Autor

Ricardo Lopes

Como surgiu a ideia para a Leadership Summit Portugal? 

A Leadership Summit Portugal é um evento que está integrado num projeto mais vasto que tem como objetivo a produção de conhecimento para líderes e que envolve a revista trimestral Líder, o site lidermagazine.sapo.pt e a Líder TV que está disponível em www.lidertv.pt e no MEO-165 e NOS-560. A ideia deste projeto resultou do nosso contacto com lideranças a vários níveis, tendo sido desafiados por algumas entidades que são nossas parceiras para desenvolvermos plataformas de comunicação que permitissem acesso a informação relevante para líderes e que potenciassem a troca de experiências. 

Têm uma ambição interessante na apresentação: “De Davos para Portugal”. No que isto se traduz no evento? 

A Leadership Summit Portugal é um evento desenvolvido pela Tema Central e pelos Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial. Esta ligação tem permitido trazer todos os anos a Portugal o vencedor de um pitch que lançamos junto dos cerca de sete mil Shapers que existem no mundo. Estes Shapers apresentam uma talk na Leadership Summit e são sempre de enorme qualidade. Em Davos estamos habituados a ver grandes nomes mundiais que se destacaram em várias áreas de atividade, na Leadership Summit concretizamos a presença em palco de outros grandes nomes da atualidade com futuros líderes que certamente se irão destacar.

A edição de 2021 já é a 5ª edição do evento. O que consideram ser a principal mais-valia do evento para os participantes, que leva a continuidade no tempo? 

A mais-valia da Leadership Summit Portugal é trazermos a Portugal grandes oradores internacionais que são referências em áreas do conhecimento que, muitas vezes, os líderes de organizações não estão habituados a ouvir. Também incentivamos a partilha de conhecimento com oradores nacionais de destaque e promovemos de forma muito consistente a presença em palco de diferentes gerações.

É importante fazermos com que as lideranças saiam da sua bolha, contactem outras realidades com as quais, certamente, terão muito a aprender.

“Um novo rumo para o planeta…” é um dos destaques do programa deste ano. Qual consideram a importância deste tema ser debatido por líderes e para líderes? 

A sustentabilidade do Planeta é, indiscutivelmente, o grande tema da atualidade e dos próximos anos. Quem é líder ou quer vir a ser líder, mas também quem é liderado, não pode passar ao lado do grande desafio dos próximos anos que vai condicionar a vida das pessoas e organizações e que obrigará os líderes a reverem o rumo das organizações que dirigem.

Quais são os principais destaques que fazem do evento ao nível de sustentabilidade? 

Teremos em palco, pela primeira vez em Portugal, Ali Tabrizi, autor do documentário ‘Seaspiracy’ que está no Top Ten dos programas mais vistos da Netflix e que é um soco no estômago sobre a forma como estamos a tratar os oceanos.

Haverá uma apresentação sobre o tema da sustentabilidade feita por Anabela Vaz Ribeiro que é Executive Director da Global Compact Network Portugal das Nações Unidas, entidade que é parceira do evento, e por fim teremos um painel de debate sobre “a urgência de ser sustentável” com a participação de Jennifer Motles Svigilsky, Chief Sustainability Officer da Phillip Morris International, James Robey, Global Head of Environmental Sustainability na Capgemini e Mariana Pereira da Silva, Head of Sustainability na Sonae MC.

Para além disso iremos abordar mais dois grandes temas que são a diversidade/ inclusão e a democracia, aos quais o tema da sustentabilidade também não pode passar indiferente.

Não antecipando a 6ª edição, quando ainda não decorreu esta, mas acreditam que este será um tema ainda em agenda para as próximas edições? Porquê?

Como referi anteriormente, as questões relacionadas com a sustentabilidade do Planeta estarão na ordem do dia por muito anos, portanto, é evidente que a ecologia, a defesa das espécies, a descarbonização, as energias alternativas, a economia circular e tantos outros continuarão certamente a marcar presença no palco da Leadership Summit Portugal. Seria bom sinal não precisarmos de abordar estes temas com tanta regularidade mas, infelizmente, atendendo à realidade atual, alertar consciências para a urgência da sustentabilidade é um trabalho fundamental para a nossa sobrevivência futura.

Filipe Vaz

Filipe Vaz 

Diretor Geral da Tema Central

 

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Como surgiu a ideia da Shoevenir e como a tornaram uma realidade?

A ideia surge através de um brainstorming entre nós, após refletirmos sobre a palavra “shoevenir”. Durante mais de ano e meio fomos aprender sobre calçado e como desenvolver o conceito.

Juntamos pessoas que acrescentaram o conhecimento e recursos que faltavam e fomos avançando com protótipos e experiências. O programa Startup-Voucher ajudou-nos muito com instrumentos financeiros que nos permitiram chegar ao nível seguinte. 

 

A Sustentabilidade dos sneakers esteve na génese da ideia, ou foi algo que se tornou inevitável posteriormente? 

Tendo em conta a vasta ofertas de materiais de origem sustentável, definimos desde cedo essa posição. Não é eco-fashion, é senso comum. Porém, ainda temos conhecimento a adquirir no campo da sustentabilidade e estamos ansiosos por aplicá-lo no futuro. 

 

 

Shoevenir Campo

Quais são os materiais utilizados na produção e que impacto eles têm no produto?

As Shoevenirs são compostas por pele e camurça vegan, cortiça reciclada, cordões de algodão, e poliéster reciclado. Adicionalmente, as nossas solas são 100% recicláveis.

Para além de todos este componente terem os materiais certificados, nós fizemos questão de visitar todas as fábricas e acompanhar todos os testes feitos. As condições de trabalho superaram sempre as expectativas, fruto da qualidade incutida ao calçado português. 

 

Irão plantar uma árvore a cada par vendido. No que consiste esta ideia e como a vão operacionalizar?

Sim! Temos uma parceria com a ONETREEPLANTED, uma das associações mais experientes do mundo no campo da reflorestação. Sempre que um par é vendido, um dólar é enviado para plantar uma árvore num lugar onde opera a ONETREEPLANTED. 

 

Shoevenir Mulher

Da primeira coleção da Shoevenir fazem parte seis sneakers: Porto, Lisboa, Madeira, Açores, Algarve e Cloud. Porquê estes nomes? E porquê um tão diferente dos outros?  

O nosso objetivo é que a Cloud, tal como as nuvens, possa assumir qualquer forma. Sabíamos que era essencial termos uma Shoevenir num registo mais “clean” para ser usado em qualquer ocasião, com qualquer outfit. Também queremos usá-la para explorar o campo da customização ao fazer colaborações exclusivas. 

O setor da moda, e especificamente dos sneakers, é bastante concorrencial. O que trazem de novo aos consumidores? 

