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Hoje temos maior consciência do impacto das nossas ações e tentamos ser sustentáveis, mas a verdade é que ainda estamos longe de o ser. É essa realidade que nos transmite o documentário “The Plastic Hike”. Um projeto sustentável focado na economia circular, que pretende dar voz à a caminhada na luta contra o plástico.

Os videógrafos Carolina e Augusto, Camera With No Name, contaram-nos a finalidade que deram a quase 2 toneladas de lixo marinho que recolheram na costa continental portuguesa, realçando a importância dos pequenos gestos para vencer esta luta.

Camera With No Name: quem são e o que fazem?

Camera With No Name: Somos a Carolina e o Augusto, dois videógrafos sediados no Porto, focados em questões ambientais. A Carolina estudou Engenharia Ambiental e o Augusto design gráfico, mas encontramos no vídeo a ferramenta ideal para dar voz a projetos ambientais.

 

De momento estão a realizar o documentário “The Plastic Hike”. Pode falar-nos sobre este projeto?

O biólogo alemão Andreas Noe, mais conhecido como The Trash Traveler, decidiu há uns 3 anos deixar o seu emprego em Lisboa e dedicar-se 100% à consciencialização ambiental. No verão do ano passado convidou-nos para o acompanhar ao longo da costa portuguesa numa caminhada de dois meses, de norte a sul. Durante mais de 1000km, recolhemos quase 2 toneladas de lixo marinho e falamos com mais de 100 ONG´s e ambientalistas. Fizemos mais de 80 entrevistas e registamos mais de 150 horas que agora acabamos de editar num documentário de aproximadamente 90min.

A força deste filme reside nos seus interlocutores, em pessoas que mudaram as suas vidas e que nos contam as suas experiências e como individualmente podemos fazer a diferença.

 

A ideia inicial era criar uma curta-metragem, mas acabaram a desenvolver um documentário com mais de uma hora. Sentem que ainda existe muito a dizer e fazer?

Pensamos que este documentário é apenas o inicio. Na verdade ele faz parte de um projeto que é muito mais do que este filme, mas funciona a nosso ver como o veículo ideal para contar uma história, e para perceber os problemas e as soluções para o uso do plástico descartável. Estamos neste momento a prepara uma exposição de arte com peças físicas com lixo marinho, ilustrações e música, workshops e palestras a acontecerem já a partir de meados de Junho em toda a costa portuguesa.

 

Qual é, essencialmente, o público que pretendem impactar com este projeto?

Se pensarmos que todos nós consumimos e produzimos lixo, e que parte desse lixo acaba no mar, então o público alvo somos todos nós. Tentamos através do documentário chegar a todo o lado, sem a necessidade da presença física, começando pelas exibições cá em Portugal mas com o intuito de participar em eventos e festivais internacionais principalmente na área ambiental. Com as exposições e workshops a experiência presencial será sempre mais rica, e estamos a planear várias atividades que atrairão um público muito variado.

plastico

Quando e onde poderemos ver o “The Plastic Hike”?

A estreia está agendada para Junho em Lisboa e no Porto e depois ao longo da costa, em eventos que estão a ser confirmados neste momento.

 

Para além deste documentário, estão a trabalhar noutros projetos que visem a consciencialização para estas questões?

O documentário está realmente a ocupar 90% do nosso tempo, mas temos um projeto de construção de instrumentos musicais com materiais usados, Os Arranjadores e estamos a preparar workshops com jogos de tabuleiro de forma a introduzir a vários públicos as temáticas ambientais.

 

Qual a finalidade que têm dado ao plástico e outros materiais que recolhem nas praias?

Com uma grande parte das quase 2 toneladas que recolhemos, estão a ser feitas peças de arte para a exposição do The Plastic Hike em Lisboa a meados de Junho. Entre essas peças encontra-se, por exemplo, o Lixofone, um instrumento feito com esse lixo e que foi usado pelo coletivo Isto é Lixo para criar grande parte da banda sonora do documentário.

Defendem que a mudança de comportamento é necessária e urgente. Para quem quer iniciar já hoje esta mudança, por onde começar?

O ideal é fazer uma pequena lista, e começar ponto por ponto. Não vale a pena tentar mudar radicalmente porque isso normalmente coloca-nos numa situação muito difícil. Pequenas cosias que podemos fazer é na hora de comprar comida, começar a ir com um pouco mais de tempo, de forma a termos atenção nas nossas escolhas; dar preferência à produtos locais e tentar evitar o plástico descartável das embalagens, levando os nossos próprios sacos de pano já é um grande passo.

 

Sendo a própria Camera With No Name um projeto sustentável e focado na economia circular. Como a comunidade pode apoiar o vosso projeto, ou que sinergias podem criar com outras marcas?

Tentamos ser sustentáveis, mas ainda estamos longe de o ser. Usamos energia eléctrica da rede ao editarmos ou carregarmos as nossas câmaras, por vezes temos de nos deslocar no nosso carro que não é eléctrico por exemplo, e ainda compramos material de vez em quando. A nossa vontade é realmente mudar cada vez mais isso, e temos tentado pelo menos comprar em segunda mão, para dar um novo uso a material que cumpre perfeitamente a sua função. A nível de hardware para edição, a Novo Mundo conseguiu-nos dois desktops e monitores que iam ser deitados fora e que, com um pequeno upgrade de memória, estão neste momento a funcionar muito bem até na edição de vídeo dos Outtakes do The Plastic Hike.

A curto prazo gostaríamos de fazer parcerias com marcas e produtoras que nos possam facilitar o acesso a material que não esteja a ser usado para lhe darmos uma nova vida nas nossas produções.

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A Green Turtle nasce com o desejo de ser uma voz ativa na divulgação de um estilo de vida e consumo mais conscientes. Hoje é fácil deixarmo-nos levar pelo greenwashing. Por isso é fundamental desmistificar ideias associadas à sustentabilidade e transmitir informações corretas.

Os seus fundadores, Vanessa Lopes e Jorge Mendes, partilharam connosco no que consiste a sua missão de espalhar uma mensagem de consciencialização, bem como 5 dicas que consideram fundamentais e fáceis de aplicar para quem pretende criar hábitos mais sustentáveis.

Green Turtle: em que consiste este projeto? De onde veio a ideia?

A Green Turtle é uma loja online que, como gostamos de dizer, para além de vender produtos sustentáveis, é mais do que um negócio, é como uma missão, um espalhar de mensagem e um alertar de consciências. O projeto foi lançado em março de 2020 por nós, Vanessa e Jorge, mas já tinha nascido na nossa mente há, pelo menos, dois anos.

Olhamos para a Green Turtle como uma extensão de nós e fruto da nossa educação e vivências: enquanto escaladores e amantes da natureza, damos muita importância ao impacto que as nossas decisões enquanto consumidores têm no ambiente que nos rodeia. Não somos de extremos, acreditamos em pequenas mudanças, sabemos que alterar hábitos de consumo exige o seu tempo. Queremos contribuir para estimular o consumidor a pensar em cada escolha que faz e a medir o impacto das suas decisões. Pequenos passos para um futuro mais sustentável e mais verde.

A Green Turtle nasce de um desejo comum, de fazer mais e melhor, seja nas ações do nosso dia a dia, seja como profissionais. Sempre tivemos o desejo de criar algo nosso, mas queríamos criar algo com sentido, com um propósito.

Este projeto foi lançado no início da pandemia, mas já estava pensado há mais tempo. Pensaram em adiar o lançamento? Quais foram os principais desafios que encontraram?

Não foi de todo o início que tínhamos idealizado. Precisamente na semana de março que iniciámos o confinamento, era a semana que tínhamos pensado lançar a Green Turtle. Tínhamos tudo pronto, mas dada a incerteza da situação ainda adiámos a decisão por 2 semanas por acharmos se fazia sentido lançarmos uma loja no meio do caos que se estava a viver. O desejo de abrir a loja era grande e percebendo que não seria uma situação passageira, arriscámos.

Procuramos sempre o momento certo para fazer algo que queremos muito, mas a verdade é que não existe o momento perfeito.

 

Que tipo de produtos podemos encontrar na Green Turtle? Como selecionam as marcas que vendem?

Na Green Turtle podem encontrar produtos para reduzir o plástico e o desperdício. Temos uma gama variada de produtos para várias áreas como a cozinha, casa, higiene, cosmética e escalada. Podem encontrar desde champôs sólidos, a pastilhas dentífricas, produtos de limpeza para casa ou magnésio de escalada em embalagens sem plástico. Algo que temos vindo a fazer desde a abertura da loja é diversificar ainda mais a nossa oferta de produtos, mas é um processo gradual de crescimento.

