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A Embalagem ECO Reutilizável é a alternativa de embalamento para encomendas de e-commerce em Portugal. Estas embalagens pretendem substituir as tradicionais embalagens de utilização única e têm uma capacidade de resistência prevista até 50 envios!

Os CTT pretendem inovar no embalamento das encomendas online, com um conceito de embalagem reutilizável que permite reduzir o desperdício associado a soluções de embalamento de utilização única. Tendo como principais benefícios:

  • Menos embalagens em circulação

    Com uma vida útil média de 50 utilizações, cada Embalagem ECO Reutilizável representa menos 50 embalagens de utilização única que precisam de ser produzidas para enviar as suas encomendas.

  • Menos desperdício

    Menos embalagens de utilização única, significa menos lixo associado à distribuição de encomendas

  • Mais verde

    A Embalagem ECO Reutilizável é uma alternativa mais sustentável que a utilização de embalagens de utilização única. Ao devolver uma embalagem está a contribuir para este ciclo sustentável.

  • 100% Reciclável

    No fim da sua vida útil a a Embalagem ECO Reutilizável é totalmente transformada em novos produtos.

 

Em conjunto com clientes parceiros que aceitaram o desafio de participar neste projeto-piloto, a Näz (que já concedeu uma entrevista ao Green Purpose) e a Sanjo, os CTT apostaram numa solução sustentável para a sua distribuição, reduzindo o desperdício, diminuindo a pegada carbónica e promovendo a economia circular através da reutilização.

Descobre tudo, desde como funciona,  até que vantagens tens, e como tudo se processa em https://www.ctt.pt/grupo-ctt/sustentabilidade/projetos-e-iniciativas/embalagem-eco-reutilizavel 

 

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De que forma a Realidade Aumentada pode apoiar a Sustentabilidade? Foi isso que fomos perceber numa entrevista à Vanessa Hipólito, que realizou uma dissertação de mestrado sobre o tema. Deixamos algumas pistas: reduzir devoluções; reduzir stocks; marcas sustentáveis que potenciam vendas com ela.

Fizeste uma dissertação de mestrado sobre realidade aumentada. Vamos começar pelo início: o que é realidade aumentada?

Apesar de ser um conceito bastante emergente e conhecido nos dias que correm, a tecnologia de realidade aumentada existe já há mais de uma década. Contudo, tem sido ao longo dos últimos anos, mais precisamente desde 2016 com o lançamento da aplicação Pokémon Go, que esta tecnologia tem vindo a ganhar importância e popularidade, não só junto dos seus utilizadores, como também das marcas e empresas.

Esta tecnologia consiste na capacidade de sobreposição de informações e objetos virtuais, gerados por um computador, sobre um ambiente físico real. É possível de ser implementada com recurso a uma câmera integrada num dispositivo móvel, como um smartphone ou um tablet, dispositivos cada vez mais comuns e  indispensáveis no nosso quotidiano. Distingue-se das restantes tecnologias não só pela sua interatividade, mas essencialmente pela possibilidade de interação em tempo real.

Apesar de ser considerada uma vertente da realidade virtual, e muitas vezes confundida com a mesma, estas duas tecnologias oferecem experiências muito diferentes. Enquanto que a realidade virtual consiste numa experiência totalmente imersiva, a realidade aumentada permite ao utilizador observar em simultâneo o mundo real e virtual, oferecendo assim uma experiência muito mais ampla e abrangente.

2020 e 2021 são anos marcados pela pandemia e pelo “boom” do digital. Nota esta evolução na adoção da tecnologia de realidade aumentada por parte das marcas?

Se antes existia uma clara distinção entre os mundos online e offline, atualmente estes dois mundos parecem começar a fundir-se num só. Este fenómeno denominado por phygital, alinhado ao forte crescimento da adoção de smartphones e outros dispositivos móveis, vem despontar a importância da adoção de inovações tecnológicas, como a realidade aumentada, por parte das marcas e empresas.

Contudo, e apesar de ser uma preocupação verificada ao longo dos últimos anos, este é sem dúvida o grande momento de aposta no que diz respeito ao digital. Não só é o momento em que muitas marcas e empresas se viram obrigadas a “fechar portas” e precisam de marcar presença no digital de forma a conseguir continuar a chegar junto dos seus consumidores, como também é o momento em que o consumidor passa mais tempo em casa, está predisposto a despender mais tempo conectado a tecnologias, assim como a aprender a trabalhar e estar mais informado sobre as mesmas.

Desta forma, e com uma concorrência atual praticamente infinita no mercado digital, as marcas e empresas precisam de conseguir diferenciar-se, junto do consumidor, e acima de tudo conseguir auxiliá-lo e ajudá-lo no momento de decisão de compra, surgindo assim uma preocupação pelo desenvolvimento da melhor experiência de compra online possível. E como tudo isto é possível? Com recurso à tecnologia de realidade aumentada.

