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A NOS e a EDP Comercial juntam-se para dar benefícios aos seus clientes e contribuir para um mundo mais verde, reforçando os valores de sustentabilidade comuns às duas empresas, alinhados com a meta de neutralidade carbónica do Pacto Ecológico Europeu e com os objetivos de transição energética e digital em Portugal. 

Esta parceria materializa-se na oferta aos clientes de ambas as empresas do dobro de dados móveis contratados nos pacotes de comunicações NOS e de um desconto adicional de 1% nos serviços de energia (eletricidade e gás) contratados à EDP Comercial, passando estes clientes a ter eletricidade 100% verde, produzida a partir de fontes renováveis. Desta forma, ajudam a dar um contributo decisivo para a descarbonização do planeta. 

No caso dos novos clientes EDP Comercial e clientes EDP Pack Living, que já têm acesso a benefícios adicionais em energia, lazer e outros, o desconto aumenta para os 2%, podendo chegar aos 8% (consoante o tarifário), sempre com a garantia de eletricidade 100% verde nas suas casas ou negócios. A estes novos clientes é ainda atribuído um vale NOS no valor de 25 euros para aquisição de um smartphone.

Esta parceria abrange os clientes particulares e clientes PME, de ambas as empresas, e não tem qualquer impacto nos períodos de fidelização nos contratos com a NOS. A ativação é 100% digital, podendo ocorrer através da app NOS ou da app EDP Zero, permitindo o acesso rápido aos benefícios disponibilizados. 

De acordo com Daniel Beato, Administrador Executivo da NOS, “ao juntar a ambição estratégica e a energia de duas grandes empresas nacionais, criamos um movimento com potencial ilimitado. Esta parceria permite-nos simultaneamente garantir que os nossos clientes têm acesso a vantagens exclusivas no setor da energia e das telecomunicações e aproximá-los da nossa visão para um futuro energeticamente mais sustentável.”.

Para Gustavo Monteiro, Administrador da EDP Comercial, “esta parceria pretende garantir aos clientes uma oferta de serviços cada vez mais completa e adequada às suas necessidades e ao momento que o planeta atravessa. Para a EDP, é fundamental combater as alterações climáticas e promover o uso de energia 100% limpa. Esta parceria vai ajudar o cliente a acelerar a transição energética e a mudar já hoje o amanhã.”.

As duas empresas tinham já dado outro passo para a sustentabilidade energética na Península Ibérica, ao terem anunciado, no passado mês de maio, um acordo para compra de eletricidade renovável a longo prazo (PPA – Power Purchase Agreement). Inovador e pioneiro no mercado nacional, este contrato PPA, no valor de mais de 32 milhões de euros, tem a duração de mais de 10 anos e pressupõe a construção de um novo parque eólico, bem como o fornecimento de 62 GWh anuais de eletricidade, o que vai permitir à NOS ter 40% da sua operação alimentada por esta energia verde já em 2023.

Parcerias como esta permitem o investimento em novos ativos renováveis, que reduzem a dependência de combustíveis fósseis e contribuem para a transição energética, uma mudança que a NOS e a EDP consideram essencial na sociedade portuguesa e fundamental no caminho para a transformação digital, dimensões nas quais pretendem ser agentes ativos.

 

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Consciente do elevado impacto que a indústria da moda tem no meio ambiente, a MO lança agora o projeto MOre, que apresenta todas as ações de sustentabilidade da marca a partir de 19 de abril de 2021. Com a criação do projeto MOre, a MO vai comunicar e partilhar com todos os seus clientes as principais ações que está a levar a cabo e os seus compromissos neste âmbito. A marca acredita que o contributo de todos é essencial para um futuro sustentável, basta darmos um pouco mais de nós: mais pelo planeta, mais por quem precisa. E partilhar o que se está a fazer contribui também para a consciência global e para nos inspirarmos uns nos outros.

Com os olhos postos num futuro mais sustentável para as novas gerações, a MO acaba de lançar uma linha sustentável que integra no seu fabrico matérias-primas como o algodão orgânico, cultivado com fertilizantes naturais. Depois do lançamento de várias coleções cápsula sustentáveis, como a de Maternidade, esta linha assume-se como a primeira sustentável da marca para toda a família, com peças para adulto, criança e bebé.

A identidade do projeto MOre vai abarcar todas as iniciativas de sustentabilidade, inclusive de produto, para o qual foi criada uma etiqueta especial, que permitirá ao Cliente identificar as peças sustentáveis.

A MO compromete-se a que, até 2025, 30% de toda a sua coleção seja sustentável – com peças definidas como sendo produzidas com pelo menos 50% de matéria prima orgânica, reciclada, e proveniente de fontes sustentáveis, certificadas por entidades de referência a fornecedores de primeira e segunda linha.

Francisco Sousa Pimentel, Administrador da MO, afirma: “Queremos fazer mais e melhor pela moda. Definimos metas ambiciosas para até 2025 termos pelo menos 30% da nossa coleção composta por peças sustentáveis. Vamos fazer parte ativa dessa mudança, com a confiança de que estamos a tomar as decisões certas rumo a um futuro mais equilibrado, transparente e harmonioso. A par do produto, trabalhamos também a sustentabilidade em toda a cadeia de valor da MO, desde as suas lojas, passando pelos escritórios, ela formação das nossas pessoas e pela responsabilidade social. Temos um plano traçado, e são várias as iniciativas que vamos partilhar com os nossos clientes ao longo dos próximos tempos, naquilo que deixou de ser uma tendência e passou a ser uma forma de estar.”

A marca prevê ainda uma redução de 69% de emissões de gases com efeitos de estufa até 2030.

“A MO junta a sua voz em prol de um futuro melhor para todas as famílias, e com isto pretende também inspirar e contribuir para consciencializar sobre a importância de cuidarmos de nós e do planeta. Estamos cientes de que o nosso negócio deve ser conduzido de uma maneira sustentável a nível económico, social e ambiental,” finaliza Francisco Sousa Pimentel.

Outra prioridade da MO tem passado pela identificação dos materiais plásticos, no produto, embalagem e operação, com vista à sua diminuição. Em 2020, a marca de moda portuguesa conseguiu uma diminuição de 176 toneladas de plástico em Portugal em relação a 2019. Conforme o Pacto Português dos plásticos, em 2025, 100% das embalagens de plástico serão reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.

Adicionalmente, até 2025, a MO quer garantir que um mínimo de 90% dos seus materiais plásticos utilizados sejam recicláveis e que terminam a sua utilização dentro de portas. A marca está a substituir gradualmente, até 2025, os sacos de plástico em loja, sendo que os sacos de plástico atualmente utilizados são 100% recicláveis e incorporam 80% de plástico reciclado.

A marca desenvolveu uma landing page onde serão partilhadas as suas políticas de sustentabilidade e principais compromissos.

 

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Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente a Água Serra da Estrela dá mais um passo na sua estratégia de sustentabilidade ao lançar o primeiro garrafão feito com plástico 100% reciclado (RPET) em Portugal. Com esta iniciativa, a marca prevê reduzir, por ano, a utilização de mais de 150 toneladas de plástico novo, reduzindo a pegada de carbono do garrafão em 70%.

Desta forma, a marca pretende contribuir para o compromisso de incorporar cada vez mais plástico reciclado nas embalagens, potenciando a sua circularidade e garantindo uma redução consistente da pegada ambiental. Desde 2017 que a Água Serra da Estrela já incorpora 25% de plástico reciclado em todas as suas garrafas de plástico, que são também 100% recicláveis. E nos últimos 11 anos a marca reduziu em 39% a gramagem de plástico nas mesmas garrafas.

A mensagem principal da comunicação do novo garrafão “Este garrafão é feito de garrafas”, pretende sensibilizar o consumidor para o storytelling que deu origem a esta inovação. A marca reforça também códigos de sustentabilidade e de incentivo à reciclagem em todas as suas garrafas, e apela ao consumidor para dar continuidade a este ciclo e depositar as garrafas no ecoponto amarelo, promovendo assim a sua circularidade.

Joana Ferreira, Strategic Marketing Manager Refrigerantes e Águas, partilha “A Água Serra da Estrela, captada na nascente mais alta de Portugal em pleno Parque Natural, tem num dos seus pilares de posicionamento a sustentabilidade. Desta forma, promovemos a nossa diferenciação e contribuímos de forma positiva para os desafios coletivos em matéria ambiental e na promoção de uma economia circular.”

O novo garrafão de 6L com a utilização de plástico 100% reciclado apresenta a característica de ser ligeiramente menos transparente, o que não afeta em nada a qualidade da água, estando já a ser comercializado nos diversos pontos de venda.

No momento em que lança esta inovação, marca a sua presença como água oficial da 1ª edição do maior evento sobre a temática da água e sustentabilidade a acontecer em Portugal, o WATER World Forum for Life. Este evento irá realizar-se nos dias 3 a 6 de Junho em Reguengos de Monsaraz, onde se pretende a troca de experiências internacionais e sensibilizar em prol de uma sociedade mais consciente da realidade em matéria de sustentabilidade, tendo a água como ponto de partida.

