The Plastic Hike: A Caminhada Contra o Plástico

por marketing
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Hoje temos maior consciência do impacto das nossas ações e tentamos ser sustentáveis, mas a verdade é que ainda estamos longe de o ser. É essa realidade que nos transmite o documentário “The Plastic Hike”. Um projeto sustentável focado na economia circular, que pretende dar voz à caminhada na luta contra o plástico.

Os videógrafos Carolina e Augusto, Camera With No Name, contaram-nos a finalidade que deram a quase 2 toneladas de lixo marinho que recolheram na costa continental portuguesa, realçando a importância dos pequenos gestos para vencer esta luta.

Camera With No Name: quem são e o que fazem?

Camera With No Name: Somos a Carolina e o Augusto, dois videógrafos sediados no Porto, focados em questões ambientais. A Carolina estudou Engenharia Ambiental e o Augusto design gráfico, mas encontramos no vídeo a ferramenta ideal para dar voz a projetos ambientais.

 

De momento estão a realizar o documentário “The Plastic Hike”. Pode falar-nos sobre este projeto?

O biólogo alemão Andreas Noe, mais conhecido como The Trash Traveler, decidiu há uns 3 anos deixar o seu emprego em Lisboa e dedicar-se 100% à consciencialização ambiental. No verão do ano passado convidou-nos para o acompanhar ao longo da costa portuguesa numa caminhada de dois meses, de norte a sul. Durante mais de 1000km, recolhemos quase 2 toneladas de lixo marinho e falamos com mais de 100 ONG´s e ambientalistas. Fizemos mais de 80 entrevistas e registamos mais de 150 horas que agora acabamos de editar num documentário de aproximadamente 90min.

A força deste filme reside nos seus interlocutores, em pessoas que mudaram as suas vidas e que nos contam as suas experiências e como individualmente podemos fazer a diferença.

 

A ideia inicial era criar uma curta-metragem, mas acabaram a desenvolver um documentário com mais de uma hora. Sentem que ainda existe muito a dizer e fazer?

Pensamos que este documentário é apenas o inicio. Na verdade ele faz parte de um projeto que é muito mais do que este filme, mas funciona a nosso ver como o veículo ideal para contar uma história, e para perceber os problemas e as soluções para o uso do plástico descartável. Estamos neste momento a prepara uma exposição de arte com peças físicas com lixo marinho, ilustrações e música, workshops e palestras a acontecerem já a partir de meados de Junho em toda a costa portuguesa.

 

Qual é, essencialmente, o público que pretendem impactar com este projeto?

Se pensarmos que todos nós consumimos e produzimos lixo, e que parte desse lixo acaba no mar, então o público alvo somos todos nós. Tentamos através do documentário chegar a todo o lado, sem a necessidade da presença física, começando pelas exibições cá em Portugal mas com o intuito de participar em eventos e festivais internacionais principalmente na área ambiental. Com as exposições e workshops a experiência presencial será sempre mais rica, e estamos a planear várias atividades que atrairão um público muito variado.

plastico

Quando e onde poderemos ver o “The Plastic Hike”?

A estreia está agendada para Junho em Lisboa e no Porto e depois ao longo da costa, em eventos que estão a ser confirmados neste momento.

 

Para além deste documentário, estão a trabalhar noutros projetos que visem a consciencialização para estas questões?

O documentário está realmente a ocupar 90% do nosso tempo, mas temos um projeto de construção de instrumentos musicais com materiais usados, Os Arranjadores e estamos a preparar workshops com jogos de tabuleiro de forma a introduzir a vários públicos as temáticas ambientais.

 

Qual a finalidade que têm dado ao plástico e outros materiais que recolhem nas praias?

Com uma grande parte das quase 2 toneladas que recolhemos, estão a ser feitas peças de arte para a exposição do The Plastic Hike em Lisboa a meados de Junho. Entre essas peças encontra-se, por exemplo, o Lixofone, um instrumento feito com esse lixo e que foi usado pelo coletivo Isto é Lixo para criar grande parte da banda sonora do documentário.

Defendem que a mudança de comportamento é necessária e urgente. Para quem quer iniciar já hoje esta mudança, por onde começar?

O ideal é fazer uma pequena lista, e começar ponto por ponto. Não vale a pena tentar mudar radicalmente porque isso normalmente coloca-nos numa situação muito difícil. Pequenas cosias que podemos fazer é na hora de comprar comida, começar a ir com um pouco mais de tempo, de forma a termos atenção nas nossas escolhas; dar preferência à produtos locais e tentar evitar o plástico descartável das embalagens, levando os nossos próprios sacos de pano já é um grande passo.

 

Sendo a própria Camera With No Name um projeto sustentável e focado na economia circular. Como a comunidade pode apoiar o vosso projeto, ou que sinergias podem criar com outras marcas?

Tentamos ser sustentáveis, mas ainda estamos longe de o ser. Usamos energia eléctrica da rede ao editarmos ou carregarmos as nossas câmaras, por vezes temos de nos deslocar no nosso carro que não é eléctrico por exemplo, e ainda compramos material de vez em quando. A nossa vontade é realmente mudar cada vez mais isso, e temos tentado pelo menos comprar em segunda mão, para dar um novo uso a material que cumpre perfeitamente a sua função. A nível de hardware para edição, a Novo Mundo conseguiu-nos dois desktops e monitores que iam ser deitados fora e que, com um pequeno upgrade de memória, estão neste momento a funcionar muito bem até na edição de vídeo dos Outtakes do The Plastic Hike.

A curto prazo gostaríamos de fazer parcerias com marcas e produtoras que nos possam facilitar o acesso a material que não esteja a ser usado para lhe darmos uma nova vida nas nossas produções.

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