Trazemos aos consumidores um sneaker com significado emocional. Algo que mistura arte, design e sustentabilidade para contar uma história. Sabíamos que se colocássemos um sneaker no mercado teria de apresentar muita diferenciação e é exatamente para isso que trabalhamos.  

 

Shoevenir Casal

A Shoeviner está incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Qual a importância deste tipo de apoios para iniciarem o vosso negócio?

A UPTEC permitiu-nos contactar com um ecossistema de empreendedorismo que incentiva o debate e a criatividade. Tivemos o acompanhamento de uma mentora, a Fátima São Simão, que sempre acrescentou inputs valiosos durante o desenvolvimento do projeto. Sentimos que é importante estar incubado, até por uma questão de solidificação de ideias. 

 

Onde e quando podemos ter acessos aos Shoevenir? 

As Shoevenirs vão estar disponíveis para pré-encomenda durante a nossa campanha de crowdfunding em setembro. Após a angariação das vendas vamos finalmente poder dar início à produção e entregá-las por volta de Dezembro. 

 

Shoevenir Founders

Gonçalo e Miguel 

Founders, Shoevenir

Gonçalo – Licenciado em Gestão e com Pós-Graduação em Digital Business. As suas experiências passadas no campo da logística, comercial e marketing acabaram por apurar um gosto pelo empreendedorismo, que sempre existiu. Neste momento está dedicado à Shoevenir e à Powerzada, uma outra start-up. 

Miguel – Licenciado em Design de Comunicação com experiência em Audiovisual. Trabalhou como designer gráfico, com fotografia de moda e edição. Atualmente para além da Shoevenir, trabalha como freelancer em Social Media Management e criador de conteúdos multimédia.

 

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A Salesforce, empresa tecnológica multinacional líder em Customer Relationship Management (CRM), através da sua organização Salesforce.org acaba de lançar o Marketing Cloud for Nonprofits, uma solução tecnológica pensada para ajudar organizações sem fins lucrativos a criarem experiências personalizadas com todos os seus públicos, de forma mais eficiente e rápida, independentemente do patamar de transformação digital onde se encontram.

As organizações sem fins lucrativos, tal como muitos outros atores económicos, passaram por uns últimos 18 meses muito tumultuosos – algumas foram surpreendidas com novos apoiantes, mas outras, cuja angariação de fundos depende de interações presenciais, tiveram maiores dificuldades. 

De acordo com o mais recente Relatório Global de Angariação de Fundos Online:

  • 70% das organizações sem fins lucrativos não têm nenhuma sugestão de ação para novos subscritores de emails/newsletters, como um botão para saber mais, partilhar nas redes sociais ou até para fazer um donativo.
  • Da mesma forma, são 27%  as organizações que enviam menos de um email a cada 90 dias a um novo subscritor, perdendo a oportunidade de o manter atualizado e integrado, ou até para estimular algum tipo de ação.
  • Por fim, apenas 42% dos emails enviados pelas organizações são personalizados com o nome do recetor, e apenas 14% são enviados de um email de uma pessoa, pois todos os outros são enviados de um email geral. As organizações médias e mais pequenas são as que demonstraram precisar de modernizar a forma como interagem com os seus apoiantes em diferentes pontos de contacto.

A nova solução desenvolvida pela Salesforce.org, permite que as organizações sem fins lucrativos possam criar rapidamente campanhas de e-mail com modelos pré-feitos e prontos para o envio a assinantes, voluntários, doadores, financiadores e muito mais.

Para escalar as potencialidades do produto, o Marketing Cloud for Nonprofits tem uma integração nativa com o Salesforce.org Nonprofit Success Pack, que é usado por milhares de organizações sem fins lucrativos em todo o mundo para acelerarem a suas missões. Com a nova abordagem personalizada e orientada por dados, as organizações podem segmentar os apoiantes e criar rapidamente conteúdo personalizado para e-mails.

Todas as organizações sem fins lucrativos desejam interagir com os seus doadores, voluntários e qualquer outro público nos mais relevantes e principais momentos e de forma digital. Com o Marketing Cloud for Nonprofits, estas organizações, sejam novas na utilização de Salesforce ou já antigos utilizadores, podem agora aceder a métodos de relacionamento de qualidade superior e mais personalizados.

David Ragones, SVP & GM Nonprofit Cloud da Salesforce

 

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Para o Lidl Portugal, agir de forma sustentável é um objetivo primordial na criação de um futuro melhor. Ao desenvolver uma estratégia climática – com objetivos específicos e baseada na metodologia da iniciativa Science Based Targets (SBTi) – o retalhista dá agora um passo importante no diz que respeito à proteção do clima, com um importante contributo para que seja alcançada a meta do Acordo Climático de Paris, limitando preferencialmente o aquecimento global em 1,5 graus centígrados.

O Grupo Schwarz, ao qual o Lidl pertence, aderiu, em nome de todas as empresas que o compõem, à iniciativa Science Based Targets (SBTi) em agosto de 2020, comprometendo-se assim a formular as suas próprias Science Based Targets.

Em linha com os objetivos do Grupo Schwarz, o Lidl Portugal definiu igualmente metas e métricas específicas, com base na sua pegada, que procurarão reduzir de forma contínua as emissões de gases com efeito de estufa a nível operacional e da sua cadeia de valor. Em linha com a visão do Lidl Internacional, o Lidl Portugal optou por uma abordagem que visa, em primeiro lugar, evitar estas emissões, em seguida reduzi-las e, por último, compensá-las na ausência de outra opção.

Nesse sentido, até 2030, o Lidl Internacional compromete-se a reduzir as suas emissões, a nível operacional, em 80%, face a 2019. O Lidl Portugal apoiará este objetivo internacional com uma redução das suas emissões em pelo menos 70%. Um compromisso bastante ambicioso, embora diferente do assumido a nível internacional, fruto do trabalho que a empresa já tem vindo a fazer desde 2019 com a passagem para 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Ao fazê-lo, está igualmente a contribuir alcançar a neutralidade climática já em 2022.

O Lidl Portugal já implementou diversas medidas que visam reduzir a pegada carbónica da empresa. Com base na avaliação da sua pegada em Portugal, a empresa identificou a origem de grande parte das suas emissões. Nesse sentido, o retalhista já em 2019 fez a transição para eletricidade 100% verde, proveniente de fontes renováveis, em todos os seus edifícios. Para além disso, a empresa tem igualmente investido na instalação, sempre que possível, de painéis fotovoltaicos nas suas lojas, entrepostos e sede, evitando a libertação de CO2, em resultado da produção de energia elétrica renovável.

