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dia da mulher

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Numa homenagem a todas as mulheres que, com determinação e delicadeza, tornam o mundo num lugar mais justo e seguro, Sushi At Home decidiu transformar, entre os dias 8 e 13 de março, os seus packs de uramakis tradicionais em uramakis solidários, numa edição limitada cor-de-rosa com arroz de beterraba que irão reverter em parte para a associação Corações com Coroa a apoiar mulheres em situações de vulnerabilidade, risco ou pobreza.

Muitos direitos e liberdades das mulheres, que hoje se tomam como garantidos, são resultado de luta, persistência e sacrifícios no passado, e ainda há muito por percorrer. Para celebrar todas essas conquistas e todas as mulheres que, de uma maneira ou de outra, continuam a lutar pela igualdade e liberdade, o Sushi At Home substitui o arroz tradicional por arroz de beterraba nos packs Uramaki Gamba Panada (8€), Uramaki Salmão, Morango e Philadelphia (7€) e Fouramaki (7€)apresentando assim os uramakis solidários com o tom rosado associado ao universo feminino.  

E porque para fazer a diferença não basta colorir o sushi, o Sushi At Home vai doar 2€ por cada pack uramaki solidário vendido entre os dias 8 e 13 de março à associação Corações com Coroa que, apoiando maioritariamente mulheres em situações de risco ou vulnerabilidade, é pautada por uma cultura de solidariedade, igualdade e inclusão socio afetiva.

Idealizado para mimar todas as sushi lovers, os packs edição limitada Dia da Mulher estarão disponíveis de 8 de março até ao dia 13 de março, para entrega ou levantamento em loja, entre as 12h00 e as 16h00 e as 19h00 e as 23h00.

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Cláudia Mendes Silva,
Women in Tech Ambassador – Portugal Chapter | Mentor | Speaker | Agile enthusiast | Project Manager Siemens

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de trabalho por ser mulheres?

O ranking do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), criado para reforçar e promover a igualdade de género na União Europeia, coloca Portugal na décima sexta posição entre os estados-membros, uma subida de quatro lugares na classificação desde 2010. Um dos temas sempre atual e nestes relatórios, é a diferença salarial entre géneros presente nos cargos operacionais e mais acentuada em cargos de liderança. Subsistem portanto, alguns enviesamentos de género uns mais inconscientes que outros, que permitem que estas disparidades aconteçam. E em 2016 apercebi-me que auferia menos 30% que um colega com os mesmos anos de experiência e com responsabilidades equiparadas. Estas disparidades surgem aquando do momento da contratação que, em empresas menos conscientes com as políticas sociais e de igualdade, não promovam uma política de remuneração equitativa.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher?

A liderança não se pauta pelo género, o que está comprovado é que são criadas menos oportunidades de liderança para as mulheres, sobretudo em áreas tradicionalmente masculinas, como as áreas mais técnicas ou na política. E é este estereótipo que pretendemos desconstruir: não existem profissões masculinas ou femininas.

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher?

Sim, claramente. A sociedade em que estamos inseridos ainda é uma sociedade patriarcal, em que o cuidado familiar é ainda atribuído ao papel da mulher e a maternidade é muitas vezes vista como um custo para a empresa. Por este motivo, o esforço da conciliação familiar e profissional é limitada na ascensão na carreira em tempo e remuneração

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado de trabalho?

Consultem a responsabilidade social da empresa para onde estão a concorrer, deveremos estar num local de trabalho que está efectivamente comprometido com a equidade e a promoção da igualdade de género.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral?

Quando deixarmos de usar as quotas para forçar a mudança, seja na representatividade das mulheres em cargos de liderança nas empresas cotadas quer na contratação de pessoas com deficiência comprovada acima dos 60% (onde se incluem muitas mulheres), estaremos efetivamente no bom caminho.

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Elisabete Ferreira,
Executive Board Member & Digital Transformation at Decskill | Founder at New Normal

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de trabalho por ser mulher?

Num contexto tecnológico e criativo onde a liderança é maioritariamente masculina, o tema da desigualdade salarial surge na remuneração entre pares.
A entrega era a mesma e a disponibilidade para agarrar oportunidades também, o espaço para crescer existiu e a desigualdade também tanto em empresas nacionais como multinacionais.

Em 2003 fui mãe e apesar de ter cumprido objetivos não recebi o prémio de desempenho porque excedi o limite de dias de ausência por ano. Ou seja, o número de dias da licença de maternidade era contabilizado de igual forma como uma baixa médica ou faltas. Sendo mulher, confesso que considerei o critério injusto.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher?

Os desafios de liderança são os mesmos, os estilos é que diferem entre os géneros. A mulher tende naturalmente para uma liderança mais próxima, participativa, estimulante e empática. Um estilo de liderança que trás bons resultados, mas que exige um maior esforço emocional e auto-controle.

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher?