ASPORTUGUESAS, são o exemplo de uma marca portuguesa de calçado de cortiça criada por Pedro Abrantes, que desenvolveu durante o confinamento uma aplicação de realidade aumentada que permitiu aos seus clientes experimentar virtualmente os vários modelos sapatos disponíveis. Apontando a câmera de um dispositivo móvel para os pés, o cliente estava automaticamente calçado e poderia caminhar normalmente, uma vez a aplicação estava desenvolvida para acompanhar o movimento do andar, procurando aproximar o mais possível a experiência virtual da realidade.

Este é apenas um exemplo entre as muitas marcas e empresas, não só grandes como pequenas, que implementaram esta tecnologia como forma de contornar a pandemia. Desta forma, garantem assim não só o acompanhamento das tendências e evolução tecnológica, como a capacidade de criar experiências autênticas, únicas e inesquecíveis, respondendo às necessidades cada vez mais exigentes impostas pelos consumidores.

Como é que um e-commerce pode tirar partido da realidade aumentada?

Apesar das vendas online verificarem ao longo dos últimos anos um crescimento exponencial, e em especial desde o primeiro confinamento em março de 2020, são ainda bastantes as dificuldades e limitações existentes no momento de compra online por parte de muitos consumidores.

A impossibilidade do consumidor ver, tocar ou experimentar o produto é sem dúvida uma das principais, senão maior dificuldade e limitação em comprar online. Contudo, com recurso à tecnologia de realidade aumentada esta dificuldade pode ser facilmente contornada e ultrapassada.

Quando se fala de ferramenta de apoio à compra online, a realidade aumentada é sem dúvida uma das mais relevantes e mais valorizadas inovações tecnológicas.

Esta permite eliminar a barreira existente entre os mundos físico e digital, disponibilizando ao consumidor a possibilidade de experimentar virtualmente o(s) produto(s) desejado(s), quer em si mesmo, quer num espaço físico. Desta forma, esta experimentação virtual permite ao consumidor não só aumentar os níveis de confiança e satisfação no(s) produto(s) experimentado(s) e visualizado(s), como consequentemente na marca. Uma vez que é possível obter uma imagem muito próxima daquilo que será o resultado final desejado, mesmo  antes de adquirir o(s) produto(s), permitirá ainda minimizar os riscos inerentes à compra online.

Desta forma, a utilização da tecnologia de realidade aumentada no e-commerce permitirá assim não só criar uma experiência de compra online única e inesquecível, como aumentar a taxa de conversão e o volume de vendas. Uma vez satisfeito com a sua experiência online, o cliente compra e volta a recomprar, quer online, quer offline.

 

Realidade Aumentada

 

No que à sustentabilidade diz respeito, a realidade aumentada permite a experimentação virtual de artigos, reduzindo por isso o número de devoluções. Acredita que a realidade aumentada pode contribuir para vendas mais sustentáveis? Dê-nos mais alguns exemplos?

Muitas vezes as devoluções e/ou trocas ocorrem porque, ou o consumidor compra online e não tem a possibilidade de experimentar o produto antes de este chegar a sua casa, ou o consumidor está em loja e não tem tempo, paciência ou necessita efetivamente de o levar até sua casa para o experimentar.

Em qualquer uma das situações descritas, a realidade aumentada pode ajudar a diminuir o número de devoluções e/ou trocas.

Como referi anteriormente, esta tecnologia permite ao consumidor experimentar o(s) produto(s) virtualmente e de forma mais rápida e acessível, mesmo antes de o(s) adquirir. Desta forma, no momento efetivo da compra o consumidor já está consciente do seu resultado final, minimizando assim a possibilidade de troca ou devolução futura do mesmo.

Consequentemente, e alinhado à diminuição da taxa de trocas e/ou devoluções, no que diz respeito à sustentabilidade, permitirá minimizar ou mesmo eliminar outros desperdícios inerentes a este processo.

Especificamente, permitirá reduzir a utilização de sacos ou de caixas utilizadas nas trocas e/ou devoluções de compras quer offline, quer online. Por outro lado, e ainda ao nível da sustentabilidade, permitirá em vários setores diminuir o número de protótipos necessários em loja física e consequentemente os materiais e custos relacionados com a produção dos mesmos.

Estes são apenas alguns exemplos de como a tecnologia de realidade aumentada poderá contribuir para tornar o processo de venda mais sustentável, e consequentemente, contribuir para vendas mais sustentáveis.

 

Que ingredientes deve ter uma experiência de realidade aumentada para ser impactante junto do consumidor?

No desenvolvimento de uma experiência de realidade aumentada é fundamental ter em consideração ingredientes-chave como o registo, isto é, o alinhamento entre os objetos ou informações virtuais e o ambiente real, a interatividade ou a acessibilidade.

O consumidor espera ter uma experiência o mais aproximada possível à realidade, com gráficos de elevada qualidade, em HD e 360, onde os objetos tenham as dimensões proporcionais ao espaço onde estão inseridos.

Adicionalmente deve existir uma elevada preocupação com a capacidade do consumidor interagir com os objetos na aplicação, conseguindo redimensioná-los, movimentá-los ou ajustá-los, em tempo real, de modo a conseguir obter o resultado final o mais próximo possível do desejado.