Procuramos sempre marcas que partilhem dos mesmos valores que nós. Tentamos que todos os produtos sejam sustentáveis em todos os aspetos, desde os ingredientes e materiais utilizados, ao processo de produção, embalagem e distribuição.

Os produtos que encontram na loja são previamente testados por nós. Apenas colocamos online aquilo que acreditamos que funciona. Tipicamente, para escolhermos um fornecedor fazemos uma primeira encomenda como cliente final para percebermos como funciona o embalamento e o produto. Posteriormente, entramos em contacto com o mesmo para obter mais informação sobre o produto e o seu processo de produção. Por vezes, esta relação com os fornecedores acaba por ser um trabalho conjunto e evolutivo, onde existe uma troca de ideias.

Consumo

Reaproveitam diferentes materiais para enviarem as encomendas. Falem-nos um pouco sobre o vosso packaging.

Para enviar as encomendas utilizamos maioritariamente caixas e enchimento reutilizado. Reutilizamos caixas que recebemos dos nossos fornecedores, caixas que família e amigos nos dão ou de clientes que as devolvem. Muitas vezes também transformamos caixas grandes em mais pequenas, fazemos autênticas cirurgias.

Mas isto não significa que não tenhamos usado já caixas novas e que não as tenhamos de ter connosco. As encomendas são todas diferentes, com necessidade de tamanhos diferentes.

Nem sempre conseguimos reutilizar uma que encaixe naquela encomenda em específico e não faz sentido enviar uma caixa grande com um produto pequeno cheia de enchimento. Por isso, quando não conseguimos fazer grandes transformações, utilizamos novas.

Como devem calcular, todas as encomendas são enviadas sem plástico e com fita de papel reciclável.

Qual é a vossa proposta de valor? De que forma se diferenciam da concorrência?

Quando olhamos para o mercado, não olhamos para a concorrência como concorrência até porque muitos são nossos parceiros desde o dia zero. Quando lançámos a Green Turtle tínhamos muitas referências que nos serviram de inspiração e esse sentimento não mudou. A área da sustentabilidade está em crescimento e queremos fazer parte dele. Queremos ser uma voz ativa na divulgação de um estilo de vida e consumo mais conscientes.

Na Green Turtle trabalhamos para que os nossos clientes fiquem satisfeitos em todo o processo de compra: no cuidado dos produtos que disponibilizamos, nos detalhes que colocamos em cada encomenda e no acompanhamento que fazemos no apoio ao cliente.

Há ideias e projetos para o futuro que estão no forno e que temos muita vontade de lançar assim que seja viável.

 

Apesar da consciencialização que hoje existe sobre a necessidade de alterarmos o nosso comportamento, algumas pessoas ainda demonstram receio em comprar produtos mais sustentáveis. Por vezes isto deve-se ao desconhecimento sobre os mesmos. Que estratégias adotaram para contrariar esta situação?

O que tentamos fazer é informar e fazer o consumidor questionar as suas opções. Partilhamos não só informações dos produtos que vendemos, mas também demonstramos quais as suas vantagens face às alternativas mais comuns e descartáveis. Algo que também gostamos de partilhar, são ideias e dicas que podem aplicar, mesmo sem comprar produtos.

Sentimos que, de repente, surgiu um boom em redor da sustentabilidade, o que é ótimo. Mas também é importante distinguir o que é certo do que é errado, desmistificar ideias e conseguir transmitir informações corretas. E isto pode ser algo complicado, mesmo para nós. É fácil sermos apanhados pelo greenwashing, por isso é importante mantermos um sentido crítico.

 

Através das redes sociais da Green Turtle costumam partilhar sugestões para um estilo de vida mais sustentável. Que dicas podem partilhar com quem pretende reduzir o consumo de plástico e a quantidade de desperdício que gera?

A melhor dica que podemos deixar é utilizarem e darem uma segunda vida ao que já têm em casa. Um erro comum é começar a trocar tudo por alternativas sustentáveis e sem plástico. O ideal é mesmo utilizarmos os produtos até ao fim e só depois irmos fazendo trocas. Ou seja, deve ser um processo gradual e que não se pretende que seja de um dia para o outro.

Deixamos aqui 5 dicas que podem aplicar facilmente:

  1. Utilizar sacos reutilizáveis nas compras. Basta vasculhar as gavetas lá em casa e de certeza que vão encontrar uns saquinhos que podem usar.
  2. Substituir os guardanapos de papel por reutilizáveis.
  3. Utilizar uma garrafa reutilizável em vez das descartáveis. Quem diz uma garrafa reutilizável, diz reutilizar um frasco de vidro para o propósito.
  4. Aproveitar a água de aquecer o banho para descargas de autoclismo, lavar o chão, regar plantas, cozinhar ou lavar a loiça.
  5. Melhorar o planeamento de refeições, começando por uma lista de compras. Comprar apenas o que é preciso, nas quantidades necessárias e congelar tudo o que não se consumir.

Jorge Mendes

As viagens permitiram-lhe olhar para o mundo de uma forma diferente. Algumas cidades europeias fizeram-no olhar para as questões da mobilidade e planeamento urbanístico com um sentido mais crítico e exigente, do ponto de vista do impacto que tem no ambiente e na nossa saúde. Numa viagem à Índia foi confrontado com a dura realidade do plástico e do lixo urbano. Na verdade, reconhece que não precisava de ter sido saído do sofá para perceber qual é a nossa realidade.

Tem vários interesses onde a escalada está no topo. Para ele a escalada é medo e prazer, é verde, amarelo, azul, castanho…

 

Vanessa Lopes

De uma maneira ou outra, a sustentabilidade sempre esteve presente ao longo da sua vida. Foi apenas há alguns anos atrás que o Jorge lhe apresentou o mundo da sustentabilidade e, desde então que, abraçou esta jornada. Para além da sustentabilidade, tem outros interesses e hobbies, como a prática da escalada onde valoriza o contacto com a natureza, o desafio e a descoberta de sítios que de outra forma não descobriria. Gosta ainda de se aventurar a fazer yoga, viajar e comer.

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O YogurtNest chegou para facilitar a vida de todas as famílias. É uma iogurteira multifunções, fácil de transportar e sustentável. E para além disso, é um produto Português!

Ana Jervis e Miguel Leal contaram-nos a origem daquela que acreditam ser a iogurteira mais sustentável do mundo, e explicaram-nos de que forma esta permite empoderar as famílias e diminuir o impacto negativo no Planeta.

Em que consiste o YogurtNest e como surgiu?

O YogurtNest é uma iogurteira natural não eléctrica e multifunções, portanto sem ficha eléctrica. É um produto Português, confeccionado no norte de Portugal, usando materiais naturais como cortiça e têxteis (algodão, lã, cânhamo, linho) recuperados de antigos armazéns Portugueses.

Além de iogurteira, tem as funções de estufa Slow Cooker, ninho para levedar a massa e mala térmica. Permite que as famílias poupem dinheiro, reduzam o seu impacte ambiental e se alimentem de forma mais saudável.

Recebeu o Prémio Novo Rumo a Norte 2018.

O YogurtNest é o produto dos nossos (Ana e Miguel) interesses pessoais e profissionais, sempre com o objetivo que criar ferramentas úteis que possam empoderar as famílias a viver de forma a gerar menos impacto no Planeta.

O YogurtNest criou uma Comunidade YogurNest crescente e está a mudar a forma como fazemos e consumimos iogurte. Já existem YogurtNest em lares nos 5 continentes, desde os EUA à Rússia, passando pela Austrália, Singapura, Malta ou Moçambique, entre muitos outros países. Costumamos dizer, na brincadeira, que o YogurtNest é a iogurteira mais sustentável do mundo e é Portuguesa. E, se calhar, não estamos muito longe da verdade!

O primeiro YogurtNest teve origem numa pequena colmeia de abelhas. Podem contar-nos um pouco sobre a sua história e evolução?

O YogurtNest nasceu do nosso envolvimento como fundadores de iniciativas Cidades em Transição (Transition Towns), que preconizam um decréscimo da dependência da cultura do petróleo e uma vida mais eco responsável, mas também do nosso interesse pela Apicultura Natural e defesa dos Polinizadores, como formadores e Educadores Ambientais.

