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De que forma as marcas de luxo podem contribuir para a sustentabilidade? Foi isso que tentamos perceber numa entrevista a Luís Santos, o Loyalty & Brand Manager Volvo Cars Portugal.

Como surge esta iniciativa/parceria entre a Volvo e a 3.1 Phillip Lim ?

Esta iniciativa nasce de um alinhamento comum em relação aos valores aliados à sustentabilidade, e da utilização de materiais produzidos a partir de fontes recicladas e de origem biológica. Este projeto visa ilustrar como podemos efetuar uma nova abordagem a um setor (a moda) que partilha materiais, como o couro, comuns à indústria automóvel. Foi uma oportunidade de pensar de forma diferente, de materializar e redefinir o que para nós, será o novo conceito de luxo – Luxtainability – o luxo ou excelência sustentável, que no fundo é um desejo por materiais sustentáveis, sem comprometer a qualidade.

 

De que forma a produção dos produtos é sustentável? Não em relação ao produto final, mas sim em relação à produção completa do produto.

Esta mala é produzida com materiais reciclados sustentáveis, aproveitados de garrafas PET, materiais orgânicos de florestas sustentáveis na Escandinávia, desperdícios de rolhas da indústria dos vinhos, etc. Este novo material, que designamos por Nordico é comum também ao interior dos novos automóveis 100% elétricos da Volvo, como o C40 Recharge. Desta forma, garantimos que estamos a dar um passo em frente em rumo a ter, cada vez mais, automóveis mais sustentáveis no seu global.

Qual o contributo deste acessório de moda para a sustentabilidade?

Esta acessório de moda, a mala de fim de semana Volvo X 3.1 Philip Lim, é acima de tudo, para nós, um símbolo. Representa o futuro, representa um token e um sinal de como podemos mudar e ser mais sustentáveis. Acima de tudo, simboliza um pensar diferente que sempre caracterizou ambas as marcas (Volvo e a 3.1 Philip Lim). A capacidade de repensar, de ter um papel interventivo e responsável em cada uma das indústrias (automotive + moda).

 

Onde é que os clientes vão poder adquirir este acessório de moda?

Esta mala é uma edição exclusiva, criada como um símbolo. Por esse motivo não vai estar disponível para compra, pois acreditamos que serve um propósito maior: alertar e consciencializar a sociedade de que é possível agir de forma diferente, mais responsável e acima de tudo, sustentável.

Vêm esta parceria como uma maneira de se conseguirem posicionar como uma marca que se preocupa com o meio ambiente, ou como uma chamada de atenção para as outras marcas de luxo terem consciência da importância de se tornarem cada vez mais sustentáveis?

Acima de tudo, vemos esta parceria como uma possibilidade de alertar e apelar à tomada de consciência por parte da indústria automóvel e da moda, para a necessidade de termos todos um papel importante e ativo na construção de um mundo mais sustentável. O compromisso da Volvo para com o ambiente não vem de agora: é algo que existiu desde sempre na marca, e são muitos os exemplos (como por exemplo o recondicionamento de peças desde os anos 40, até à invenção da sonda lambda nos anos 70, que permitiu diminuir de forma enorme a emissão de co2 para a atmosfera).

 

Qual o próximo passo da Volvo para diminuir a sua pegada ecológica?

A Volvo Cars está fortemente comprometida em ser uma empresa ambientalmente neutra e completamente circular até 2040. Para isso, tem concretizado várias iniciativas ao longo dos últimos anos, e irá continuar nesse caminho. Até 2030, por exemplo, os novos automóveis serão 100% elétricos. Por outro lado, a utilização de materiais ambientalmente sustentáveis está patente agora no nosso novo Volvo C40 e não vai mais parar. Todas as nossas fábricas estão no caminho certo e rapidamente irão tornar-se, neutras, na produção de automóveis. E ainda, tomaremos vários passos importantes no rumo à sustentabilidade, como a maximização no recondicionamento de peças, rastreamento do cobalto utilizado nas baterias para garantir que é sustentável e ético na sua recolha, e muito mais. Somos parte do problema, vamos ser parte da solução.

Luís Santos

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ISTO.: como surgiu a marca e o que pretende entregar aos seus consumidores?

A ISTO. surgiu devido à crescente frustração dos fundadores da marca com a forma como se processa a confeção e a venda dos produtos da moda a retalho, o que os levou a acreditar que havia uma oportunidade de um novo começo, inspirado em marcas sofisticadas, mas que proporciona aos consumidores algo mais.

Assim, o foco tornou-se em chegar aos consumidores com uma resposta prática, acessível e premium, ajustada a todos aqueles que exigem melhor qualidade por um preço inferior. Foi isso que levou a marca a trabalhar com os melhores fornecedores e fabricantes têxteis em Portugal e levou a tornar realidade a ISTO. em junho de 2017.

ISTO.

Qual a origem do nome da marca?