Para atingir estas metas ambiciosas, a empresa desenvolveu um plano de ação abrangente como parte da sua estratégia climática, que aborda não só as emissões diretas produzidas, mas também as emissões indiretas que são geradas na cadeia de valor. Neste sentido, os seus fornecedores, responsáveis por 75% das emissões relacionadas com produto (âmbito 3), deverão estabelecer metas climáticas, segundo a metodologia Science Based Targets (SBTi), até 2026.

 

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O Verdelago está a nascer entre Altura e a Praia Verde, no Sotavento Algarvio, como um resort de natureza. Como surgiu a ideia deste projeto, quando passou à prática e quando estará concluído? 

O Verdelago Resort é um projeto turístico com um relevo ímpar na atração de novo investimento e criação de emprego no Sotavento Algarvio, concretamente no concelho de Castro Marim, um dos menos desenvolvidos da região.

Foi neste contexto e enquadramento que o Fundo Aquarius, FCR, gerido pela OXYCAPITAL, passou a integrar a estrutura acionista da Sociedade – detendo uma participação maioritária na Verdelago, Sociedade Imobiliária, S.A. –, tendo contribuído para um redesenho e redefinição do projeto inicial, transformando o esboço anterior num projeto de excelência em harmonia com o imaginário do Algarve selvagem e em sintonia com a natureza e com as tradições da região, que ulmina naquele que é o único resort de luxo de primeira linha de mar de todo o Sotavento algarvio.

O Verdelago, com uma frente de mar de mais de 1 km, carateriza-se por ser um resort de natureza de luxo inserido em mais de 85 ha de área e com apenas 8,7% de índice de construção. Será desenvolvido em várias fases, e contará com um aldeamento turístico com 340 unidades residenciais turísticas e um hotel de 5 estrelas com 197 quartos, com relevo ímpar não só para o concelho de Castro Marim, mas para todo o sotavento algarvio.

A primeira fase de construção, iniciada em novembro de 2020 encontra-se já em comercialização. Esta primeira fase é constituída por um conjunto de unidades de alojamento exclusivo, onde se incluem 102 unidades residenciais turísticas, das quais 57 estarão concluídas para entrega já no verão de 2022, dividindo-se em 24 apartamentos (T1, T2 e T3), 26 townhouses (V2 e V3) e 7 villas (V4 +1). As restantes 45 unidades estarão em fase de acabamentos.

Os preços começam nos 450.000€ para os apartamentos, 670.000€ para as townhouses e 1.550.000€ para as villas.  Com o início da atividade do Verdelago Resort, os utilizadores terão ao seu dispor o Clube do Aldeamento (com restaurante, bares, open market, esplanada, piscina infinita e zonas de estar), quatro campos de padel e dois de ténis, serviços de apoio familiar (babysitting e kids club), passadiços de madeira de acesso à praia, assim como diversos percursos pedonáveis e cicláveis por entre sobreiros e pinheiros, charcos temporários e uma lagoa.

Com um investimento estimado na ordem dos 270 milhões de euros, a desenvolver entre 7 a 10 anos, é o maior alguma vez realizado nesta zona do Algarve.

 

Quais serão as principais características do Verdelago?

O Verdelago Resort é um projeto singular a nível mundial, que faz parte de uma nova geração de resorts que respondem de forma positiva às dimensões de sustentabilidade social, económica e ambiental. Reforço que estamos a falar de apenas 74.000 m² de área total de construção em 86 hectares de terreno, correspondentes a um índice de construção de apenas 8,7%.

Temos cerca de 70 hectares de espaços verdes, incluindo um parque verde e de lazer com mais de 42 hectares e uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares. Estamos a criar vários percursos de passadiços de madeira e a recuperar caminhos pedonáveis e cicláveis, com uma extensão total da ordem dos 7 km, numa envolvência rica de fauna e flora local (por entre pinheiros e sobreiros, charcos temporários e uma lagoa), incluindo zonas de descanso, interpretação ambiental (haverá mesmo um Centro de Interpretação, Proteção e Valorização Ambiental, algo inédito no sector) e desporto ao ar livre, incorporando áreas para conservação e promoção do habitat natural.

Não insistimos no tópico da sustentabilidade por ser retoricamente apelativo, mas porque o respeitamos na prática, numa monitorização e promoção contínuas e estou certo de que esta aposta nos permitirá ser uma referência a este nível.

Verdelago Villa

O que é um resort de natureza e como isso se reflete na experiência do cliente? 

A natureza como novo luxo é verdadeiramente uma realidade na vida das pessoas, exacerbada no contexto da pandemia, espelhada em vários sectores económicos, como o turístico e o imobiliário.

No Verdelago, é esse luxo longe do excesso que ofereceremos, com um foco nas experiências e no desfrutar da autenticidade característica da zona. Menos ostentação e mais apelo aos sentidos e ao bem-estar, mas com todas as comodidades e serviços de um projeto de luxo sustentável do ponto de vista económico e ambiental. 

Num Algarve menos massificado, poderão desfrutar de experiências únicas e personalizadas:

  • Como um piquenique ou uma massagem no Parque Verde ou na praia;
  • Um passeio a cavalo ao pôr-do-sol;
  • Uma visita à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, a uma das idílicas ilhas-barreira da Ria Formosa ou ainda a uma das vilas pitorescas da região, como Cacela Velha, ou à histórica Tavira.
  • Comprar legumes biológicos locais no open market, dentro do próprio resort, ou pedir que estes lhes sejam entregues na sua unidade;
  • Usufruir das várias piscinas de grande dimensão, incluindo a piscina do Clube do Aldeamento, com uma dimensão generosa e orientada a sul, que tem um transbordo “infinito” para a zona das charcas e do pinhal são apenas duas das infinitas possibilidades que terão ao seu dispor. 

É esta a vivência que o Verdelago Resort proporcionará, num conceito de imersão na natureza a 360°, com uma arquitetura não agressiva de escala humana, com uma linguagem contemporânea, mas com respeito pelos valores do local em que se insere, como tão bem a qualificou o Arquiteto Miguel Saraiva, da Saraiva e Associados, responsável pelo projeto. 

 

São o primeiro resort português a aderir à certificação green globe, desde a construção. No que consiste esta certificação? 

Sim, é com evidente orgulho que vemos o Verdelago Resort tornar-se no primeiro Resort Turístico no País a aderir à Certificação Green Globe desde a fase da Construção, tendo a Sustentabilidade como prioridade em todas as operações.

