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ISTO.: como surgiu a marca e o que pretende entregar aos seus consumidores?

A ISTO. surgiu devido à crescente frustração dos fundadores da marca com a forma como se processa a confeção e a venda dos produtos da moda a retalho, o que os levou a acreditar que havia uma oportunidade de um novo começo, inspirado em marcas sofisticadas, mas que proporciona aos consumidores algo mais.

Assim, o foco tornou-se em chegar aos consumidores com uma resposta prática, acessível e premium, ajustada a todos aqueles que exigem melhor qualidade por um preço inferior. Foi isso que levou a marca a trabalhar com os melhores fornecedores e fabricantes têxteis em Portugal e levou a tornar realidade a ISTO. em junho de 2017.

ISTO.

Qual a origem do nome da marca?

O nome ISTO. tem origem nos principais valores da marca. É acrónimo de Independent, Superb, Transparent, Organic.

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Sendo um dos pilares fundamentais da ISTO. a transparência, falem-nos um pouco sobre a importância deste conceito para a marca e em que consiste na prática.

Cultivamos uma relação totalmente transparente com os consumidores. Ou seja, quem compra na ISTO. fica a conhecer o custo de produção de cada peça antes de a adquirir, desde os materiais à produção, bem como aquilo em que será investido o proveito resultante da venda, sendo ainda convidado a participar na iteração das peças atuais e no desenvolvimento de novos produtos.

Esta prática garante uma relação totalmente transparente com os consumidores, que cada vez mais procuram opções de moda sustentáveis e que tenham práticas de produção honestas e responsáveis.

transparência isto

Que tipo de peças podemos encontrar na ISTO. e quais são as suas principais características?

Cada novo lançamento é pensado para responder às necessidades de quem procura os essenciais do dia-a-dia com a melhor qualidade e sustentabilidade. Procuramos básicos de moda que poderiam ser melhorados e trabalhamos neles até sentirmos que estão perfeitos — qualidade acima de quantidade.

O resultado final é uma coleção crescente de materiais orgânicos e naturais que são feitos para parecer incríveis, vestem perfeitamente e com maior durabilidade. Começámos com uma camisa e uma t-shirt para homem e hoje contamos com calças, calções, casacos… tanto para homem como para mulher.

Todos os materiais utilizados são 100% orgânicos e com uma gramagem e grossura de fio que confere ao produto a melhor qualidade possível. Os materiais utilizados na produção das peças são Algodão Orgânico, Linho, Algodão Reciclado, Algodão Pima e Tencel. As certificações incluem a GOTS (Global Organic Textile Standard) e a GRS (Global Recycled Standard).

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As peças da ISTO. são produzidas em Portugal, mas comercializadas para o mundo inteiro. Qual consideram ser o principal motivo para o sucesso dos vossos artigos?

Acreditamos que está a haver uma mudança no mindset dos consumidores, que se aperceberam das consequências da fast fashion tanto no ambiente como nas pessoas envolvidas nos processos de produção das roupas. Isto fez com que muitas pessoas procurassem opções sustentáveis e, sendo Portugal um país onde a indústria têxtil é tão reconhecida, fez sentido para muitas pessoas investir em peças produzidas em Portugal, de forma ética.

Claro que isso também tem a ver com a transparência que passamos, dando a conhecer as fábricas com as quais trabalhamos, onde todas as peças são produzidas com os mais altos padrões de responsabilidade social e políticas de trabalho. Temos muitos clientes a elogiar a nossa política transparente e compromisso de sustentabilidade, o que nos deixa muito felizes!

ISTO._Produção

Garantem a neutralidade carbónica ao nível da distribuição das vossas encomendas tanto para países-membros da União Europeia como a restante nível internacional. De que forma concretizam este compromisso?

Através do nosso parceiro de entregas internacionais, utilizamos um serviço que compensa as emissões de gases de efeito de estufa por meio de investimentos em projetos de proteção climática internacionalmente reconhecidos.

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Olhando para o futuro da ISTO., que outros objetivos gostariam de alcançar enquanto marca sustentável?

A ISTO., apesar das limitações financeiras e de escala que impossibilitam grandes desenvolvimentos, está a fazer esforços em três áreas:

Na área da transparência, queremos encontrar novos ângulos e práticas que sejam interessantes para o consumidor conhecer mais. Estamos também focados em encontrar novos materiais, mais sustentáveis e duradouros e com menos impacto. Por fim, a qualidade dos produtos é crucial. Para nós, é elemento principal da sustentabilidade. Já falhámos, já fizemos muito bem. Mas acima de tudo procuramos melhores produtos que durem mais tempo.

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Quem pretende adquirir as peças da ISTO. onde o pode fazer?

As peças da ISTO. estão disponíveis online em https://isto.pt e em três lojas físicas em Lisboa: Campo de Ourique, Embaixada no Príncipe Real e Chiado.

ISTO.

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A easyJet apresentou um novo uniforme para tripulação de cabine e pilotos, cada um feito a partir de cerca de 45 garrafas de plástico reciclado. Fabricado pela Northern-Ireland o novo uniforme irá começar a ser utilizado este mês de agosto. Com esta implementação em toda a companhia aérea, a easyJet estima que se evite que cerca de meio milhão de garrafas de plástico acabem todos os anos sob a forma de resíduos na terra e no mar.

Além do tecido reduzir o desperdício de plástico, também o material de alta tecnologia pelo qual é composto é fabricado através da utilização de fontes de energia renováveis, conferindo-lhe uma pegada de carbono 75% menor do que o poliéster tradicional.

Adaptado ao estilo atual da companhia aérea , o tecido foi testado pela primeira vez no ano passado com o intuito de analisar o seu desempenho em ambientes de cabine. Em comparação com a alternativa não reciclada, este fato é mais resistente e proporciona ainda mais elasticidade, facilitando o ajuste e proporcionando mais conforto e durabilidade, reduzindo a necessidade de produzir grande quantidade de uniformes a longo prazo.

Paralelamente, a empresa afirma ainda que está a substituir a utilização de plástico incorporado nos uniformes por materiais recicláveis e biodegradáveis, nomeadamente através da substituição das tiras de colarinho (de plástico) por tiras de cartão reciclável e da troca dos clipes de plástico das camisa para clipes de metal.

Com o objetivo de reduzir o plástico a bordo, a easyJet está também a reduzir a utilização de número de artigos descartáveis desta natureza nos seus voos. Desta forma, a companhia apresenta alternativas mais sustentáveis, tendo removido mais de 27 milhões de artigos individuais de plástico da operação de retalho a bordo em 2020. Além disto, a transportadora também oferece um desconto em bebidas quentes para os clientes que tragam o seu copo reutilizável.

 

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A plural+udifar conta com 46 anos de história na indústria farmacêutica. Consciente de que a distribuição constitui o maior desafio do setor, tem procurado adotar medidas que visam a redução da emissão de gases com efeito de estufa. Pioneira na utilização de viaturas ligeiras de transporte de mercadorias 100% elétricas, conseguiu alcançar uma redução na sua emissão de CO2.

Lê a entrevista completa ao Dr. Miguel Silvestre, Presidente do Conselho de Administração da plural+udifar.

Plural+udifar: fale-nos um pouco sobre a sua história.

O passado e o presente da plural+udifar falam por si, são 46 anos de uma história de cumplicidade com as Farmácias. Somos uma empresa cooperativa que exerce as suas funções como grossista no circuito do medicamento, interagindo a montante com a Indústria Farmacêutica e a jusante com as Farmácias. Assim sendo, a nossa missão é a de aprovisionar, armazenar e distribuir medicamentos aos nossos cooperadores nas melhores e mais adequadas condições. Os valores que mais privilegiamos são o respeito e o compromisso para com os nossos clientes, fornecedores e colaboradores, no sentido de promover uma política social onde praticamos os valores de solidariedade e equidade. Estamos presentes em todo o território nacional, contando com cinco plataformas logísticas de norte a sul do país e na Região Autónoma da Madeira através da Farmadeira by Plural.