O nome ISTO. tem origem nos principais valores da marca. É acrónimo de Independent, Superb, Transparent, Organic.

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Sendo um dos pilares fundamentais da ISTO. a transparência, falem-nos um pouco sobre a importância deste conceito para a marca e em que consiste na prática.

Cultivamos uma relação totalmente transparente com os consumidores. Ou seja, quem compra na ISTO. fica a conhecer o custo de produção de cada peça antes de a adquirir, desde os materiais à produção, bem como aquilo em que será investido o proveito resultante da venda, sendo ainda convidado a participar na iteração das peças atuais e no desenvolvimento de novos produtos.

Esta prática garante uma relação totalmente transparente com os consumidores, que cada vez mais procuram opções de moda sustentáveis e que tenham práticas de produção honestas e responsáveis.

transparência isto

Que tipo de peças podemos encontrar na ISTO. e quais são as suas principais características?

Cada novo lançamento é pensado para responder às necessidades de quem procura os essenciais do dia-a-dia com a melhor qualidade e sustentabilidade. Procuramos básicos de moda que poderiam ser melhorados e trabalhamos neles até sentirmos que estão perfeitos — qualidade acima de quantidade.

O resultado final é uma coleção crescente de materiais orgânicos e naturais que são feitos para parecer incríveis, vestem perfeitamente e com maior durabilidade. Começámos com uma camisa e uma t-shirt para homem e hoje contamos com calças, calções, casacos… tanto para homem como para mulher.

Todos os materiais utilizados são 100% orgânicos e com uma gramagem e grossura de fio que confere ao produto a melhor qualidade possível. Os materiais utilizados na produção das peças são Algodão Orgânico, Linho, Algodão Reciclado, Algodão Pima e Tencel. As certificações incluem a GOTS (Global Organic Textile Standard) e a GRS (Global Recycled Standard).

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As peças da ISTO. são produzidas em Portugal, mas comercializadas para o mundo inteiro. Qual consideram ser o principal motivo para o sucesso dos vossos artigos?

Acreditamos que está a haver uma mudança no mindset dos consumidores, que se aperceberam das consequências da fast fashion tanto no ambiente como nas pessoas envolvidas nos processos de produção das roupas. Isto fez com que muitas pessoas procurassem opções sustentáveis e, sendo Portugal um país onde a indústria têxtil é tão reconhecida, fez sentido para muitas pessoas investir em peças produzidas em Portugal, de forma ética.

Claro que isso também tem a ver com a transparência que passamos, dando a conhecer as fábricas com as quais trabalhamos, onde todas as peças são produzidas com os mais altos padrões de responsabilidade social e políticas de trabalho. Temos muitos clientes a elogiar a nossa política transparente e compromisso de sustentabilidade, o que nos deixa muito felizes!

ISTO._Produção

Garantem a neutralidade carbónica ao nível da distribuição das vossas encomendas tanto para países-membros da União Europeia como a restante nível internacional. De que forma concretizam este compromisso?

Através do nosso parceiro de entregas internacionais, utilizamos um serviço que compensa as emissões de gases de efeito de estufa por meio de investimentos em projetos de proteção climática internacionalmente reconhecidos.

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Olhando para o futuro da ISTO., que outros objetivos gostariam de alcançar enquanto marca sustentável?

A ISTO., apesar das limitações financeiras e de escala que impossibilitam grandes desenvolvimentos, está a fazer esforços em três áreas:

Na área da transparência, queremos encontrar novos ângulos e práticas que sejam interessantes para o consumidor conhecer mais. Estamos também focados em encontrar novos materiais, mais sustentáveis e duradouros e com menos impacto. Por fim, a qualidade dos produtos é crucial. Para nós, é elemento principal da sustentabilidade. Já falhámos, já fizemos muito bem. Mas acima de tudo procuramos melhores produtos que durem mais tempo.

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Quem pretende adquirir as peças da ISTO. onde o pode fazer?

As peças da ISTO. estão disponíveis online em https://isto.pt e em três lojas físicas em Lisboa: Campo de Ourique, Embaixada no Príncipe Real e Chiado.

ISTO.

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Como surgiu a ideia da Shoevenir e como a tornaram uma realidade?

A ideia surge através de um brainstorming entre nós, após refletirmos sobre a palavra “shoevenir”. Durante mais de ano e meio fomos aprender sobre calçado e como desenvolver o conceito.

Juntamos pessoas que acrescentaram o conhecimento e recursos que faltavam e fomos avançando com protótipos e experiências. O programa Startup-Voucher ajudou-nos muito com instrumentos financeiros que nos permitiram chegar ao nível seguinte. 

 

A Sustentabilidade dos sneakers esteve na génese da ideia, ou foi algo que se tornou inevitável posteriormente? 

Tendo em conta a vasta ofertas de materiais de origem sustentável, definimos desde cedo essa posição. Não é eco-fashion, é senso comum. Porém, ainda temos conhecimento a adquirir no campo da sustentabilidade e estamos ansiosos por aplicá-lo no futuro. 