Em 2011, o Miguel fez um post no blog de Paredes em Transição, a primeira iniciativa Portuguesa, sobre como fazer iogurte, pão, compota em casa, no âmbito da ideia do DIY e de empoderamento das famílias. Em resposta a uma questão de um leitor, sobre como fazer iogurte em casa, o Miguel deu-lhe as instruções que viriam a ser as de como fazer iogurte num YogurtNest. Como o leitor não respondeu, o Miguel testou esse método específico, e resultou! Para tal, usou uma pequena colmeia Warré, modelo usado em Apicultura Natural, da sua empresa de apicultura, a TimberBee. Inicialmente, o enchimento foi feito com serradura, um subproduto das serrações, com o objetivo de o reutilizar. Após ter derramado leite e percebido que a serradura não era lavável, mudou-se para a cortiça, um material natural Português, renovável, reutilizável, lavável e um excelente isolante térmico, exatamente como pretendíamos. Também se passou da colmeia para um saco, de forma a ser transportável e mais leve, pois não daria muito jeito andar com uma colmeia debaixo do braço!

E assim fomos testando e melhorando o modelo, sendo que atualmente temos 2 tamanhos, com ou sem asas e bolso exterior. O nosso objetivo sempre foi que este fosse confecionado em materiais naturais e nacionais, prático, funcional e acessível a todos, em qualquer parte do mundo.

 

Esta é uma iogurteira multifunções. Afinal, o que pode ser feito com o YogurtNest?

Podemos usar como iogurteira, para fazer iogurte lácteo, sem lactose, grego, líquido, aromatizado, com bebida vegetal caseira ou de compra.

Como estufa slow cooker para terminar de fazer pratos como arroz, massa, quinoa, vegetais, sopa, etc, poupando gás/electricidade e evitando que a comida queime no fundo. Podemos deixar a comida a terminar de fazer enquanto nos ausentamos de casa ou para os nossos familiares que chegam a seguir ou para levar a comida a fazer durante a viagem para o picnic.

Como ninho para levedar a massa, ajuda a manter a temperatura de fermentação, seja para a massa, mas também por exemplo para outros fermentados como kefir ou kombucha. Sabemos que também é usado para fermentar a tinta azul indigo.

Para manter a comida quente ou fria, como mala térmica, temos modelos com asas e bolsos, bastante práticos para o transporte, seja para as férias, praia ou picnic.

No vosso website admitem ter um compromisso sério para com o Planeta. Em que consiste na prática?

Para as matérias-primas escolhemos materiais de origem natural, como a cortiça e fibras têxteis naturais. Reutilizamos têxteis salvos de finais de coleções de empresas que já fecharam, bastante antigos, mas em perfeitas condições. Damos sempre primazia aos materiais nacionais e estamos em constante procura e teste de outras soluções de reaproveitamento em termos de materiais, seja pelo seu upcycling ou pela sua sustentabilidade ambiental e social.

É extremamente importante desenhar produtos cujas matérias-primas, no seu final de vida, possam ser reaproveitadas para novos produtos, como é aqui o caso, numa perspetiva de economia circular.

Os nossos fornecedores localizam-se preferencialmente num raio de 50km, com raras exceções, de forma a reduzir as emissões decorrentes dos transportes e a valorizar a economia local e nacional.

As nossas encomendas são enviadas para os revendedores e clientes em caixas de cartão reaproveitadas recolhidas do comércio local ou de cartão reciclado, fechadas com fita de papel FSC e cola de borracha natural sem solventes. Os manuais e etiquetas não contêm plásticos ou agrafos.

Fazemos doação a projetos de conservação da Natureza, através da iniciativa internacional 1% for the Planet, da qual fomos a primeira empresa Portuguesa a aderir.

Ao usar o YogurtNest, uma família de 4 pessoas que coma 1 iogurte diário, ao final de 1 ano, terá evitado cerca de 1500 embalagens plásticas de iogurte, além da poupança de gás ou electricidade a cozinhar. Para nós, este impacto da Comunidade YogurtNest também é importante.

Fazemos igualmente ações de limpeza de praia complementadas por sessões de Educação Ambiental.

 

O YogurtNest era fabricado na vossa garagem, e hoje é vendido para todo o mundo. Porque motivo consideram que as pessoas receberam tão bem este produto?

Os primeiros protótipos foram feitos na oficina da costureira, mas mais tarde fomos contando com mais costureiras para a sua confeção. Sabemos que o fazem com muita satisfação porque sabem que vai passar das suas mãos para as mãos de outra mulher ou família, onde lhes será muito útil.

O seu aspeto cativante, bonito e inusitado, para uma iogurteira, também terá contribuído para chamar a atenção, assim como o seu compromisso a nível ambiental e de poupança económica para as famílias. A facilidade de uso e polivalência, em qualquer lugar, permitiram que despertasse o interesse noutros países. Verificamos que os adultos e crianças gostam do iogurte que fazem em casa, até porque o podem personalizar, passando a preferir o gosto deste face ao comercial que comiam antes.

As pessoas desejam liberdade e poder de escolha para fazerem as suas opções alimentares e o YogurtNest dá-lhes precisamente isso, é uma nova forma de confecionar e consumir iogurte.

Sentem que a maioria dos vossos clientes chegam por serem sustentáveis ou pela multifuncionalidade e praticidade do YogurtNest?

Pensamos que chegam exatamente por essas razões e por se apaixonarem pelo produto e pelo estilo de vida que ele representa e lhes proporciona.

O YogurtNest é feito em Portugal com cortiça e tecidos naturais. Quais são as vantagens de utilizar estes materiais?

As matérias-primas naturais usadas permitem que no final de vida do produto, estas sejam transformadas em novos produtos, seja por upcycling ou reciclagem. A cortiça é aproveitada até ao pó e pode ser efetuada a reciclagem das fibras têxteis. As perdas são reduzidas ao mínimo, numa ótica de economia circular, e os materiais são também comportáveis e biodegradáveis, não constituindo materiais tóxicos para a saúde dos habitantes do Planeta.

 

Quem pretende adquirir um YogurtNest, onde o pode fazer?

Podem adquirir o YogurtNest e os nossos outros produtos na nossa loja online e nos nossos revendedores em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Reino Unido, listados no site. Os envios são efetuados via transportadora ou correios para todo o mundo.

Quais são os vossos planos para o futuro? Pensam lançar novos produtos assentes no mesmo compromisso?

Sim, exatamente. Temos vários ideias e estamos em fase de procura de fornecedores de matérias-primas, dentro desta linha de atuação, o que exige bastante investigação e tempo. Temos estado a testar alguns produtos, que esperamos divulgar em breve!

Estamos igualmente a tentar fazer chegar o YogurtNest a outros países, através de novos Revendedores e Distribuidores, pois verificamos que a quantidade de clientes de outros países que chega à nossa loja online é crescente. Deixamos aqui o repto para nos contactarem, caso estejam interessados!

Miguel Leal

Atraído pelo Mundo Natural desde cedo, a sua vida desenrolou-se entre Portugal e o Canadá. A sua preocupação com a sustentabilidade do Planeta levou-o a tornar-se biólogo e a aproveitar cada oportunidade para alargar os seus conhecimentos sobre como regenerar o Planeta. Foi assim que se tornou apicultor e criou a TimberBee, empresa onde nasceu o YogurtNest, resultado de todas estas experiências, sucesso e falhanços.

Ana Jervis

Formou-se em Ciências e trabalhou em Educação Ambiental, Biologia Marinha e Apicultura, onde conheceu e trabalha desde então com o Miguel. Tem contribuído na gestão de projetos ambientais na criação de movimentos cívicos e ambientais, o que lhe conferiu a oportunidade de criar uma iniciativa das Cidades em Transição e conhecer muitos outros projetos e pessoas, noutros países.

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Já todos pensámos no quão bom seria podermos apagar os nossos erros. É exatamente isso que nos possibilita o Infinitebook. Permite-nos escrever, apagar e reutilizar o mesmo caderno infinitamente.

Falámos com Pedro Lopes que, com apenas 17 anos, decidiu criar o Infinitebook de modo a solucionar a sua insatisfação perante os métodos de escrita tradicionais.

Infinitebook: em que consiste e como surgiu?

O Infinitebook é uma ferramenta que recria a experiência de escrita de um quadro-branco (permite escrever, apagar e reutilizar). Mais do que um simples caderno, o Infinitebook é um produto ecológico, económico e inovador que permite a reutilização infinita de todas as folhas sem as danificar.

Queríamos salvaguardar a escrita manual e criar uma página na história. Com 17 anos, olhei para os métodos de escrita tradicionais e nenhum me satisfazia.