No presente ano de 2021, a nossa história cresceu dando um grande passo para a expansão da cooperativa e fazendo com que a distribuição ganhasse novos caminhos. A Plural – Cooperativa Farmacêutica conclui a aquisição de um conjunto de ativos pertencentes à empresa Udifar II – Distribuição Farmacêutica e estas duas cooperativas uniram-se ganhando uma nova identidade. Ganhámos uma maior abrangência, sendo uma empresa de capital 100% português e afirmando que a plural+udifar é um exemplo de sucesso no setor cooperativo de distribuição farmacêutica em Portugal.

plural+udifar

Quais são os desafios a nível sustentável que podemos encontrar no setor farmacêutico neste momento?

Falando mais propriamente do setor da distribuição farmacêutica, que assegura o transporte dos fármacos produzidos pela indústria farmacêutica até às farmácias e hospitais, o maior desafio a nível sustentável é sem dúvida a redução da emissão de gases com efeito de estufa. Segundo a ADIFA, 60 milhões de quilómetros é o número percorrido por ano pelos seus associados e 200 mil por dia, garantindo 800 mil embalagens de medicamentos. 

É por isso necessária a procura de novas soluções, promovendo ações no sentido de corresponder aos desafios da transição energética e da ação climática. 

A plural+udifar, consciente deste grande desafio, nos últimos anos tem adotado várias soluções que contribuem para esta redução, sendo elas a aquisição de viaturas elétricas e a instalação de soluções de energias renováveis na nossa sede em Coimbra. 

 

A reciclagem de medicamentos é um aspeto fundamental, mas que ainda não está muito presente no dia-a-dia das famílias. Que ações têm desenvolvido para sensibilização desta realidade?

A plural+udifar está muito comprometida com a sustentabilidade ambiental, conforme demonstram os investimentos realizados e as soluções adotadas nos últimos anos. No âmbito da reciclagem de medicamentos, trabalhamos em colaboração com a Valormed, uma sociedade sem fins lucrativos à qual está atribuída a responsabilidade da gestão dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos. O processo é simples, são disponibilizados contentores nas Farmácias Comunitárias e em Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (LVMNSRM), uma vez cheios os contentores são selados e a plural+udifar recolhe e armazena nas suas instalações para posteriormente serem transportados para um Centro de Triagem. 

Quanto a ações de sensibilização para este tema têm sido variadíssimas, sendo uma das últimas direcionada aos nossos colaboradores e às suas famílias. Em parceria com a Valormed, foram entregues aos colabores sacos de reciclagem de medicamentos para uso doméstico, acompanhados de um folheto informativo e de sensibilização para a importância de cada um de nós adotar comportamentos mais amigos do ambiente, dentro das suas casas.

 

A distribuição continua a ser um dos grandes desafios a nível sustentável, e é consciente desta realidade que a plural+udifar ambiciona alcançar a neutralidade carbónica. Que medidas têm adotado neste sentido?

É percetível e real que o maior desafio no setor da distribuição farmacêutica, em geral, é alcançar a neutralidade carbónica. Neste sentido temos adotado nos últimos anos estratégias de redução das emissões de CO2, que são fruto do desempenho da nossa atividade. A nossa cooperativa tornou-se mais verde e sustentável com a aquisição de viaturas ligeiras de transporte de mercadorias 100% elétricas. Com estas viaturas, a plural+udifar foi pioneira na utilização deste tipo de tecnologia e as nossas Farmácias foram as primeiras a receber encomendas transportadas em carrinhas elétricas. Colocando a adoção desta medida em números, em 55.500 kms percorridos pelas viaturas elétricas obteve-se uma redução de 6.216 kg na emissão de CO2.

Neste momento, esperamos concluir as negociações de um novo projeto que visa a compensação carbónica e que ambicionamos que reduza a nossa pegada ecológica em maior escala. Este projeto será um compromisso que plural+udifar irá assumir para com o ambiente nos próximos anos, dando continuidade à assinatura já utilizada de “juntos pelo ambiente”. 

Transporte plural+udifar

No Dia Mundial do Ambiente a plural+udifar implementou uma campanha de adesão à documentação eletrónica nas Farmácias, com vista à redução da quantidade de papel usada. Qual foi a reação das Farmácias perante esta nova medida? Tiveram uma postura mais conversadora ou compreenderam facilmente a necessidade da mudança de comportamentos?

O lema da plural+udifar é “Atitudes Simples, Grandes Mudanças” e é esta forma de pensar que partilhamos com as nossas Farmácias desde sempre, relativamente à sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Os nossos associados já recebiam de forma eletrónica alguns documentos, o que aconteceu no Dia Mundial do Ambiente foi que passaram a receber toda a documentação de forma digital, reduzindo assim o papel a 100%.

A reação das Farmácias foi ótima, porque tal como nós o desejo delas é contribuir cada vez mais para esta redução dentro do nosso setor. Portanto, compreenderam facilmente esta necessidade, até porque hoje em dia o mundo está cada vez mais consciente das atitudes que são precisas adotar. Nas nossas estimativas, com esta ação obtivemos cerca de 90% de adesão por parte dos nossos associados. 

Para além desta ação, a plural+udifar desde o início de 2020 que imprime a sua mini REVISTA em papel 100% reciclado e a disponibiliza em formato digital. 

Temos como objetivo continuar a dar largos passos para a redução do papel nos próximos anos.

 

Que outros passos têm sido dados pela Plural+Udifar neste caminho mais sustentável?

Para além das ações já enumeradas nas questões anteriores, nos últimos anos a plural+udifar deu passos significativos neste caminho da sustentabilidade. Na construção do edifício sede em Coimbra, foram instalados 850 painéis fotovoltaicos que contribuem para a sustentabilidade dos recursos e para a preservação do meio ambiente, sendo que no último ano ¼ da energia que consumimos foi produzida por estes painéis fotovoltaicos. 

Ainda no edifício sede foi criado um Lago ou Bacia de Retenção de Águas Pluviais, com capacidade máxima de 257 m3. A retenção destas águas serve para utilização na rega das plantas e árvores plantadas no espaço exterior do edifício. O aproveitamento das águas pluviais constitui uma medida de enorme alcance, uma vez que reduz significativamente a utilização de água potável e da rede pública. 

A plural+udifar efetua a recolha e encaminhamento para reciclagem dos resíduos resultantes da sua atividade em todas as plataformas logísticas de norte a sul do país, tendo recolhido no ano de 2020 cerca de 163.545 kg de plástico e cartão. Demos um importante passo na formação dos nossos colaboradores relativamente a este tema, proporcionando em parceria com a Sociedade Ponto Verde um Webinar sobre Reciclagem e Separação de Resíduos tanto dentro do mundo empresarial como nas suas casas.

Edifício plural+udifar

Hoje em dia sente que os clientes valorizam estas questões na área farmacêutica? Porquê?

Penso que hoje em dia em qualquer que seja o setor, os consumidores/clientes estão muito mais conscientes para esta temática e fazem as suas escolhas de acordo com os comportamentos adotados pelas empresas. 

É por esta razão que é necessário repensar cadeias de valor do medicamento em nome da sustentabilidade ambiental. 

 

Ao nível da responsabilidade social, que iniciativas têm sido desenvolvidas pela plural+udifar?

A Responsabilidade Social é parte integrante do dia a dia dos colaboradores e da relação com associados e fornecedores da plural+udifar e um pilar de referência do nosso posicionamento no mercado. Sabemos que a intervenção de uma cooperativa no mercado não pode ter apenas um lado empresarial, apostamos fortemente nas relações humanas, no estabelecimento de laços com os cooperadores, fornecedores ou parceiros e numa intervenção juntos das comunidades onde estamos inseridos. Com este intuito, a plural+udifar associa-se a diversos projetos de intervenção social propondo aos nossos colaboradores uma participação ativa em diferentes iniciativas ao longo do ano.

Realizamos várias corridas virtuais de cariz solidário apoiando diversas instituições, onde convidamos toda a comunidade a participar promovendo assim a prática de exercício físico e ao mesmo tempo a solidariedade. Este ano, no Dia da Criança, decidimos apoiar várias instituições de Coimbra que garantem a tantos recém-nascidos todos os cuidados que estes necessitam, oferecendo peluches de bebé. No âmbito da pandemia Covid-19 apoiámos também projetos que ajudaram os profissionais de saúde e mais recentemente apoiamos vários projetos culturais, sendo que o setor da cultura foi bastante afetado e temos a consciência da sua importância para o nosso país. 