 

 

Shoevenir Campo

Quais são os materiais utilizados na produção e que impacto eles têm no produto?

As Shoevenirs são compostas por pele e camurça vegan, cortiça reciclada, cordões de algodão, e poliéster reciclado. Adicionalmente, as nossas solas são 100% recicláveis.

Para além de todos este componente terem os materiais certificados, nós fizemos questão de visitar todas as fábricas e acompanhar todos os testes feitos. As condições de trabalho superaram sempre as expectativas, fruto da qualidade incutida ao calçado português. 

 

Irão plantar uma árvore a cada par vendido. No que consiste esta ideia e como a vão operacionalizar?

Sim! Temos uma parceria com a ONETREEPLANTED, uma das associações mais experientes do mundo no campo da reflorestação. Sempre que um par é vendido, um dólar é enviado para plantar uma árvore num lugar onde opera a ONETREEPLANTED. 

 

Shoevenir Mulher

Da primeira coleção da Shoevenir fazem parte seis sneakers: Porto, Lisboa, Madeira, Açores, Algarve e Cloud. Porquê estes nomes? E porquê um tão diferente dos outros?  

O nosso objetivo é que a Cloud, tal como as nuvens, possa assumir qualquer forma. Sabíamos que era essencial termos uma Shoevenir num registo mais “clean” para ser usado em qualquer ocasião, com qualquer outfit. Também queremos usá-la para explorar o campo da customização ao fazer colaborações exclusivas. 

O setor da moda, e especificamente dos sneakers, é bastante concorrencial. O que trazem de novo aos consumidores? 

Trazemos aos consumidores um sneaker com significado emocional. Algo que mistura arte, design e sustentabilidade para contar uma história. Sabíamos que se colocássemos um sneaker no mercado teria de apresentar muita diferenciação e é exatamente para isso que trabalhamos.  

 

Shoevenir Casal

A Shoeviner está incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Qual a importância deste tipo de apoios para iniciarem o vosso negócio?

A UPTEC permitiu-nos contactar com um ecossistema de empreendedorismo que incentiva o debate e a criatividade. Tivemos o acompanhamento de uma mentora, a Fátima São Simão, que sempre acrescentou inputs valiosos durante o desenvolvimento do projeto. Sentimos que é importante estar incubado, até por uma questão de solidificação de ideias. 

 

Onde e quando podemos ter acessos aos Shoevenir? 

As Shoevenirs vão estar disponíveis para pré-encomenda durante a nossa campanha de crowdfunding em setembro. Após a angariação das vendas vamos finalmente poder dar início à produção e entregá-las por volta de Dezembro. 

 

Shoevenir Founders

Gonçalo e Miguel 

Founders, Shoevenir

Gonçalo – Licenciado em Gestão e com Pós-Graduação em Digital Business. As suas experiências passadas no campo da logística, comercial e marketing acabaram por apurar um gosto pelo empreendedorismo, que sempre existiu. Neste momento está dedicado à Shoevenir e à Powerzada, uma outra start-up. 

Miguel – Licenciado em Design de Comunicação com experiência em Audiovisual. Trabalhou como designer gráfico, com fotografia de moda e edição. Atualmente para além da Shoevenir, trabalha como freelancer em Social Media Management e criador de conteúdos multimédia.

 

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Marca vegan e com aroma a limão? É a Lemon Jelly! Uma marca Animal Friendly, certificada pela PETA, que apresenta modelos de calçado recicláveis e produzidos em Portugal com energia 100% renovável. Os seus produtos apresentam um material único, sustentável e doce: o SUGARFOM.

José Azevedo Pinto, CEO da Lemon Jelly, contou-nos sobre a ambição da marca em ser pioneira no usufruto de uma indústria de calçado mais sustentável, e de que forma o seu percurso tem sido reconhecido tendo recebido diferentes prémios e nomeações ao longo da sua história. Recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Quer saber mais sobre esta marca inovadora e sustentável? Pode ler tudo nesta entrevista.

A Lemon Jelly jornada começou há mais de 20 anos, apresentando um percurso pautado por diferentes desafios e vitórias. Pode partilhar um pouco da história da marca?

A minha jornada como CEO e fundador do projeto da Lemon Jelly, começou há mais de vinte anos na indústria do calçado, mas a Lemon Jelly começa em 2013, nascida no seio do grupo Procalçado, com mais de 40 anos de história, a competir à escala global.

Tem sido uma jornada pautada por inúmeros desafios, por ser a primeira insígnia do grupo projetada para o mundo da moda. Mas foi quando rasgámos os preconceitos, regras e fomos audazes na procura de novas ideias, que sentimos que todo este processo fazia sentido. O resultado é um produto da nossa imaginação que alimenta esta paixão de estar onde mais gostamos e onde os nossos passos deixam pegadas conscientes. Como produtores de calçado estamos presentes para fazer com que cada passo conte.

