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A Praça do Campo Pequeno recebe a nova instalação do grupo de artistas da Skeleton Sea, que transformou 500kg de resíduos, recolhidos de praias, sucatas, despojos, entre outros, numa verdadeira obra de arte. Inspirado pelo universo de Horizon Forbidden West, esta peça pretende demonstrar como a arte pode alertar para a necessidade de preservar o meio ambiente, tal como a personagem principal do jogo. Vai estar presente no local até dia 3 de março. 

A instalação artística “The Machine” da Skeleton Sea ocupa uma área total de 6×5 metros e foi feita em seis semanas por uma equipa de quatro pessoas. A inspiração no mundo de Horizon reflete-se na forma tomada pela escultura, uma interpretação por parte dos artistas de uma criatura futurística do videojogo, composta por elementos mecânicos. A Skeleton Sea vem demonstrar o impacto social positivo que esta forma de entretenimento pode ter através da sustentabilidade. 

Isabell Kreuzeder, cofundadora da Skeleton Sea, refere que A arte, nas suas muitas formas, pode realmente ser um veículo poderoso para transmitir mensagens importantes. A nossa missão está na preservação do ambiente e da biodiversidade que nele reside. Nesta peça, interpretámos uma criatura do universo de um videojogo e é relevante ver como dois tipos de expressões artísticas pretendem sensibilizar para questões sociais. Nunca é demais dizer que não há planeta B”. 

A arte da Skeleton Sea já se encontra em outras localizações em Lisboa e, desde 2003, este grupo tem vindo a impactar os portugueses sobre a importância de uma gestão de resíduos responsável. Desde o Dragão no Oceanário de Lisboa, composto por garrafas de plástico, até à exposição no Centro de Congressos de Lisboa em 2019, estes artistas não têm intenção de parar de apelar à preservação ambiental. 

Esta obra de arte aterra no centro de Lisboa no mesmo dia do lançamento de Horizon Forbidden West e a Skeleton Sea vê como oportunidade a atenção de lançamento de um aguardado jogo para espalhar uma mensagem de preservação ambiental, alinhada com a missão da protagonista do jogo. Neste novo lançamento, o jogador deve desvendar os segredos que estão a ameaçar a vida na Terra para evitar a extinção e restaurar o equilíbrio na Terra.

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Depois de alguns meses no Alentejo, a Sustentar desce ao Algarve para apresentar a exposição num outro concelho participante no projeto, Loulé. De dia 4 de fevereiro a 3 de março, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, será possível conhecer os projetos artísticos resultado de meses de trabalho focados em iniciativas experimentais na área da sustentabilidade. A entrada na exposição é gratuita, de terça a sexta-feira das 09h30 às 17h30 e ao sábado das 09h30 às 16h00.

Através do “Sustentar”, a Ci.CLO pretende criar uma plataforma de projetos artísticos com apoio curatorial tendo como eixo temático a sustentabilidade, contribuindo para uma maior consciencialização crítica sobre as vulnerabilidades ecológicas e sociais que enfrentamos.

No município de Loulé, Nuno Barroso teve oportunidade de conhecer o Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira e suas pessoas, iniciando a obra “GeoparqueNesta série de fotografias, está contida a história da Terra e de um território singular que é o Algarve, onde a beira mar, o barrocal e a serra estão interligados horizontalmente numa série de camadas sobrepostas. Um trabalho que especula sobre os paradigmas deste território através da exploração da multirrealidade em torno da agricultura, energia e atividade turística e que pode ser conhecido na sua cidade natal.

A exposição integra também os trabalhos de outros cinco artistas e territórios. Sobre as alterações climáticas em Mértola, veja-se o projeto de Evgenia Emets, a “Arte de Sombrear o Sol”. Também sobre a resiliência de um território face aos desafios climáticos, apresenta-se “O Leito do Rio”, de Samuel Mountford, desenvolvido no Parque de Noudar, em Mourão. Maria Oliveira, em “De Vagar o Mar”, cria um cenário metafórico nas salinas da Figueira da Foz. O projeto “Em Plena Luz” da Elisa Azevedo reflete a inovação da captação de luz solar em Évora. Setúbal está representado por “Hoje, Translúcido” de Margarida Reis Pereira, que aborda as memórias e identidade dos bairros do Grito do Povo e dos Pescadores.

A exposição “Sustentar” está até ao dia 3 de março em Loulé. No itinerário do projeto estão ainda Setúbal, 27 de maio a 19 de junho, e termina a viagem em Évora, de 30 de junho a 31 de julho.  Para acompanhar o percurso da Sustentar pode consultar o programa em https://ciclo.art/sustentar/sustentar-2020-21/.

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A entrevista com Virgílio Ferreira permitiu-nos perceber no que consiste o projeto Sustentar e qual a importância de transmitir e consciencializar a população a adotar boas praticas através da arte.

No que consiste o projeto Sustentar?

Desenhamos a Sustentar como uma plataforma colaborativa para o desenvolvimento de projetos fotográficos e videográficos focados em iniciativas que procuram responder aos desafios ecológicos e sociais que enfrentamos. 