São variadíssimos os projetos de Responsabilidade Social que apoiamos e fazemos parte, tendo sido alargados desde o início da pandemia para conseguirmos chegar até quem de nós precisa.

Foto Perfil PU

Dr. Miguel Silvestre

Presidente do Conselho de Administração da plural+udifar

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A NOS e a EDP Comercial juntam-se para dar benefícios aos seus clientes e contribuir para um mundo mais verde, reforçando os valores de sustentabilidade comuns às duas empresas, alinhados com a meta de neutralidade carbónica do Pacto Ecológico Europeu e com os objetivos de transição energética e digital em Portugal. 

Esta parceria materializa-se na oferta aos clientes de ambas as empresas do dobro de dados móveis contratados nos pacotes de comunicações NOS e de um desconto adicional de 1% nos serviços de energia (eletricidade e gás) contratados à EDP Comercial, passando estes clientes a ter eletricidade 100% verde, produzida a partir de fontes renováveis. Desta forma, ajudam a dar um contributo decisivo para a descarbonização do planeta. 

No caso dos novos clientes EDP Comercial e clientes EDP Pack Living, que já têm acesso a benefícios adicionais em energia, lazer e outros, o desconto aumenta para os 2%, podendo chegar aos 8% (consoante o tarifário), sempre com a garantia de eletricidade 100% verde nas suas casas ou negócios. A estes novos clientes é ainda atribuído um vale NOS no valor de 25 euros para aquisição de um smartphone.

Esta parceria abrange os clientes particulares e clientes PME, de ambas as empresas, e não tem qualquer impacto nos períodos de fidelização nos contratos com a NOS. A ativação é 100% digital, podendo ocorrer através da app NOS ou da app EDP Zero, permitindo o acesso rápido aos benefícios disponibilizados. 

De acordo com Daniel Beato, Administrador Executivo da NOS, “ao juntar a ambição estratégica e a energia de duas grandes empresas nacionais, criamos um movimento com potencial ilimitado. Esta parceria permite-nos simultaneamente garantir que os nossos clientes têm acesso a vantagens exclusivas no setor da energia e das telecomunicações e aproximá-los da nossa visão para um futuro energeticamente mais sustentável.”.

Para Gustavo Monteiro, Administrador da EDP Comercial, “esta parceria pretende garantir aos clientes uma oferta de serviços cada vez mais completa e adequada às suas necessidades e ao momento que o planeta atravessa. Para a EDP, é fundamental combater as alterações climáticas e promover o uso de energia 100% limpa. Esta parceria vai ajudar o cliente a acelerar a transição energética e a mudar já hoje o amanhã.”.

As duas empresas tinham já dado outro passo para a sustentabilidade energética na Península Ibérica, ao terem anunciado, no passado mês de maio, um acordo para compra de eletricidade renovável a longo prazo (PPA – Power Purchase Agreement). Inovador e pioneiro no mercado nacional, este contrato PPA, no valor de mais de 32 milhões de euros, tem a duração de mais de 10 anos e pressupõe a construção de um novo parque eólico, bem como o fornecimento de 62 GWh anuais de eletricidade, o que vai permitir à NOS ter 40% da sua operação alimentada por esta energia verde já em 2023.

Parcerias como esta permitem o investimento em novos ativos renováveis, que reduzem a dependência de combustíveis fósseis e contribuem para a transição energética, uma mudança que a NOS e a EDP consideram essencial na sociedade portuguesa e fundamental no caminho para a transformação digital, dimensões nas quais pretendem ser agentes ativos.

 

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Consciente do elevado impacto que a indústria da moda tem no meio ambiente, a MO lança agora o projeto MOre, que apresenta todas as ações de sustentabilidade da marca a partir de 19 de abril de 2021. Com a criação do projeto MOre, a MO vai comunicar e partilhar com todos os seus clientes as principais ações que está a levar a cabo e os seus compromissos neste âmbito. A marca acredita que o contributo de todos é essencial para um futuro sustentável, basta darmos um pouco mais de nós: mais pelo planeta, mais por quem precisa. E partilhar o que se está a fazer contribui também para a consciência global e para nos inspirarmos uns nos outros.

Com os olhos postos num futuro mais sustentável para as novas gerações, a MO acaba de lançar uma linha sustentável que integra no seu fabrico matérias-primas como o algodão orgânico, cultivado com fertilizantes naturais. Depois do lançamento de várias coleções cápsula sustentáveis, como a de Maternidade, esta linha assume-se como a primeira sustentável da marca para toda a família, com peças para adulto, criança e bebé.

A identidade do projeto MOre vai abarcar todas as iniciativas de sustentabilidade, inclusive de produto, para o qual foi criada uma etiqueta especial, que permitirá ao Cliente identificar as peças sustentáveis.

A MO compromete-se a que, até 2025, 30% de toda a sua coleção seja sustentável – com peças definidas como sendo produzidas com pelo menos 50% de matéria prima orgânica, reciclada, e proveniente de fontes sustentáveis, certificadas por entidades de referência a fornecedores de primeira e segunda linha.

Francisco Sousa Pimentel, Administrador da MO, afirma: “Queremos fazer mais e melhor pela moda. Definimos metas ambiciosas para até 2025 termos pelo menos 30% da nossa coleção composta por peças sustentáveis. Vamos fazer parte ativa dessa mudança, com a confiança de que estamos a tomar as decisões certas rumo a um futuro mais equilibrado, transparente e harmonioso. A par do produto, trabalhamos também a sustentabilidade em toda a cadeia de valor da MO, desde as suas lojas, passando pelos escritórios, ela formação das nossas pessoas e pela responsabilidade social. Temos um plano traçado, e são várias as iniciativas que vamos partilhar com os nossos clientes ao longo dos próximos tempos, naquilo que deixou de ser uma tendência e passou a ser uma forma de estar.”

A marca prevê ainda uma redução de 69% de emissões de gases com efeitos de estufa até 2030.

“A MO junta a sua voz em prol de um futuro melhor para todas as famílias, e com isto pretende também inspirar e contribuir para consciencializar sobre a importância de cuidarmos de nós e do planeta. Estamos cientes de que o nosso negócio deve ser conduzido de uma maneira sustentável a nível económico, social e ambiental,” finaliza Francisco Sousa Pimentel.

Outra prioridade da MO tem passado pela identificação dos materiais plásticos, no produto, embalagem e operação, com vista à sua diminuição. Em 2020, a marca de moda portuguesa conseguiu uma diminuição de 176 toneladas de plástico em Portugal em relação a 2019. Conforme o Pacto Português dos plásticos, em 2025, 100% das embalagens de plástico serão reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.

Adicionalmente, até 2025, a MO quer garantir que um mínimo de 90% dos seus materiais plásticos utilizados sejam recicláveis e que terminam a sua utilização dentro de portas. A marca está a substituir gradualmente, até 2025, os sacos de plástico em loja, sendo que os sacos de plástico atualmente utilizados são 100% recicláveis e incorporam 80% de plástico reciclado.

A marca desenvolveu uma landing page onde serão partilhadas as suas políticas de sustentabilidade e principais compromissos.

 

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Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente a Água Serra da Estrela dá mais um passo na sua estratégia de sustentabilidade ao lançar o primeiro garrafão feito com plástico 100% reciclado (RPET) em Portugal. Com esta iniciativa, a marca prevê reduzir, por ano, a utilização de mais de 150 toneladas de plástico novo, reduzindo a pegada de carbono do garrafão em 70%.

Desta forma, a marca pretende contribuir para o compromisso de incorporar cada vez mais plástico reciclado nas embalagens, potenciando a sua circularidade e garantindo uma redução consistente da pegada ambiental. Desde 2017 que a Água Serra da Estrela já incorpora 25% de plástico reciclado em todas as suas garrafas de plástico, que são também 100% recicláveis. E nos últimos 11 anos a marca reduziu em 39% a gramagem de plástico nas mesmas garrafas.