Lemon Jelly Marca Vegan

Lemon Jelly: de onde veio a ideia para este nome?

Por já termos um longo percurso e know how em produção de calçado de injeção com base em polímeros, associamos um nome divertido jelly, em inglês associado a sapatos de borracha ou plástico, ao inusitado aroma a lemon, que fazemos questão de incorporar nos nossos produtos. A incorporação da fragrância de limão no material, confere ao sapato Lemon Jelly um maravilhoso e fresco aroma, deixando de ser apenas um sapato bonito, mas também singular e inesquecível.

Que produtos podemos encontrar na Lemon Jelly? Pode dizer-se que existem artigos para todos os gostos e idades?

Produzimos com o propósito de criar produtos originais, confortáveis e acima de tudo funcionais, preparados para qualquer ocasião. Desde os dias mais chuvosos aos verões mais quentes passados junto à piscina, queremos que o calçado Lemon Jelly seja o melhor companheiro de qualquer aventura.

Apresentamos uma linha para mulheres com estilos que vão desde a clássica silhueta de bota Chelsea, a arrojados detalhes que marcam as tendências atuais.

calçado sustentável

Na Lemon Jelly afirmam que “nada é destruído, tudo é transformado”. Em que consiste na prática?

Como a principal matéria prima que utilizamos é o plástico, trata-se de um produto reciclável. Acreditamos que não há necessidade de destruir, e vemos uma oportunidade sustentável no facto de conseguirmos transformar esse material em algo que possa ser aproveitado e dado uma segunda vida.

Já conseguimos incorporar na nossa produção uma parte importante do desperdício que geramos e é importante que o consumidor perceba que a reciclagem dos termoplásticos é possível e que o realizamos.

Assim, além de práticos, totalmente impermeáveis e amigos dos animais, os sapatos da Lemon Jelly são, também, mais ecológicos.

Os sapatos da Lemon Jelly apresentam um material sustentável e único: SUGARFORM. Fale-nos um pouco sobre este material e do caminho percorrido para o seu desenvolvimento.

O SUGARFORM é um material que surgiu fruto da pesquisa por alternativas criativas e mais alinhados com a natureza. Procuramos estar em constante investigação e desenvolvimento de novos materiais, mas mantemos a nossa abordagem moderna, desportiva urbana e casual, ao mesmo tempo que reduzimos o impacto no equilíbrio natural do nosso planeta.

O SUGARFORM surge assim como a nossa escolha sustentável mais doce, pois é um material renovável de base biológica feito com 55% de cana-de-açúcar, um recurso renovável que captura e fixa o CO2 da atmosfera a cada ciclo de crescimento anual, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. É um tipo de cultura que quase nunca é irrigado artificialmente, obtém o abastecimento de água necessário das chuvas em regiões produtoras estratégicas. A cultura da cana-de-açúcar também é controlada, para garantir que a biodiversidade seja mantida onde é cultivada, não ameaçando novas áreas de cultivo.

A sua integração nos nossos produtos torna-os numa opção que responde à nossa necessidade de possuir uma produção equilibrada e de desenvolvimento sustentável.

calçado sustentável

Desde 2019 a Lemon Jelly caracteriza-se como uma marca de calçado Animal Friendly, aprovada pela PETA. Como surgiu o despertar para a necessidade de serem uma marca vegan?

Sendo o calçado Lemon Jelly produtos de injeção, na área do plástico, não contemplam o uso de quaisquer materiais de origem animal. No entanto, isso não basta para termos a certificação de que somos uma marca vegan. Nesse sentido, trabalhamos com todos os nossos fornecedores para que desde a caixa, passando pela cola, até aos pigmentos, todos os nossos produtos e seus componentes correspondam a essa exigência.

Para nós é um selo de garantia, é uma política que marca, e no nosso produto fazia todo o sentido por compor o nosso leque de ideais ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Por outro lado, o facto de não usarmos peles permite-nos um posicionamento diferente face aos nossos concorrentes, sobretudo no mercado internacional de calçado.

Ao longo dos seus gomos de história, a marca recebeu diferentes prémios e nomeações. Mais recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Qual a importância deste reconhecimento para a marca?

Este reconhecimento foi muito importante e marcante no nosso trajeto, pois significa que conseguimos fazer a diferença no mundo da moda/calçado. Cada passo que damos é feito de forma consciente e numa tentativa eficiente e criativa para sermos pioneiros no usufruto de uma indústria mais sustentável.

Desde há algum tempo a Drapers reconhece-nos como uma marca inovadora, nomeando-nos em várias categorias diferentes, mas este prémio distingue todo o nosso projeto ligado à sustentabilidade, reciclagem e circularidade.