 

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O NEYA Lisboa Hotel surgiu com o intuito de ser um projeto inovador e sustentável no setor, desprendendo-se da linha clássica da hotelaria. O seu conceito de Sustentabilidade teve como base a Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

Pedro Teixeira, Diretor de Sustentabilidade da NEYA Hotels, explicou-nos que desde o início procuraram eliminar os impactes ambientais da atividade hoteleira e tornar este espaço situado no centro de Lisboa líder no turismo sustentável.

NEYA Hotel

NEYA Lisboa Hotel: como surgiu este espaço e qual é a sua origem?

A NEYA Hotels, grupo Nacional com capitais 100% Portugueses, surgiu em 2011 com a abertura do NEYA Lisboa Hotel, na zona da Estefânia, em Lisboa.

Considerámos, desde o primeiro momento, que a indústria hoteleira tem um papel fundamental a desempenhar no Turismo Sustentável, o que se revela hoje, bastante actual, estando espelhado em todos os objectivos internacionais e nacionais, como se pode verificar pelas Políticas de Sustentabilidade do Turismo de Portugal, por exemplo.

Assim, ao projectar um novo hotel, não se pretendeu seguir a linha clássica da hotelaria, pensando apenas na qualidade dos serviços prestados, associados ao alojamento de clientes, assim como de realização de eventos, restauração e SPA. Reflectindo uma visão interna dos fundadores, foi pensado um projecto hoteleiro com um carácter inovador ao nível da sustentabilidade, ou seja, tendo em consideração os impactes ambientais da actividade da operação hoteleira, mas indo mais além, olhando para a vertente social e económica. Surgiu assim, o NEYA Lisboa Hotel, com um conceito de sustentabilidade tripartida bem definido, onde estes aspectos foram tidos em consideração na fase de projecto, o que explica grande parte do sucesso do seu desempenho hoje em dia.

A actividade do hotel é orientada por um Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança, tendo como objectivo a minimização dos impactes ambientais, através de uma gestão eficiente de recursos, energia e produção de resíduos. O NEYA Lisboa Hotel procurou, sempre, eliminar os impactes ambientais da actividade hoteleira, evidenciando um conhecimento do futuro da indústria em termos de sustentabilidade e das exigências dos clientes actuais.

Esta filosofia está também patente na construção e decoração do hotel, assim como na designação dos diversos espaços do mesmo, como suites e salas de eventos e sobretudo na própria designação do grupo NEYA, sendo o “Y” em forma de árvore e em tons verdes, da sua versão original, um reflexo da marca e seu posicionamento no mercado.

O NEYA Hotel inspirou-se na Carta da Terra para desenvolver a sua missão. Qual foi a principal motivação para adotarem esta ação?

Desde o momento inicial de planeamento e execução do NEYA Lisboa Hotel, que se considerou a Carta da Terra como um instrumento fundamental como guia para o conceito de Sustentabilidade do Hotel. A Carta da Terra, sendo uma declaração de princípios éticos e fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica é uma visão de esperança e um “call to action”, pelo que se considerou como uma excelente base genérica para o comprometimento da organização, espelhada no desejo de uma transição para um futuro sustentável.

Por um feliz acaso, a abertura do Hotel coincidiu com o Ano Internacional das Florestas em 2011, o que reforçou mais ainda o compromisso da organização, ainda mais, por ter sido uma época de crise económica acentuada. Tentamos espelhar este comprometimento logo no momento da chegada dos hóspedes ao nosso hotel, através de um painel decorativo no lobby, alusivo a estes dois marcos históricos para a Sustentabilidade do planeta. A ideia é envolver as partes interessadas no nosso conceito, nomeadamente o hóspede, ajudando a atingir os objectivos propostos de minimização dos impactes ambientais da actividade.

setor hoteleiro

Atualmente, quais são os principais desafios associados à sustentabilidade colocados ao setor do turismo?

Os desafios de sustentabilidade do sector do turismo sofreram uma grande transformação devido à pandemia do novo Coronavírus em Março de 2020. Aos desafios tradicionais de mobilidade, ocupação do território, consumos de água, produção de resíduos e exploração dos recursos naturais, somam-se agora desafios em termos de saúde pública e higiene, que trazem novos impactes, dos quais salientamos a produção dos resíduos descartáveis associados a máscaras, luvas, testes, embalamento de alimentos e outras exigências de combate ao vírus. Se é verdade que as viagens associadas ao turismo diminuíram, regista-se no entanto, um aumento das deslocações em transporte individual, quer dos nossos hóspedes, quer dos colaboradores, provocando um aumento das emissões de carbono associadas. Também uma ocupação mais baixa, provoca a subida dos indicadores de consumos energéticos, água e consumíveis. Ou seja, com menos clientes alojados, o consumo efectivo de energia, água e matérias-primas total do hotel desce, mas sobe o indicador por quarto ocupado ou cliente, ou seja, cada hóspede é responsável por maiores consumos relativos, o que deturpa os resultados de sustentabilidade a obter.

Mas os desafios actuais, prendem-se com a necessidade de assegurar uma ocupação que permita a sustentabilidade financeira do negócio, assegurando também a manutenção e implementação de novas soluções de sustentabilidade ambiental. Não esquecer também a dificuldade actual em manter equipas capacitadas para dar resposta aos exigentes desafios de sustentabilidade do sector. Relembro novamente as indicações do Turismo de Portugal para caminharmos para um turismo sustentável, o que não será possível sem o envolvimento e a capacitação dos colaboradores da indústria. Para isso, também as Escolas de Hotelaria deverão ter um papel fundamental, com matérias de sustentabilidade reforçadas nos seus conteúdos curriculares.

Esta nova realidade implica também desafios que a NEYA Hotels evidencia considerar já na sua gestão, as questões ambientais e de Segurança e Saúde. Os novos clientes exigem outras condições para o seu alojamento, exigindo uma resposta atenta que garanta a segurança e um sentimento de bem-estar dos mesmos nas nossas unidades. Todo o histórico de certificações de sustentabilidade do grupo NEYA Hotels ajuda a garantir o cumprimento destes novos requisitos exigidos.

O NEYA Hotel tem adotado diferentes medidas no seu dia-a-dia de modo a reduzir o impacto ambiental do setor do turismo, tendo recebido diferentes prémios e certificações. Pode dar-nos alguns exemplos?

Desde o primeiro momento que a opção foi minimizar o impacte ambiental de uma nova unidade hoteleira no centro de Lisboa. Requalificando um edifício degradado, sem qualquer valor arquitectónico, reduziu-se o impacto ambiental da sua construção, promovendo ainda a reabilitação urbana da zona. A escolha de materiais e equipamentos nacionais, assim como soluções de eficiência energética, tiveram em consideração o conceito do hotel. Procedeu-se à avaliação, prevenção e redução de riscos e foram definidos os aspectos ambientais, assim como objectivos e metas regulares em termos de sustentabilidade.

A utilização de tecnologia limpas, tais como energia solar para aquecimento de águas, LED’s para iluminação, sistema de Ar Condicionado VRV e isolamento térmico do edifício, foram implementadas para minimizar os consumos energéticos. O Hotel é totalmente abastecido a energias renováveis, através da celebração de um contrato com um fornecedor que disponibiliza energia 100% renovável.

A nível de consumos de água, aposta na sua optimização, com medidas que permitem reduzir os seus consumos: redutores de caudal, controlo de consumos por sector, medição dos caudais das torneiras, formação dos colaboradores e a sensibilização dos hóspedes.

Ao nível da mobilidade, o hotel disponibiliza gratuitamente bicicletas aos clientes, fomenta outro tipo de mobilidades sustentáveis e procede ao cálculo e compensação das emissões de carbono, sendo um hotel neutro em carbono, com a certificação Carbono Zero.

A gestão de resíduos promove a sua redução e separação, incluindo dos clientes, com recipientes de separação nos quartos. Os amenities dos quartos (gel, shampoo e sabonetes) são disponibilizados em embalagens recarregáveis, evitando a produção diária de centenas de embalagens de plástico. A redução do plástico descartável é, aliás, é um dos nossos principais objectivos, com a procura constante de novas soluções para substituir o plástico por outras matérias. Orgulhamo-nos assim de ter uma produção de resíduos inferior ao que seria expectável para um hotel, assim como uma taxa de separação de resíduos que atinge os 75%, sendo um exemplo notável, reconhecido pela Câmara de Lisboa. Damos nota que a pesagem e tratamento dos resíduos são uma prática diária.

NEYA Lisboa Bicicletas

Qual é o vosso público-alvo? Sentem que os vossos clientes valorizam as iniciativas que desenvolvem no caminho da sustentabilidade?