A mensagem principal da comunicação do novo garrafão “Este garrafão é feito de garrafas”, pretende sensibilizar o consumidor para o storytelling que deu origem a esta inovação. A marca reforça também códigos de sustentabilidade e de incentivo à reciclagem em todas as suas garrafas, e apela ao consumidor para dar continuidade a este ciclo e depositar as garrafas no ecoponto amarelo, promovendo assim a sua circularidade.

Joana Ferreira, Strategic Marketing Manager Refrigerantes e Águas, partilha “A Água Serra da Estrela, captada na nascente mais alta de Portugal em pleno Parque Natural, tem num dos seus pilares de posicionamento a sustentabilidade. Desta forma, promovemos a nossa diferenciação e contribuímos de forma positiva para os desafios coletivos em matéria ambiental e na promoção de uma economia circular.”

O novo garrafão de 6L com a utilização de plástico 100% reciclado apresenta a característica de ser ligeiramente menos transparente, o que não afeta em nada a qualidade da água, estando já a ser comercializado nos diversos pontos de venda.

No momento em que lança esta inovação, marca a sua presença como água oficial da 1ª edição do maior evento sobre a temática da água e sustentabilidade a acontecer em Portugal, o WATER World Forum for Life. Este evento irá realizar-se nos dias 3 a 6 de Junho em Reguengos de Monsaraz, onde se pretende a troca de experiências internacionais e sensibilizar em prol de uma sociedade mais consciente da realidade em matéria de sustentabilidade, tendo a água como ponto de partida.

 

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O NEYA Lisboa Hotel surgiu com o intuito de ser um projeto inovador e sustentável no setor, desprendendo-se da linha clássica da hotelaria. O seu conceito de Sustentabilidade teve como base a Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

Pedro Teixeira, Diretor de Sustentabilidade da NEYA Hotels, explicou-nos que desde o início procuraram eliminar os impactes ambientais da atividade hoteleira e tornar este espaço situado no centro de Lisboa líder no turismo sustentável.

NEYA Hotel

NEYA Lisboa Hotel: como surgiu este espaço e qual é a sua origem?

A NEYA Hotels, grupo Nacional com capitais 100% Portugueses, surgiu em 2011 com a abertura do NEYA Lisboa Hotel, na zona da Estefânia, em Lisboa.

Considerámos, desde o primeiro momento, que a indústria hoteleira tem um papel fundamental a desempenhar no Turismo Sustentável, o que se revela hoje, bastante actual, estando espelhado em todos os objectivos internacionais e nacionais, como se pode verificar pelas Políticas de Sustentabilidade do Turismo de Portugal, por exemplo.

Assim, ao projectar um novo hotel, não se pretendeu seguir a linha clássica da hotelaria, pensando apenas na qualidade dos serviços prestados, associados ao alojamento de clientes, assim como de realização de eventos, restauração e SPA. Reflectindo uma visão interna dos fundadores, foi pensado um projecto hoteleiro com um carácter inovador ao nível da sustentabilidade, ou seja, tendo em consideração os impactes ambientais da actividade da operação hoteleira, mas indo mais além, olhando para a vertente social e económica. Surgiu assim, o NEYA Lisboa Hotel, com um conceito de sustentabilidade tripartida bem definido, onde estes aspectos foram tidos em consideração na fase de projecto, o que explica grande parte do sucesso do seu desempenho hoje em dia.

A actividade do hotel é orientada por um Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança, tendo como objectivo a minimização dos impactes ambientais, através de uma gestão eficiente de recursos, energia e produção de resíduos. O NEYA Lisboa Hotel procurou, sempre, eliminar os impactes ambientais da actividade hoteleira, evidenciando um conhecimento do futuro da indústria em termos de sustentabilidade e das exigências dos clientes actuais.

Esta filosofia está também patente na construção e decoração do hotel, assim como na designação dos diversos espaços do mesmo, como suites e salas de eventos e sobretudo na própria designação do grupo NEYA, sendo o “Y” em forma de árvore e em tons verdes, da sua versão original, um reflexo da marca e seu posicionamento no mercado.

O NEYA Hotel inspirou-se na Carta da Terra para desenvolver a sua missão. Qual foi a principal motivação para adotarem esta ação?

Desde o momento inicial de planeamento e execução do NEYA Lisboa Hotel, que se considerou a Carta da Terra como um instrumento fundamental como guia para o conceito de Sustentabilidade do Hotel. A Carta da Terra, sendo uma declaração de princípios éticos e fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica é uma visão de esperança e um “call to action”, pelo que se considerou como uma excelente base genérica para o comprometimento da organização, espelhada no desejo de uma transição para um futuro sustentável.

Por um feliz acaso, a abertura do Hotel coincidiu com o Ano Internacional das Florestas em 2011, o que reforçou mais ainda o compromisso da organização, ainda mais, por ter sido uma época de crise económica acentuada. Tentamos espelhar este comprometimento logo no momento da chegada dos hóspedes ao nosso hotel, através de um painel decorativo no lobby, alusivo a estes dois marcos históricos para a Sustentabilidade do planeta. A ideia é envolver as partes interessadas no nosso conceito, nomeadamente o hóspede, ajudando a atingir os objectivos propostos de minimização dos impactes ambientais da actividade.

setor hoteleiro

Atualmente, quais são os principais desafios associados à sustentabilidade colocados ao setor do turismo?

Os desafios de sustentabilidade do sector do turismo sofreram uma grande transformação devido à pandemia do novo Coronavírus em Março de 2020. Aos desafios tradicionais de mobilidade, ocupação do território, consumos de água, produção de resíduos e exploração dos recursos naturais, somam-se agora desafios em termos de saúde pública e higiene, que trazem novos impactes, dos quais salientamos a produção dos resíduos descartáveis associados a máscaras, luvas, testes, embalamento de alimentos e outras exigências de combate ao vírus. Se é verdade que as viagens associadas ao turismo diminuíram, regista-se no entanto, um aumento das deslocações em transporte individual, quer dos nossos hóspedes, quer dos colaboradores, provocando um aumento das emissões de carbono associadas. Também uma ocupação mais baixa, provoca a subida dos indicadores de consumos energéticos, água e consumíveis. Ou seja, com menos clientes alojados, o consumo efectivo de energia, água e matérias-primas total do hotel desce, mas sobe o indicador por quarto ocupado ou cliente, ou seja, cada hóspede é responsável por maiores consumos relativos, o que deturpa os resultados de sustentabilidade a obter.

Mas os desafios actuais, prendem-se com a necessidade de assegurar uma ocupação que permita a sustentabilidade financeira do negócio, assegurando também a manutenção e implementação de novas soluções de sustentabilidade ambiental. Não esquecer também a dificuldade actual em manter equipas capacitadas para dar resposta aos exigentes desafios de sustentabilidade do sector. Relembro novamente as indicações do Turismo de Portugal para caminharmos para um turismo sustentável, o que não será possível sem o envolvimento e a capacitação dos colaboradores da indústria. Para isso, também as Escolas de Hotelaria deverão ter um papel fundamental, com matérias de sustentabilidade reforçadas nos seus conteúdos curriculares.

Esta nova realidade implica também desafios que a NEYA Hotels evidencia considerar já na sua gestão, as questões ambientais e de Segurança e Saúde. Os novos clientes exigem outras condições para o seu alojamento, exigindo uma resposta atenta que garanta a segurança e um sentimento de bem-estar dos mesmos nas nossas unidades. Todo o histórico de certificações de sustentabilidade do grupo NEYA Hotels ajuda a garantir o cumprimento destes novos requisitos exigidos.

O NEYA Hotel tem adotado diferentes medidas no seu dia-a-dia de modo a reduzir o impacto ambiental do setor do turismo, tendo recebido diferentes prémios e certificações. Pode dar-nos alguns exemplos?

Desde o primeiro momento que a opção foi minimizar o impacte ambiental de uma nova unidade hoteleira no centro de Lisboa. Requalificando um edifício degradado, sem qualquer valor arquitectónico, reduziu-se o impacto ambiental da sua construção, promovendo ainda a reabilitação urbana da zona. A escolha de materiais e equipamentos nacionais, assim como soluções de eficiência energética, tiveram em consideração o conceito do hotel. Procedeu-se à avaliação, prevenção e redução de riscos e foram definidos os aspectos ambientais, assim como objectivos e metas regulares em termos de sustentabilidade.