O lápis? Não desliza bem na folha e quando se apaga deixa a folha estragada ou marcada. A caneta? Impossível de apagar, tornando as ideias demasiado definitivas. O quadro-branco? Está preso na parede e mesmo quando não está é tudo menos portátil.

Ao olhar para estes fatores, percebi ter de criar algo que aliasse o melhor de todos os mundos. Uma experiência de escrita fluída, liberdade para errar e portabilidade para poder ter ideias em qualquer lado. Assim nasceu o Infinitebook.

 

De que forma o compromisso com a sustentabilidade está presente no vosso negócio?

O nosso compromisso é com a autoconsciência e com o bom senso. A partir do momento que percebemos o impacto que as nossas escolhas e ações no dia a dia têm, percebemos que não há outra forma de fazer as coisas. Desde o cuidado com a produção em que todas as matérias-primas que utilizamos têm certificação ecológica e os desperdícios são utilizados para acondicionar encomendas, até aos pequenos gestos no escritório de acabar com o papel, copos de utilização única ou outras soluções que vejamos que fazem sentido. O mais importante é incutir em todas as pessoas que colaboram connosco e aos nossos clientes o pensamento de escala e impacto positivo que é possível ter com pequenas alterações no quotidiano.

 

Inicialmente o produto chamava-se EcoBook e só mais tarde ganhou o nome pelo qual hoje o conhecemos, Infinitebook. De onde veio esta necessidade de alterar o nome?

Foram vários fatores que ditaram essa mudança. A nível mais técnico, de relevância na ‘internet,’ era complicado competir no mercado de estacionário porque qualquer livro/caderno ecológico é um ecobook. Depois deparámo-nos com o fator posicionamento: quem via um Ecobook numa loja não tinha curiosidade em perceber do que se tratava, assumia quase sempre estar perante um caderno feito de papel reciclado. Com o nome Infinitebook assumimos e expomos a principal valência do produto, ser infinito, o sustentável é por si uma consequência dessa valência.

 

Numa altura onde tudo parece digital e os cadernos tradicionais em parte esquecidos, o Infinitebook tem demonstrado boa aceitação por parte do mercado. Porque motivo consideram que tal se verifica?

Exatamente porque tudo parece ser digital. Não temos baterias nem um ecrã que cansa os olhos, nem notificações sempre a aparecer. Além de todos os estudos que indicam que quando escrevemos à mão retemos mais informação, geramos mais ideias e estamos mais focados, a liberdade mental que conseguimos dar aos utilizadores Infinitebook é inigualável: não julgamos o erro, oferecemos uma ferramenta que permite descarregar toda a informação do cérebro sem medo errar, de ficar feio, de estragar ou desperdiçar.

Contanto já com diferentes modelos de cadernos e acessórios, falem-nos um pouco sobre os vossos produtos. Têm algum best-seller?

Os cadernos Infinitebook contam muito pelo seu interior, por isso, no início acabámos por pôr de parte o visual exterior e focámo-nos em aprimorar a experiência interna. Com o passar do tempo e com um focar mais intensivo na nossa família do infinito (os nossos clientes) percebemos que um caderno tem diferentes significados para diferentes pessoas: para muitos existia a vontade de derramar ideias e informações, para outros a necessidade de organização em listas de tarefas ou em módulos de agenda… o pontilhado, por exemplo, tem sido muito procurado. Continuámos sempre a ver o interior do Infinitebook e, nessa altura, fomos capazes de inovar e de nos diferenciar no mundo do estacionário.

Enquanto esse crescimento acontecia, e também por se tratar de um caderno infinito capaz de durar uma vida, como qualquer ferramenta que testa os limites do tempo, começámos a querer torná-lo mais “nosso”. No início com o uso de autocolantes, pequenas personalizações aqui e ali e depois o grande salto para os cadernos de edições especiais onde escolhemos as diferentes personalidades que atribuímos à marca e as colocámos em designs exteriores e interiores do caderno. Daqui nasceu o primeiro Infinitebook Makers, o nosso best-seller que já tem 4 anos, e agora têm vindo a nascer os “melhores amigos” do Makers: o Planner – o nosso take numa agenda infinita que também tem sido um herói de vendas e o Iconic Makers – a versão lançada no Dia das Mulheres.

Para além disso, e devido a uma mudança no mindset da Infinitebook, quisemos, e queremos, abrir as portas a todas as ferramentas relevantes que englobem os nossos valores e assim nasceram os Sticky Notes – um cartão/nota adesiva reutilizável que cola em qualquer lado e tem tido bastante procura.

 

Qual o perfil dos vossos clientes? Como o caracterizam?

Os nossos clientes são incríveis!

Mas numa perspetiva mais de marketeer: são pessoas práticas, dinâmicas, que adoram experimentar coisas novas e únicas. A preocupação com a sustentabilidade está-lhes no sangue e são muito conscientes nas escolhas que fazem. Acreditam que errar é ok e querem viver uma vida produtiva, organizada e criativa.

Onde podemos encontrar o Infinitebook à venda?

Os produtos Infinitebook estão à venda na nossa loja online, nas lojas FNAC, Auchan, Amazon e algumas papelarias espalhadas pela Europa.

 

Falando sobre o futuro, pretendem desenvolver novos produtos ou expandir para outras áreas?

O futuro da Infinitebook é criado, apagado e reescrito diariamente. Apenas podemos garantir uma coisa: que todos os produtos que imaginamos criar serão ferramentas que ajudem a potenciar a criatividade, aprendizagem, inovação, produtividade das pessoas sem nunca pôr em causa a vontade de lutar por um mundo mais sustentável e, em suma, um mundo melhor.

Pedro Lopes
CEO e fundador da Infinitebook
O Pedro é o fundador da Infinitebook. Nascido em Viseu, mas atualmente no Porto. Aos 24 anos, é um eterno estudante, tendo no seu percurso 2 atribulados anos de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na FEUP e dois anos de Gestão na FEP. Aos 17 anos percebeu que precisava de uma ferramenta que o ajudasse a estudar da mesma maneira que o quadro branco que tinha no quarto – escrita fluida e um apagar rápido e eficaz. Por isso criou a Infinitebook – uma startup que promete reinventar a forma de criar, aprender, comunicar e evoluir. Com a Infinitebook chegou a grandes distribuidores como a FNAC, Auchan, Amazon e empresas como UBER, Microsoft e Farfetch. Em cinco anos vendeu Infinitebooks para meio Mundo e espera chegar à outra metade, em breve.
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As embalagens têm o papel fundamental de garantir o transporte e segurança alimentar. Mas devem ainda assegurar a preservação do planeta, tanto através dos materiais que as compõem como da sua reutilização.

Nesta conversa ficas a saber de que forma a sustentabilidade faz parte do ADN da Tetra Pak e quais são os seus objetivos nesta área para 2021.

A Tetra Pak é líder mundial em processamento e embalagem alimentar. Podem falar-nos um pouco dos produtos e serviços que oferecem?

A Tetra Pak tem como missão tornar os alimentos seguros e disponíveis em qualquer lugar, protegendo as pessoas e o futuro do planeta. O nosso lema, “PROTEGE O QUE É BOMTM”, reflete esse propósito, para o qual trabalhamos diariamente, em estreita parceria com os nossos clientes e através de toda a nossa cadeia de valor.

Acreditamos numa liderança industrial e abordagem de negócio sustentáveis, suportadas pela inovação, o que se reflete na nossa oferta: soluções de processamento de alimentos e embalagens de cartão seguras, disruptivas e com um perfil ambiental exigente. Alimentos líquidos, alimentos para animais, bebidas, vegetais e produtos lácteos são alguns exemplos de categorias que trabalhamos nestas soluções, desde a produção, ao embalamento e distribuição. O nosso portefólio de embalagens dá resposta às mais diversas necessidades e tendências de consumo, sendo que apostamos continuamente na sua expansão e na inovação de toda a nossa oferta.

 

Quais são os grandes desafios do embalamento alimentar e que evoluções destacam, nos últimos anos?