A primeira edição iniciou em janeiro de 2020, conectando seis artistas com seis iniciativas implementadas em Portugal: POCITYF (Câmara Municipal de Évora), Núcleo Museológico do Sal (Câmara Municipal da Figueira da Foz), Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira (Câmara Municipal de Loulé), Transição agroecológica (Câmara Municipal de Mértola), Setúbal Preserva bairros do Grito do Povo e dos Pescadores (Câmara Municipal de Setúbal) e LIFE Montado-Adapt (EDIA).

Durante o processo de criação, a plataforma Sustentar proporcionou encontros entre curadores, artistas e especialistas para análise do trabalho em curso, bem como residências artísticas em cada território — espaços vitais e críticos para incubar novas práticas, examinar metodologias e desenvolver diálogos proativos.

Os resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito da plataforma Sustentar estão a ser apresentados numa exposição coletiva itinerante organizada e produzida pela Ci.CLO. A exposição foi inaugurada na Bienal’21 Fotografia do Porto e, posteriormente, foi apresentada no Fotofestiwal, em Lodz (Polónia), em Mértola e na Figueira da Foz. Neste momento, pode ser visitada no Museu da Luz, no Alentejo, e em 2022 continuará a percorrer os municípios parceiros.

PROJETOS ARTÍSTICOS DESENVOLVIDOS NO ÂMBITO DA PLATAFORMA SUSTENTAR

  • Arte de Sombrear o Sol, Evgenia Emets. Acompanha as alterações climáticas, a transição agroecológica e a agricultura sintrópica em Mértola como uma possibilidade de adaptação ao cenário de severa escassez de água. 
  • De Vagar o Mar, Maria Oliveira. Cria uma passagem metafórica para o mundo antigo e pré-humano nas salinas da Figueira da Foz, reconhecendo o potencial natural e cultural deste território. 
  • Em Plena Luz, Elisa Azevedo. Explora a integração de sistemas inovadores de captação de luz solar para tornar a zona histórica de Évora autossustentável do ponto de vista energético. 
  • O Leito do Rio, Sam Mountford. Realizado no Parque de Noudar, o filme centra-se nas dimensões culturais, sociais e ecológicas dos Montados ibéricos e na resiliência deste território para mitigar as consequências das alterações climáticas. 
  • Geoparque, Nuno Barroso. Especula sobre os paradigmas do território do Geoparque Algarvensis através da exploração da multirrealidade em torno da agricultura, energia e atividade turística. 
  • Hoje, Translúcido, Margarida Reis Pereira. Desenvolve-se através do diálogo com as comunidades dos bairros do Grito do Povo e dos Pescadores, em Setúbal, utilizando um conjunto de estratégias visuais para representar as suas memórias e identidade.

ACOMPANHAMENTO CURATORIAL

  • Krzysztof Candrowicz, curador, investigador, diretor de arte, co-fundador do International Festival of Photography em Lodz, Polónia, e ex-diretor artístico da Triennale der Photographie Hamburg, Alemanha.
  • Pablo Berástegui, curador e diretor da Galeria de Fotografia Salut au Monde!
  • Virgílio Ferreira, diretor artístico da Ci.CLO e da Bienal Fotografia do Porto e coordenador do programa Sustentar

ESPECIALISTAS CONVIDADOS

  • Jayne Dyer, artista, crítica de arte e académica australiana.
  • Gil Penha-Lopes, investigador Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
  • Álvaro Domingues, geógrafo e investigador do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto

Como surge a ideia e qual o objetivo principal de criar uma plataforma de diálogo?

Todos os projetos organizados e produzidos pela Ci.CLO, nos quais se inclui a plataforma Sustentar, procuram contribuir para uma regeneração socioecológica através das artes. 

A Sustentar surge da vontade de criar uma plataforma de projetos fotográficos e videográficos com apoio curatorial tendo como eixo temático a sustentabilidade, e procurando contribuir para uma maior consciencialização crítica sobre as vulnerabilidades ecológicas e sociais que enfrentamos a nível local e a nível global. Com a criação desta plataforma, pretendemos produzir uma série de projetos em diálogo com iniciativas que representem boas práticas no âmbito da sustentabilidade ambiental, social e económica; e difundir a produção artística realizada no âmbito deste projeto a nível nacional e internacional.

 

De onde vem a ideia de usar a arte para transmitir os desafios ecológicos e sociais que vivemos? E porquê?

Como referi, essa é a intenção subjacente a todos os projetos desenvolvidos pela Ci.CLO. Desde 2015 que temos sido uma plataforma de pesquisa, criação e ação na área da fotografia que estabelece uma relação transdisciplinar com outros campos artísticos, ambientais e sociais para abordar criticamente preocupações e emergências do nosso tempo. 

Também a Bienal Fotografia do Porto, organizada e produzida pela Ci.CLO, e onde foi inaugurada a exposição Sustentar, tem como missão contribuir para a produção e disseminação de perspectivas artísticas, ações e intervenções, que promovam uma mudança cultural ética que acreditamos ser tão desejável quanto é inevitável.