A utilização de tecnologia limpas, tais como energia solar para aquecimento de águas, LED’s para iluminação, sistema de Ar Condicionado VRV e isolamento térmico do edifício, foram implementadas para minimizar os consumos energéticos. O Hotel é totalmente abastecido a energias renováveis, através da celebração de um contrato com um fornecedor que disponibiliza energia 100% renovável.

A nível de consumos de água, aposta na sua optimização, com medidas que permitem reduzir os seus consumos: redutores de caudal, controlo de consumos por sector, medição dos caudais das torneiras, formação dos colaboradores e a sensibilização dos hóspedes.

Ao nível da mobilidade, o hotel disponibiliza gratuitamente bicicletas aos clientes, fomenta outro tipo de mobilidades sustentáveis e procede ao cálculo e compensação das emissões de carbono, sendo um hotel neutro em carbono, com a certificação Carbono Zero.

A gestão de resíduos promove a sua redução e separação, incluindo dos clientes, com recipientes de separação nos quartos. Os amenities dos quartos (gel, shampoo e sabonetes) são disponibilizados em embalagens recarregáveis, evitando a produção diária de centenas de embalagens de plástico. A redução do plástico descartável é, aliás, é um dos nossos principais objectivos, com a procura constante de novas soluções para substituir o plástico por outras matérias. Orgulhamo-nos assim de ter uma produção de resíduos inferior ao que seria expectável para um hotel, assim como uma taxa de separação de resíduos que atinge os 75%, sendo um exemplo notável, reconhecido pela Câmara de Lisboa. Damos nota que a pesagem e tratamento dos resíduos são uma prática diária.

NEYA Lisboa Bicicletas

Qual é o vosso público-alvo? Sentem que os vossos clientes valorizam as iniciativas que desenvolvem no caminho da sustentabilidade?

Qualquer pessoa que se preocupe com a Sustentabilidade é público-alvo da NEYA Hotels. Temos sobretudo viajantes a solo, portugueses e estrangeiros que viajam em lazer para Portugal. As viagens de negócio, têm também alguma expressão, sendo que reduziram com o início da pandemia.

O reconhecimento dos clientes pelo conceito e pelas inúmeras iniciativas de Sustentabilidade que promovemos é cada vez mais notório, seja nos inquéritos de satisfação, no dia-a-dia da unidade hoteleira, nos comentários das redes sociais, e até no momento da reserva.

Verificamos que as pessoas mostram um interesse genuíno em ficar num hotel sustentável e em reduzir ao máximo a sua pegada ambiental, sem prescindir do conforto nas suas viagens. Soluções como a disponibilização gratuita de bicicletas ou a separação de resíduos nos quartos são cada vez mais comentadas, e novas ideias e sugestões são dadas pelos hóspedes.

Também na comercialização do hotel, esta tendência se verifica, com cada vez mais operadores a procurar hotéis que garantam uma efetiva minimização do impacte ambiental associado às viagens, quer sejam de lazer ou negócios.

Outra das nossas áreas de negócio, é o setor de aluguer de salas e realização de eventos. Empresas, associações e organizações, cada vez mais, recorrem a espaços que garantam uma reduzida pegada ecológica ou carbónica dos seus eventos, o que é garantido pela NEYA Hotels, através do seu Programa “Eco-Meetings”.

 

Que sensação pretendem transmitir a quem visita o NEYA Lisboa Hotel?

O que se pretende, acima de tudo, é garantir uma estadia de qualidade apoiada num modelo de turismo sustentável.

Seja uma viagem de turismo ou negócios, pretendemos que os nossos hóspedes saibam que estão a contribuir para um futuro mais sustentável, causando o mínimo impacto possível associado ao seu alojamento em viagem. Sempre, sem pôr em causa o seu conforto e bem-estar durante a estadia.

Muitas das soluções sustentáveis que o NEYA Lisboa Hotel oferece, foram contempladas no edifício na fase de projeto e construção, o que possibilita um baixo impacto da atividade, mesmo sem o hóspede ter consciências de grande parte das medidas implementadas. O que, por vezes, se torna um desafio ao nível da sensibilização para as medias implementadas.

A premissa que tentamos comunicar aos nossos hóspedes é que a NEYA Hotels implementou medidas de raiz e adaptou-as à realidade dos tempos atuais. Medidas essas que podem ser aplicadas fora da estadia por cada um, com a alteração dos seus hábitos de consumo.

NEYA Lisboa Recepção

O NEYA Hotel considera fundamental uma participação ativa não só no respeito pelo meio ambiente, mas também no desenvolvimento da comunidade que o rodeia. Que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

Desde a sua abertura, que o NEYA Lisboa Hotel definiu muito bem o seu papel na sociedade. Não pretendíamos ser apenas mais um hotel em Lisboa, totalmente fechado à comunidade envolvente. Essa não é a forma adequada das organizações desenvolverem a sua actividade nos dias de hoje. Um hotel, como qualquer outra actividade, terá que se posicionar de uma forma socialmente responsável e ser uma mais valia para a região onde se insere e para as comunidades que, com ele, convivem todos os dias. O hotel não pode ser visto como um corpo estranho à sociedade, apenas acessível a clientes. A NEYA Hotels consegue isso através de inúmeras acções de Responsabilidade Social Corporativa, bem definidas, acompanhadas e monitorizadas. A NEYA Hotels considera as crianças como o seu principal foco de apoio, apoiando e formalizando protocolos com diversas associações da área. Somos também membros activos da Associação GRACE, que engloba organizações com preocupações de Responsabilidade Social Corporativa.

Talvez o projecto solidário mais visível da NEYA Hotels seja o “Quarto solidário”, o qual teve origem na abertura do hotel e tem como objectivo disponibilizar alojamento e pequeno-almoço a famílias de crianças carenciadas em tratamento nos hospitais do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (Hospital D. Estefânia, Hospital dos Capuchos, Hospital de Santa Marta, Maternidade Dr. Alfredo da Costa e Hospital Curry Cabral). Os Gabinetes de Acção Social destes hospitais identificam e avaliam as situações de necessidade de apoio, sendo os seus acompanhantes, ou por vezes as próprias crianças, encaminhados para o NEYA Lisboa Hotel. Com a abertura da nova unidade, o NEYA Porto Hotel, o projecto foi naturalmente alargado à cidade do Porto.

Além deste projecto, os hotéis organizam acções de angariação de bens, doação de equipamentos do hotel, voluntariado, doação de refeições e menus solidários, entre outras. Esta colaboração passa por exemplo por apoiar as Juntas de Freguesias locais, assim como outras instituições próximas ao hotel.

Que passos ainda faltam dar para que o NEYA Hotels consiga alcançar o seu objetivo de ser uma marca líder no turismo sustentável?

Apesar do trabalho desenvolvido nos últimos anos, muito haverá ainda por fazer, fruto das últimas tendências de sustentabilidade, da evolução tecnológica, da legislação e das cada vez mais exigências dos clientes e dos mercados emissores de turistas.

Como próximos passos ou reforço do que a NEYA Hotels já faz actualmente, destacamos o consumo de produtos locais, sazonais e biológicos, a redução da utilização de produtos de limpeza e, ao mesmo tempo a sua substituição gradual por produtos menos nocivos ao ambiente e à saúde, o reforço da sensibilização e formação dos colaboradores, a aposta em soluções de mobilidade eléctrica e a continuação da substituição dos plásticos de utilização única, entre outros.

Esta evolução no tempo pode ser comprovada na nova unidade do grupo, o NEYA Porto Hotel, inaugurado em 2020, na qual foram dados importantes passos, contemplando ainda mais soluções na área da construção sustentável e eficiência energética, entre outras. O objectivo máximo das duas unidades NEYA Hotels, assim como para futuras unidades, será sempre a construção sustentável e a implementação de cada vez mais soluções que permitam um menor impacto ambiental da actividade hoteleira do grupo.