Qualquer pessoa que se preocupe com a Sustentabilidade é público-alvo da NEYA Hotels. Temos sobretudo viajantes a solo, portugueses e estrangeiros que viajam em lazer para Portugal. As viagens de negócio, têm também alguma expressão, sendo que reduziram com o início da pandemia.

O reconhecimento dos clientes pelo conceito e pelas inúmeras iniciativas de Sustentabilidade que promovemos é cada vez mais notório, seja nos inquéritos de satisfação, no dia-a-dia da unidade hoteleira, nos comentários das redes sociais, e até no momento da reserva.

Verificamos que as pessoas mostram um interesse genuíno em ficar num hotel sustentável e em reduzir ao máximo a sua pegada ambiental, sem prescindir do conforto nas suas viagens. Soluções como a disponibilização gratuita de bicicletas ou a separação de resíduos nos quartos são cada vez mais comentadas, e novas ideias e sugestões são dadas pelos hóspedes.

Também na comercialização do hotel, esta tendência se verifica, com cada vez mais operadores a procurar hotéis que garantam uma efetiva minimização do impacte ambiental associado às viagens, quer sejam de lazer ou negócios.

Outra das nossas áreas de negócio, é o setor de aluguer de salas e realização de eventos. Empresas, associações e organizações, cada vez mais, recorrem a espaços que garantam uma reduzida pegada ecológica ou carbónica dos seus eventos, o que é garantido pela NEYA Hotels, através do seu Programa “Eco-Meetings”.

 

Que sensação pretendem transmitir a quem visita o NEYA Lisboa Hotel?

O que se pretende, acima de tudo, é garantir uma estadia de qualidade apoiada num modelo de turismo sustentável.

Seja uma viagem de turismo ou negócios, pretendemos que os nossos hóspedes saibam que estão a contribuir para um futuro mais sustentável, causando o mínimo impacto possível associado ao seu alojamento em viagem. Sempre, sem pôr em causa o seu conforto e bem-estar durante a estadia.

Muitas das soluções sustentáveis que o NEYA Lisboa Hotel oferece, foram contempladas no edifício na fase de projeto e construção, o que possibilita um baixo impacto da atividade, mesmo sem o hóspede ter consciências de grande parte das medidas implementadas. O que, por vezes, se torna um desafio ao nível da sensibilização para as medias implementadas.

A premissa que tentamos comunicar aos nossos hóspedes é que a NEYA Hotels implementou medidas de raiz e adaptou-as à realidade dos tempos atuais. Medidas essas que podem ser aplicadas fora da estadia por cada um, com a alteração dos seus hábitos de consumo.

NEYA Lisboa Recepção

O NEYA Hotel considera fundamental uma participação ativa não só no respeito pelo meio ambiente, mas também no desenvolvimento da comunidade que o rodeia. Que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

Desde a sua abertura, que o NEYA Lisboa Hotel definiu muito bem o seu papel na sociedade. Não pretendíamos ser apenas mais um hotel em Lisboa, totalmente fechado à comunidade envolvente. Essa não é a forma adequada das organizações desenvolverem a sua actividade nos dias de hoje. Um hotel, como qualquer outra actividade, terá que se posicionar de uma forma socialmente responsável e ser uma mais valia para a região onde se insere e para as comunidades que, com ele, convivem todos os dias. O hotel não pode ser visto como um corpo estranho à sociedade, apenas acessível a clientes. A NEYA Hotels consegue isso através de inúmeras acções de Responsabilidade Social Corporativa, bem definidas, acompanhadas e monitorizadas. A NEYA Hotels considera as crianças como o seu principal foco de apoio, apoiando e formalizando protocolos com diversas associações da área. Somos também membros activos da Associação GRACE, que engloba organizações com preocupações de Responsabilidade Social Corporativa.

Talvez o projecto solidário mais visível da NEYA Hotels seja o “Quarto solidário”, o qual teve origem na abertura do hotel e tem como objectivo disponibilizar alojamento e pequeno-almoço a famílias de crianças carenciadas em tratamento nos hospitais do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (Hospital D. Estefânia, Hospital dos Capuchos, Hospital de Santa Marta, Maternidade Dr. Alfredo da Costa e Hospital Curry Cabral). Os Gabinetes de Acção Social destes hospitais identificam e avaliam as situações de necessidade de apoio, sendo os seus acompanhantes, ou por vezes as próprias crianças, encaminhados para o NEYA Lisboa Hotel. Com a abertura da nova unidade, o NEYA Porto Hotel, o projecto foi naturalmente alargado à cidade do Porto.

Além deste projecto, os hotéis organizam acções de angariação de bens, doação de equipamentos do hotel, voluntariado, doação de refeições e menus solidários, entre outras. Esta colaboração passa por exemplo por apoiar as Juntas de Freguesias locais, assim como outras instituições próximas ao hotel.

Que passos ainda faltam dar para que o NEYA Hotels consiga alcançar o seu objetivo de ser uma marca líder no turismo sustentável?

Apesar do trabalho desenvolvido nos últimos anos, muito haverá ainda por fazer, fruto das últimas tendências de sustentabilidade, da evolução tecnológica, da legislação e das cada vez mais exigências dos clientes e dos mercados emissores de turistas.

Como próximos passos ou reforço do que a NEYA Hotels já faz actualmente, destacamos o consumo de produtos locais, sazonais e biológicos, a redução da utilização de produtos de limpeza e, ao mesmo tempo a sua substituição gradual por produtos menos nocivos ao ambiente e à saúde, o reforço da sensibilização e formação dos colaboradores, a aposta em soluções de mobilidade eléctrica e a continuação da substituição dos plásticos de utilização única, entre outros.

Esta evolução no tempo pode ser comprovada na nova unidade do grupo, o NEYA Porto Hotel, inaugurado em 2020, na qual foram dados importantes passos, contemplando ainda mais soluções na área da construção sustentável e eficiência energética, entre outras. O objectivo máximo das duas unidades NEYA Hotels, assim como para futuras unidades, será sempre a construção sustentável e a implementação de cada vez mais soluções que permitam um menor impacto ambiental da actividade hoteleira do grupo.

Refira-se também que a NEYA Hotels pretende continuar a desempenhar um papel importante na sensibilização de todas as partes interessadas da indústria do Turismo, nomeadamente de outros hotéis, fornecedores e clientes, para que todos remem no mesmo sentido a tornem a indústria mais sustentável.

Foto Perfil NH

Pedro Teixeira

Diretor de Sustentabilidade da Largo Tempo e NEYA Hotels

Formado em Engenharia do Ambiente pela Universidade do Algarve em 1997, tem desempenhado funções de responsável de Sustentabilidade na área do Turismo, nomeadamente no sector do Golfe, Resorts e Hotelaria. Foi responsável pela implementação dos Sistemas de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança do Belas Clube de Campo e Vilamoura do Grupo André Jordan.

Desde 2013, exerce funções no Grupo Largo Tempo, como Director de Sustentabilidade, onde é responsável pela implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança nos Hotéis NEYA, assim como pelas certificações e prémios de Sustentabilidade do Grupo. Acompanha ainda a construção dos novos hotéis, na vertente da sustentabilidade. É o representante da AHP (Associação de Hotelaria de Portugal) no painel de júri dos programas ECOXXI e Green Key da ABAE.

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Marca vegan e com aroma a limão? É a Lemon Jelly! Uma marca Animal Friendly, certificada pela PETA, que apresenta modelos de calçado recicláveis e produzidos em Portugal com energia 100% renovável. Os seus produtos apresentam um material único, sustentável e doce: o SUGARFOM.

José Azevedo Pinto, CEO da Lemon Jelly, contou-nos sobre a ambição da marca em ser pioneira no usufruto de uma indústria de calçado mais sustentável, e de que forma o seu percurso tem sido reconhecido tendo recebido diferentes prémios e nomeações ao longo da sua história. Recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Quer saber mais sobre esta marca inovadora e sustentável? Pode ler tudo nesta entrevista.

A Lemon Jelly jornada começou há mais de 20 anos, apresentando um percurso pautado por diferentes desafios e vitórias. Pode partilhar um pouco da história da marca?

A minha jornada como CEO e fundador do projeto da Lemon Jelly, começou há mais de vinte anos na indústria do calçado, mas a Lemon Jelly começa em 2013, nascida no seio do grupo Procalçado, com mais de 40 anos de história, a competir à escala global.

Tem sido uma jornada pautada por inúmeros desafios, por ser a primeira insígnia do grupo projetada para o mundo da moda. Mas foi quando rasgámos os preconceitos, regras e fomos audazes na procura de novas ideias, que sentimos que todo este processo fazia sentido. O resultado é um produto da nossa imaginação que alimenta esta paixão de estar onde mais gostamos e onde os nossos passos deixam pegadas conscientes. Como produtores de calçado estamos presentes para fazer com que cada passo conte.

Lemon Jelly Marca Vegan

Lemon Jelly: de onde veio a ideia para este nome?

