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Mariana Galindo fala-nos um pouco sobre a sua agência criativa que tem como objetivo aliar a criatividade e originalidade à transformação social das marcas e o papel fundamental que as empresas desempenham no que diz respeito à sustentabilidade.

Como surge a ideia de criar a TTouch e qual a origem do nome?

Surge de um desassossego meu, onde ao fim de mais de 25 anos a trabalhar marcas e com cada vez mais consciência do que o mundo precisa, senti necessidade de criar uma Agência criativa que tivesse como causa, as causas das marcas.

Enquanto Publicitária, assumi que, se é isso que sei fazer melhor, é com isso que vou tentar mudar o mundo. No fundo, fazer o bem, com o que sei fazer bem .

 

Porque é que sentiram a necessidade de criar uma agência criativa que estivesse orientada para o impacto social?

Existe uma nova geração que acredita que pode ser a mudança que quer ver no mundo- como propunha Ghandi- e exige o mesmo às corporações que elege. Ou seja, exigem das marcas novas responsabilidades, que tomem posições, que defendam causas e que usem o seu poder e influência diários para ajudar a resolver problemas importantes da sociedade. Exigem que tenham um propósito maior do que simplesmente repartir dividendos com os acionistas.

Como não estamos em tempo de meias verdades, ou meios compromissos, a TTouch nasce  para fazer acontecer  exatamente essa mudança. Aquilo  que chamamos de Ativismo Criativo. Aliar a criatividade à transformação social das marcas.  Revolucionar a publicidade . É assim que queremos que os nossos clientes cresçam – com estratégias e ideias transformadoras e diferenciadoras.

Aliar a criatividade/originalidade à transformação social das marcas é um dos propósitos da agência, e foi isto que aconteceu por exemplo com a campanha que fizeram para a EDP. Fale-nos um pouco sobre o impacto dessa campanha para a TTouch?

O impacto foi que mais de 3000  alunos  do 1º e 3º ciclo, em tempos de pandemia, conseguiram dar ENTER na escola online.

A TTouch foi a Agência responsável pela estratégia da Missão Educação da Fundação edp (um programa da EDP Solidária, que voltou a investir nas áreas prioritárias da sociedade Portuguesa) e pela criação da campanha multimeios, suportada pelo conceito o T(eu) PC.

 

Fizeram recentemente uma iniciativa sustentável com o MAAT. No que é que consistiu?

O MAAT desafiou a TTouch, a desenvolver uma linha de merchandising para a loja inspirada no conceito “Green is not a colour”.

A agência respondeu com uma linha de cartazes, cadernos escolares e postais com cores fortes e palavras de ordem como “Think green, make it clean”, “wake up and smell the climate change” ou “green is the new black”.Todas as peças foram 100% produzidas em Portugal com recurso a papel proveniente de fontes responsáveis (certificação FSC Misto). As peças encheram de cor e energia a loja do MAAT onde estão atualmente disponíveis para venda, e são todas tão interessantes que vai ser difícil escolher só uma. A loja do MAAT privilegia produtos de design, nacional e internacional, estabelecendo parcerias com artistas e marcas emblemáticas como Viarco, Vicara, Ach Brito, Nally, Amorim, Hay, Vitra, Fernanda Lamelas, entre outros. Mas também, aposta em criatividade e produção nacional.  E o trabalho da TTouch, foi um bom exemplo disso.

As marcas cada vez mais procuram uma comunicação mais sustentável, principalmente depois desta vaga de consciencialização que o covid trouxe. Sentem que o facto de terem nascido quase no início da pandemia vos impulsionou?  

Honestamente, não. Mesmo antes da Pandemia a urgência de fazer acontecer, era clara para nós e por isso mesmo nascemos antes da Pandemia.

 

Quais os próximos passos para este projeto?

Continuarmos este ‘caminho menos percorrido’. Tentar que as marcas saiam do ‘meio do caminho’ e entendam que:

A responsabilidade social e ambiental não tem de ser o “parente pobre” das empresas/ marcas mas que deve ser tratado como algo urgente e que gera valor e lucro   

Deve ser trabalhado por Agências com competência para isso. Que para além  das competências criativas, sejam Agências de terreno e que não estejam afastadas da realidade das organizações sociais. Que entendam os insights  existentes e que comuniquem da forma certa. Ou  seja, com conhecimento de causa.

Que lugar queremos ocupar daqui a uns anos? O lugar que ocupamos agora.  Continuarmos a ter uma equipa de criativos, estrategas, assistentes sociais, psicólogos, historiadores, políticos e designers, que acorda todos os dias com a certeza que é este o caminho, é isto que os mobiliza, realiza e é assim que vamos conseguir mudar o mundo. O Negócio virá por acréscimo no momento dele.

Mariana Galindo

Formada em Marketing  e mais tarde com um MBA a Publicitária assumiu que, se é isso que faz melhor, é com isso que vai mudar o mundo. A Mariana traz o coração à frente das mãos e a cabeça acima das nuvens. Felizmente, os pés estão bem assentes na terra e deram sempre os passos certos numa carreira com mais de 25 anos em que metade dedicou a agências internacionais e a outra metade, às duas maiores nacionais – Partners e BAR. Experiência não lhe falta, com a gestão de clientes em praticamente todos os sectores de mercado, da Banca à Distribuição, das telecomunicações à Saúde, do Luxo ao Social. É a estratégia por detrás da TTouch, a comunicação e a criatividade.

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