Ao longo da minha vida profissional, todas as oportunidades e desafios que abracei foram possíveis com esforços na vida pessoal. Num contexto familiar em que o papel da mulher foi sempre construído com o ideal de dever maternal, os primeiros esforços foram em combater conceitos sociais e culturais no seio familiar e lutar contra sentimentos de culpa.

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado de trabalho?

A sociedade cria uma percepção de liderança com características maioritariamente masculinas. A força, a ambição, a autoridade, a coragem, etc. Precisamos mudar este paradigma, porque na realidade os atributos que são valorizados numa boa liderança são maioritariamente e naturalmente femininos: a sensibilidade, a intuição, a capacidade de trabalhar em equipa e tomar decisões rápidas em contextos adversos. Não tenham receio de assumir responsabilidades e papeis de liderança, temos atributos nativos.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral?

Social e culturalmente ainda temos um caminho a percorrer. Não adianta existirem políticas de cotas e igualdade de oportunidades, quando as mulheres crescem com o dever da casa, da maternidade e de cuidar da família. Há um trabalho a fazer em casa, para que os nossos filhos cresçam sem preconceitos e possam olhar para o futuro sem modelos de profissões ou limites de ambição.

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Vanda Rosário,
General Manager na IPSIS

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de trabalho por ser mulher?

Naquilo que diz respeito à relação entre pares e até mesmo chefias diretas e Direção Geral e/ou Administração nunca senti essa diferença. Sinto que me foram sempre dadas as mesmas oportunidades de crescimento junto das equipas fossem elas constituídas por homens e/ou mulheres. Foi sempre valorizado o trabalho por competência e resultados apresentados, independentemente do género. Em alguns momentos na relação com clientes senti muito pontualmente que quando a equipa era constituída por um homem e uma mulher, no momento da solicitação de pareceres em alguns momentos a primeira opinião ouvida era a do elemento homem. Mas pela minha forma de ser e de me corelacionar com os clientes, rapidamente essa diferença deixava de existir porque à medida que conheciam o meu trabalho tinham em consideração os resultados que apresentava e rapidamente qualquer diferença que pudesse ter existido no inicio da relação, desaparecia.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher?

Hoje o grande desafio de um líder não é se é homem ou mulher, é de facto chamar a si as pessoas. Considero que para um líder, seja homem ou mulher, o relevante é liderar pelo exemplo e quando a entrega é feita, as equipas sentem que o líder está lá para o bem e para o mal, que tem know how e experiência, quase que me atrevia a dizer que não “há género na liderança”. Já coordeno equipas há mais de 10 anos e nunca senti que houvesse menor entrega, respeito ou estima, tal como também não senti maior condescendência pelo facto de ser uma mulher.

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher?

Sinto que o lugar que ocupo hoje foi alcançado com muito esforço, resiliência e uma enorme vontade da minha parte de crescer nas empresas para as quais trabalhei. Os obstáculos porque passei nunca tiveram a ver com o facto de ser mulher, mas com os naturais desafios da profissão,  da área de atuação e com a minha natural forma de encarar os desafios e superá-los.

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado de trabalho?

O meu maior conselho para os profissionais que entram no mercado de trabalho, sejam eles mulheres ou homens, é gostarem do trabalho que desempenham e darem tempo a si mesmos para crescer profissionalmente, de forma sustentada e sábia. Saber passar pelos vários momentos de crescimento e aprender em cada um deles. Para atingir metas, precisamos de tempo para gerir os obstáculos, aprender com eles e com isso tornarmo-nos profissionais mais completos. Se alguma mulher tiver a infelicidade de sentir algum tipo de discriminação pelo facto de ser mulher, o maior conselho é tornar a sua inteligência, resiliência e profissionalismo acima de qualquer preconceito, venha ele de homens ou até de mulheres.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral?

As mulheres têm e devem acreditar mais em si e devemos ser nós o principal motor da evolução e mudança. Quando fui mãe houve uma pessoa que me disse “vais ver… agora terás 8 braços”.  E a questão está toda aqui se a mulher souber usar estes 8 braços em prol do seu crescimento profissional e até pessoal, venham as barreiras que vierem que não haverá diferença de qualquer nível.

Portugal tem vindo a fazer um caminho longo, mas tenho assistido a um crescimento da voz das mulheres em várias matérias onde não eram ouvidas. As mulheres portugueses devem dar voz e corpo às suas intenções e desta forma contribuir para eliminar eventuais diferenças que possam existir entre homens e mulheres. A solução está em nós, na forma como nos vemos e fazemos os outros olharem para nós. Nesse dia não há nada que possa travar a nossa evolução no mundo laboral. Afinal de contas, quem tem 8 braços?

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Isabel Domingues,
Gestora de Sustentabilidade na Riopele

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de trabalho por ser mulher? 

Ao longo dos meus 25 anos de trabalho na Indústria, tive a oportunidade de aceitar e participar em vários desafios que me permitiram crescer profissionalmente. Ao longo destas várias experiências, algumas em áreas tradicionalmente dominadas por homens, sempre me senti respeitada, e nunca senti, a nível profissional, qualquer tipo de barreira ou de tratamento diferenciado por ser mulher.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher? 