Por já termos um longo percurso e know how em produção de calçado de injeção com base em polímeros, associamos um nome divertido jelly, em inglês associado a sapatos de borracha ou plástico, ao inusitado aroma a lemon, que fazemos questão de incorporar nos nossos produtos. A incorporação da fragrância de limão no material, confere ao sapato Lemon Jelly um maravilhoso e fresco aroma, deixando de ser apenas um sapato bonito, mas também singular e inesquecível.

Que produtos podemos encontrar na Lemon Jelly? Pode dizer-se que existem artigos para todos os gostos e idades?

Produzimos com o propósito de criar produtos originais, confortáveis e acima de tudo funcionais, preparados para qualquer ocasião. Desde os dias mais chuvosos aos verões mais quentes passados junto à piscina, queremos que o calçado Lemon Jelly seja o melhor companheiro de qualquer aventura.

Apresentamos uma linha para mulheres com estilos que vão desde a clássica silhueta de bota Chelsea, a arrojados detalhes que marcam as tendências atuais.

calçado sustentável

Na Lemon Jelly afirmam que “nada é destruído, tudo é transformado”. Em que consiste na prática?

Como a principal matéria prima que utilizamos é o plástico, trata-se de um produto reciclável. Acreditamos que não há necessidade de destruir, e vemos uma oportunidade sustentável no facto de conseguirmos transformar esse material em algo que possa ser aproveitado e dado uma segunda vida.

Já conseguimos incorporar na nossa produção uma parte importante do desperdício que geramos e é importante que o consumidor perceba que a reciclagem dos termoplásticos é possível e que o realizamos.

Assim, além de práticos, totalmente impermeáveis e amigos dos animais, os sapatos da Lemon Jelly são, também, mais ecológicos.

Os sapatos da Lemon Jelly apresentam um material sustentável e único: SUGARFORM. Fale-nos um pouco sobre este material e do caminho percorrido para o seu desenvolvimento.

O SUGARFORM é um material que surgiu fruto da pesquisa por alternativas criativas e mais alinhados com a natureza. Procuramos estar em constante investigação e desenvolvimento de novos materiais, mas mantemos a nossa abordagem moderna, desportiva urbana e casual, ao mesmo tempo que reduzimos o impacto no equilíbrio natural do nosso planeta.

O SUGARFORM surge assim como a nossa escolha sustentável mais doce, pois é um material renovável de base biológica feito com 55% de cana-de-açúcar, um recurso renovável que captura e fixa o CO2 da atmosfera a cada ciclo de crescimento anual, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. É um tipo de cultura que quase nunca é irrigado artificialmente, obtém o abastecimento de água necessário das chuvas em regiões produtoras estratégicas. A cultura da cana-de-açúcar também é controlada, para garantir que a biodiversidade seja mantida onde é cultivada, não ameaçando novas áreas de cultivo.

A sua integração nos nossos produtos torna-os numa opção que responde à nossa necessidade de possuir uma produção equilibrada e de desenvolvimento sustentável.

calçado sustentável

Desde 2019 a Lemon Jelly caracteriza-se como uma marca de calçado Animal Friendly, aprovada pela PETA. Como surgiu o despertar para a necessidade de serem uma marca vegan?

Sendo o calçado Lemon Jelly produtos de injeção, na área do plástico, não contemplam o uso de quaisquer materiais de origem animal. No entanto, isso não basta para termos a certificação de que somos uma marca vegan. Nesse sentido, trabalhamos com todos os nossos fornecedores para que desde a caixa, passando pela cola, até aos pigmentos, todos os nossos produtos e seus componentes correspondam a essa exigência.

Para nós é um selo de garantia, é uma política que marca, e no nosso produto fazia todo o sentido por compor o nosso leque de ideais ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Por outro lado, o facto de não usarmos peles permite-nos um posicionamento diferente face aos nossos concorrentes, sobretudo no mercado internacional de calçado.

Ao longo dos seus gomos de história, a marca recebeu diferentes prémios e nomeações. Mais recentemente, recebeu o prémio “Best Carbon Footprint Initiative” nos Sustainable Fashion Awards 2020. Qual a importância deste reconhecimento para a marca?

Este reconhecimento foi muito importante e marcante no nosso trajeto, pois significa que conseguimos fazer a diferença no mundo da moda/calçado. Cada passo que damos é feito de forma consciente e numa tentativa eficiente e criativa para sermos pioneiros no usufruto de uma indústria mais sustentável.

Desde há algum tempo a Drapers reconhece-nos como uma marca inovadora, nomeando-nos em várias categorias diferentes, mas este prémio distingue todo o nosso projeto ligado à sustentabilidade, reciclagem e circularidade.

Efetivamente, ao produzirmos calçado, nas nossas instalações alimentadas com energia 100% renovável, ao utilizarmos o nosso próprio desperdício de produção para integrar em novos pares e ao promovermos a circularidade dos produtos vendidos.

marca vegan - lemon jelly

Têm outras iniciativas sustentáveis relacionadas com a marca que gostariam de destacar?

Num mercado em constante crescimento e com preocupações ligadas ao bem-estar do planeta, é imperioso que façamos o nosso melhor, que invistamos em tecnologia e utilizemos alternativas criativas, que minimizem nosso impacto o máximo possível e estejam alinhadas com a natureza, ao mesmo tempo que criamos calçado de qualidade e duradouro.

Devido ao empenho de todos os colaboradores, na nossa próxima coleção de inverno já conseguimos que todo o calçado seja forrado 100% com matérias recicladas e todos os componentes de cor preta têm por base 50% de materiais reciclados.

Quem quiser adquirir o seu par de sapatos da Lemon Jelly, com um delicioso aroma a limão, onde o pode fazer?

Na nossa loja online poderão encontrar a coleção e campanhas completas com toda a nossa criatividade e informação sobre os nossos produtos.

Temos também vários parceiros e revendedores espalhados não só pelo país mas por todo mundo. Estamos presentes em mais de 800 pontos de venda em 40 países.

Foto Perfil LJ

José Azevedo Pinto

CEO da Lemon Jelly

Licenciado em 1995 em Gestão de Marketing pela universidade Fernando Pessoa, MBA AEP/ESADE em gestão Empresarial na edição 2002/2003, José Azevedo Pinto inicia a sua carreira na Procalçado em 1994 como assistente comercial, no entanto sempre muito próximo do desenvolvimento do produto, fruto das características do negócio. Após uma breve passagem na área industrial, no ano 2000 assumiu as funções de direção comercial e marketing da empresa, que só largou para assumir o lugar de CEO em 2010.

José Pinto, cresceu nos corredores da Procalçado, empresa criada em 1973 por José Ferreira Pinto, o seu pai, e que é ainda hoje uma empresa 100% familiar. Muitas dos colaboradores que trabalhavam na altura em que José era criança ainda hoje trabalham na Procalçado, o que garante a grande família que são, e o seu grande orgulho é dar continuidade ao trabalho do seu pai.

A Lemon Jelly nasce em 2013, através de uma grande vontade de inovar e crescer. Sempre sentiu que a ligação e interesse pelo setor da moda já perdurava há muitos anos, pois cresceu com a marca ForEver- uma das marcas do grupo Procalçado-, que trabalha para as melhores casas de moda internacionais.

José Pinto sempre mostrou uma enorme preocupação com estilos de vida responsáveis, pela conservação ambiental e desenvolvimento social, e integra esses valores na empresa. Nesse sentido, a Lemon Jelly caminha cada vez mais para uma produção sustentável e produtos que possam sempre integrar em novos ciclos de vida, para que nada seja desperdiçado.

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A marca Lusquinos conta com mais de trinta anos de experiência na indústria do calçado. Os desafios colocados pelo mundo empresarial evidenciaram a necessidade de repensar toda a sua estratégia e processo produtivo. Assim nasceram os artigos que hoje apresenta: únicos, intemporais e biodegradáveis da sola ao cordão!

Francisco Lusquinos, CEO da marca, explicou-nos o porquê da Lusquinos ser mais do que uma marca de calçado. É um projeto que procura soluções para a criação de calçado sustentável e biodegradável, sem presidir da qualidade e do design.

Lusquinos: qual a origem e história desta marca?

A marca Lusquinos nasceu em 2006, no concelho de Felgueiras, com o objetivo de criar uma marca diferenciadora no mercado. Lusquinos provém do nome de família o que acrescenta um valor ainda mais especial ao projeto.

Com mais de trinta anos de experiencia na indústria do calçado e numa era onde se levantam tantas questões ambientais, surgiu uma necessidade enorme de criar algo único, diferente e que contribui-se para a manutenção do nosso planeta. Esta necessidade obrigou-nos a olhar para marca e repensar toda a nossa estratégia e todo o nosso processo produtivo.

Foi então que decidimos criar o nosso calçado constituído na sua totalidade por componentes orgânicos, tornando-o assim num produto sustentável e biodegradável.

calçado biodegradável

Como definem a Lusquinos?