E por último, mas não menos importante, estas aplicações devem ser intuitivas e acessíveis, não exigindo ao consumidor muito tempo de aprendizagem para conseguir utilizar a aplicação e usufruir de toda a experiência na sua plenitude. Apesar de grande parte dos consumidores serem tecnologicamente informados, são ainda muitos os que começam agora a explorar o mundo digital, sendo fundamental conseguir alcançar todos eles independentemente do seu grau de conhecimento da tecnologia.

 

Uma marca pode utilizar realidade aumentada para explicar ao consumidor o seu compromisso com a sustentabilidade? Se sim, dê-nos alguns exemplos de marcas que o fizeram? 

A realidade aumentada pode também também ser implementada através de QR Codes. Estes códigos são lidos, com recurso a uma câmera integrada num dispositivo móvel, que automaticamente permite ao consumidor aceder a um conjunto de informação adicional. Esta informação pode ser disponibilizada nos mais diversos formatos, como vídeos, fotografias, texto, entre outros.

Estes códigos podem, assim, ser utilizados pelas marcas e empresas nos seus produtos para fazer chegar aos seus consumidores mais informação, além da descrita no mesmo, de forma intuitiva e interativa.

Muitas marcas utilizam QR codes para divulgar campanhas de sustentabilidade e explicar o seu compromisso com a mesma. A Tetra Pack no Brasil, por exemplo, procurou através da colocação de QR Codes nas suas embalagens de leite educar o consumidor, de forma lúdica e divertida. O consumidor, através da leitura deste código conseguia posteriormente interagir com uma personagem digital que contava histórias sobre o processo correto de reciclagem das embalagens ou o processo de fabricação de novos produtos.

realidade aumentada sustentável

 

Desenvolver uma experiência de realidade aumentada é algo complexo? E em termos de custos?

A complexidade de desenvolvimento de uma experiência de realidade aumentada, assim como os custos inerentes ao mesmo, estão diretamente relacionadas com o objetivo final da mesma. Estes objetivos variam de acordo com, por exemplo, funcionalidades desejadas, quantidade de produtos disponibilizados ou qualidade dos gráficos e/ou imagens. Pelo que, é praticamente impossível standardizar um processo de desenvolvimento de uma experiência de realidade aumentada, pois cada caso é um caso.

Contudo, a aceitação desta tecnologia por parte dos utilizadores é bastante alta, o que garante um bom retorno quando o investimento é bem aplicado.

A longo-prazo, a aplicação de realidade aumentada permitirá às empresas que a empreguem, não só reduzir custos relacionados com a loja física, mas também aumentar o seu volume de vendas, quer online, quer offline.

 

A realidade aumentada pode contribuir para a criação de experiências omnichannel no retalho? Em que sentido? 

Uma boa experiência omnichannel é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Garantir uma comunicação consistente em todos os canais de comunicação entre a marca e o consumidor permitirá aumentar não só os níveis de  satisfação, como a confiança e a imagem da marca perante o seu público.

Apesar de muitas vezes a customer journey dos consumidores ser iniciada e finalizada num único canal – online ou offline –, existem múltiplas situações em que o consumidor inicia a sua jornada num canal e a finaliza noutro, pelos mais diversos motivos. Quer o consumidor inicie a sua jornada em loja e finalize online, quer o consumidor escolha o produto online e dirija-se até uma loja física para efetivar a compra, é importante garantir uma experiência consistente nos diversos contactos que existem entre o consumidor e a marca.

No retalho, a tecnologia de realidade aumentada vem permitir eliminar as barreiras existentes entre os vários canais, tanto online ou offline. Permite assim oferecer uma experiência muito idêntica online àquela que até então o consumidor só poderia usufruir em loja física, otimizando assim a experiência em qualquer canal. D

esta forma, a realidade aumentada permitirá ao consumidor, através de plataformas de e-commerce não só ter acesso a informação como visualizar virtualmente o produto, tal e qual como em loja. Adicionalmente, a tecnologia de realidade aumentada pode ainda ser utilizada em loja física, auxiliando o consumidor não na experimentação do produto, mas por exemplo, também com a disponibilização de mais informação necessária para efetivar a compra.

Vanessa Hipólito - realidade aumentada

Vanessa Hipólito

Tem 24 anos e são os novos desafios que a alimentam diariamente. Após terminar a sua licenciatura em Gestão, no ISEG, procurou “fugir” à monotonia dos números e encontrou a sua verdadeira paixão, numa escolha que se veio a revelar numa das melhores da sua vida – especializar-se em Marketing. Decidiu assim ingressar no mestrado em Marketing, igualmente no ISEG, onde desenvolveu a sua dissertação sobre um tema até então muito pouco explorado e aprofundado – a realidade aumentada e o desenvolvimento do relacionamento consumidor-marca.

Atualmente, enquanto trainee na empresa Leroy Merlin, abraça um desafio relacionado com o conceito phygital, onde tem a oportunidade de conciliar duas das áreas pelas quais é apaixonada, Inovação e Marketing.

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