Refira-se também que a NEYA Hotels pretende continuar a desempenhar um papel importante na sensibilização de todas as partes interessadas da indústria do Turismo, nomeadamente de outros hotéis, fornecedores e clientes, para que todos remem no mesmo sentido a tornem a indústria mais sustentável.

Foto Perfil NH

Pedro Teixeira

Diretor de Sustentabilidade da Largo Tempo e NEYA Hotels

Formado em Engenharia do Ambiente pela Universidade do Algarve em 1997, tem desempenhado funções de responsável de Sustentabilidade na área do Turismo, nomeadamente no sector do Golfe, Resorts e Hotelaria. Foi responsável pela implementação dos Sistemas de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança do Belas Clube de Campo e Vilamoura do Grupo André Jordan.

Desde 2013, exerce funções no Grupo Largo Tempo, como Director de Sustentabilidade, onde é responsável pela implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança nos Hotéis NEYA, assim como pelas certificações e prémios de Sustentabilidade do Grupo. Acompanha ainda a construção dos novos hotéis, na vertente da sustentabilidade. É o representante da AHP (Associação de Hotelaria de Portugal) no painel de júri dos programas ECOXXI e Green Key da ABAE.

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Marca vegan e com aroma a limão? É a Lemon Jelly! Uma marca Animal Friendly, certificada pela PETA, que apresenta modelos de calçado recicláveis e produzidos em Portugal com energia 100% renovável. Os seus produtos apresentam um material único, sustentável e doce: o SUGARFOM.

José Azevedo Pinto, CEO da Lemon Jelly, contou-nos sobre a ambição da marca em ser pioneira no usufruto de uma indústria de calçado mais sustentável, e de que forma o seu percurso tem sido reconhecido tendo recebido diferentes prémios e nomeações ao longo da sua história. Recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Quer saber mais sobre esta marca inovadora e sustentável? Pode ler tudo nesta entrevista.

A Lemon Jelly jornada começou há mais de 20 anos, apresentando um percurso pautado por diferentes desafios e vitórias. Pode partilhar um pouco da história da marca?

A minha jornada como CEO e fundador do projeto da Lemon Jelly, começou há mais de vinte anos na indústria do calçado, mas a Lemon Jelly começa em 2013, nascida no seio do grupo Procalçado, com mais de 40 anos de história, a competir à escala global.

Tem sido uma jornada pautada por inúmeros desafios, por ser a primeira insígnia do grupo projetada para o mundo da moda. Mas foi quando rasgámos os preconceitos, regras e fomos audazes na procura de novas ideias, que sentimos que todo este processo fazia sentido. O resultado é um produto da nossa imaginação que alimenta esta paixão de estar onde mais gostamos e onde os nossos passos deixam pegadas conscientes. Como produtores de calçado estamos presentes para fazer com que cada passo conte.

Lemon Jelly Marca Vegan

Lemon Jelly: de onde veio a ideia para este nome?

Por já termos um longo percurso e know how em produção de calçado de injeção com base em polímeros, associamos um nome divertido jelly, em inglês associado a sapatos de borracha ou plástico, ao inusitado aroma a lemon, que fazemos questão de incorporar nos nossos produtos. A incorporação da fragrância de limão no material, confere ao sapato Lemon Jelly um maravilhoso e fresco aroma, deixando de ser apenas um sapato bonito, mas também singular e inesquecível.

Que produtos podemos encontrar na Lemon Jelly? Pode dizer-se que existem artigos para todos os gostos e idades?

Produzimos com o propósito de criar produtos originais, confortáveis e acima de tudo funcionais, preparados para qualquer ocasião. Desde os dias mais chuvosos aos verões mais quentes passados junto à piscina, queremos que o calçado Lemon Jelly seja o melhor companheiro de qualquer aventura.

Apresentamos uma linha para mulheres com estilos que vão desde a clássica silhueta de bota Chelsea, a arrojados detalhes que marcam as tendências atuais.

calçado sustentável

Na Lemon Jelly afirmam que “nada é destruído, tudo é transformado”. Em que consiste na prática?

Como a principal matéria prima que utilizamos é o plástico, trata-se de um produto reciclável. Acreditamos que não há necessidade de destruir, e vemos uma oportunidade sustentável no facto de conseguirmos transformar esse material em algo que possa ser aproveitado e dado uma segunda vida.

Já conseguimos incorporar na nossa produção uma parte importante do desperdício que geramos e é importante que o consumidor perceba que a reciclagem dos termoplásticos é possível e que o realizamos.

Assim, além de práticos, totalmente impermeáveis e amigos dos animais, os sapatos da Lemon Jelly são, também, mais ecológicos.

Os sapatos da Lemon Jelly apresentam um material sustentável e único: SUGARFORM. Fale-nos um pouco sobre este material e do caminho percorrido para o seu desenvolvimento.

O SUGARFORM é um material que surgiu fruto da pesquisa por alternativas criativas e mais alinhados com a natureza. Procuramos estar em constante investigação e desenvolvimento de novos materiais, mas mantemos a nossa abordagem moderna, desportiva urbana e casual, ao mesmo tempo que reduzimos o impacto no equilíbrio natural do nosso planeta.

O SUGARFORM surge assim como a nossa escolha sustentável mais doce, pois é um material renovável de base biológica feito com 55% de cana-de-açúcar, um recurso renovável que captura e fixa o CO2 da atmosfera a cada ciclo de crescimento anual, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. É um tipo de cultura que quase nunca é irrigado artificialmente, obtém o abastecimento de água necessário das chuvas em regiões produtoras estratégicas. A cultura da cana-de-açúcar também é controlada, para garantir que a biodiversidade seja mantida onde é cultivada, não ameaçando novas áreas de cultivo.

A sua integração nos nossos produtos torna-os numa opção que responde à nossa necessidade de possuir uma produção equilibrada e de desenvolvimento sustentável.

calçado sustentável

Desde 2019 a Lemon Jelly caracteriza-se como uma marca de calçado Animal Friendly, aprovada pela PETA. Como surgiu o despertar para a necessidade de serem uma marca vegan?

Sendo o calçado Lemon Jelly produtos de injeção, na área do plástico, não contemplam o uso de quaisquer materiais de origem animal. No entanto, isso não basta para termos a certificação de que somos uma marca vegan. Nesse sentido, trabalhamos com todos os nossos fornecedores para que desde a caixa, passando pela cola, até aos pigmentos, todos os nossos produtos e seus componentes correspondam a essa exigência.

Para nós é um selo de garantia, é uma política que marca, e no nosso produto fazia todo o sentido por compor o nosso leque de ideais ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Por outro lado, o facto de não usarmos peles permite-nos um posicionamento diferente face aos nossos concorrentes, sobretudo no mercado internacional de calçado.

Ao longo dos seus gomos de história, a marca recebeu diferentes prémios e nomeações. Mais recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Qual a importância deste reconhecimento para a marca?

Este reconhecimento foi muito importante e marcante no nosso trajeto, pois significa que conseguimos fazer a diferença no mundo da moda/calçado. Cada passo que damos é feito de forma consciente e numa tentativa eficiente e criativa para sermos pioneiros no usufruto de uma indústria mais sustentável.

Desde há algum tempo a Drapers reconhece-nos como uma marca inovadora, nomeando-nos em várias categorias diferentes, mas este prémio distingue todo o nosso projeto ligado à sustentabilidade, reciclagem e circularidade.

Efetivamente, ao produzirmos calçado, nas nossas instalações alimentadas com energia 100% renovável, ao utilizarmos o nosso próprio desperdício de produção para integrar em novos pares e ao promovermos a circularidade dos produtos vendidos.

marca vegan - lemon jelly

Têm outras iniciativas sustentáveis relacionadas com a marca que gostariam de destacar?

Num mercado em constante crescimento e com preocupações ligadas ao bem-estar do planeta, é imperioso que façamos o nosso melhor, que invistamos em tecnologia e utilizemos alternativas criativas, que minimizem nosso impacto o máximo possível e estejam alinhadas com a natureza, ao mesmo tempo que criamos calçado de qualidade e duradouro.

Devido ao empenho de todos os colaboradores, na nossa próxima coleção de inverno já conseguimos que todo o calçado seja forrado 100% com matérias recicladas e todos os componentes de cor preta têm por base 50% de materiais reciclados.