Em que medida este tipo de ações pode ter impacto na mudança comportamental que é necessária haver?

Acreditamos que os processos de criação artística  podem ser transformadores e, consequentemente, podem contribuir para mudanças culturais, a nível pessoal e coletivo. Essa transformação pode acontecer tanto no artista como no público. 

 

Quais as futuras ações que estão a planear desenvolver?

A exposição Sustentar vai continuar a circular pelo país: até dia 12 de dezembro, pode ser visitada no Museu da Luz, no Alentejo; em fevereiro de 2022, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé; seguindo para Évora e Setúbal, em março e maio, respetivamente. Simultaneamente, estamos a delinear a segunda edição deste projeto.

A Ci.CLO é também responsável pela organização, produção e curadoria da Bienal Fotografia do Porto, cuja próxima edição (2022-23) estamos também a preparar; e do ViViFiCAR, cujas atividades de criação, exposição e desenvolvimento de públicos se estendem pelos próximos dois anos.

O ViViFiCAR é um projeto imersivo e transdisciplinar que se articula entre a fotografia, os novos média e a arquitetura para promover encontros entre artistas durienses, nacionais e noruegueses com as comunidades locais a partir de estratégias participativas de criação e exposição de obras de arte community-specific. Abraçando as ideias de «animar», «viver» e «ficar», o ViViFiCAR procura respostas criativas para o desafio da fixação populacional em quatro municípios de baixa densidade no Douro — Alijó, Lamego, Mêda e Torre de Moncorvo.

Virgílio Ferreira

Virgílio Ferreira é o fundador e diretor artístico da Ci.CLO e da Bienal Fotografia do Porto. É mestre em Fotografia pela Universidade de Brighton. Nos últimos 20 anos, tem vindo a desenvolver projetos transversais na área da criação, formação e produção artística e cultural em parceria com vários museus, municípios, centros culturais e escolas de arte em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o «ViViFiCAR», «Cidades na Cidade»,  «Sustentar» e «[ESCAPE]». Enquanto artista, o seu trabalho tem sido exposto na Europa, Médio Oriente, Estados Unidos e Sudeste Asiático.

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A aldeia alentejana da Luz é a próxima paragem da exposição itinerante “Sustentar”, organizada pela plataforma Ci.CLO. A partir de 28 de outubro, no Museu da Luz, é possível conhecer o trabalho de seis artistas sobre projetos ligados à sustentabilidade.

Depois de passar pela Bienal’21 Fotografia do Porto, Fotofestiwal na Polónia, Mértola e Figueira da Foz, a exposição coletiva e itinerante “Sustentar”, chega ao Museu da Luz, em Mourão. A exposição tem entrada gratuita e pode ser visitada de 28 de outubro a 12 de dezembro.

Elisa Azevedo, Evgenia Emets, Margarida Reis Pereira, Maria Oliveira, Nuno Barroso e Samuel Mountford são os seis artistas que desenvolveram projetos fotográficos e videográficos sobre iniciativas de sustentabilidade, que estão a ser implementadas em diferentes cidades portuguesas. Sobre o Alentejo, destaca-se o trabalho de Samuel Mountford – O Leito do Rio, desenvolvido no Parque de Noudar – que espelha a resiliência deste território face às alterações climáticas. Samuel Mountford foca-se na dimensão cultural, social e ecológica dos Montados Ibéricos.

Na exposição é, ainda, possível conhecer a obra de Evgenia Emets, a “Arte de Sombrear o Sol”, focada nas alterações climáticas em Mértola, bem como o trabalho de Maria Oliveira, “De Vagar o Mar”, que cria um cenário metafórico nas salinas da Figueira da Foz. O projeto “Em Plena Luz” da Elisa Azevedo reflete a inovação da captação de luz solar em Évora. A série “Geoparque” de Nuno Barroso aborda os paradigmas do território do Geoparque Algarvensis, em Loulé.  Setúbal está representado por “Hoje, Translúcido” de Margarida Reis Pereira, que aborda as memórias e identidade dos bairros do Grito do Povo e dos Pescadores.

A Ci.CLO pretende, através do programa Sustentar, criar um espaço de diálogo onde a arte, política, ecologia, sociedade e educação são estimuladas em comunidade em prol de uma sociedade mais ativa, coesa e responsável na conservação dos recursos naturais e do património cultural. O foco são as pessoas, a região e a sustentabilidade.

No Museu da Luz, a exposição gratuita pode ser visitada até dia 12 de dezembro. Em 2022, o projeto Sustentar segue para Loulé, de 4 de fevereiro a 5 de março, passa por Évora, de 12 de março a 15 de abril e termina a viagem em Setúbal, de 27 de maio a 19 de junho.

Para acompanhar o percurso da exposição Sustentar pode consultar o programa aqui.

Esta é a primeira edição do Programa Sustentar, que se debruça sobre iniciativas que já foram ou estão a ser implementadas em território nacional como resposta aos desafios ecológicos e sociais que enfrentamos.

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