As embalagens têm uma função extremamente importante, ao assumirem um papel fundamental na salvaguarda e preservação dos alimentos. É-lhes obrigatória a capacidade de conservar as caraterísticas e propriedades dos produtos com a máxima qualidade e segurança, estando, para tal, diretamente dependentes dos materiais de que são feitas e dos processos associados ao seu desenvolvimento. As embalagens da Tetra Pak são asséticas, oferecendo total proteção aos produtos que armazenam durante longos períodos de tempo, sem necessidade de recorrermos a conservantes. Falamos de embalagens de cartão que defendem os produtos e proporcionam condições que asseguram a preservação da sua máxima qualidade, mesmo perante agentes externos como a luz e o oxigénio. Isto permite dar resposta a um dos grandes desafios do setor e do mundo, o desperdício alimentar, sendo que as embalagens deixaram de ser vistas como um mero recipiente, para serem parte ativa da resposta a este flagelo, retardando a perecibilidade dos alimentos.

Por outro lado, a sustentabilidade é um tema que faz parte do ADN da Tetra Pak desde o início da sua atividade e que, felizmente, tem vindo a ganhar protagonismo ao longo dos últimos anos. Este protagonismo reflete-se nas expectativas dos diversos agentes no mercado, nomeadamente no que toca ao perfil das embalagens e todos os processos associados. Querem-se soluções irrepreensíveis do ponto de vista ambiental e com tempos de resposta cada vez mais imediatos, tanto por parte das entidades públicas, como pelo próprio mercado, clientes e consumidores. Para nós, que sempre preconizámos a sustentabilidade e a inovação, esta pressão acaba por não ser sentida de forma tão intensa, mas é um dos maiores desafios que o setor enfrenta, sendo importante alertar que estas soluções têm de responder aos mesmos requisitos de funcionalidade e de segurança alimentar do que as anteriores, o que implica, regra geral, processos de inovação com um nível de extrema complexidade.

 

O consumidor, na escolha de produtos alimentares, deve ter algum cuidado especial a ter em conta em relação às embalagens?

Do ponto de vista da segurança alimentar, o primeiro requisito é que as embalagens protejam os alimentos, ao mesmo tempo que sejam funcionais e que tenham um perfil ambiental adequado, que sejam por exemplo recicláveis e apresentem o mínimo impacto para o ambiente.

 

Têm o objetivo de fabricar as vossas embalagens com materiais 100% renováveis. Em que ponto se encontram?

As embalagens da Tetra Pak asséticas são compostas maioritariamente por cartão, uma matéria-prima renovável, proveniente de florestas geridas de forma responsável e de outras fontes controladas, com certificação do FSC® (Forest Stewardship Council®). No seguimento natural do nosso compromisso com a sustentabilidade, temos feito uma forte aposta na substituição do plástico de origem fóssil, fonte não renovável, por plástico de origem vegetal. Fomos pioneiros na utilização de polímeros vegetais com certificação Bonsucro, o que comprova a produção sustentável da matéria-prima a que recorremos, a cana-de-açúcar. Esta opção tem permitido reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa (GEE’s) e apoiar um crescimento sustentável da economia circular, baixa em carbono, recorrendo ao mínimo a matérias-primas não renováveis.

No entanto, a Tetra Pak tem já disponível no seu portfólio, para embalagens refrigeradas, a embalagem Tetra Rex® Plant Based, totalmente composta por materiais de origem vegetal.

A Tetra Pak, pelo 5º ano consecutivo, foi distinguida pela CDP com a qualificação máxima pela sua luta contra as alterações climáticas. O que significa para vocês e para os consumidores esta distinção?

Um reconhecimento da nossa ação e de toda a estratégia de sustentabilidade em que nos suportamos e que implementamos, o que é gratificante. Para os consumidores, acreditamos que seja mais um fator que sublinha que a confiança depositada em nós e nas nossas embalagens. Defendemos o chamado “walk the talk” e a transparência de toda a nossa atividade, pelo que distinções como a da CDP e de outras entidades independentes, com relevância e credibilidade na área, são muito importantes para o certificarem e garantir que estamos e continuamos no caminho certo.

 

Referem que o vosso foco na Sustentabilidade abrange toda a cadeia de valor. Que estratégias aplicam para consegui-lo?

Numa visão geral, definimos objetivos específicos a cumprir e implementamos planos para o aprimoramento constante de todas as nossas atividades, internas e externas, desde o desenvolvimento das soluções à rede de parcerias, passando pelo fornecimento, processos de produção e distribuição. Para além da definição de objetivos e a implementação destes planos, mantemos o compromisso de divulgar todas as ações nesta área no relatório de sustentabilidade que anualmente tornamos público.

 

“Estamos a ajudar a acabar com a fome, a alcançar a segurança alimentar, a melhorar a nutrição e promover a agricultura e produção sustentáveis”. Podem falar-nos sobre este trabalho que vêm desenvolvendo?

A par do foco na sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor, que permite que apoiemos a agricultura e a produção sustentáveis através das nossas políticas de fornecimento responsável e certificado das matérias-primas, a Tetra Pak acompanha e endereça cada um destes temas através de programas específicos, criados a partir de uma abordagem global e concretizados em ações locais, para que a diferença seja feita e exista um impacto objetivo e real em cada um destes desafios.

A título de exemplo, na esfera da segurança alimentar, disponibilidade dos alimentos e nutrição, posso destacar o “Food for Development”, que assenta na criação de parcerias e colaborações em rede com clientes, governos, ONGs e outras partes interessadas, em todo o mundo. Desde programas de alimentação escolar, com projetos de centros de laticínios locais em geografias como o Sri Lanka, Bangladesh e Quénia, ao papel ativo enquanto membro de diversas entidades mundiais, como a Fundação Global de Nutrição Infantil ou Programa Alimentar Mundial da ONU, são várias as ações que a Tetra Pak tem desenvolvido, em curso e em planeamento futuro para prestar apoio e agir nestas matérias.

Por extensão ao nosso princípio de proteção também das pessoas, temos como prioritário o apoio não só à nutrição e à disponibilidade dos alimentos em qualquer lugar, como o suporte às comunidades e negócios locais, através do respetivo envolvimento na nossa cadeia de valor. Outras iniciativas igualmente relevantes passam por programas como o “Future Talent”, destinado à empregabilidade jovem, todo o trabalho de ligação e sensibilização junto dos consumidores, e ações alinhadas com acontecimentos e necessidades urgentes, como sejam doações e contributos para causas específicas. As doações feitas pela Tetra Pak em diversas geografias no âmbito da pandemia COVID-19, entre as quais Portugal, são um exemplo.

 

A Tetra Pak, em conjunto com a Compal, lançou o passatempo “Este natal os enfeites estão por tua conta”, sobre reciclagem e proteção ambiental para as escolas. No que consiste este passatempo e quais os seus resultados?

O passatempo “Este Natal os enfeites estão por tua conta”, desenvolvido em conjunto com a Compal, insere-se no plano de ações que desenvolvemos junto da rede nacional de Eco-Escolas, no âmbito de uma parceria com a Associação Bandeira Azul da Europa. O plano visa a promoção de iniciativas que têm como objetivo incentivar a aprendizagem e o enraizamento das melhores práticas de reciclagem junto da população escolar, de uma maneira divertida e criativa, ao mesmo tempo que conseguimos assegurar a correta reciclagem de várias toneladas de embalagens de cartão da Tetra Pak. Neste caso em concreto, o passatempo consistiu em transformar embalagens da Tetra Pak para a Compal em enfeites natalícios, mostrando aos mais novos também as possibilidades de reutilização de materiais. Foram recebidos mais de 600 trabalhos e participaram cerca de 250.000 alunos de diferentes graus de ensino, sendo que, após a divulgação dos resultados, foi atribuído um prémio às escolas distinguidas para investimento em materiais que as tornem mais sustentáveis.

 

Quais são os grandes objetivos sustentáveis da Tetra Pak, em Portugal e no mundo, no ano de 2021?

O foco está em dar continuidade ao trabalho que temos vindo a desenvolver e ultrapassar os desafios que temos identificados. Após termos já conquistado este ano o objetivo de disponibilizar embalagens com polímeros reciclados certificados, tendo inclusivamente sido a Tetra Pak a primeira empresa do setor alimentar e de bebidas a receber a certificação de produtos avançados da Mesa Redonda sobre Biomateriais Sustentáveis, vamos continuar a avançar em direção ao objetivo de incorporarmos, até 2025, um mínimo de 10% de conteúdo de plástico reciclado, em média, nas embalagens vendidas na Europa. Simultaneamente, estamos a executar medidas transversais à nossa atividade, como a utilização de energias renováveis, para que alcancemos a meta de atingir a neutralidade carbónica nas nossas operações até 2030, e em toda a cadeia de valor até 2050. Para além de tudo isto se refletir também em Portugal, estamos a trabalhar a nível nacional para o objetivo específico de aumentar as taxas de recolha e reciclagem das embalagens, e reforçarmos a aposta em embalagens com uma percentagem cada vez maior de conteúdo renovável, com polímeros reciclados e que sejam cada vez mais conectadas, apostando na digitalização.

