconhecimento para a marca?

Acima de tudo que estamos a fazer as coisas bem e nos reconhecem por isso, este é só mais um passo de um longo caminho para um planeta mais verde e sustentável.

Compete-nos como empresa fazer de tudo para garantir a sustentabilidade do meio ambiente e é por isso que já estamos a pensar em como reduzir dos 2.3 kg de CO2 por kg de alumínio para valores ainda mais baixos, esta é a nossa missão.

 

Para além da Hydro CIRCAL dispõem ainda da gama Hydro REDUXA. Quais são as diferenças entre as duas? 

A liga REDUXA utiliza alumínio reciclado que ainda não foi um produto, como por exemplo Resíduos da extrusão, indústria e fabricação, a chamada sucata pré-consumo.

É uma liga que tem a garantia de gerar no máximo 4,0 kg de CO2 por kg de alumínio – um quarto da média global. Para conseguir atingir tais níveis a Hydro utiliza fontes de energia renováveis, como a energia hidroelétrica e tecnologias de eletrólise híper eficiente nas nossas fábricas de alumínio na Noruega. Dominando cada passo de toda a cadeia de valor, da mineração de bauxita à alumina refinada para produção de alumínio, juntando a reciclagem, estamos numa posição única para controlar todos os aspetos da produção.

A responsabilidade social é importante para a TECHNAL? Se sim, que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

No campo social estamos envolvidos em iniciativas que visam contribuir para a melhoria das condições nos meios onde desenvolvemos a nossa atividade. Essas iniciativas incluem a substituição de janelas de organizações sem fins lucrativos que operam no apoio à infância, como já foi feito em Portugal e que faz parte do plano anual em parceria com a Rede Aluminier Technal. Da mesma forma, o Grupo Hydro tem uma preocupação com estas causas, pelo que temos colaborado com a Unicef de forma a conseguirmos um apoio a nível global.

Foto Perfil HC

Ricardo Delca

Diretor Técnico Hydro Building Systems Portugal

Licenciado em Engenharia Civil, pelo ISHT em 2005, MSc in Building Envellope , University of Bath and CWCT institute (2007/2008). Técnico superior de Higiene e segurança no trabalho (2006), Perito em certificação energética pela ADENE (2009), PGL na AESE Bussiness School (2018/2019).

Entre 2005 e 2007, projetista de estruturas de edifícios, realizando também especialidades no âmbito da acústica, térmica, águas e esgotos na SOMIMPOR. Responsável técnico e de projetos da Sapa Building Systems Portugal e da Hydro Building Systems Portugal entre 2007 e 2019, com funções na área de desenvolvimento de sistemas de alumínio para a construção e gestão e coordenação de projetos no domínio dos sistemas em alumínio para arquitetura. Entre 2013 e 2015, foi coordenador do gabinete técnico da ANFAJE, Associação Nacional de Fabricantes de Janelas Eficientes, e entre 2018-2021 Delegado em representação de Portugal (IPQ) para participar em comissões técnicas no âmbito da normalização Europeia e Internacional.

É atualmente Diretor Técnico da Hydro Building Systems Portugal, com responsabilidade de gestão e liderança de equipas de gestão de projetos e de desenvolvimento de produtos e soluções em alumínio para construção em Portugal, Africa e Europa.

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Consumimos mais, dependemos do carro e a consequência é o desperdício e poluição. Como controlar? Smart Cities e Pagamentos mobile.

Lê a entrevista a Andreia Pancho, com conceitos centrais do que são Smart Cities, bons exemplos como Melbourbe e Barcelona, e que tecnologias estão a ser usadas. Além de perceber o impacto futuro que os pagamentos mobile terão.

 

 

Tens vindo a desenvolver a sua carreira na área das tecnologias. Qual o impacto que as tecnologias, nomeadamente de sensores inteligentes, podem vir a ter nas denominadas smart cities?