Quem quiser adquirir o seu par de sapatos da Lemon Jelly, com um delicioso aroma a limão, onde o pode fazer?

Na nossa loja online poderão encontrar a coleção e campanhas completas com toda a nossa criatividade e informação sobre os nossos produtos.

Temos também vários parceiros e revendedores espalhados não só pelo país mas por todo mundo. Estamos presentes em mais de 800 pontos de venda em 40 países.

Foto Perfil LJ

José Azevedo Pinto

CEO da Lemon Jelly

Licenciado em 1995 em Gestão de Marketing pela universidade Fernando Pessoa, MBA AEP/ESADE em gestão Empresarial na edição 2002/2003, José Azevedo Pinto inicia a sua carreira na Procalçado em 1994 como assistente comercial, no entanto sempre muito próximo do desenvolvimento do produto, fruto das características do negócio. Após uma breve passagem na área industrial, no ano 2000 assumiu as funções de direção comercial e marketing da empresa, que só largou para assumir o lugar de CEO em 2010.

José Pinto, cresceu nos corredores da Procalçado, empresa criada em 1973 por José Ferreira Pinto, o seu pai, e que é ainda hoje uma empresa 100% familiar. Muitas dos colaboradores que trabalhavam na altura em que José era criança ainda hoje trabalham na Procalçado, o que garante a grande família que são, e o seu grande orgulho é dar continuidade ao trabalho do seu pai.

A Lemon Jelly nasce em 2013, através de uma grande vontade de inovar e crescer. Sempre sentiu que a ligação e interesse pelo setor da moda já perdurava há muitos anos, pois cresceu com a marca ForEver- uma das marcas do grupo Procalçado-, que trabalha para as melhores casas de moda internacionais.

José Pinto sempre mostrou uma enorme preocupação com estilos de vida responsáveis, pela conservação ambiental e desenvolvimento social, e integra esses valores na empresa. Nesse sentido, a Lemon Jelly caminha cada vez mais para uma produção sustentável e produtos que possam sempre integrar em novos ciclos de vida, para que nada seja desperdiçado.

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A marca Lusquinos conta com mais de trinta anos de experiência na indústria do calçado. Os desafios colocados pelo mundo empresarial evidenciaram a necessidade de repensar toda a sua estratégia e processo produtivo. Assim nasceram os artigos que hoje apresenta: únicos, intemporais e biodegradáveis da sola ao cordão!

Francisco Lusquinos, CEO da marca, explicou-nos o porquê da Lusquinos ser mais do que uma marca de calçado. É um projeto que procura soluções para a criação de calçado sustentável e biodegradável, sem presidir da qualidade e do design.

Lusquinos: qual a origem e história desta marca?

A marca Lusquinos nasceu em 2006, no concelho de Felgueiras, com o objetivo de criar uma marca diferenciadora no mercado. Lusquinos provém do nome de família o que acrescenta um valor ainda mais especial ao projeto.

Com mais de trinta anos de experiencia na indústria do calçado e numa era onde se levantam tantas questões ambientais, surgiu uma necessidade enorme de criar algo único, diferente e que contribui-se para a manutenção do nosso planeta. Esta necessidade obrigou-nos a olhar para marca e repensar toda a nossa estratégia e todo o nosso processo produtivo.

Foi então que decidimos criar o nosso calçado constituído na sua totalidade por componentes orgânicos, tornando-o assim num produto sustentável e biodegradável.

calçado biodegradável

Como definem a Lusquinos?

Podemos definir a Lusquinos com o nosso lema: “Sem metal. Sem plástico. Sem cedências.” A marca Lusquinos é uma marca preocupada com o futuro, preocupada com a sustentabilidade assente nos três pilares: económico, social e ambiental.

 

Quais são os materiais que compõem o vosso calçado? O que vos motivou a optar por estes materiais e não outros?

Os materiais que compõem o nosso calçado são orgânicos e biodegradáveis. Desde o crepe, oriundo das árvores seringueiras, e a cortiça nas solas; o algodão orgânico no forro e cordões; fibras naturais de milho e kenaf nas palmilhas; e o bio couro. A escolha dos nossos materiais teve em conta vários fatores: as caraterísticas de biodegrabilidade, já mencionadas, e o tipo de produção, pois eliminamos matérias resultantes de produções intensivas que como sabemos são prejudiciais ao ambiente. É muito importante para nós garantir que os nossos fornecedores também possuem uma cultura de sustentabilidade e respeitam o ambiente e as pessoas com quem colaboram. Privilegiamos sempre parceiros locais.

As escolhas dos materiais bem como dos processos utilizados não são definitivas, continuamos na procura constante de novas soluções sempre com o objetivo de reduzir a nossa pegada de carbono. Atingimos o produto desejado, o produto orgânico e biodegradável mas a melhoria contínua está no nosso ADN.

calçado biodegradável formal

De que outra forma a sustentabilidade está integrada ao longo do processo de produção e distribuição?

Todo o processo de produção, bem como distribuição é apoiado na sustentabilidade. O nosso calçado é feito de forma artesanal, numa fábrica local onde existe uma preocupação visível com o ambiente e com os seus colaboradores e condições de trabalho. Os processos produtivos são pensados de forma a otimizar todos os recursos, tanto materiais como energéticos. A distribuição talvez seja dos fatores mais difíceis de controlar, devido às opções que existem no mercado. Mas ponderamos e optamos pelas soluções com menos impato para o ambiente sempre que possível. O fato de privilegiarmos fornecedores locais, além de contribuirmos para a economia local, também contribui bastante para a redução desse impato.

 

O que distingue os artigos da Lusquinos das restantes marcas que têm investido na sustentabilidade, é o facto do seu calçado ser biodegradável. Fale-nos um pouco sobre as características deste conceito e o processo necessário para chegarem ao produto final.

Quando decidimos criar um produto sustentável, uma das soluções que esteve em cima da mesa prendeu-se com a reciclagem e reutilização de plásticos. No entanto, tomamos consciência do ciclo vicioso que existe com a constante produção de plásticos e concluímos que é fundamental quebrá-lo. Claro que somos 100% a favor de produtos reciclados e da reutilização, porém nem todos os plásticos são reciclados ou reutilizados acabando por prejudicar o ambiente como infelizmente vemos. Reforçamos que a reciclagem e a reutilização são medidas essenciais e felicitamos as empesas que permitem dar uma nova vida a estes produtos. Mas precisamos que o mundo da moda mude, precisamos de dar aos consumidores novos produtos e reduzir os resíduos nocivos para o ambiente. Com esta visão iniciamos a nossa aventura na criação de calçado livre de mateis e plásticos. Calçado que no fim da vida não contribua para a condenação no nosso planeta. Foi então que procuramos soluções para que o nosso calçado fosse constituído por materiais todos eles orgânicos tornando o calçado biodegradável da sola ao cordão.

Acreditamos que o futuro tem de passar por aqui!

calçado biodegradável

O calçado Lusquinos pode ser dividido, essencialmente, em duas categorias: casual e formal. Quais as principais características de cada uma e qual destas tem maior procura?

Procuramos abranger todos os consumidores conscientes, com todo o tipo de gosto e estilo, por isso criamos uma linha formal e outra casual.

Em comum tem o conforto! A linha formal foi pensada nos consumidores que não prescindem do sapato clássico e a linha casual foi pensada nos consumidores com um estilo mais descontraído, embora que a linha formal também fica muito gira num estilo desconstruído com umas jeans e t-shirt. No fundo revitalizamos modelos intemporais com materiais sustentáveis.

Devido  à situação pandémica e à consequente ausência de eventos sociais, tem tido mais procura os casuais.

 

Qual a principal fonte de inspiração para os vossos artigos?

Quando falamos em sustentabilidade vem-nos de imediato à cabeça palavras como durabilidade e longevidade, o que nos remeteu para modelos intemporais.