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Conscientes da quantidade de lixo e desperdício gerado diariamente, a Pegada Verde surge pela necessidade de alterarmos os nossos hábitos. Numa altura onde as pessoas não estavam despertas nem para o tema da sustentabilidade nem para fazer compras online, este projeto cresceu a acreditar que pequenos gestos fazem grande diferença.

À conversa com Sofia Catarino, Co-Fundadora da Pegada Verde, procurámos perceber quais os principais desafios enfrentados e como podemos começar já hoje a reduzir a nossa pegada ecológica.

A Pegada Verde já conta com mais de 10 anos de existência. Como surgiu a ideia de criar este projeto e no que consiste?

Em 2007 eu (Sofia) e o Sérgio vivemos durante 1 ano em Nova Iorque e, durante esse ano, todos os dias saíamos à rua e encontrávamos uma muralha de lixo à porta de casa.

A quantidade de desperdício criado diariamente era impressionante e, quando voltámos a Portugal, vínhamos mais sensíveis ao tema da sustentabilidade.

Em 2009, estávamos com amigos a ler um artigo sobre a jornalista Canadiana, Vanessa Farquharson, que falava do seu blog “Green as a Thistle” e do seu livro “Dormir Nu é Ecológico” em que, durante um ano, a jornalista foi introduzindo diariamente uma nova medida ecológica na sua vida. Depois desse dia compreendemos que podíamos fazer muito mais no nosso dia a dia e a ideia começou exatamente aí: com pequenos gestos podemos fazer a diferença.

Começámos a procurar soluções ecológicas que pudéssemos incluir na nossa rotina diária e fomos encontrando produtos muito interessantes. Foi aí que pensámos que seria boa ideia partilhar esses produtos com todas as pessoas que tivessem igualmente interesse em adotar comportamentos mais sustentáveis. E assim surge a Pegada Verde!

Para nós era claro, queríamos trabalhar na área da sustentabilidade, queríamos trabalhar com marcas que promovessem um estilo de vida saudável, que permitissem a reutilização e que esteticamente fossem apelativas, para que quem as usasse tivesse orgulho em mostrá-las.

Considerando que surgiu numa altura onde a preocupação com a sustentabilidade ainda não era tão notória, quais foram as maiores dificuldades para criar esta plataforma?

Em 2009 as pessoas não estavam despertas nem para o tema da sustentabilidade, nem para fazer compras online. Essas foram as grandes dificuldades.

A grande maioria das pessoas não via motivos para mudar os seus hábitos e, por isso mesmo, foi um processo nem sempre fácil, mas que colocou à prova a nossa capacidade de resiliência!

Apesar de todas a dificuldades iniciais, apostámos tudo na Pegada Verde porque acreditávamos que era este o caminho e aos poucos conseguimos mudar mentalidades e comportamentos. Felizmente hoje em dia o tema da sustentabilidade está na ordem do dia.

 

Como é feita a escolha dos vossos parceiros?

Todas as marcas com que trabalhamos respeitam elevados padrões de qualidade, são isentas de substâncias tóxicas e, por isso, podem ser reutilizadas vezes sem conta. Temos ainda em consideração todos os processos de produção, o respeito pelas pessoas e pelo ambiente. Privilegiamos marcas que, por exemplo, façam compensações carbónicas, que sejam zero emissions, B-Corps e/ou fair trade.

Julgamos que a comunidade que nos segue confia nas nossas escolhas e é isso que queremos continuar a fazer – dar a conhecer, partilhar o mais que podemos e permitir que os nossos seguidores façam as suas escolhas de mudança em consciência.

Que tipo de produtos podemos encontrar na Pegada Verde? Têm algum best-seller?

Notamos um interesse transversal em diferentes áreas, o que nos deixa bastante felizes, uma vez que significa que as pessoas estão a adotar várias medidas sustentáveis na sua rotina diária. Existe um grande interesse pela cosmética e higiene pessoal, produtos de limpeza do lar, crianças e on the go.

Felizmente temos conseguido aumentar a nossa oferta, e apresentar produtos cada vez mais interessantes pelas suas características e pelo seu design. É muito bom perceber que existem cada vez mais marcas a oferecerem soluções sustentáveis e que conseguimos apresentar cada vez mais opções.

 

Qual o perfil dos vossos clientes? Como o caracterizam?

Os nossos clientes são maioritariamente do sexo feminino, entre os 25 e os 44 anos. São pessoas informadas e com preocupações relativamente à sustentabilidade e origem dos produtos.

 

Hoje em dia a sustentabilidade é um tema que está na ordem do dia. Ainda assim, sentem que as pessoas ainda têm receio de comprar determinados produtos considerados “mais verdes”?

Não diríamos que é receio, mas ainda existe algum desconhecimento, que procuramos esclarecer e ajudar na tomada de decisão.

 

Em 2018 lançaram o vosso primeiro produto de marca própria. No futuro pretendem lançar novas coleções próprias?

Em 2018, a Pegada Verde lançou o seu primeiro produto de marca própria, a Fair Straw, uma palhinha de aço inoxidável totalmente produzida em Portugal.  Mais recentemente, em 2020, lançámos a nossa marca de cosmética natural a NAUA – Natural Care, uma marca artesanal, feita em Portugal e que originalmente surgiu com champôs sólidos, mas que pretendemos muito em breve alargar a sua gama de produtos. Temos planos para novas marcas e tipos de produtos, é uma característica que faz parte do nosso ADN.

 

Que dicas podem dar a quem, tal como vocês, pretende tornar a sua pegada mais verde e adotar um estilo de vida mais sustentável?

A verdade é que não acordamos um dia e nos tornamos os supra-sumos do ambiente. Começa como a maior parte das mudanças duradouras: devagarinho.

Podem começar por levar um saco para as compras e por deixar de beber água engarrafada. Ou começar a optar por produtos naturais e biológicos, deixar de desperdiçar comida, e comprar roupa de forma consciente. Estes podem ser pequenos gestos que nos vão moldando.

Acreditamos que cada pessoa deve fazer o seu caminho, dando sempre o seu melhor.
Somos pelo compromisso, pelo positivismo, até porque a sustentabilidade não tem de ser angustiante, tem de ser um momento feliz, que nos torna melhores no nosso dia a dia.

Sofia Catarino

Co-Fundadora da Pegada Verde

Nasceu em Lisboa e cresceu em Manique, nos arredores do Estoril. Estudou psicologia, mas só trabalhou 6 meses na área. Aprendeu que a nossa área de formação não nos define, apenas nos ajuda a orientar para as oportunidades que vão surgindo. Tem 2 filhos pequenos, que a desafiam sempre a ser uma pessoa melhor.

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Preocupamo-nos cada vez mais com a nossa alimentação. Queremos saber a forma como os alimentos são produzidos e tratados até chegarem a nossa casa.

À conversa com Nelson Gomes, fomos perceber o que compõe os cabazes d’O Chico da Fruta, como são selecionados os produtos e onde podemos encomendar para os receber no conforto e segurança do nosso lar.

O Chico da Fruta: como surgiu e em que consiste este projeto?

O Chico da Fruta surgiu pela vontade de levarmos a casa de todas as famílias frutas e legumes frescos, de pequenos produtores, minimizando o tempo entre a “terra” e o “prato” e ainda garantindo a frescura e qualidade máxima.

 

O que podemos encontrar nos cabazes d’O Chico da Fruta? Como é feita a seleção dos alimentos que compõe os cabazes semanais?

Nos cabazes d’O Chico da Fruta podemos encontrar muita variedade dos produtos da época e que as famílias mais consomem. De forma a termos alguma flexibilidade, permitimos duas trocas e também temos alguns produtos extras que se podem adicionar ao cabaz. A seleção de todos os produtos é feita manualmente, com muito amor e carinho.

 

Qual considera ser a motivação das pessoas para comprar alimentos frescos diretamente aos produtores? Sente que a pandemia enfatizou esta procura?

Acreditamos que cada vez mais as pessoas se preocupam com a frescura, qualidade e proveniência de tudo o que consomem, e o facto de saberem que estão a comprar produtos de pequenos produtores, sentem-se mais seguras, e depois de experimentarem sentem também a grande diferença na qualidade dos produtos. Este era um movimento que já vinha a acontecer cada vez com maior expressão e a pandemia veio acelera-lo pela comodidade e segurança das entregas ao domicilio ou local de trabalho, evitando deslocações desnecessárias e poupando também tempo.