A relevância das smart cities é absolutamente indiscutível, considerando o fenómeno que tem sido a urbanização, assim como as evidentes perspetivas de crescimento. O conceito de smart city assenta no desenvolvimento sustentável das cidades através do recurso à tecnologia, tendo como áreas de incidência focos que podem ir desde a mobilidade até à gestão de desperdício. Este crescimento sustentável tem uma relação de simbiose com a tecnologia e os sensores inteligentes têm tido um papel fulcral. Estas tecnologias baseadas em IoT (internet of things) são dotadas de características que possibilitam monitorizar, identificar e retificar ineficiências para uma otimização do funcionamento das cidades, nas mais variadas áreas de incidência.

 

Vários municípios, por exemplo Melbourne na Austrália, já conta com um sistema de recolha de lixos inteligente, com rotas otimizadas em função do estado em que se encontram os contentores. Tecnologicamente como é que funcionam estes processos?

O aumento exponencial do consumo é uma realidade, assim como o consequente desperdício, e a gestão desta problemática revela-se como um desafio que tem de ser colmatado. O sistema de recolha de lixo inteligente implementado em Melbourne é um excelente exemplo da utilização da tecnologia para o desenvolvimento sustentável e melhoria dos serviços nas cidades. Esta solução, através de sensores inteligentes, permite identificar a capacidade dos caixotes do lixo e, consoante este nível, identificar se a recolha é necessária ou não, permitindo a otimização da rota de recolha.

 

smart city - melbourne

 

Um outro benefício da utilização de sensores inteligentes é por exemplo poder-se controlar o tráfego numa cidade mais eficazmente e até detectar infrações pois estes sensores permitem ler matrículas e reconhecê-las. Há procura por este tipo de soluções?

O desenvolvimento crescente de soluções baseadas em IoT é evidente, assim como o interesse pelas mesmas. No caso concreto das smart cities, a utilização de sensores inteligentes para controlo de tráfego é uma solução particularmente interessante pelo facto de incidir sobre uma das áreas mais relevantes, que é a mobilidade.

Existe efetivamente a necessidade de soluções deste género para tornar a mobilidade mais eficiente e sustentável, e algumas cidades já têm soluções desta natureza em curso. A procura por estas soluções depende do nível de maturidade “smart” da cidade em questão, sendo que acredito que, num futuro próximo, iremos assistir a uma maior disseminação e adoção de sensores inteligentes para controlo de tráfego.

 

Os municípios colocam cada vez mais na sua agenda política questões como a mobilidade sustentável. Que soluções tecnológicas existem para esta finalidade?

O fenómeno da urbanização tem levantado diversos desafios, e um dos principais é sem dúvida a mobilidade. É um tópico que está na agenda política dos municípios devido à influência que exerce na qualidade de vida dos cidadãos e ao impacto ambiental.

A mobilidade urbana ainda assenta significativamente na dependência dos automóveis, o que conduz inevitavelmente a congestionamentos no trânsito e a emissões poluentes, sendo necessário um plano para uma mobilidade mais eficiente e sustentável.

De um ponto de vista global, já existem soluções inteligentes direcionadas para esta matéria e que podem ser um passo em direção a uma mobilidade mais sustentável. O conceito de mobility as a service tem emergido com aplicações que permitem aglomerar serviços de partilha de veículos, bicicletas e outros meios de transporte.

A par disto, já existem soluções baseadas em IoT que permitem uma gestão eficiente do estacionamento, através de dados que são recolhidos e permitem otimizar a localização de estacionamento, evitando congestionamentos.

No que diz respeito à mobilidade existem várias soluções a serem desenvolvidas para colmatar estas dificuldades, recorrendo a tecnologia IoT.

 

Que outros exemplos ao nível de soluções tecnológicas e smart cities gostaria de destacar?

Uma das cidades que tem tido um rumo interessante em direção à materialização das smart cities é Barcelona. Trata-se de uma cidade que teve necessidade de se reinventar, definiu uma estratégia que passa por uma transformação onde a tecnologia assume um papel fundamental.