Podemos definir a Lusquinos com o nosso lema: “Sem metal. Sem plástico. Sem cedências.” A marca Lusquinos é uma marca preocupada com o futuro, preocupada com a sustentabilidade assente nos três pilares: económico, social e ambiental.

 

Quais são os materiais que compõem o vosso calçado? O que vos motivou a optar por estes materiais e não outros?

Os materiais que compõem o nosso calçado são orgânicos e biodegradáveis. Desde o crepe, oriundo das árvores seringueiras, e a cortiça nas solas; o algodão orgânico no forro e cordões; fibras naturais de milho e kenaf nas palmilhas; e o bio couro. A escolha dos nossos materiais teve em conta vários fatores: as caraterísticas de biodegrabilidade, já mencionadas, e o tipo de produção, pois eliminamos matérias resultantes de produções intensivas que como sabemos são prejudiciais ao ambiente. É muito importante para nós garantir que os nossos fornecedores também possuem uma cultura de sustentabilidade e respeitam o ambiente e as pessoas com quem colaboram. Privilegiamos sempre parceiros locais.

As escolhas dos materiais bem como dos processos utilizados não são definitivas, continuamos na procura constante de novas soluções sempre com o objetivo de reduzir a nossa pegada de carbono. Atingimos o produto desejado, o produto orgânico e biodegradável mas a melhoria contínua está no nosso ADN.

calçado biodegradável formal

De que outra forma a sustentabilidade está integrada ao longo do processo de produção e distribuição?

Todo o processo de produção, bem como distribuição é apoiado na sustentabilidade. O nosso calçado é feito de forma artesanal, numa fábrica local onde existe uma preocupação visível com o ambiente e com os seus colaboradores e condições de trabalho. Os processos produtivos são pensados de forma a otimizar todos os recursos, tanto materiais como energéticos. A distribuição talvez seja dos fatores mais difíceis de controlar, devido às opções que existem no mercado. Mas ponderamos e optamos pelas soluções com menos impato para o ambiente sempre que possível. O fato de privilegiarmos fornecedores locais, além de contribuirmos para a economia local, também contribui bastante para a redução desse impato.

 

O que distingue os artigos da Lusquinos das restantes marcas que têm investido na sustentabilidade, é o facto do seu calçado ser biodegradável. Fale-nos um pouco sobre as características deste conceito e o processo necessário para chegarem ao produto final.

Quando decidimos criar um produto sustentável, uma das soluções que esteve em cima da mesa prendeu-se com a reciclagem e reutilização de plásticos. No entanto, tomamos consciência do ciclo vicioso que existe com a constante produção de plásticos e concluímos que é fundamental quebrá-lo. Claro que somos 100% a favor de produtos reciclados e da reutilização, porém nem todos os plásticos são reciclados ou reutilizados acabando por prejudicar o ambiente como infelizmente vemos. Reforçamos que a reciclagem e a reutilização são medidas essenciais e felicitamos as empesas que permitem dar uma nova vida a estes produtos. Mas precisamos que o mundo da moda mude, precisamos de dar aos consumidores novos produtos e reduzir os resíduos nocivos para o ambiente. Com esta visão iniciamos a nossa aventura na criação de calçado livre de mateis e plásticos. Calçado que no fim da vida não contribua para a condenação no nosso planeta. Foi então que procuramos soluções para que o nosso calçado fosse constituído por materiais todos eles orgânicos tornando o calçado biodegradável da sola ao cordão.

Acreditamos que o futuro tem de passar por aqui!

calçado biodegradável

O calçado Lusquinos pode ser dividido, essencialmente, em duas categorias: casual e formal. Quais as principais características de cada uma e qual destas tem maior procura?

Procuramos abranger todos os consumidores conscientes, com todo o tipo de gosto e estilo, por isso criamos uma linha formal e outra casual.

Em comum tem o conforto! A linha formal foi pensada nos consumidores que não prescindem do sapato clássico e a linha casual foi pensada nos consumidores com um estilo mais descontraído, embora que a linha formal também fica muito gira num estilo desconstruído com umas jeans e t-shirt. No fundo revitalizamos modelos intemporais com materiais sustentáveis.

Devido  à situação pandémica e à consequente ausência de eventos sociais, tem tido mais procura os casuais.

 

Qual a principal fonte de inspiração para os vossos artigos?

Quando falamos em sustentabilidade vem-nos de imediato à cabeça palavras como durabilidade e longevidade, o que nos remeteu para modelos intemporais.

O nosso calçado formal foi inspirado num estilo Oxford, num estilo que ainda hoje se mantém atual e com design. Os casuais foram inspirados nos sneakers. Os primeiros sneakers surgem no século XIX, mais tarde as suas solas começaram a ser feitas com borracha sendo batizados por plimsolls, e ainda hoje é o tipo de calçado mais procurado. O nosso calçado, inspirado nos modelos mencionados, tinha que reunir as seguintes caraterísticas: conforto, moda e design, intemporalidade e claro ser sustentável e biodegradável. Assim, criamos o nosso calçado, o nosso ADN!

calçado biodegradável

Para quem viu estas imagens e já está ansioso por comprar um par de sapatos Lusquinos, onde o pode fazer?

Pode adquirir um Lusquinos na nossa loja on-line, ou então nas plataformas: Overcube; Bombinate; Wolf & Badger; e Fair Bazaar.

Também pode encontrar nas seguintes lojas: Feeting Room (Porto e Lisboa); Armazém 66 (Viana do Castelo); Single Fin (Esposende); Oxalá (Évora); Alma de Alecrim (Aveiro); Bosque Concept Store (Vila do Conde).

Foto Perfil lusquinos

Francisco Lusquinos 

CEO Lusquinos

“O meu interesse pelo mundo da moda, em concreto pelo fabrico de calçado, ganhou expressão em 1984 quando fui a uma feira internacional, em Londres. A primeira de muitas. Nessa altura, decidi que era a área profissional que queria abraçar e ambicionei criar uma marca de calçado. Após anos de experiencia na indústria do calçado, tanto na área comercial como na área criativa, após muitas conquistas e desafios ganhos achei que tinha chegado a hora de avançar com a criação da nossa própria marca. Com o olhar no presente mas também no futuro, decido criar a Lusquinos.”

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Animais, Planeta e Pessoas: Estes são os três pilares da NAE. Marca portuguesa de acessórios e calçado vegan, ecológico e ético. A sigla que deu origem ao seu nome deriva da sua missão de produzir artigos únicos, sem exploração humana ou animal.

“Aquilo que sentimos é que o calçado português é cada vez mais reconhecido em todo o mundo e o carimbo de qualidade é indiscutível”, partilha Paula Pérez fundadora da NAE, relativamente à perceção do selo Made In Portugal a nível internacional.

Quem é a NAE? De onde veio a ideia para criar esta marca?

A nae é uma marca vegan, ecológica e ética de calçado e acessórios. Foi criada em 2008 com o propósito de ser uma alternativa ética e sustentável ao calçado existente, adotando os princípios do veganismo à indústria do calçado. Veja mais sobre os três pilares da marca aqui.

calcado vegan

NAE: O que significa esta sigla e que mensagem pretende transmitir?

NAE é a sigla de “No Animal Exploitation” (Não à Exploração Animal). O nome transmite a nossa missão: propor uma alternativa amiga dos animais e contra a exploração humana. Os nossos sapatos e acessórios são 100% vegan. Nenhum dos produtos é feito de pele animal, pelo ou quaisquer outros subprodutos da carne. Optamos unicamente por materiais sintéticos, reciclados e naturais.

 

A NAE surgiu em 2008, numa altura onde a necessidade de adotarmos gestos mais sustentáveis ainda não estava tão disseminada. Como foi a reação das pessoas perante a vossa marca?

A nae surgiu numa altura em que pouco se falava do veganismo de uma forma geral. E muito menos se falava no veganismo no calçado. Por isso, a reação das pessoas foi de alguma estranheza mas também de muita curiosidade. Essa curiosidade foi muito importante para nós na altura porque permitiu-nos explicar que sapatos vegan não eram sapatos de plástico, e foi assim que fomos conquistando o nosso público. Na verdade, a curiosidade é muito importante para nós ainda hoje porque dá espaço à informação e à mudança.

mala vegan nae

 

Que tipo de produtos podemos encontrar na NAE? Têm algum best-seller?

Temos desde calçado desportivo até ao calçado mais clássico. Para complementar temos também vários tipos de acessórios como malas, carteiras, cintos e suspensórios. Os materiais que usamos são também variados e, portanto, podemos dizer que a nossa gama de produtos é bastante completa. Os nossos best-sellers são talvez os produtos mais descontraídos, não só por serem confortáveis, mas porque se conseguem adaptar a vários looks e ocasiões. Apostamos em coleções funcionais e confortáveis ​​com o objetivo claro de oferecer aos nossos clientes a oportunidade de encontrar num único par de sapatos o conforto e a versatilidade que procuram. Na nae acreditamos que ‘menos é mais’. Não é por acaso que é disso mesmo que a nossa coleção de verão fala. Por exemplo, as sandálias Bay são um modelo unissexo que foi produzido em 3 cores neutras, e que possui uma palmilha ergonómica que se adapta perfeitamente ao formato do pé.