Efetivamente, ao produzirmos calçado, nas nossas instalações alimentadas com energia 100% renovável, ao utilizarmos o nosso próprio desperdício de produção para integrar em novos pares e ao promovermos a circularidade dos produtos vendidos.

marca vegan - lemon jelly

Têm outras iniciativas sustentáveis relacionadas com a marca que gostariam de destacar?

Num mercado em constante crescimento e com preocupações ligadas ao bem-estar do planeta, é imperioso que façamos o nosso melhor, que invistamos em tecnologia e utilizemos alternativas criativas, que minimizem nosso impacto o máximo possível e estejam alinhadas com a natureza, ao mesmo tempo que criamos calçado de qualidade e duradouro.

Devido ao empenho de todos os colaboradores, na nossa próxima coleção de inverno já conseguimos que todo o calçado seja forrado 100% com matérias recicladas e todos os componentes de cor preta têm por base 50% de materiais reciclados.

Quem quiser adquirir o seu par de sapatos da Lemon Jelly, com um delicioso aroma a limão, onde o pode fazer?

Na nossa loja online poderão encontrar a coleção e campanhas completas com toda a nossa criatividade e informação sobre os nossos produtos.

Temos também vários parceiros e revendedores espalhados não só pelo país mas por todo mundo. Estamos presentes em mais de 800 pontos de venda em 40 países.

Foto Perfil LJ

José Azevedo Pinto

CEO da Lemon Jelly

Licenciado em 1995 em Gestão de Marketing pela universidade Fernando Pessoa, MBA AEP/ESADE em gestão Empresarial na edição 2002/2003, José Azevedo Pinto inicia a sua carreira na Procalçado em 1994 como assistente comercial, no entanto sempre muito próximo do desenvolvimento do produto, fruto das características do negócio. Após uma breve passagem na área industrial, no ano 2000 assumiu as funções de direção comercial e marketing da empresa, que só largou para assumir o lugar de CEO em 2010.

José Pinto, cresceu nos corredores da Procalçado, empresa criada em 1973 por José Ferreira Pinto, o seu pai, e que é ainda hoje uma empresa 100% familiar. Muitas dos colaboradores que trabalhavam na altura em que José era criança ainda hoje trabalham na Procalçado, o que garante a grande família que são, e o seu grande orgulho é dar continuidade ao trabalho do seu pai.

A Lemon Jelly nasce em 2013, através de uma grande vontade de inovar e crescer. Sempre sentiu que a ligação e interesse pelo setor da moda já perdurava há muitos anos, pois cresceu com a marca ForEver- uma das marcas do grupo Procalçado-, que trabalha para as melhores casas de moda internacionais.

José Pinto sempre mostrou uma enorme preocupação com estilos de vida responsáveis, pela conservação ambiental e desenvolvimento social, e integra esses valores na empresa. Nesse sentido, a Lemon Jelly caminha cada vez mais para uma produção sustentável e produtos que possam sempre integrar em novos ciclos de vida, para que nada seja desperdiçado.

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Os vinhos da Adega Mayor nascem do sonho do Comendador Rui Nabeiro e são perpetuados no trabalho que Rita Nabeiro tem feito. Numa adega desenhada por Siza Vieira, que respira Alentejo e incorpora a sustentabilidade na essência e produção. Está tudo na entrevista.

Vinhos Adega Mayor - Adega

A Adega Mayor é um sonho do Comendador Rui Nabeiro. Quando sentiram que era o momento de passar do sonho para a realidade? 

O meu avô, desde sempre empreendedor e apaixonado pelo mundo do vinho, queria recuperar a tradição vitivinícola no Alentejo, mais concretamente em Campo Maior, terra que foi perdendo esta cultura com a passagem do tempo.

Assim, e de forma a inverter esta tendência, os primeiros passos para a construção do projecto vinícola tiveram início com a plantação das primeiras vinhas em 1997, na Herdade da Godinha. Dez anos mais tarde, em 2007, foi inaugurada a Adega Mayor.

Um projecto singular desenhado pela mão do arquiteto Siza Vieira, a primeira adega de autor do país, que veio reforçar o caráter pioneiro do Grupo Nabeiro ao mesmo tempo que traz mais riqueza quer industrial, quer patrimonial para a região.

 

Siza Vieira foi o arquiteto escolhido para desenvolver a Adega Mayor. De que forma está o Alentejo incorporado no projeto? 

Pelas linhas simples e depuradas do seu desenho, pelos materiais e técnicas usadas na construção, claramente inspirados na alvura das casas alentejanas e que se traduzem em grandes muros caiados que rasgam o chão, aos materiais da região como os mármores de Vila Viçosa e Estremoz.

A Adega Mayor deixa brilhar o que de melhor temos em Campo Maior: a paisagem de um Alentejo interminável, onde o horizonte se estende no infinito. A sobriedade dos seus traços, reforça a identidade da Adega Mayor: a união entre contemporaneidade e o profundo respeito pelos valores do Alentejo e pela natureza.

 

O que caracteriza os vinhos da Adega Mayor? 