Esta é uma das mais exigentes certificações internacionais de turismo sustentável que reconhece hotéis/resorts, presente em mais de 90 países, que se comprometem a melhorar a gestão ambiental e social da sua atividade. A Green Globe é um membro afiliado da Organização das Nações Unidas para o Turismo (OMT) e o GreenGlobe Standard, que é atualizado anualmente, é reconhecido pelo Global Sustainable Tourism Council (GSTC)

Subjacente a esta escolha, encontra-se a nossa filosofia e escolhas conscientes. Nunca será demais referir que o Verdelago Resort pretende ser um agente local transformador, com uma pegada ecológica nula, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da região onde se insere. O seu impacto ambiental será muito positivo, não apenas pelas suas escolhas ao longo do desenvolvimento de todo o projeto (que incluem, por ex., a primazia da economia circular no processo de construção, com recurso a mão-de-obra, materiais e bens locais ou a implementação do plano de mobilidade ligeira), como pelo estilo de vida que vai fomentar – responsável e em sintonia com o ambiente – através da poupança energética, de práticas de sustentabilidade e de consumo consciente, e respeito pela biodiversidade.

Por outro lado, foi concebido para se tornar numa unidade autossuficiente em termos energéticos. Todas as unidades do resort terão uma classificação energética elevada graças à utilização de fontes de energias renováveis, isolamentos eficientes, opções arquitetónicas que valorizam a luz natural e o espaço exterior, a utilização de materiais de grande qualidade, e equipamentos mecânicos e elétricos energicamente eficientes. 

 

A zona do Sotavento algarvio é muito rica na sua biodiversidade e nas tradições locais. Como o Verdelago se relacionará com a envolvente ambiental e social? 

O Verdelago Resort vive da natureza e da sua preservação. Temos por objetivo fazer com que o nosso o impacto na natureza seja mínimo. Criámos um santuário natural para as mais de 110 espécies diferentes de animais identificados no local, onde camaleões, sapos, rãs, borboletas, coelhos, guarda-rios, patos reais, gaios, poupas e até cegonhas brancas, entre inúmeras outras espécies, são não apenas monitorizados por associações independentes, como protegidos.

Temos uma enorme preocupação com o ambiente, com o seu impacto na paisagem. Por isso quer do ponto de vista arquitetónico quer na escolha de materiais procurámos ser sustentáveis optando por um conjunto turístico de 5 estrelas adequado aos atuais desafios ambientais, de mobilidade e de racionalidade.

É um projeto único inserido numa paisagem única, onde a nossa intervenção se funde verdadeiramente com a Natureza nunca se caindo no erro de se lhe sobrepor.

 

Townhouse Verdelago

 

Acreditam que a pandemia que atravessamos tem e terá impacto na escolha dos consumidores? A pegada ambiental será fator crítico de decisão?

Como referi, a natureza como novo luxo é verdadeiramente uma realidade na vida das pessoas, que ganhou força no contexto da pandemia e terá as suas repercussões em variadíssimos sectores, nos quais o turístico e o imobiliário se incluem.

Pelas suas condições de exceção, a sua localização, construção certificada, biodiversidade e proximidade do mar, o Verdelago Resort responde não apenas aos desígnios dos atuais clientes, como aos do futuro, num mercado global cada vez mais exigente, que coloca em primeiro lugar o respeito pelo ambiente e as experiências autênticas. São clientes que querem ser parte ativa de toda uma mudança de paradigma e que têm as questões de sustentabilidade como importantes nas suas escolhas, por reconhecerem o impacto positivo que estas lhes trazem ao seu bem-estar no dia-a-dia. 

 

Quem será o cliente-alvo do Verdelago?

O Verdelago Resort, pela sua localização e conceito, é verdadeiramente único e muito diferente do clássico mercado algarvio.

Mais do que falar em cliente-alvo, posso adiantar que mais de 50% das unidades que estarão prontas para entrega no verão de 2022 foram reservadas ainda na fase anterior ao lançamento comercial. São, na sua maioria, portugueses, espanhóis (até pela proximidade com o país vizinho – a menos de 20 minutos da fronteira e a cerca de  1h30 de Sevilha), brasileiros e americanos que, com a pandemia, procuram cada vez mais investir, viver e ou trabalhar em imóveis com boas áreas, com retorno garantido elevado (5%), com elevados padrões de segurança e em localizações de baixa densidade populacional e sustentáveis, onde possam adotar um novo estilo de vida, passando tempo de qualidade em família e em contacto o mais possível com a natureza. 

 

Qual a vossa visão para o futuro do turismo no Algarve e especificamente no Sotavento?   

É inegável que o contexto pandémico veio acentuar uma tendência que já era notada de uma maior procura da comunhão com a natureza, por pessoas de todas as idades, nas suas múltiplas actividades e escolhas de vida, que incluem o turismo e o imobiliário residencial. A vontade de conciliar o trabalho com a família, os tempos livres, os amigos e a prática de exercício saiu muito reforçada. 

No Verdelago Resort, que se insere no imaginário do Algarve selvagem, sentimos que a preservação e fomento da biodiversidade e a preocupação com a sustentabilidade, aliadas à oferta de soluções turísticas residenciais com áreas generosas e espaços exteriores que possibilitam a implementação de todo um novo estilo de vida onde o “workation” está cada vez mais presente, são um dos nossos principais trunfos. 

Neste contexto, o Sotavento algarvio, tantas vezes apontado como um Algarve com menos brilho, pela sua menor massificação e oferta, ganhará muitíssimo valor porquanto os protagonistas saibam respeitar a sua natureza intocada, não a desvirtuando. O futuro será sempre o de um turismo que faz parte da solução das regiões nas quais se insere e não do problema. 

Paulo Monteiro

Diretor-Geral do Verdelago Resort

Nasceu em 1968 e licenciou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1991. Iniciou a sua carreira profissional no grupo Teixeira Duarte, onde permaneceu durante 23 anos. Exerceu funções de Diretor de Obra, Diretor de Sub-Centro de Produção, Diretor de Centro de Investimentos Imobiliários e Diretor Geral da Área Imobiliária, assumindo entre 2011 e 2014 a direção das áreas de Gestão de Património, Expansão e Imobiliária de todo o grupo. Entre os inúmeros projetos que teve sob a sua responsabilidade nas áreas de Habitação, Turismo, Comércio, Indústria e Escritórios, destaca-se todo o desenvolvimento do “Lagoas Parque” em Oeiras, considerado como um Parque de Escritórios de referência a nível Europeu.

Está desde 2015 na Gestão de Investimentos Imobiliários, Turísticos e Industriais, de sociedades sob a gestão da Oxy Capital, onde exerce, entre outras funções, a de Diretor do WestCliffs Resort, em Óbidos, e Diretor-Geral do Verdelago Resort, entre Altura e a Praia Verde, em Castro Marim.

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MOSS: como surgiu este projeto e em que consiste?

A MOSS é uma climate tech, empresa de tecnologia para serviços ambientais, com atuação global. Em 2020, A MOSS criou o primeiro token lastreado em crédito de carbono, inovação que possibilitou a compra e venda do primeiro ativo digital verde via plataforma onde empresas e pessoas podem, de forma prática e rápida, compensar a sua pegada de carbono.

