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Brigada Mais Presente

Todos os anos os caixotes do lixo ficam a transbordar nos dias seguintes ao Natal. É uma imagem demasiado comum em Portugal. Municípios e cidadãos têm um objetivo partilhado: manter as cidades limpas. E quando um dos lados falha, todos são prejudicados. É precisamente o que acontece no Natal e o Ano Novo. Consumo excessivo, muito desperdício e falta de cuidado fazem dos contentores verdadeiras lixeiras ao ar livre.

Nesta época do ano, muitos serviços de recolha e limpeza têm os horários reajustados, alterados e nalguns casos, mesmo, limitados, para que os trabalhadores da recolha e limpeza possam passar uma parte do Natal com as suas famílias. Para Luís Almeida Capão, presidente da ALU, “o excesso de desperdício e a colocação dos resíduos nos caixotes errados e até no chão colocam aos municípios um desafio de gestão de recursos nestes dias.” Por isso, a associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis lança esta campanha com o mote: Abra caminho à #BrigadaMaisPresente. #DesembrulheoNatal.

Pedimos mais atenção às pessoas quando colocarem os resíduos nos contentores. Sabemos que há mais embalagens, mais cartões, mais garrafas. Mas tudo isso pode ser devidamente separado, dobrado, espalmado e colocado no ecoponto respetivo. E se o ecoponto estiver cheio, podemos esperar por um dia de recolha normal para deitar fora as caixas e os embrulhos. Daí a ideia de desembrulhar o Natal, queremos retirar os embrulhos das ruas”, explica Luís Almeida Capão, presidente da direção da ALU. 

Valorizar os cantoneiros

Respeitar os trabalhadores da limpeza urbana é outra vertente desta campanha. “Durante a pandemia, houve alguma atenção relativamente aos trabalhadores da recolha de resíduos e da limpeza urbana, que nunca pararam, mas rapidamente esse cuidado se desvaneceu. Temos de valorizar estes trabalhadores que têm um trabalho difícil e pouco reconhecido no dia-a-dia e que trabalham quase todos os dias. São, de facto, a Brigada Mais Presente. Em Portugal, existem cerca de 12 mil trabalhadores de limpeza urbana e mais de 15 mil trabalhadores de recolha de resíduos, que todos os dias e noites “patrulham” as ruas: esvaziam os caixotes do lixo, limpam e lavam o chão, cortam as ervas, limpam os grafitis, desentopem as sarjetas, arranjam os jardins, entre outras tarefas que muitas vezes nem damos conta, mas sem as quais não passamos. São atividades que requerem uma grande presença nas ruas e na vida das pessoas”, observa o representante da ALU.

Colocar o lixo no sítio certo é uma forma de reconhecer estes trabalhadores. Num município onde todos participam na limpeza urbana, não comprando em excesso e não depositando os resíduos no chão, o custo com estes serviços diminui e esse valor de poupança poderá ser alocado a outros serviços essenciais ao cidadão. “Hoje, a limpeza das ruas custa uma média de 30 euros por habitante/ano. É outra questão que muitas vezes não nos lembramos: deitar uma pastilha, uma beata ou um papel para o chão tem muito mais custos para todos, do que ter o trabalho de colocar a pastilha, a beata ou o papel no caixote de lixo mais perto”.

Este Natal não se esqueça: Abra caminho à #BrigadaMaisPresente. #DesembrulheoNatal.

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