Os vinhos da Adega Mayor são vinhos que convidam a abrir os sentidos para o que se faz de “Mayor” no Alentejo. Frescos e minerais pela proximidade das vinhas à Serra de São Mamede, são os solos graníticos e o clima temperado, que lhes conferem a sua elegância, frescura e singularidade.

São vinhos que surpreendem por conseguirem aliar a subtileza da sua composição à intensidade e caráter dos vinhos do Alentejo. 

 

Têm algum vinho que se destaque dos outros? 

É difícil responder a essa questão. Todos os nossos vinhos primam pela qualidade mas acima de tudo, todos eles são indicados para diferentes perfis e situações de consumo.

Posso destacar três vinhos de três gamas diferentes:

  1. O AM Touriga Nacional pela sua frescura e carácter marcante;
  2. O AM Reserva do Comendador (seja tinto ou branco) pelo sua nobreza e consistência ao longo dos anos;
  3. O Grande Reserva Pai Chão, que é uma homenagem ao meu avô e fundador da Adega Mayor. Trata-se de um vinho que só existe em anos de exceção, quando a natureza e o homem se encontram.

Cada garrafa abre um novo mundo, são vinhos diferentes para circunstâncias distintas.

 

A exportação é uma parte importante da Adega Mayor. Sendo Portugal uma referência internacional na produção de vinhos (11º maior produtor a nível mundial e 8º exportador), em que países mais se destaca e que perceção têm os consumidores internacionais do vinho português?  

Além do mercado nacional a Adega Mayor está presente em diferentes países com destaque em França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Angola e Brasil.

A reputação internacional dos vinhos produzidos em Portugal tem vindo a evoluir no sentido positivo e o aumento das exportações comprovam-no, assim como as várias distinções conquistadas nos melhores concursos de vinho internacionais. No entanto considero que ainda há muito trabalho a fazer do ponto de vista da valorização da marca Portugal.

 

Vinhos Adega Mayor - Colheita

 

Os vinhos orgânicos tiveram um crescimento de 20% em França e 15% em Itália nos últimos 7 anos. Como veem esta tendência? 

Nos últimos anos assistiu-se a um aumento da dinâmica do sector vitivinícola, nomeadamente através do surgimento de novos conceitos e é nesse sentido que surge esta tendência internacional na procura de vinhos orgânicos. Esta tendência não é exclusiva do sector vitivinícola, mas é o reflexo de uma preocupação dos consumidores de produtos que sejam bons para a saúde e para o planeta. Temos este fator em consideração e em breve apresentaremos o nosso primeiro vinho orgânico.

 

Ao nível do sabor, que diferenças um consumidor encontra num vinho natural ou orgânico?

Depende muito do tipo de vinificação do produtor, mas diria que a maioria procura intervir o mínimo no vinho, evitando estágios intensos em madeira. Nesse sentido, tendencialmente encontramos um perfil mais leve frutado na maior parte dos vinhos orgânicos.

 

O consumidor de vinho tem as preocupações ambientais e sociais incorporadas na sua escolha? 

Existem diferentes tipos de consumidores de vinho, no entanto os consumidores mais exigentes são aqueles que relevam preocupação por adquirir um vinho de produção sustentável, que reconhece um conjunto de boas práticas económicas, sociais e ambientais.

 

Vinho Adega Mayor

 

A Adega Mayor, na sua missão, refere “entregar às próximas gerações uma terra melhor que a que encontrámos”. Como está a sustentabilidade e o lado social incorporados na vossa produção? 

A sustentabilidade ambiental é parte integrante do negócio da Adega Mayor, porque os nossos resultados dependem do seu equilíbrio.

Alinhada com o propósito de reforçar a sustentabilidade no seu negócio e nos processos envolventes, em 2016 a Adega Mayor aderiu ao PSVA, um programa diferenciador que visa construir uma estratégia de rede sobre sustentabilidade para a produção vitivinícola da região do Alentejo, incentivando à prática de abordagens inovadoras na produção de vinho, que levem à correta utilização do meio ambiente e à conservação de recursos naturais e biodiversidade. 

Desta forma, contribui para o combate às alterações climáticas ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento económico e social da região.

A Adega Mayor assume ainda o compromisso claro de contribuir ativamente para estimular o crescimento económico sustentável da região do Alentejo, ao apostar cada vez mais em soluções eco eficientes, capazes de responder eficazmente às problemáticas socioambientais geradas pelos atuais modelos de desenvolvimento.

Desta forma, trabalhamos no sentido de minimizar os impactos ambientais de ano para ano, como a gestão da água, da energia e dos resíduos na adega.

Neste sentido, a Adega Mayor apresenta uma constante preocupação em obter a máxima eficiência em todo o processo produtivo, pensando sempre no futuro e nas próximas gerações.