Com um ano de existência, a MOSS já transacionou mais de 70 milhões de reais, que ajudaram a preservar, aproximadamente, 500 milhões de árvores, através de projetos certificados globalmente na Amazônia. 

A MOSS trabalha principalmente com projetos florestais, mas o objetivo da empresa é ser uma plataforma de serviços e soluções ambientais.

A pegada de carbono é muito discutida, mas nem sempre esclarecida. Como descreve o que é a pegada carbónica e porque é importante reduzi-la?

As atividades do dia a dia de uma pessoa como utilização de meios de transporte, compras de vestuário geram, direta ou indiretamente, gás carbônico. Em uma empresa/indústria, os processos de produção que envolvem o consumo de combustíveis fósseis e produção ou consumo de certos insumos, igualmente contribuem para a emissão de gases. Esse rastro, ou pegada, são a principal causa de contribuição para o efeito estufa.

A pegada de carbono é usada para estimar o quanto de recursos naturais estão sendo necessários para comportar o atual padrão de consumo. Mudar esse padrão para práticas mais sustentáveis é um desafio antigo e cada vez mais urgente frente ao aquecimento global.

Por isso, amenizar essa pegada de carbono é uma ação, indicada por muitos especialistas em recursos naturais, como algo urgente para a sobrevivência do meio ambiente e da própria vida.  A MOSS oferece a Calculadora de Carbono da MOSS para que a pessoa contabilize sua emissão de carbono em razão do seu estilo de vida. Com o resultado, o utilizador da calculadora pode escolher em compensar o peso dessa pegada por meio da compra e compensação de créditos de carbono. 

 

“Colocamos créditos de carbono em blockchain” é a promessa da MOSS. Pode explicar o que são os 2 conceitos, créditos de carbono e blockchain?

Criado em 1997, a partir do Protocolo de Kyoto, um crédito de carbono é a representação de uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida na atmosfera , contribuindo para a diminuição do efeito estufa. A MOSS trouxe uma grande inovação ao colocar esses ativos  em blockchain.

Os créditos de carbono são contratos digitais. O que a MOSS fez foi adicionar uma camada de segurança em todas as transações que o envolvem, evitando assim a duplicidade de transações envolvendo um mesmo crédito. O Blockchain é um sistema, em formato de cadeia de blocos, que permite a validação e verificação de uma informação. Comparando com o mundo físico, seria como um livro contabilístico, só que mais seguro, digital, transparente e descentralizado. Com o blockchain, a MOSS conseguiu fracionar os créditos, o que gera uma série de oportunidades de negócios, inclusive o acesso para pessoas físicas que podem comprar uma parcela de um crédito de carbono para se compensar.

Floresta da Amazonia

Esta compensação deve ser apenas uma preocupação das grandes empresas?

Nesse mercado, empresas que possuem um nível de emissão muito alto e estão construindo alternativas para a redução podem comprar créditos de carbono para compensar suas emissões. O mundo precisa reduzir a emissão de carbono para evitarmos o acréscimo de temperatura 1,5º graus celsius até 2050.

No nosso dia-a-dia, sem nos apercebermos, contribuímos para a emissão de gases de efeito estufa. Podem dar-nos alguns exemplos concretos de ações cotidianas que contribuem para a pegada de carbono e como os podemos reduzir?

Algumas dicas para pessoas:

  • Pesquise a procedência dos produtos que consome e busque por marcas com responsabilidade socioambiental;
  • Pense global e aja local – dê preferência por marcas e produtos com menor impacto de transporte, e que incentivem a economia da comunidade;
  • Ao consumir, procure peças versáteis e duradouras, que tenham significado e que carreguem identidade. Se você comprar peças de roupas mais duráveis, evita a compra sucessiva de peças do tipo fast fashion (25%) e reduz sua pegada de carbono em 10 kgCO2e/cap por ano;
  • Evite o desperdício de água e energia elétrica.Se você compartilhar sua residência entre 2 ou mais moradores, ao invés de morar sozinho, reduz sua pegada de carbono em 260 kgCO2e/cap por ano;
  • Que tal optar por meios de transporte não poluentes?  Vale transporte público, carro compartilhado ou bicicleta. Os veículos com motores de combustão são os maiores poluidores entre os meios de transporte.  (Fonte Instituto Akatu)

Para pessoas jurídicas (empresas), a MOSS tem uma equipe técnica que ajuda empresas, de todos os tamanhos, a identificarem as fontes diretas e indiretas de emissão. A partir desse inventário, é possível fazer a compensação imediata usando os tokens de carbono enquanto esse negócio investe em novas tecnologias e práticas para se tornar mais sustentável no médio e longo prazo..

 

Quais os principais projetos da MOSS e no que consistem?

No caso da MOSS, os créditos são resultados do principal ativo brasileiro: a Floresta Amazônica. Os projetos dos quais a MOSS adquire seus créditos são certificados por protocolos globais, e fazem a conservação e manejo florestal, promovendo a bioeconomia na região e mantendo a floresta de pé numa região que vem sendo alvo de grande desmatamento. A MOSS oferece créditos emitidos por projetos  como Fazenda Ituxi, Agrocortex e Amazon IFM.

 

Os projetos da MOSS são certificados. No que consistem essas certificações e qual a sua importância?

Os projetos fornecedores de crédito de carbono para a MOSS, são escolhidos entre os melhores e passam por um processo rígido de diligência pela MOSS – onde são visitados, investigados e analisados –  além de serem certificados pela VERRA (maior e mais importante órgão de certificação do mundo).

Todos os projetos fornecedores além de terem os créditos de carbono certificados pela VERRA, também recebem a certificação CCB (Climate, Community & Biodiversity), pela mesma instituição. O que significa que os projetos atuam simultaneamente com a conservação da fauna, flora e comunidade local.

 

A MOSS está muito ligada à Amazónia e ao Brasil. Existem projetos específicos para Portugal?

Hoje a MOSS trabalha apenas com projetos focados na preservação da Amazônia, mas pretende expandir seu portfólio no futuro.

Sente que a pandemia mudou a percepção das pessoas sobre a sua pegada carbónica? No que se traduz essa mudança?

Muitas mudanças que empresas estão fazendo, mesmo no Brasil onde o mercado é voluntário, vem da pressão dos clientes e investidores mais exigentes e conscientes. Mas ainda precisamos avançar no conhecimento sobre o tema de maneira geral.

No início da pandemia as emissões de gás carbônico no mundo caíram em média 6%, contudo, em dezembro de 2020, com a economia mundial já se restabelecendo, foram emitidos 2% mais carbono do que no mesmo mês de 2019. Demonstrar os riscos dessas emissões e os caminhos já disponíveis para contê-las é parte do trabalho de educação que a MOSS vem fazendo junto a empresas do Brasil, Europa e Estados Unidos.