 

Os materiais que utilizam para produzir o vosso calçado são bastante diversificados. Fale-nos um pouco sobre o tipo de materiais que mais utilizam. Como é feita essa escolha?

A nossa preocupação quando fazemos pesquisa de materiais é que o material seja 100% de origem vegetal, sustentável (quanto mais natural melhor), resistente o suficiente para calçado e produzido sem recurso à exploração humana. É um desafio interessante porque por vezes um material tem tudo o que queremos no que diz respeito à sua composição e aos níveis de sustentabilidade mas depois não é resistente e chumba no centro tecnológico do calçado. Já não podemos usar. Ou o material é extremamente resistente e a sua origem é 100% vegetal mas os níveis de sustentabilidade são baixos ou a sua produção é duvidosa. Já não usamos também. É muito difícil encontrar este equilíbrio que para nós é muito importante e para os nossos clientes também. É com esta pesquisa exaustiva que conseguimos garantir a qualidade a todos os níveis dos materiais que usamos.

calçado vegan

 

Se tivessem de descrever os vossos artigos com três palavras, quais escolheriam? E porquê?

Animais, Planeta e Pessoas porque são os três pilares da nae.

Animais porque não usamos materiais de origem animal em nenhum dos nossos produtos;

Planeta porque os materiais que usamos são sustentáveis e ajudam a minimizar o impacto no meio ambiente;

Pessoas porque valorizamos os direitos humanos e não apoiamos nenhuma empresa que pratique qualquer tipo de exploração humana.

 

A sustentabilidade não é só a nível ambiental, e a NAE sabe disso. De que forma garantem a ética laboral de quem trabalha com a marca?

Começamos por garantir a ética laboral na própria nae. Valorizamos cada membro, dando-lhe todas as condições laborais para que juntos possamos todos crescer. Porque somos uma equipa. Depois, a nossa relação com as fábricas e fornecedores. Os nossos sapatos são manufaturados em quatro fábricas no norte de Portugal, com as quais mantemos um contacto permanente. Tanto as fábricas como os espaços laborais associados à NAE Vegan Shoes são regidos por um protocolo de Higiene, Segurança e Saúde no trabalho e um Código de Ética e Conduta.

As nossas relações profissionais são estabelecidas com empresas, fornecedores e parceiros que privilegiam a ética laboral e valorizam os seus colaboradores.

cinto vegan nae

O calçado NAE é “Made in Portugal” e é exportado para todo o mundo. Na vossa opinião, como é percecionado este selo a nível internacional?

Ao longo destes 13 anos, aquilo que sentimos é que o calçado português é cada vez mais reconhecido em todo mundo e o carimbo de qualidade é indiscutível. E deixa-nos muito contentes saber que também a nae faz parte deste caminho de internacionalização do selo ‘Made in Portugal’. Aliamos a excelente qualidade da produção nacional a materiais sustentáveis e livres de crueldade animal. Isso só nos pode deixar orgulhosos.

 

Onde podemos encontrar o calçado da NAE à venda?

O nosso site foi a nossa primeira loja, a chamada loja virtual. É daqui que comunicamos para mundo. Hoje, para além do site, temos uma loja física em Lisboa, no LxFactory, e estamos prestes a abrir outra no Chiado.

foto nae

Paula Pérez

Criou a NAE em 2008 com seu marido, Alex. Nos últimos 13 anos têm desenvolvido a NAE no sentido de trazer mais sustentabilidade ao negócio da moda. Com mestrado em Gestão da Informação e licenciatura em Matemática Aplicada, Paula decidiu lançar a NAE vegan shoes para testar sua veia empreendedora e desenvolver um negócio com os valores com os quais se identifica.

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O Hotel Monte da Provença nasceu em Elvas com o sonho de ser um lugar único que combinasse magia e familiaridade. É um espaço que alia a cultura alentejana ao turismo ecológico e sustentável, estando certificado como Eco Hotel pela Biosphere.

O Monte da Provença produz cerca de metade da sua eletricidade e é autossuficiente ao nível da água que utiliza, que é posteriormente reutilizada. A sustentabilidade está ainda presente ao nível da alimentação, que é confecionada com base no conceito “chef on demand”. Mas há muito mais para ler nesta entrevista sobre este espaço alentejano que garante uma viagem ao passado com todo o conforto contemporâneo.

Monte da Provença: fale-nos um pouco sobre a história deste hotel.

O Hotel Monte da Provença nasceu de um sonho dos proprietários Maria e Joachim. Sempre foi um sonho nosso criar um lugar único onde pudessem receber pessoas dos vários cantos do mundo num ambiente mágico e ao mesmo tempo familiar.

Desde o sonho à criação deste espaço, foram precisos 14 anos e muitos obstáculos foram ultrapassados. O resultado? Um lugar onde o conforto, a tradição, o Alentejo se encontram, criando assim um sítio onde simplesmente apetece estar e ser feliz… rodeado pela natureza.

Sobre a história da propriedade… No fim do reinado do Rei D. Fernando (1350-1369) instalaram-se aqui monges eremitas vindos da serra de Ossa. Com o que cultivavam “proviam” o seu sustento e ajudavam/”proviam” aos pobres. Como neste sítio ha boas fontes e o terreno é bom, é um sitio de “provença”, que vem do verbo provir. Daí o nome de Monte da Provença. Lourenço Annes Reguengo e Margarida Domingues sua mulher doaram estas terras aos monges.

Em 2000, foi comprado por mim em muito mau estado. Começámos por recuperar uma pequena casa e desbravar e plantar todos os anos milhares de arvores. Seguidamente fazer pequenas charcas e barragens para iniciar um politica de retenção de águas. Em 2015 recuperámos a casa principal e abrimos o hotel, após 18 meses de obras.

turismo ecológico

 

Este é um hotel que combina a tradição com o conforto moderno, sendo o seu objetivo “mimar os seus hóspedes”. Em que consiste isto na prática?

Tentamos que as pessoas se sintam em casa e entretidas. Para isso temos não só refeições a pedido, como diversas parcerias para providenciar entretenimento se o quiserem. Passeios a cavalo, de balão ou de bicicleta, visitas guiadas ao património, a museus ou a adegas.

Sustentabilidade no Monte da Provença. De que forma está presente?

Em relação à sustentabilidade ambiental, produzimos cerca de metade da nossa eletricidade com os nossos painéis fotovoltaicos e estamos a planear duplicar a capacidade este ano, o aquecimento de águas e aquecimento central é feito por coletores solares, auxiliados por caldeira a pellets nos dias mais frios ou chuvosos. Tanto o aquecimento como o arrefecimento no verão é feito por piso radiante, a eficiência energética do nosso edifício é A+ e todas as nossas lâmpadas são de LED, os nossos electrodomésticos são de eficiência A++. Medimos os nossos consumos vs o objectivo definido, que nos permite actualmente ter o certificado Biosphere Hotel pelo RTI (Responsible Tourism Institute) e no início iniciamos com a certificação de Eco Hotel TÜV Rheinland.

Para reduzir o consumo de plástico, acabamos com águas engarrafadas de plástico e temos uma máquina para podermos servir água normal e gasificada, do nosso furo. Separamos todo o lixo para reciclagem (tinteiros, pilhas, plástico, cartão, vidro, óleos, etc…)

Somos um Hotel Carbono Zero, não pela compra de créditos de terceiros, mas pela nossa própria redução da Carbono, devido ao uso das energias renováveis, eficiência energética e plantação de 3.406 arvores e 5.416 arbustos, tendo um saldo positivo de 10 toneladas de CO2 por ano.

Também promovemos a deslocação sustentável, tendo 2 carregadores Tesla compatíveis com veículos eléctricos de outras marcas. Fomos pioneiros, em 2015 quando a Tesla ainda não estava presente em Portugal entramos em contacto com a sede europeia, a evidenciar a falta de postos de carregamentos entre Lisboa/Madrid e que estávamos num ponto estratégico, para aumentar a mobilidade eléctrica transfronteiriça na Europa. Curiosamente, mesmo com as limitações de autonomia já tivemos VE da Dinamarca, Inglaterra e Alemanha.

Em termos de água somos completamente autossuficientes com a nossa politica de retenção de águas (charcas, barragens pequenas e “swales” em curva de nível para reter toda a chuva que cá cai). A chuva cai, infiltra-se nos lençóis subterrâneos e nós bombamos de um furo para os consumos do hotel. Depois toda a água que sai das banheiras e lavatórios é tratada e vai para a rega das arvores.