Rita Nabeiro - Vinho - Adega Mayor

Rita Nabeiro 

CEO Adega Mayor

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Alojamento, localizado em Olhão

Este é o nosso segredo: uma casa de família que se abre ao turismo, numa terra quase desconhecida, virada para o mar, no coração do Parque Natural da Ria Formosa, eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal. Somos suspeitos se afirmarmos que da Casa Modesta se contempla o melhor despertar do Algarve… Daqui, assistimos à migração das aves, à prática dos mariscadores, à recolha do sal. E, todos os dias, nos espantamos com os pequenos milagres da natureza.

 

A Chegada

Fomos recebidos pelo Carlos Fernandes, um dos proprietários da Casa Modesta, que rapidamente nos demonstrou que o alojamento é modesto, mas somente de nome (de família). Sofisticação, história e natureza coabitam no espaço, inserido no Parque Natural da Ria Formosa, uma das Sete Maravilhas de Portugal, com uma vista irrepetível.

 

Na Casa Modesta sentimo-nos inspirados a mergulhar num Algarve diferente do que ficou mundialmente conhecido, que se resumia às praias.

 

Birdwatching, acompanhar mariscadores e ir a viveiros de ostras são apenas algumas das experiências disponíveis na Casa Modesta, onde se estende a preocupação de divulgar a história e cultura algarvia, mais especificamente do Sotavento e da Ria Formosa, ao uso dos produtos locais, quer nos materiais de construção quer nos alimentos cultivados e divulgados no espaço, através das refeições e workshops de cozinha algarvia. Contando sempre com o apoio direto e apaixonado da comunidade envolvente. Um exemplo a seguir, na vertente ambiental e social.

 

Casa Modesta, a história que conta e cria

A história da família e da própria Ria Formosa estão presentes logo à entrada, na sala onde se degustam pratos locais e se realizam workshops de gastronomia típica da Ria Formosa, através de fotos nas paredes, um forno antigo onde ainda se coze o pão ou uma cisterna convertida em garrafeira. No entanto, o que mais se destacou neste momento em que fomos recebidos foi o próprio Carlos Fernandes e a sua paixão pelo que nos contava. Poderia ter sido um privilégio de quem se dirigiu para fazer uma entrevista, mas rapidamente percebemos que não. Todos os hóspedes com que nos cruzámos trataram o Carlos, coproprietário, pelo nome próprio e trocaram breves palavras cúmplices, de quem foi recebido e segue acompanhado na estadia pelo próprio. E isto é o ambiente que se vive na Casa Modesta: familiar, cúmplice e sereno.

O tempo parece regido pelas marés, que o avô Joaquim Modesto de Brito, proprietário da casa na infância dos irmãos Carlos e Vânia, tão bem dominava. Ou não fosse um velho lobo do mar, que acolheu o trabalho e a família nesta casa, com a Ria Formosa a um palmo de olhar. Vista que ainda hoje cria um despertar único, que Vânia Fernandes, irmã do Carlos, tão bem soube explorar no projeto arquitetónico que deu origem à Casa Modesta. Os quartos são autênticas varandas sobre a ria, como o próprio Carlos nos refere: “A paisagem muda ao longo do dia, conforme as marés.” Oscila entre a predominância do azul na maré cheia e o amarelo dos sapais que formam o complexo lagunar da Ria Formosa na maré vazia.

 

 

Os materiais usados na recuperação da casa, onde o Carlos habitou até aos seus dezanove anos, foram todos locais, como barro de Santa Catarina, cal, cortiça e mesmo latão. Tendo as preocupações energéticas sido uma exigência logo na fase de concepção e obra, quando solicitaram e obtiveram a certificação energética A+, da Líder A. Recuperação de tradições locais, como a cabana de colmo, no centro do jardim, que relembra as habitações dos pescadores nas ilhas barreira da Ria Formosa, e que hoje permita uma leitura virada para a Ria, em harmonia com o ambiente, são alguns dos detalhes que fazem deste espaço único.

Questionado sobre o legado da Casa Modesta, Carlos Fernandes refere que se trata de uma casa de memórias de família, impossível de replicar noutro local, mesmo que o negócio corra cada vez melhor. E nós podemos constatar isso na paixão com que o Carlos nos contou que o seu avô, mariscador mas também construtor de barcos em madeira que pintava sempre de vermelho e amarelo, também desenhava. Os desenhos estão, inclusive, expostos na receção, com uma forte inspiração na ria, na faina e nas suas paisagens. O que nos permite mergulhar ainda mais na história da família e perceber porque motivo esta casa é irrepetível noutro local.

 

Existem características e históricas que fazem com que a Casa Modesta só possa existir aqui

 

Refere-nos Carlos, sem esconder o seu orgulho, paixão e respeito pelas tradições. Para isso, muito contribuem as experiências que envolvem a comunidade, como a experiência do mariscador – onde levam pessoas ao viveiro, ver a apanha da ameijoa, berbigão e ostras e como se cultiva o viveiro.