Fernanda Castilho 

General Manager da MOSS, plataforma de compra e venda de crédito de carbono criada em 2020 e que tem atuação global.

Foi Relationship Manager por três anos no Banco BTG Pactual e, posteriormente, na XP Inc. Advogada com MBA em Administração pela Universidade da Carolina do Norte, construiu sólida experiência em Direito Empresarial e Finanças, junto ao Banco Fator, e em Direito Tributário, no Veirano Advogados. Entre suas experiências internacionais, atuou como Marketing Manager na   multinacional Agility Logistics, em um projeto voltado a desenvolver novas linhas comerciais entre EUA e Brasil.

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A Sara Peixoto e o Jorge Silva Ribeiro são dois jovens de Viana do Castelo, amigos desde a infância, que criaram uma marca de roupa em período de pandemia. Desafiante? Sim, tal como seria seguiram os percursos que não os estavam a preencher ou que foram interrompidos pela pandemia.

Lê a entrevista e percebe como usam apenas parceiros locais, o que os desafia na arte de criação e quais as suas preocupações com o mundo.

Como surgiu a Majatu.Studio e que tipo de marca é

Desde muito cedo sempre tivemos vontade de explorar um negócio por conta própria que estivesse relacionado com o universo da moda e arte. A marca MAJATU. STUDIO surge como resposta a essa vontade.

Eu e Sara somos amigos desde a infância e nos últimos anos aproximamo-nos ainda mais e percebemos rapidamente que partilhamos a mesma visão. Juntos unimos os nossos backgrounds para construir uma marca com o selo de fabrico 100% nacional. Eu formado em Arquitetura e a Sara formada em Economia e Gestão de Moda e Luxo, tínhamos uma visão clara em mente, criar uma marca de vestuário com peças de extrema qualidade de linhas minimalistas e malhas orgânicas. 

Este projeto nasceu durante o delicado período de pandemia, e procurou responder a uma falha verificada no mercado português, que não aposta no mercado de luxo. 

majatu.studio - moda minimalista

De que forma a vossa amizade tem reflexo nas peças que apresentam? 

A marca é um reflexo da nossa identidade, desde as nossas experiências pessoais, os lugares que conhecemos, as imagens que vemos, os museus que visitamos etcA nossa amizade reflete totalmente tudo aquilo que fazemos com a marca, apesar de sermos seres individuais, a verdade é que a nossa estética e visão é muito parecida, e para nós é muito fácil criar uma coleção. Estamos sempre em sintonia porque nos identificamos facilmente com as ideias um do outro. 

 

São portugueses, desenham e produzem as peças em Portugal. Como chegaram a um alcance internacional? 

Esse é um caminho que ainda estamos a percorrer. Ainda assim na atualidade é fácil através das redes sociais chegarmos a qualquer parte do mundo e a nossa marca foi crescendo nas redes sociais internacionalmente. As pessoas que nos iam seguindo facilmente se identificam com a nossa imagem e com as nossas peças, o que nos permitiu chegar a um público mais vasto. 

 

Quais são as peças preferidas dos clientes?

É difícil dizermos uma ou duas peças.. Tal como nós, os nossos clientes são bastante versáteis, e tanto compram um blazer como um hoodie. Hoje em dia a linha entre o clássico e o desportivo é muito ténue e nós tentamos ao máximo criar peças que facilmente qualquer pessoa usaria, que se adaptam a qualquer idade ou corpo.

 

Como funciona o processo de criação de uma marca sustentável? Pensam o design tendo por base materiais sustentáveis? 

Apesar da sustentabilidade ser uma assunto extremamente atual, ainda é difícil uma marca ser totalmente sustentável. No entanto enquanto marca, tentamos encontrar estratégias para nos aproximarmos cada vez mais desse ideal de sustentabilidade no mundo da moda. 

O verdadeiro desafio para a marca MAJATU. STUDIO, no âmbito da sustentabilidade, consiste na preocupação com a preservação do meio ambiente por meio do processo produtivo e do ciclo de vida dos produtos. A marca procura colmatar estas falhas apoiando o conceito de slow-fashione criando peças duradouras e intemporais, contrariando assim a mentalidade da moda tradicional que impõe uma sazonalidade e várias tendências. Sendo um dos pontos centrais a sustentabilidade e apelo ao consumo consciente. 

Lado-a-lado com uma produção cuidada, consciente e amiga do ambiente; pesquisamos ao detalhe e selecionamos com minucia todos os materiais que usamos na produção das nossas peças.

Por um lado, porque queremos disponibilizar sempre o melhor, por outro porque sabemos que ao fazê-lo estamos a garantir que os nossos produtos têm mais qualidade, são melhores que os restantes produtos disponíveis no mercado.

 

majatu.studio malhas orgânicas

De que forma é possível ser uma marca sustentável na produção e distribuição?

Pensamos todos os dias como podemos reduzir a nossa pegada ambiental e como podemos fazer com que consciente, ou inconscientemente – os nossos clientes também o façam. Sempre que possível, enviamos os nossos produtos em embalagens recicladas e recicláveis. Mas o que nos distingue, é apresentação, estilo, qualidade e a durabilidade das nossas caixas de envio.

Podíamos simplesmente fazê-lo em caixas recicladas, produzidas com materiais amigos do ambiente e de baixo impacto ambiental, mas preferimos fazê-lo em caixas especiais e premium, que à semelhança da nossa imagem e marca, são premium e um detalhe de estilo. Embalagem que além de transportar um produto especiale até “precioso” – e que têm um valor acrescentado e emocional extra por isso; Podem ser reutilizadas durante anos e ficam sempre bem. Em qualquer lugar, ou situação.

 

São de Viana do Castelo, uma cidade que tem aparecido bastantes vezes no Green Purpose com projetos sustentáveis. Qual a vossa ligação com a comunidade e economia local? 

Enquanto marca nunca nos esquecemos das nossas raízes, as empresas com quem trabalhamos são todas locais. Mesmo as nossas campanhas foram produzidas em Viana do Castelo, tentamos usar lugares cá que de certa forma mostrem tesouros da nossa cidade e a dignifiquem.  

 

 

Onde podemos encontrar os vossos produtos?  

Podem encontrar os nossos produtos em www.majatustudio.com e se quiserem acompanhar a nossa marca sigam-nos no instagram em @majatu.studio.

 

Mjatu Studio - Sara Peixoto e Jorge Silva Ribeiro e

Sara Peixoto e Jorge Silva Ribeiro 

Founders

Sara Peixoto: Olá, o meu nome é Sara e tenho 25 anos. Nasci e cresci em Viana do Castelo e estudei no Porto, na Católica Porto Business School, Economia. Como não me imaginava a trabalhar unicamente em algo relacionado com a minha licenciatura decidi, mais tarde, tirar um mestrado de gestão de Moda e Luxo em Paris. Trabalhar em algo relacionado com moda sempre foi o meu grande sonho.