 

De que forma a preocupação com a sustentabilidade está presente no seu negócio?

A preocupação com a sustentabilidade está presente desde o 1º dia deste projeto. Os nossos cabazes são entregues em caixas de cartão, que vamos recolhendo, higienizando e reutilizando semana após semana. Decidimos também abolir a utilização de plásticos, e apenas os utilizamos quando não temos alternativa. Alguns estudos indicam também que o facto de concentrarmos as entregas por zona, se traduz na redução de até 80% das emissões de CO2, comparativamente ao que seria emitido caso as pessoas se deslocassem individualmente.

 

Como caracterizam o vosso público alvo? Sentem maior procura por parte de pessoas que demonstrem preocupação com o seu tipo de alimentação?

O nosso público-alvo são as famílias que procuram qualidade e frescura dos produtos que consomem, a preços justos, e a conveniência de poderem encomendar de forma rápida e simples e receber em casa ou no trabalho, sem terem de se deslocar ou perder tempo a selecionarem todos os produtos. Estimamos que a visita ao supermercado para selecionar e comprar o conteúdo do cabaz semanal demoraria entre 45 minutos e 1 hora e 30 minutos.

 

 

Qual a característica do seu negócio que sente ser mais valorizada pelos clientes? Porquê?

É-nos difícil fazer essa avaliação, mas o feedback que temos dos nossos clientes é: os produtos são realmente de qualidade superior, o atendimento ao cliente, a simpatia dos nossos motoristas, o facto de avisarmos o horário previsto da entrega no dia anterior, o preço ser equivalente e às vezes até mais baixo do que o que estavam habituados a gastar no supermercado/mercado. São tudo aspetos valorizados e que se traduzem na satisfação e fidelização dos nossos clientes.

 

Como podemos encomendar o cabaz d’O Chico da Fruta? Quando é feita a entrega?

As encomendas neste momento podem ser feitas através do nosso WhatsApp. Encomendas até às 12h são entregues no dia seguinte, de acordo com a nossa rota de distribuição definida e disponibilidade. Entregamos todos os dias de terça-feira a sábado. Temos também a hipótese de adicionar os clientes a uma lista semanal ou quinzenal, de forma a terem o seu cabaz sempre reservado.

 

De momento a distribuição dos cabazes é feita na Grande Lisboa. Ambiciona expandi-la para todo o país?

Acabámos de abrir as entregas para os concelhos de Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Oeiras e Sintra e neste momento estamos concentrados em chegar a mais famílias na área da Grande Lisboa. Sempre com a mesma qualidade e rigor do 1º dia.

Nelson Gomes
Formado em Gestão de Empresas, com experiência profissional no retalho alimentar e na relação com o consumidor. Nelson tem 32 anos e paixão por uma alimentação saudável,  baseada no consumo de frutas e vegetais, e o desejo de aproximar os consumidores aos pequenos produtores, levou-o a abraçar o projeto do Chico da Fruta.
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A MESH nasceu do desejo de democratizar a ourivesaria portuguesa. Apresenta peças delicadas e intemporais, que pretendem complementar a personalidade de quem as usa. Não descurando a sustentabilidade, através de um modelo de negócio assente na economia circular .

Conversámos com os fundadores, para compreender como levam a cabo a sua missão de democratizar a ourivesaria portuguesa.

 

Quem é a MESH Jewellery? Qual a origem do seu nome?

A MESH é uma marca de jóias pensada para a mulher contemporânea. Criamos peças para o uso diário, que complementam a personalidade de cada mulher. Somos os produtores de todas as nossas jóias, o que nos permite explorar constantemente novos horizontes.

O nome da nossa marca provém de um tipo de malha/fio usado na indústria de ourivesaria. O nosso principal objetivo foi democratizar a ourivesaria portuguesa, mostrar o que ainda era desconhecido para muita gente: a genialidade dos nossos artesãos ourives e, por isso, este foi o nome perfeito. Queríamos um nome com significado, curto e que, internacionalmente, fosse pronunciado da mesma forma.

 

 

Quando lançaram a marca sentiram falta de aceitação por parte dos proprietários das ourivesarias, atitude contrária ao que se verificou junto dos clientes. Porque motivo consideram que tal sucedeu?

O meu irmão e eu, após estarmos algum tempo a trabalhar na área como fabricantes de jóias para terceiros, percebemos que tínhamos algo de novo a trazer ao mercado. Tínhamos o design, os processos de fabrico e as ideias. Foi uma questão de tempo até concretizarmos o projeto.  O crescimento da marca confirma que tomámos a decisão correta.

 

No vosso website dizem ser possível combinar desejo com sustentabilidade. De que forma essa crença se reflete no vosso negócio?

Para nós, a sustentabilidade começa com as pessoas. Só trabalhamos com artesãos locais e preservamos o bem estar de todos os nossos stakeholders.

Relativamente às matérias primas, apenas utilizamos prata de origem reciclada para as nossas criações. Além disso, todos os metais usados nos banhos (ouro e ródio) são igualmente de origem reciclada. Todos são comercializados com a garantia do Responsible Jewellery Council. Temos o mesmo cuidado no packaging, utilizando apenas cartão reciclado com garantia FSC.

Foi também com base na sustentabilidade que desenvolvemos as nossas coleções de peças personalizáveis. Produzimos made-to-order, o que elimina totalmente os desperdícios na cadeia de abastecimento.

É com sentimento de dever cumprido que desenvolvemos o nosso negócio com base numa economia circular.

 

Sentem que os vossos clientes valorizam o vosso compromisso com a sustentabilidade?

Não forçamos muito a comunicação nesse sentido, porque esse compromisso é inerente ao nosso projeto desde início. É algo orgânico, que nasceu como princípio basilar da marca MESH. Trabalhamos num processo de melhoria contínua com o objetivo de fazermos mais e melhor.

Os resultados inevitavelmente aparecem.

 

Qual a principal inspiração das vossas peças?

Temos como objetivo criar peças com significado, delicadas e intemporais.

Inspiramo-nos essencialmente em linhas geométricas, no estilo boho e étnico e sobretudo na natureza.

 

De que forma conseguem garantir a individualidade de cada mulher através das vossas jóias?

Acreditamos no valor intemporal das jóias e no que elas transmitem.

O facto de termos a nossa oficina e produzirmos todas as nossas peças permite-nos com rapidez e agilidade atender aos pedidos e aos sonhos dos nossos Clientes. Era algo que já fazíamos muito nas nossas lojas físicas. Com a pandemia, quisemos passar essa experiência para o digital e lançamos duas coleções.

No MY OWN MESH, deixamos à imaginação de cada um a construção da sua peça, disponibilizando pedras, pérolas, berloques, fios variados, que conjugam a seu gosto.

No mês passado lançamos a coleção ENGRAVE ME, criando assim mais uma proposta de personalização de colares, brincos, pulseiras.

Qual a vossa peça best seller?

Todas as jóias com elementos da Natureza, como por exemplo flores, são sempre best-seller.

 

A MESH tem loja online e já conta com duas lojas físicas no Porto. Pretendem abrir novos espaços pelo país?

A situação pandémica que temos estado a viver suspendeu os nossos projetos nesta área.

De referir que contamos igualmente com 15 pontos de venda, 3 dos quais fora do País.

Nesta fase, continuamos a apostar no digital para criar novos canais de venda e distribuição.

 

 Tiago Barbosa & João Barbosa

Tiago e João Barbosa pertencem à 3ª geração de uma família que se dedica há mais de 60 anos ao fabrico de jóias. Após se dedicarem à expansão do negócio além fronteiras, fabricando para marcas e cadeias de lojas em 4 continentes, partiram para a criação da sua própria marca – Mesh.

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Nasceu como uma marca exclusiva de manteiga, mas evoluiu para outros produtos. Destaca-se o leite de pastagem biológico dos Açores.

Em conversa com Milhafre dos Açores, fomos perceber como ocorre a produção biológica e qual a diferença do seu leite. Compreendemos ainda como é percecionado o consumidor de leite num futuro próximo.

“O planeta merece um leite assim”. O que esta assinatura nos diz da história da Milhafre? 

Milhafre dos Açores apresenta uma trajetória marcada pela elevada qualidade dos seus produtos e pela relação de grande cumplicidade com a origem.