Visando um crescimento económico sustentável e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, Barcelona tem vindo a implementar soluções que a tornam como uma referência no que diz respeito às a smart cities. Algumas das soluções que se podem destacar são sistemas de semáforos eficientes do ponto de vista energético, soluções de recolha de lixo inteligentes, assim como sistemas de irrigação que permitem identificar o momento adequado para o processo de rega.

pagamento mobile

Fizeste uma dissertação de mestrado sobre pagamentos mobile. Os pagamentos mobile são uma opção mais sustentável quando comparados com pagamentos tradicionais?

O conceito e a própria materialização do pagamento por mobile podem diferir consoante a customer journey. Esta pode iniciar-se no próprio dispositivo móvel, sendo que o mais frequente é o smartphone, e passar por todo o processo em digital ou ser iniciado numa loja física, por exemplo, e recorrer-se ao smartphone para o pagamento ser realizado com tecnologia NFC (Near Field Communication), um método contactless.

Comparativamente aos pagamentos tradicionais, além de fomentar eficiência e conveniência, promove a desmaterialização. A utilização de pagamentos por mobile reduz significativamente a circulação de papel, contribuindo para uma sociedade mais sustentável.

 

Os portugueses têm vindo a adoptar mais pagamentos mobile, por exemplo NFC? 

A adoção dos pagamentos por mobile tem vindo a aumentar significativamente nos últimos anos, em grande parte como consequência da disseminação do e-commerce, sendo uma evolução natural dos métodos de pagamento tradicionais. Este crescimento acentuou-se, ainda mais, no decorrer deste período de pandemia, uma vez que os constrangimentos provocados pela Covid-19 alteraram os padrões de consumo e consequentes métodos de pagamento.

A tecnologia NFC, em particular, teve um papel relevante no boom dos pagamentos por mobile devido às suas funcionalidades que lhe dotam de conveniência, fiabilidade e segurança. É um fenómeno global, mas se validarmos os dados associados às tecnologias contactless, verificamos que os portugueses estão no topo no que diz respeito ao recurso a estas tecnologias, assistindo-se a um aumento evidente face a um período pré-covid.

 

Quais são as barreiras que ainda podem existir?

Para os nativos digitais a adoção dos pagamentos por mobile, ou de natureza contactless, é quase inata, não existindo barreiras que pelo menos sejam significativas, a este método de pagamento.

O que se verifica é que a perceção acerca da segurança se pode manifestar como uma barreira para gerações anteriores e a falta de literacia acerca da temática contribui para a problemática. A Covid-19 agiu como um catalisador para a adoção deste método de pagamento e alguns receios relativo à segurança foram ultrapassados, por necessidade.

A tendência é os pagamentos por mobile e de natureza contactless serem uma evolução natural e inevitável aos métodos de pagamento tradicionais, pelo que futuramente as barreiras que ainda existem terão cada vez menos relevância.

 

Acredita que a disseminação dos pagamentos mobile veio para ficar após a pandemia ou é um fenómeno circunscrito?

Os pagamentos por mobile não são apenas uma tendência transitória, vão passar efetivamente a ser uma realidade. E as razões não assentam apenas nas consequências resultantes da pandemia, que evidenciaram a necessidade das funcionalidades utilitárias deste método de pagamento. O smartphone tem cada vez mais influência no autoconceito e extensão do “eu”, e se formos avaliar as motivações referentes à intenção de reutilização. Isto é, a intenção de continuar a utilizar o pagamento por mobile, uma das principais motivações é a compatibilidade com o estilo de vida.

p’A realidade é que estes dispositivos fazem parte do quotidiano de todos, e a customer journey dos consumidores inicia-se, em várias instâncias, no próprio dispositivo, e a tendência futura será centralizar atividades passíveis para tal no smartphone, não só pela transformação digital a que se tem assistido, mas também pelo papel que assume no próprio estilo de vida do consumidor.

 

Andreia Pancho 

Curiosa pela realidade empresarial, licenciou-se em Gestão pela Lisbon School of Economics and Management (ISEG). Durante esse percurso apaixonou-se pela vertente estratégica do Marketing e ingressou no mestrado nesta área. O seu percurso profissional tem incidido sobre o segmento B2B e, atualmente, desempenha funções de marketing na área das tecnologias.