Depois de concluir o mestrado estagiei em Amesterdão na Tommy Hilfiger. Aquando da conclusão do meu estágio, foi-me oferecida uma posição na mesma equipa (marketing) como freelancer. Tive a oportunidade de trabalhar neste registo durante dois meses, mas, entretanto, os meus planos foram estragados pela pandemia mundial que ainda hoje vivemos

Jorge Silva Robeiro: Chamo-me Jorge Ribeiro, tenho 26 anos e sou natural de Viana do Castelo. Desde que me lembro sempre tive aptidão para o mundo das artes, desde miúdo procurava estar mergulhado em livros de pintar e lápis de cor. Escrevia nas composições da escola que queria ser arquiteto, sem saber muito bem o que isso poderia ser, como se desenhar um quadrado com um triângulo em cima fosse suficiente para um miúdo de 6 anos ter tanta certeza. 

A verdade é que sabia que o meu caminho ia passar pelo mundo das Artes, após concluir Artes Visuais no secundário ingressei em Arquitetura, tirei o Mestrado em Arquitetura na Universidade do Porto e estagiei em dois gabinetes, mas percebi rapidamente que apesar das valências e experiências que o curso me proporcionou precisava de explorar outras áreas.

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O concelho de Cascais celebra o sucesso do projeto-piloto iRec – Inovar a Reciclagem que, em apenas seis meses, já permitiu recolher mais de 400.000 embalagens. 

Desde janeiro 2021, graças às 15 máquinas de depósito localizadas nos maiores retalhistas e mercado do concelho, os Cascalenses podem devolver as suas embalagens de bebidas de plástico, vidro e latas e ganhar prémios ou experiências sustentáveis.

Embora o sistema de depósito com retorno para embalagens de bebidas deva entrar em vigor apenas em 2022, a Câmara Municipal de Cascais já se antecipou e está a agir no sentido da promoção e cumprimento das metas nacionais de recolha de resíduos e de redução das emissões de CO2, através do incentivo à reciclagem e reutilização de materiais. 

 

Desta forma, entre janeiro e junho deste ano, o projeto iRec contribuiu para a redução das emissões de CO2, em aproximadamente 870 toneladas, ao evitar que os resíduos acabassem em aterros sanitários.

A reciclagem de PET utiliza em média, apenas 30% da energia que seria necessária para a produção de novas embalagens. O PET recolhido no âmbito do projeto e reutilizado para produzir novas embalagens permitiu assim uma poupança de 12.800kwh, o equivalente ao consumo anual médio de 10 pessoas.

Prémios e experiências sustentáveis para os Cascalenses reciclarem mais e melhor

Para incentivar os munícipes a participar, Cascais optou por associar o projeto iRec à aplicação dos CityPoints Cascais, uma City app que visa premiar os cidadãos pelos seus bons comportamentos: as embalagens devolvidas valem pontos, convertíveis posteriormente em prémios. E o sucesso está à vista: no primeiro semestre de 2021, contaram-se mais de 1 milhão de Citypoints ganhos e mais de 2.200 prémios sustentáveis reservados.

 

 

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Chamou-nos a atenção o facto da Frosch ser 100% sustentável e existir desde 1986, altura em que as preocupações ambientais não estavam na ordem do dia. Ou estavam?

Em conversa com José Espín, Diretor Geral da Búfalo Werner & Mertz, grupo a que pertence a Frosch, descobrimos que há cerca de 20 anos que em mercados como o Alemão, Austríaco e Francês a sustentabilidade já é tema. E que “na Alemanha, os produtos ecológicos já lideram categorias de mercado face a outras marcas convencionais (não-sustentáveis)”.

Para lá disto, descobre na entrevista como framboesa e a alecrim são importantes para a limpeza, como se pode ser uma empresa 100% sustentável e quais as ambições da marca para Portugal.  

 

A Frosch nasceu em 1986 na Alemanha, já com um propósito sustentável. O que inspirou o nascimento da marca, numa altura ainda tão precoce das preocupações com o ambiente?

O Grupo Werner & Mertz conta com mais de 150 anos de história e com uma tradição empresarial de mudar o mercado com novos desenvolvimentos, aumentar os benefícios para o consumidor com novos produtos e proteger o ambiente com melhores fórmulas.

Em meados da década de 1980, a proteção ambiental ganha maior relevo tornando-se cada vez mais importante à medida que crescia a consciência pública, impulsionada, em parte, por catástrofes ambientais. Como resultado desta nova consciência ambiental, nasce a marca Frosch, em 1986, na Alemanha, sendo pioneira no desenvolvimento de produtos ecológicos. 

 

Como têm, enquanto marca, visto a evolução em relação à sustentabilidade? E que impacto essa evolução tem tido na Frosch?

A sustentabilidade é uma tendência em rápido desenvolvimento, especialmente em países como Alemanha, Áustria e França onde esta consciência ambiental tem vindo a ganhar força há mais de duas décadas. Em países como Portugal, Espanha ou Itália, a consciencialização relacionada com a sustentabilidade não teve a mesma expressão, mas nos últimos anos, a taxa de crescimento anual superior a 30% nos nossos mercados, indica que cada vez mais, a sustentabilidade é uma questão que preocupa a população. As pessoas estão cada vez mais conscientes que é necessário contribuir para o cuidado do nosso ambiente e integrar, no seu dia-a-dia, formas de vidas mais sustentáveis, mudando as decisões de consumo e procurando produtos ecológicos que minimizem o impacto ambiental.

A preocupação pelas alterações climáticas, a poluição fruto do uso indevido do plástico e as emissões de CO2 são temas que aparecem diariamente nas notícias.

Para a Frosch, pioneira em sustentabilidade e líder na comercialização de produtos ecológicos para a limpeza de casa, o desenvolvimento exponencial desta tendência permitiu-lhe manter a liderança indiscutível no sector, ao mesmo tempo que atua sinergicamente no desenvolvimento do mesmo.

Por exemplo, na Alemanha, os produtos ecológicos já lideram categorias de mercado face a outras marcas convencionais (não-sustentáveis).

Frosch - produtos ecológicos de limpeza

Como se reflete a preocupação com o ambiente no processo produtivo da Frosch?

Sendo uma empresa integralmente sustentável, a nossa preocupação vai para além da comercialização de produtos com fórmulas compostas por ingredientes naturais, veganos, não testados em animais, livres de microplásticos e com embalagens 100% recicladas e 100% recicláveis.

Estendemos a sustentabilidade ao processo produtivo, sendo as nossas fábricas neutras em emissões e onde produzimos mais de 70% da energia necessária através de painéis solares, energia eólica e turbinas hidráulicas localizadas nas nossas instalações. Também utilizamos energia geotérmica na climatização da nossa sede cujo edifício recebeu inúmeros prémios pelo seu design sustentável.