Durante muito tempo foi uma marca exclusiva de manteiga, caracterizada pela sua cor intensa e sabor pronunciado, características que lhe garantem singularidade e remetem de imediato para a sua origem, os Açores.

Mais tarde alarga a sua gama de lácteos a leite, nata e queijo flamengo, de comercialização exclusiva nos Açores. A inovação alicerçada numa estratégia de crescimento sustentável marca o período de 2017 a 2019, e a marca apresenta o leite de pastagem dos Açores e os queijos Curado da Ilha Terceira e o Queijo da Ilha Graciosa. E surpreende o mercado em 2019 com a apresentação do primeiro leite de pastagem biológico dos Açores.

Neste percurso de crescimento, Milhafre manteve sempre uma promessa de sabor e qualidade, sustentada no respeito e preservação das características naturais, desde a pastagem até a casa do consumidor. E este pioneirismo representa a evolução natural do que melhor se faz. Pela naturalidade e pela sustentabilidade.

“O planeta merece um leite assim” traduz o respeito pelo ambiente deste leite excecional, saboroso, saudável e sustentável, uma evolução única em prol do ambiente que se reflete de forma positiva em toda a cadeia.  Os animais ganham – porque no leite de pastagem biológico as vacas vivem ao ar livre e alimentam-se de pastagens biológicas, livres de pesticidas e adubos químicos de síntese; a comunidade ganha – porque os produtores locais são quem faz e quem cuida, o consumidor ganha – porque daqui resulta um leite muito saboroso, rico em vitaminas, minerais e proteína.

Fazia falta um leite assim. O Leite de Pastagem Biológico Milhafre dos Açores, pela sua origem e modo de produção, pelo seu propósito e por ser um produto de excelência e qualidade, encerra um benefício maior, que é coletivo e sustentável.

 

Milhafre Manteiga

Têm evoluído, ao longo dos anos, a vossa oferta nos lacticínios. O que motivou a entrada nos leites biológicos? 

 Por um lado, dar resposta às necessidades do consumidor de hoje, mais exigente e comprometido com um consumo sustentável, que procura produtos biológicos.  Por outro lado, a preocupação crescente da Milhafre com a biodiversidade, o respeito pelo bem-estar animal e também com os nossos produtores. Enquanto marca, temos esta missão. Embora a procura de produtos biológico ainda seja pouco expressiva, promover essa opção é, como dizia, a missão de Milhafre – Milhafre está a liderar esse movimento de pedagogia e preferência pelos produtos e alimentação de base biológica porque acreditamos que será o futuro.

O Projeto Bio Milhafre constitui um desafio para todos. Para os consumidores, exigentes e implicados e para a marca e produtores que de forma pioneira se dedicaram a criar algo único que ultrapassa o valor intrínseco do produto, com os olhos no futuro! Verdadeiramente mobilizador, porque todos ganham. Seguramente não haverá muitos projetos assim!

Trata-se do primeiro leite de pastagem biológico, exclusivo de produtores açorianos que desenvolveram um longo processo de conversão de solos para pastagens amigas do ambiente que culminou com a obtenção da certificação do modo de produção biológico. O leite excecional que resulta deste modo de produção reflete toda a preocupação da marca pela biodiversidade, o respeito pelo bem-estar animal e por quem produz o leite, e é ideal para quem pretende um consumo ético e um modo de vida mais sustentável.

 

Como antecipam que seja o consumidor de leite daqui a 5 anos? 

O consumidor está cada vez mais atento e com maior consciência ambiental.

O aumento da procura de produtos orgânicos e biológicos é demonstrativo desta tendência, que será crescente, e o leite não será exceção.

Tendo em conta esta evolução, e tendo também em conta o eventual impacto da implementação de políticas a nível europeu, como por exemplo a estratégia do Prado ao Prato, que defende um sistema alimentar europeu mais saudável e sustentável, a pedra angular do Pacto Ecológico Europeu, antecipamos que muitos consumidores de leite convencional venham a transferir as suas escolhas para o leite de pastagem biológico.

 

No que consistem as pastagens de modo de produção biológico? 

São pastagens amigas do ambiente, devidamente certificadas por organismos oficiais.

Obrigam ao cumprimento de um conjunto exigente e moroso de normas no processo de conversão do terreno de não biológico para biológico. Só na preparação dos solos foram dedicados mais de dois anos, que vão da conversão dos sistemas e ciclos da natureza, manutenção e reforço da saúde dos solos e da água, não utilizando pesticidas nem adubos químicos de síntese, contribuindo para proteger a biodiversidade e o ecossistema.

Trabalham com pequenos produtores locais?   

O Leite de Pastagem Biológico Milhafre é produzido em exclusivo nos Açores, em parceria com um conjunto de produtores locais que amam o que fazem e aceitaram o desafio de mudar as suas práticas no maneio das pastagens, adequar o número de vacas leiteiras e respeitar todas as exigências deste modo de produção.

São produtores locais, com herança geracional em muitos casos, famílias para quem os lácteos foram sempre com orgulho um modo de vida, e que se dedicaram agora de corpo e alma a este projeto; têm uma relação de afinidade e de compromisso com todas as etapas da produção, com a terra e com os animais. Um deles comentava “Fui criado a dar nomes às vacas, Boneca, Veleira ou Castela” … E acrescentou: “Neste sítio mágico, a erva cresce de dia para dia, sem pesticidas. Sabemos que os animais vão ter uma alimentação magnífica” E porque são bem tratados, isso reflete-se num leite excecional.” O seu trabalho e a sua dedicação foram fundamentais para garantir a certificação do modo de produção biológico. E sabem que fazem parte de um projeto que não compromete as gerações vindouras.

 

Que diferenças o consumidor sente num leite biológico? 

 Acima de tudo o sabor. Mas o leite biológico tem outros atributos, que motivam a sua escolha por parte do consumidor, como o seu valor nutritivo (os alimentos provenientes de Agricultura Biológica são cultivados em solos equilibrados, sendo mais ricos em vitaminas, sais minerais, proteínas e glúcidos, proporcionando uma alimentação rica e saudável), os benefícios para a saúde (pelo facto de não serem aplicados adubos químicos nem pesticidas de síntese), e a diferença de estar a fazer uma escolha mais sustentável, pela saúde da família, dos animais e do planeta.

 

Milhafre Leite Características

Referem o cuidado pela natureza e o bem-estar das vacas. Que ações desenvolvem nas áreas do ambiente e sociedade?  

O lançamento de leite de pastagem Biológico e o modo de produção inerente, é por si só um grande projeto da Milhafre na área do ambiente e sociedade. Envolve a comunidade e ao promover o desenvolvimento de uma agricultura sustentável está a contribuir ativamente para a preservação da vida rural e a paisagem e cultura açoriana. Esta forma de produção faz ainda um uso responsável da água, otimiza energia e fomenta também a biodiversidade.

O contágio de boas práticas deixa sementes para futuro que as pessoas acarinham e respeitam.

Neste capítulo não podemos deixar de referir o exemplo da  Ilha Graciosa, onde o Queijo Milhafre da Ilha Graciosa é produzido, que faz parte da Rede Mundial das Reservas da Biosfera da Unesco, que significa que na área se contribui para a conservação de paisagens, ecossistemas, espécies e variabilidade genética;  que se contribui para um desenvolvimento económico e humano sociocultural e ecologicamente sustentável; e que se promovem alicerces para investigação, monitorização, educação e troca de informação, relacionados com temas de conservação e desenvolvimento locais, nacionais e globais.

A responsabilidade para futuro é grande esperamos por isso que as pessoas se sintam interpeladas, que percebam que fazer diferente e de forma integrada e sustentável alicerça um mundo saborosamente melhor!

 

Milhafre Queijo

 

Maria Godinho

Maria João Godinho

Coordenadora de Gestão de Marcas da Lactogal

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEPUP) iniciou a sua carreira na Sonae Retalho Especializado no Controlo de gestão e Planeamento estratégico. Cedo transitou para o mundo do Marketing passando pela SportZone, Continente, Optimus e Portal Exit. Com uma Pós Graduação em Digital Business pela Porto Business School (PBS) é uma apaixonada pelos Projetos de Marca. Já na Lactogal assumiu funções de Product Management e de Category Management. Atualmente é Coordenadora de gestão de marcas na Lactogal, na qual se inclui Milhafre, uma marca com características únicas pela sua origem, pelo seu modo de produção, na forma de estar das pessoas envolvidas e no seu propósito para um futuro mais biológico e sustentável.

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