Não temos restaurante convencional mas sim o conceito “chef on demand”, em que através de reserva, confecionamos os pratos tradicionais do Alentejo com uma apresentação mais requintada. O conceito “chef on demand” reduz o desperdício de comida pré-cozinhada e os seus consumos. Temos também uma pequena horta e as nossas árvores de fruta.

Finalmente o na criação de postos de trabalho, todos os nossos colaboradores são da região e indiretamente contribuímos não só através das parcerias mas também através dos nossos fornecedores para o desenvolvimento da região. Tentamos em todas as áreas possíveis comprar os nossos produtos a produtores da região. Não faço aqui a lista exaustiva mas os fornecedores locais são quase 90% do total.

O Monte da Provença está certificado como ECO hotel pela Biosphere. O que significa esta certificação?

Significa o reconhecimento pela Biosphere, da nossa aposta na sustentabilidade ambiental, económica, cultural e social.

alentejo piscina

 

A cultura alentejana é um aspeto importante para o Monte da Provença. Como a incorporam no hotel?

Desde a arquitetura de casa senhorial da região, à decoração cuidada, incluindo tanto antiguidades herdadas dos meus antepassados, como elementos tipicamente alentejanos… à comida tradicional e principalmente a toda a paisagem e natureza circundante.

Quais são as atividades que disponibilizam para quem visita o vosso espaço? Qual é a que tem maior procura?

Desde passeios a cavalo, de balão e de bicicleta, a visitas guiadas a património cultural, museus e adegas com provas de vinhos, temos um pouco de tudo o que nos pedirem e conseguirmos arranjar. O que pedem mais são passeios a cavalo.

De que forma caracterizam os vossos clientes?

Principalmente pessoas que se preocupam com a pegada ambiental e ao mesmo tempo querem gastronomia e alojamento de qualidade, cerca de 50% são estrangeiros do sector médio/alto, mas há um pouco de tudo.

turismo ecológico no alentejo

Que aspetos do vosso hotel consideram que os clientes mais valorizam?

A paz e a tranquilidade. O estarmos perto de tudo, mas no meio da natureza. O conforto a boa comida. O aspeto cuidado de tudo.

Sendo o Monte da Provença uma marca de turismo sustentável, quais foram os principais desafios que encontraram? Como os superaram?

Principalmente a falta de apoios ambientais, pois em muitos casos o investimento inicial é maior. Com perseverança e indo progredindo à medida das possibilidades. Todos os anos melhoramos e investimos e os resultados começam a ser evidentes.

Maria Jardim Schmid

“Tendo crescido entre o Alentejo e Lisboa, trabalhei muitos anos na Corporate Johnson & Johnson Farmacêutica como European Director, mas assim que me reformei fugi para o Alentejo pois sempre precisei de natureza e espaço para me sentir completamente feliz.”

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A Herdade dos Grous está consciente da necessidade de adaptar as práticas agrícolas e de gestão das vinhas, tendo adotado várias medidas no sentido da viticultura sustentável. O seu percurso tem sido reconhecido, sendo o primeiro produtor com certificação de Produção Sustentável atribuída pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Quais são as práticas inerentes à produção sustentável de vinho? É uma das questões às quais procurámos dar resposta nesta conversa com Luís Duarte, responsável pelo projeto vitivinícola da Herdade dos Grous.

Qual é a história da Herdade dos Grous? Como surgiu e qual a origem do seu nome?

A Herdade dos Grous é um projeto da família Pohl. Criada de raiz na paisagem alentejana, a história da Herdade dos Grous começou com a plantação das primeiras vinhas em 2002 e dois anos depois, em 2004 iniciou-se a produção de vinhos. Ao longo dos anos foi crescendo de uma forma sustentável, e hoje, com 1050 hectares, reúne a produção de vinho e azeite, agro-pecuária, turismo rural e enoturismo.

Os grous, nas suas longas travessias desde o norte da Europa para o Norte de África, tinham como ponto de paragem a herdade. Aqui existia a possibilidade de se alimentarem e nidificarem dadas as características e envolvência da propriedade. A observação e a presença dos bandos destas aves terá estado na origem do nome da nossa herdade.

viticultura sustentavel

Que práticas estão inerentes à produção sustentável de vinho? Pode dar-nos alguns exemplos do que sucede na Herdade dos Grous?

A necessidade de adaptar práticas agrícolas, conscientes das alterações climáticas, levaram à adoção de várias medidas na gestão da vinha. A opção por castas autóctones mais resilientes, medidas de otimização de recursos hídricos e a implementação de práticas de conservação do solo, são apenas alguns exemplos do nosso trabalho realizado em prol do desenvolvimento sustentável.

A biodiversidade é vista por nós como um elemento agregador. Para a Herdade dos Grous o foco no mosaico paisagístico e recuperação da rede ecológica assenta numa estratégia de gestão da biodiversidade, fundamental para o equilíbrio e conservação dos ecossistemas existentes. Esta estratégia é multifacetada e assenta na prática de uma agricultura biológica integrada.

A criação de corredores para a proteção da vida selvagem, a implementação de habitats para polinizadores e a conservação de linhas de água através de plantas arbustivas autóctones, são algumas das medidas que beneficiaram grandemente a vinha e culturas circundantes.

O controlo de pragas que afetam as diferentes culturas, por exemplo, é conseguido através da manutenção de um “suporte aéreo” e traduz-se na instalação de abrigos para morcegos, postes com poleiro e caixas-ninho para aves de rapinas, na zona de interface entre a vinha, olival e montado.

A manutenção e reflorestamento do montado e sementeiras de pastagens permanentes potenciam o sequestro de carbono e na barragem da Herdade, que ocupa uma extensão de 90 hectares, são implementadas ações que visam melhorar e maximizar a retenção natural e qualidade da água, que beneficiam todo o ecossistema.

A aposta no desenvolvimento sustentável na Herdade dos Grous, também passa pela análise e avaliação dos métodos de produção e pelo recurso a materiais mais ecológicos e sustentáveis no embalamento e armazenamento dos seus produtos. É também fomentada a economia circular através da reutilização dos resíduos gerados nas diferentes atividades.

Desde 2018 que são calculadas as emissões de CO2 libertado nas fases de viticultura, vinificação, embalamento e distribuição. A partir desse cálculo foram implementadas medidas em todas as fases do processo que visam a redução das emissões e práticas amigas do ambiente.

A instalação de painéis fotovoltaicos, a alteração do sistema de iluminação para lâmpadas LED e a colocação de sensores de movimento em áreas chaves da adega são algumas das medidas que permitiram um uso mais eficiente da energia com previsível poupança nos custos energéticos.

A implementação de novas tecnologias na gestão da água nas diversas fases de produção da vinha e do vinho também permitiram ganhos na eficiência e redução do consumo deste recurso natural. A monitorização da humidade do solo na vinha, que resultaram em regas mais planeadas e adequadas às necessidades, assim como a instalação de contadores em vários sectores da vinha e da adega permitindo um controlo mais eficaz dos consumos de água, são algumas das práticas atualmente implementadas.

 

A Herdade dos Grous foi o primeiro produtor com certificação de produção sustentável, atribuída pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA). O que significa esta distinção para a marca?

A certificação em Produção Sustentável é para a Herdade dos Grous o reconhecimento público de um trabalho de anos e de toda a equipa. Foi com muita satisfação que vimos a certificação concretizada. Considerando ainda que o consumidor está cada vez mais atento aos modos de produção sustentável, o selo de certificação será mais um fator de escolha dos vinhos Herdade dos Grous, no momento da compra.

De que forma consideram que esta certificação contribui para o reconhecimento do Alentejo e da produção vinícola portuguesa?

Consideramos que a certificação do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo vem dar mais credibilidade e vem dar a conhecer as práticas sustentáveis que já são aplicadas por muitos dos produtores de vinho na região. Temos a noção que o Alentejo está na vanguarda da produção sustentável, quer pelo caminho já percorrido, quer pelas características climatéricas da região. E porque o PSVA tem ganho crescente reconhecimento a nível nacional e internacional, a certificação contribui para a divulgação da mensagem com uma maior e mais eficaz abrangência.

 

Como caracterizam o vosso vinho? Qual o que tem maior procura?

Os nossos vinhos apresentam uma personalidade forte evidenciando as características do terroir da Herdade dos Grous. Marcados pela frescura e pela intensidade da sua fruta, são vinhos de grande longevidade quando se trata dos tintos e de grande riqueza aromática no caso dos brancos.

A nossa gama de vinhos é composta por diferentes perfis de vinhos, o que os torna muito versáteis e também por isso muito procurados. Tendencialmente, os lotes de vinhos tintos mais pequenos e mais exclusivos são aqueles que despertam maior interesse nos nossos cliente. São exemplos disto o Herdade dos Grous 23 Barricas, Herdade dos Grous Moon Harvested e Herdade dos Grous Tinto Reserva.

 

Quem é o vosso cliente? É maioritariamente nacional ou internacional?