“Tratar de um viveiro é como tratar de uma horta e as pessoas ficam espantadíssimas. Temos que “plantar” as ostras para as “colhermos” depois. Não estamos a inventar experiências. Estamos a ir buscar experienciais reais que são ancestrais e trazem a autenticidade e vivencias locais”.

Outra das experiências são os workshops de gastronomia realizados por Sandra Patrão, chef e vizinha da Casa Modesta, que têm como objetivo não só dar a conhecer as iguarias locais como ensinar a fazê-las. Os pratos vão desde cataplana de marisco, ao litão, xarém, e ao famoso folar de camadas tão típico destas paragens por ocasião da Páscoa. Dos ingredientes destes e outros pratos fazem parte os produtos locais, como marisco, com destaque para os bivalves, como a ameijoa, peixe, laranjas ou amêndoas.

A Casa Modesta acaba por ser um ícone do Sotavento algarvio e que nos recorda que o Algarve tem mais para oferecer do que praia. Este local singular está em perfeita simbiose com a comunidade e dispõe ainda de uma ciclovia colada à ria, onde se experimenta e vive a natureza, respeitando-a e enaltecendo-a. Criando históricas e lembranças únicas, para quem a visita.

A Sustentabilidade integrada no Projeto

 

 

Vânia Fernandes, sócia e arquiteta responsável pelo projeto, conta com uma carreira ligada a projetos que têm uma forte vertente sustentável na sua génese, pelo que a ideia de incorporar a variável ambiental e sustentável num projeto tão pessoal esteve presente desde início, pensando cada detalhe. Um exemplo é a piscina, um antigo tanque, onde a água é tratada por pastilhas de hidrion, um sistema de ionização do cobre, que permite reutilizar a água para a rega das árvores de não fruto, o aproveitamento da luz natural algarvia para painéis solares que asseguram toda a eletricidade do alojamento e a reserva de um espaço para uma pequena horta biológica, onde apenas se plantam produtos locais, que são utilizados nas refeições do espaço. Além destes cuidados, também o plástico foi retirado do espaço, tendo sido estas preocupações reconhecidas internacionalmente, logo no ano de abertura, 2015, com um prémio do Condé Nast Johansen como melhor hotel ambiental. Somando a este prémio outros, como o Architizer, em que a Casa Modesta foi a escolha do júri para melhor hotel, no ano de 2017.

 

Os prémios ajudam a um maior reconhecimento internacional, que apoia na conquista de novos clientes, que cada vez mais se preocupam com a vertente sustentável do conceito na escolha do alojamento

 

Segundo o próprio Carlos, “os prémios ajudam a um maior reconhecimento internacional, que apoia na conquista de novos clientes”, que segundo nos conta o próprio “cada vez mais se preocupam com a vertente sustentável do conceito na escolha do alojamento, mas também com as experiências disponíveis, o que resulta numa cada vez menor sazonalidade e uma diversidade maior de turistas, como norte americanos, belgas, alemães e franceses”. Esta diversificação de públicos é, de resto, um dos grandes objetivos dos proprietários, e que se viu alavancado com o Coronavírus: levar a história do Algarve a cada vez mais pessoas, de diferentes regiões do globo, com a certeza que elas regressam. Temos tido essa prova, com famílias que já nos visitam há três anos seguidos.

Antes de abandonarmos o espaço – conscientes que um dia voltaremos, para um dos melhores despertares do Algarve -, tivemos oportunidade de falar sobre um reconhecimento que está logo à entrada, no portão. A certificação Green Key tem uma importância especial para o espaço, porque tratou-se de um processo de auditoria, que resultou nesta atribuição. Tudo foi avaliado, desde a capacidade de consciencializar para comportamentos mais sustentáveis, reduzir o impacto ambiental nas atividades comerciais até promover a redução e eficiência no consumo dos recursos naturais. Tendo a Casa Modesta passado em todos os pressupostos com distinção, neste reconhecimento mundial da responsabilidade da dinamarquesa Foundation for Environmental Education (FEE), que em Portugal é tutelado pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

Por tudo isto, não hesitamos em destacar a Casa Modesta como um exemplo, por demonstrar que a Sustentabilidade poderá não ser apenas um cuidado, mas sim uma fonte de rendimento.

As preocupações com o ambiente, mas também sociais de incluir a comunidade e tradições na vivência do espaço, resultaram num sucesso económico, que faz pensar em aumentar o espaço de alojamento, sem nunca colocar em causa o seu conceito e propósito.

Poderemos levar o nosso conceito a outros locais do Algarve e até do país, mas nunca replicando a Casa Modesta. Ela conta a história da nossa família e do local, não se adapta”, refere novamente Carlos Gonçalves na despedida. E isto, acrescentamos nós, é o que faz deste projeto um exemplo: autenticidade e respeito pelas tradições, natureza e comunidade.

Conheça este projeto único em: www.casamodesta.pt

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