O nosso calçado formal foi inspirado num estilo Oxford, num estilo que ainda hoje se mantém atual e com design. Os casuais foram inspirados nos sneakers. Os primeiros sneakers surgem no século XIX, mais tarde as suas solas começaram a ser feitas com borracha sendo batizados por plimsolls, e ainda hoje é o tipo de calçado mais procurado. O nosso calçado, inspirado nos modelos mencionados, tinha que reunir as seguintes caraterísticas: conforto, moda e design, intemporalidade e claro ser sustentável e biodegradável. Assim, criamos o nosso calçado, o nosso ADN!

calçado biodegradável

Para quem viu estas imagens e já está ansioso por comprar um par de sapatos Lusquinos, onde o pode fazer?

Pode adquirir um Lusquinos na nossa loja on-line, ou então nas plataformas: Overcube; Bombinate; Wolf & Badger; e Fair Bazaar.

Também pode encontrar nas seguintes lojas: Feeting Room (Porto e Lisboa); Armazém 66 (Viana do Castelo); Single Fin (Esposende); Oxalá (Évora); Alma de Alecrim (Aveiro); Bosque Concept Store (Vila do Conde).

Foto Perfil lusquinos

Francisco Lusquinos 

CEO Lusquinos

“O meu interesse pelo mundo da moda, em concreto pelo fabrico de calçado, ganhou expressão em 1984 quando fui a uma feira internacional, em Londres. A primeira de muitas. Nessa altura, decidi que era a área profissional que queria abraçar e ambicionei criar uma marca de calçado. Após anos de experiencia na indústria do calçado, tanto na área comercial como na área criativa, após muitas conquistas e desafios ganhos achei que tinha chegado a hora de avançar com a criação da nossa própria marca. Com o olhar no presente mas também no futuro, decido criar a Lusquinos.”

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Animais, Planeta e Pessoas: Estes são os três pilares da NAE. Marca portuguesa de acessórios e calçado vegan, ecológico e ético. A sigla que deu origem ao seu nome deriva da sua missão de produzir artigos únicos, sem exploração humana ou animal.

“Aquilo que sentimos é que o calçado português é cada vez mais reconhecido em todo o mundo e o carimbo de qualidade é indiscutível”, partilha Paula Pérez fundadora da NAE, relativamente à perceção do selo Made In Portugal a nível internacional.

Quem é a NAE? De onde veio a ideia para criar esta marca?

A nae é uma marca vegan, ecológica e ética de calçado e acessórios. Foi criada em 2008 com o propósito de ser uma alternativa ética e sustentável ao calçado existente, adotando os princípios do veganismo à indústria do calçado. Veja mais sobre os três pilares da marca aqui.

calcado vegan

NAE: O que significa esta sigla e que mensagem pretende transmitir?

NAE é a sigla de “No Animal Exploitation” (Não à Exploração Animal). O nome transmite a nossa missão: propor uma alternativa amiga dos animais e contra a exploração humana. Os nossos sapatos e acessórios são 100% vegan. Nenhum dos produtos é feito de pele animal, pelo ou quaisquer outros subprodutos da carne. Optamos unicamente por materiais sintéticos, reciclados e naturais.

 

A NAE surgiu em 2008, numa altura onde a necessidade de adotarmos gestos mais sustentáveis ainda não estava tão disseminada. Como foi a reação das pessoas perante a vossa marca?

A nae surgiu numa altura em que pouco se falava do veganismo de uma forma geral. E muito menos se falava no veganismo no calçado. Por isso, a reação das pessoas foi de alguma estranheza mas também de muita curiosidade. Essa curiosidade foi muito importante para nós na altura porque permitiu-nos explicar que sapatos vegan não eram sapatos de plástico, e foi assim que fomos conquistando o nosso público. Na verdade, a curiosidade é muito importante para nós ainda hoje porque dá espaço à informação e à mudança.

mala vegan nae

 

Que tipo de produtos podemos encontrar na NAE? Têm algum best-seller?

Temos desde calçado desportivo até ao calçado mais clássico. Para complementar temos também vários tipos de acessórios como malas, carteiras, cintos e suspensórios. Os materiais que usamos são também variados e, portanto, podemos dizer que a nossa gama de produtos é bastante completa. Os nossos best-sellers são talvez os produtos mais descontraídos, não só por serem confortáveis, mas porque se conseguem adaptar a vários looks e ocasiões. Apostamos em coleções funcionais e confortáveis ​​com o objetivo claro de oferecer aos nossos clientes a oportunidade de encontrar num único par de sapatos o conforto e a versatilidade que procuram. Na nae acreditamos que ‘menos é mais’. Não é por acaso que é disso mesmo que a nossa coleção de verão fala. Por exemplo, as sandálias Bay são um modelo unissexo que foi produzido em 3 cores neutras, e que possui uma palmilha ergonómica que se adapta perfeitamente ao formato do pé.

 

Os materiais que utilizam para produzir o vosso calçado são bastante diversificados. Fale-nos um pouco sobre o tipo de materiais que mais utilizam. Como é feita essa escolha?

A nossa preocupação quando fazemos pesquisa de materiais é que o material seja 100% de origem vegetal, sustentável (quanto mais natural melhor), resistente o suficiente para calçado e produzido sem recurso à exploração humana. É um desafio interessante porque por vezes um material tem tudo o que queremos no que diz respeito à sua composição e aos níveis de sustentabilidade mas depois não é resistente e chumba no centro tecnológico do calçado. Já não podemos usar. Ou o material é extremamente resistente e a sua origem é 100% vegetal mas os níveis de sustentabilidade são baixos ou a sua produção é duvidosa. Já não usamos também. É muito difícil encontrar este equilíbrio que para nós é muito importante e para os nossos clientes também. É com esta pesquisa exaustiva que conseguimos garantir a qualidade a todos os níveis dos materiais que usamos.

calçado vegan

 

Se tivessem de descrever os vossos artigos com três palavras, quais escolheriam? E porquê?

Animais, Planeta e Pessoas porque são os três pilares da nae.

Animais porque não usamos materiais de origem animal em nenhum dos nossos produtos;

Planeta porque os materiais que usamos são sustentáveis e ajudam a minimizar o impacto no meio ambiente;

Pessoas porque valorizamos os direitos humanos e não apoiamos nenhuma empresa que pratique qualquer tipo de exploração humana.

 

A sustentabilidade não é só a nível ambiental, e a NAE sabe disso. De que forma garantem a ética laboral de quem trabalha com a marca?

Começamos por garantir a ética laboral na própria nae. Valorizamos cada membro, dando-lhe todas as condições laborais para que juntos possamos todos crescer. Porque somos uma equipa. Depois, a nossa relação com as fábricas e fornecedores. Os nossos sapatos são manufaturados em quatro fábricas no norte de Portugal, com as quais mantemos um contacto permanente. Tanto as fábricas como os espaços laborais associados à NAE Vegan Shoes são regidos por um protocolo de Higiene, Segurança e Saúde no trabalho e um Código de Ética e Conduta.

As nossas relações profissionais são estabelecidas com empresas, fornecedores e parceiros que privilegiam a ética laboral e valorizam os seus colaboradores.

cinto vegan nae

O calçado NAE é “Made in Portugal” e é exportado para todo o mundo. Na vossa opinião, como é percecionado este selo a nível internacional?

Ao longo destes 13 anos, aquilo que sentimos é que o calçado português é cada vez mais reconhecido em todo mundo e o carimbo de qualidade é indiscutível. E deixa-nos muito contentes saber que também a nae faz parte deste caminho de internacionalização do selo ‘Made in Portugal’. Aliamos a excelente qualidade da produção nacional a materiais sustentáveis e livres de crueldade animal. Isso só nos pode deixar orgulhosos.

 

Onde podemos encontrar o calçado da NAE à venda?

O nosso site foi a nossa primeira loja, a chamada loja virtual. É daqui que comunicamos para mundo. Hoje, para além do site, temos uma loja física em Lisboa, no LxFactory, e estamos prestes a abrir outra no Chiado.

foto nae

Paula Pérez

Criou a NAE em 2008 com seu marido, Alex. Nos últimos 13 anos têm desenvolvido a NAE no sentido de trazer mais sustentabilidade ao negócio da moda. Com mestrado em Gestão da Informação e licenciatura em Matemática Aplicada, Paula decidiu lançar a NAE vegan shoes para testar sua veia empreendedora e desenvolver um negócio com os valores com os quais se identifica.

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