O nosso principal target é definido por pessoas com idade superior a 35 anos com poder de compra e conhecedores de vinhos, especialistas e curiosos, que valorizam o prestígio e a singularidade. São estas as principais características de todos os nossos clientes não só no mercado nacional, como nos internacionais.

viticultura sustentavel herdade dos grous

A responsabilidade social é um ponto importante para a Herdade dos Grous. Que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

Efetivamente, para além dos aspetos ambientais, a Herdade dos Grous acredita que só é possível ter um projeto verdadeiramente integrado com uma forte aposta na responsabilidade social. A cooperação e bem-estar dos todos os colaboradores são elementos fundamentais para que isso aconteça.

Para tal, asseguramos a formação continua reforçando a consciencialização e as competências ambientais, para desenvolvimento pessoal e profissional de todos.

Asseguramos também a segurança dos colaboradores no local de trabalho e o acesso a condições de saúde de qualidade.

Além disto, apostamos no envolvimento e cooperação com a comunidade local para que o projeto seja verdadeiramente integrado. São desenvolvidas regularmente atividades lúdicas, educativas e de apoio solidário com escolas e associações locais, envolvendo ativamente os colaboradores da Herdade neste tipo de iniciativas.

Luís Duarte

Ser enólogo surgiu por acaso. Luís Duarte nunca teve essa tradição na família, mas a vocação poderá vir da sua infância, passada em Angola até aos 9 anos, onde a agricultura estava bem presente. A sua família trabalhava com fazendas muito grandes onde praticavam agricultura e onde Luís ganhou o carinho pela terra, que se mantem até hoje.

Já em Portugal, foi viver para Vila Real, onde há forte tradição na produção de vinho, e onde veio a inscrever-se no primeiro curso de enologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O inicio de carreira foi marcado por grandes projetos no Alentejo, onde se manteve e foi peça importante no desenvolvimento da região vitivinícola.

Em 2002 foi convidado a iniciar o projeto vitivinícola da Herdade dos Grous, onde começou apenas como consultor, tendo integrado e constituído a equipa em 2004. Nos primeiros anos ganhou o prémio de Melhor Vinho do Alentejo por dois anos consecutivos. Sorte ou dedicação, esta distinção fortaleceu a marca. Apesar do sucesso inicial, fazer vinhos com um perfil elegante e fresco numa região como o baixo Alentejo, continua a ser um dos maiores desafios.

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Consciente de que os recursos disponíveis são limitados, a TECHNAL acredita que o futuro do desenvolvimento urbano passa obrigatoriamente pela reutilização sustentável dos materiais. A Hydro CIRCAL nasce desta necessidade, sendo a gama de alumínio reciclado da TECHNAL.

É fabricada com, pelo menos, 75% de alumínio reciclado no fim de vida útil,  sendo necessária apenas 5% da energia necessária para produzir energia primária. Sendo um produto diferenciador e necessário, ganhou o prémio “Solução Inovadora do Ano” no S&P Global Platts Metal Awards 2020.

Apresente-nos a TECHNAL: o que a inspirou, quem é e o que faz.

A Technal é uma marca francesa, criada em 1960 em Toulouse, que desenvolve sistemas de alumínio para a construção que são concebidos para inspirar a arquitetura contemporânea: fachadas, janelas de batente e de correr, portas, balaustradas, pérgula, entre outras soluções.

Estamos em Portugal desde 1974, onde estamos presentes em obras emblemáticas que se tornaram uma referência na arquitetura do nosso país.

Na Technal desenvolvemos também soluções à medida, sempre com o foco na adaptação às exigências estéticas e de conforto do projeto. Como acreditamos que é a imaginação que faz avançar o mundo, na nossa empresa a imaginação é o nosso motor de inspiração e a nossa forma de fazer. É o que nos permite avançar, inovar e inspirar.

alumínio reciclado

Assumem o compromisso de construir um futuro sustentável. No que consiste na prática este compromisso?

Construir com visão é levar o futuro a sério. Considerando que os nossos recursos são limitados, estamos absolutamente convencidos de que o futuro do desenvolvimento urbano é inconcebível sem uma reutilização sustentável dos materiais.

Ao usarmos a liga Hydro CIRCAL para as nossas soluções de sistemas, uma das ligas de alumínio mais sustentáveis na nossa indústria, demonstramos o nosso foco na sustentabilidade

 

A TECHNAL apresenta produtos com o design “Cradle to Cradle”. O que significa?

Significa que estamos a conseguir aplicar o conceito de economia circular nos nossos produtos, significa também que estamos preocupados com os efeitos dos nossos materiais na saúde, que usamos materiais reciclados, energias renováveis, somos controlados e responsáveis no uso da água nos processos de produção e que nos preocupamos em alcançar uma equidade social.

 

Hydro CIRCAL visa contribuir para a redução de emissões de CO2 recorrendo à utilização de material reciclado. Em que consiste este projeto e como surgiu?

A Hydro CIRCAL é uma gama de alumínio de qualidade superior, fabricada a partir de um mínimo de 75% de alumínio reciclado no final da sua vida útil (sucata pós-consumo), tais como fachadas e janelas que foram desmontadas do edifício e totalmente recicladas. A refusão do alumínio para novas utilizações requer apenas 5% da energia necessária para produzir a energia primária. Portanto, quanto maior for o conteúdo reciclado da sucata pós-consumo, melhor será para as nossas cidades e para o meio ambiente.

Através do uso de energia renovável e da tecnologia moderna, a Hydro é capaz de produzir alumínio mais limpo do que nunca. O processo de produção é totalmente rastreável e o produto é certificado por uma entidade independente (DNV-GL). A produção certificada é nada menos do que uma revolução na indústria da construção.

alumínio reciclado

Hydro CIRCAL ganhou o prémio “Solução Inovadora do Ano” no S&P Global Platts Metal Awards 2020. O que significa este reconhecimento para a marca?

Acima de tudo que estamos a fazer as coisas bem e nos reconhecem por isso, este é só mais um passo de um longo caminho para um planeta mais verde e sustentável.

Compete-nos como empresa fazer de tudo para garantir a sustentabilidade do meio ambiente e é por isso que já estamos a pensar em como reduzir dos 2.3 kg de CO2 por kg de alumínio para valores ainda mais baixos, esta é a nossa missão.

 

Para além da Hydro CIRCAL dispõem ainda da gama Hydro REDUXA. Quais são as diferenças entre as duas? 

A liga REDUXA utiliza alumínio reciclado que ainda não foi um produto, como por exemplo Resíduos da extrusão, indústria e fabricação, a chamada sucata pré-consumo.

É uma liga que tem a garantia de gerar no máximo 4,0 kg de CO2 por kg de alumínio – um quarto da média global. Para conseguir atingir tais níveis a Hydro utiliza fontes de energia renováveis, como a energia hidroelétrica e tecnologias de eletrólise híper eficiente nas nossas fábricas de alumínio na Noruega. Dominando cada passo de toda a cadeia de valor, da mineração de bauxita à alumina refinada para produção de alumínio, juntando a reciclagem, estamos numa posição única para controlar todos os aspetos da produção.

A responsabilidade social é importante para a TECHNAL? Se sim, que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

No campo social estamos envolvidos em iniciativas que visam contribuir para a melhoria das condições nos meios onde desenvolvemos a nossa atividade. Essas iniciativas incluem a substituição de janelas de organizações sem fins lucrativos que operam no apoio à infância, como já foi feito em Portugal e que faz parte do plano anual em parceria com a Rede Aluminier Technal. Da mesma forma, o Grupo Hydro tem uma preocupação com estas causas, pelo que temos colaborado com a Unicef de forma a conseguirmos um apoio a nível global.

Foto Perfil HC

Ricardo Delca

Diretor Técnico Hydro Building Systems Portugal

Licenciado em Engenharia Civil, pelo ISHT em 2005, MSc in Building Envellope , University of Bath and CWCT institute (2007/2008). Técnico superior de Higiene e segurança no trabalho (2006), Perito em certificação energética pela ADENE (2009), PGL na AESE Bussiness School (2018/2019).

Entre 2005 e 2007, projetista de estruturas de edifícios, realizando também especialidades no âmbito da acústica, térmica, águas e esgotos na SOMIMPOR. Responsável técnico e de projetos da Sapa Building Systems Portugal e da Hydro Building Systems Portugal entre 2007 e 2019, com funções na área de desenvolvimento de sistemas de alumínio para a construção e gestão e coordenação de projetos no domínio dos sistemas em alumínio para arquitetura. Entre 2013 e 2015, foi coordenador do gabinete técnico da ANFAJE, Associação Nacional de Fabricantes de Janelas Eficientes, e entre 2018-2021 Delegado em representação de Portugal (IPQ) para participar em comissões técnicas no âmbito da normalização Europeia e Internacional.

É atualmente Diretor Técnico da Hydro Building Systems Portugal, com responsabilidade de gestão e liderança de equipas de gestão de projetos e de desenvolvimento de produtos e soluções em alumínio para construção em Portugal, Africa e Europa.

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