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É cada vez mais comum e procurada a comida Vegan, o que nos chamou a atenção no Capim Talho Vegan foi precisamente o termo talho e a promessa de recriar os pratos típicos portugueses. Fomos falar com a equipa e valeu muito a pena, para percebermos a ideia, o conceito e a promessa “queremos afastar-nos da nova vaga de comida vegan que é altamente processada”.

Identificaram alguma oportunidade de mercado, ao reinventarem o talho tradicional? 

A oportunidade de mercado identificada está no crescimento exponencial da procura de alternativas vegan à carne e derivados. Como não consumidores de carne sentimos a falta no mercado de uma oferta de produtos diversificados, com base em ingredientes saudáveis e uma experiência de compra fácil e conveniente.

 

Queremos afastar-nos da nova vaga de comida vegan que pretende simular o sabor da carne e é altamente processada e produzida em “laboratório”

 

A vossa inspiração está no típico talho, ainda sentem o preconceito de que “é bom, mas fartava-me”? 

A nossa inspiração em produtos que podemos encontrar tipicamente num talho tradicional vem do facto de julgarmos que é a forma mais fácil / intuitiva para o comum consumidor deste tipo de produtos começar a introduzir alternativas vegan e saudáveis na sua dieta e ao mesmo tempo não abdicar de refeições deliciosas e que vai querer repetir várias vezes

 

Como asseguram ingredientes reais, sem corantes, conservantes e açúcares? 

Todas as nossas receitas foram elaboradas de raiz com esses pressupostos como base e somos muito exigentes no que toca a abrir exceções. Queremos afastar-nos da nova vaga de comida vegan que pretende simular o sabor da carne e é altamente processada e produzida em “laboratório”

 

 

Qual o vosso produto estrela, com mais saída? Porque se destaca? 

Talvez o Welllington de Castanhas e “Queijo” por ser um produto mais fora da caixa e pelo tamanho familiar que permite partilhar em ocasiões de grupo

 

Como caracterizam o vosso cliente? É maioritariamente jovem? 

O nosso cliente são maioritariamente mulheres dos 25-45 anos com uma dieta flexitariana, pescetariana, vegetariana ou vegan. No entanto a nossa marca é destinada a todos que queiram reduzir o consumo de carne, adotar uma alimentação mais saudável ou que procurem alternativas saborosas e fáceis de preparar.

 

Preocupação constante em trabalhar com fornecedores com uma oferta “amiga do ambiente”, sem plásticos e com materiais biodegradáveis

 

No vosso cliente, a principal motivação de compra é saúde ou ambiente? 

As motivações dos nossos clientes são bastante distintas, podem ser temas mais estruturais como a saúde, ambiente ou ética animal ou mais levianos como sabor, conveniência e facilidade de preparação dos produtos vendidos

 

Sentem que o Capim Talho Vegan teria potencial fora de um grande centro urbano? 

Temos a certeza, aliás temos tido pedidos de várias zonas do país que infelizmente nesta fase ainda não conseguimos satisfazer

 

 

 

 

 Como asseguram um packaging sustentável? 

Com uma preocupação constante em trabalhar com fornecedores com uma oferta “amiga do ambiente”, sem plásticos e com materiais biodegradáveis

 

A pandemia aumentou as encomendas online. Sentiram isso no Capim Talho Vegan? Pensam que é uma tendência para manter? 

Sentimos o impulso nas compras tanto por as pessoas passarem mais tempo em casa mas também por procurarem alternativas mais saudáveis que promovam o reforço do sistema imunitário e as defesas do corpo. Sobretudo esta última tendência acreditamos que está para ficar!

 

Gostariam de destacar algum tema que não foi tratado nestas questões?

As nossas entregas ao domicílio são realizadas todas as segundas e quintas-feiras em Lisboa, Oeiras, Cascais, Margem Sul, Odivelas e Loures. As encomendas são realizadas online através do nosso site capimtalhovegan.com ou Instagram capimtalhovegan. Obrigado!!

Equipa Capim Talho Vegan

Marta Penaguião, Madalena Stilwell e Tomás Penaguião

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