O que faz dos produtos da Frosch verdadeiramente sustentáveis?

A marca Frosch já nasceu com este propósito e por isso, o design dos nossos produtos, sistemas de produção e instalações foram concebidos para que possamos funcionar num processo de economia circular. É por isso que os produtos Frosch são integralmente sustentáveis. 

As nossas fórmulas são baseadas em ingredientes naturais e procuramos que as fontes dos nossos tensoativos sejam do Km0 europeu, o que também contribui para a manutenção do meio rural na Europa.

A água necessária para a produção dos produtos Frosch é obtida do rio Reno, que passa junto à nossa fábrica, é purificada para assegurar a qualidade das nossas fórmulas e a água excedente é devolvida ao rio, mais limpa do que quando entrou.

As nossas embalagens são recicladas, ou seja, proveem de plástico que já foi utilizado anteriormente. Também são recicláveis, pelo que poderão voltar a ser recicladas várias vezes após o seu consumo.

As matérias-primas naturais que utilizam nos produtos que impacto têm no produto que chega ao consumidor?

Na natureza, as plantas, frutas, sementes e raízes têm várias propriedades.

O uso de ingredientes naturais nas fórmulas permite-nos aproveitar essas propriedades para dar uma maior eficácia ao produto, como por exemplo, o uso de vinagre de framboesa como anticalcário, o alecrim com as suas propriedades desinfetantes ou os citrinos com as propriedades desengordurantes. Além disso, estes ingredientes naturais aportam um agradável perfume que torna a limpeza com os nossos produtos uma agradável experiência.

Com os productos Frosch mantemos a nossa casa livre de químicos prejudiciais para a saúde, especialmente nos mais vulneráveis, tais como crianças ou animais de estimação.

 

Os processos da Frosch são certificados? E têm recebido reconhecimentos por eles?

A Frosch está comprometida com o ambiente a 360º. Desde a composição dos seus produtos e embalagens, até aos processos de produção e gestão ambiental orientados para a excelência ecológica.

A empresa dispõe de rigorosas certificações e de numerosos prémios e distinções que garantem o seu bom desempenho ambiental tais como EMAS, ISO 50001, Most Trusted Brand, entre outros.

O selo Cradle to Cradle, que talvez seja pouco conhecido do público em geral, é o que mais nos orgulha, já que certifica que tudo o que fazemos está baseado numa economia circular.

Os nossos productos também são certificados pelo Ecolabel em todas as categorias auditadas por este organismo europeia.

Frosch - produtos de limpeza ecoológicos

O que fez a Frosch apostar agora no mercado português?

O grupo Werner & Mertz está presente em Portugal há vários anos, com a marca de cuidados do calçado Búfalo.

O rápido desenvolvimento de produtos ECO na Europa nos últimos anos, e a nossa experiência direta na tendência de mudança também no mercado espanhol, levou-nos a considerar o lançamento da Frosch, há 2 anos, em conjunto com os nossos distribuidores em Portugal.

Poder oferecer ao consumidor português a marca líder europeia de produtos de limpeza ecológica é fundamental para o grupo Werner & Mertz e dado que as circunstâncias não permitiram desenvolver por essa via de negócio, decidimos investir na criação de uma equipa própria para expandir o nosso negócio em Portugal.

Quais são as ambições da Frosch no mercado português e onde os portugueses podem encontrar os seus produtos?

A nossa ambição é que o consumidor português possa encontrar os nossos produtos em qualquer estabelecimento do país. Por isso, estamos em contacto com as principias cadeias e grupos de distribuição, a maioria dos quais já são clientes graças à nossa marca de cuidados do calçado Búfalo, líder de mercado também em Portugal.

Frosch é a marca líder europeia de produtos de limpeza ecológicos para a roupa e para a casa. Em Espanha, sem ir muito longe, conta com uma quota de mercado nas categorias de produtos de limpeza ecológicos superior a 65%. Acreditamos que, em 2 ou 3 anos, a situação em Portugal seja a mesma e que também seremos capazes de liderar o mercado de produtos de limpeza ecológicos.

José Espín

José Espín 

Diretor Geral da Búfalo Werner & Mertz

Licenciado em Economia pela Universidad de Barcelona, ​​MBA pela ESADE e Kelly School of Business (Indiana University). Tem uma experiência de mais de 25 anos em multinacionais, ocupando vários cargos em marketing, trade marketing e vendas em mercados de consumo. Destaca-se  a sua passagem de quase 3 anos por Lisboa, enquanto trabalhava na Henkel Portugal para as divisões de Home and Laundry Care e Beauty Care. 

Professor convidado da ESADE no departamento de Marketing. Embaixador do pacto climático da EU. Voluntário ativo para diversas ONGs e fundações, como coordenador do banco de alimentos, doador a diversos hospitais e organizações de defesa do meio ambiente. Apaixonado pela natureza e pelo desafio de construir um mundo mais sustentável com a ajuda de sua equipa, família, amigos e clientes.

 

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A Embalagem ECO Reutilizável é a alternativa de embalamento para encomendas de e-commerce em Portugal. Estas embalagens pretendem substituir as tradicionais embalagens de utilização única e têm uma capacidade de resistência prevista até 50 envios!

Os CTT pretendem inovar no embalamento das encomendas online, com um conceito de embalagem reutilizável que permite reduzir o desperdício associado a soluções de embalamento de utilização única. Tendo como principais benefícios:

  • Menos embalagens em circulação

    Com uma vida útil média de 50 utilizações, cada Embalagem ECO Reutilizável representa menos 50 embalagens de utilização única que precisam de ser produzidas para enviar as suas encomendas.

  • Menos desperdício

    Menos embalagens de utilização única, significa menos lixo associado à distribuição de encomendas

  • Mais verde

    A Embalagem ECO Reutilizável é uma alternativa mais sustentável que a utilização de embalagens de utilização única. Ao devolver uma embalagem está a contribuir para este ciclo sustentável.

  • 100% Reciclável

    No fim da sua vida útil a a Embalagem ECO Reutilizável é totalmente transformada em novos produtos.

 

Em conjunto com clientes parceiros que aceitaram o desafio de participar neste projeto-piloto, a Näz (que já concedeu uma entrevista ao Green Purpose) e a Sanjo, os CTT apostaram numa solução sustentável para a sua distribuição, reduzindo o desperdício, diminuindo a pegada carbónica e promovendo a economia circular através da reutilização.

Descobre tudo, desde como funciona,  até que vantagens tens, e como tudo se processa em https://www.ctt.pt/grupo-ctt/sustentabilidade/projetos-e-iniciativas/embalagem-eco-reutilizavel 

 

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