Na minha opinião, a liderança de uma equipa depende de um conjunto de características intrínsecas de um indivíduo e não propriamente do género. Liderar não é apenas gerir. Liderar implica mobilizar a equipa para alcançar os resultados. É um processo que implica motivação, persuasão e inspiração. Um dos grandes desafios é liderar pelo exemplo. Há também outros fatores que influenciam a liderança, como a cultura onde estamos integrados, a educação e a formação da equipa. Considero, por isso, que, em última instância, não é o género que irá determinar uma maior facilidade nos processos de liderança, mas sim o tipo de pessoa que somos para a equipa enquanto líderes.

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher? 

Sinto que houve sempre um esforço maior para conciliar a minha vida profissional com a familiar. Se por um lado, procurei sempre fazer mais e melhor pela organização, desenvolvendo as minhas competências técnicas e comportamentais e desafiando as minhas equipas; por outro, procurei, igualmente, nunca falhar com os meus. Enquanto mulher isto implica uma grande organização e planeamento das nossas vidas, significando muitas vezes não termos tempo para nós, para não falharmos com nenhuma das partes.

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado de trabalho? 

Quando entramos no mercado de trabalho há duas características pessoais que considero muito importantes: a humildade e o respeito. Sermos humildes para aprendermos uns com os outros e respeitarmos, se queremos ser respeitados. Estes dois fatores são muito importantes para sermos bem acolhidos, independentemente do género. Enquanto jovens mulheres, procurem ser independentes, aprendam a valorizar-se e desafiem-se.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral? 

Para evoluirmos em Portugal para uma sociedade com igualdade de género é preciso uma mudança cultural, de valores e de comportamentos. A igualdade de género não pode ser apenas promovida no plano legislativo e em contexto profissional, são também necessárias alterações mais profundas no plano educacional e familiar. As empresas e organizações devem fazer a sua parte, mas nós, enquanto indivíduos e atores sociais, também temos um papel fundamental a desempenhar. 

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Marta Leite de Castro,
CEO & Fundadora do Projeto N360 | Business Stories | Apresentadora RTP Programa Network Negócios| Eventos Corporativos

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de  trabalho por ser mulher? 

A minha área sendo uma área muito diferente, a da televisão talvez não tenha sentido tanto essa diferença acentuada. Até porque quando comecei na televisão há 21 anos começava uma grande tendência de ter novos rostos e também mulheres a apresentar, tanto que um ano depois comecei apresentar um programa de cinema e um ano depois fui fazer de repórter nacional e internacional de um programa diária.

Agora de facto senti logo essa diferença em casa quando a minha mãe me contava que não seguiu Direito porque o meu avó quis antes que se candidatasse ao magistério primário, que era visto como “mais adequado na altura para mulheres” e isso marcou-me, tanto que fui para Direito, tinha alguma ligação ao que pretendia e por achar que estaria a satisfazer um desejo por realizar da minha mãe.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher? 

Acho que são dadas menos oportunidades as mulheres de liderar, ou de ter o cargo de líder, e embora ao longo destes anos só ter tido diretores homem, tenho de destacar quem liderava depois no terreno eram praticamente equipas femininas. Facto curioso, mas que foi quase sempre assim durante uns quinze anos até ter a minha própria empresa, reportava a mulheres que faziam a Produção executiva.

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher?

No meu caso não diretamente. Mas sempre fui muito sensível a esta questão, acompanho e por isso até criei um formato de Business Woman para dar empowerment a outras mulheres que através dos seus exemplos pudessem inspirar outras a lutar pelos caminhos profissionais.

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado  de trabalho? 

O meu conselho é que nunca se limitem, arrisquem, escolham o curso ou o trabalho que mais ambicionem. E que se lembrem que muito do que possamos conseguir na nossa carreira vem de dentro, a força tem de estar sempre presente.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país  com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral?

São vários os pontos: a diferença salarial e a há mais cargos de direção de homens.

Outro ponto: é a escolha das carreiras. Mais homens nas engenharias. Mais mulheres na educação e saúde. Na política também acontece,mais homens e menos mulheres. Mesmo com regras de paridade, na prática ainda não é assim.

Outro ainda pertinente: Falta de equilíbrio na execução das tarefas domésticas e de cuidado faz com que isso se reflita na progressão na carreira.

Há aqui claro um grande caminho a fazer dentro da progressão das carreiras femininas.

No entanto, deixo uma nota aspiracional, para quem queira empreender, saiu num estudo em 2018 (dados de acordo com o Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino) que Portugal surge como 6o país do mundo com melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres prosperarem enquanto empreendedoras.

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O Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos. É um dia em que todos devemos refletir acerca do progresso a nível de direitos humanos, e honrar a coragem e determinação das mulheres que ajudaram e continuam a ajudar a redefinir a história, local e globalmente.

Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.

O Green Purpose pretende assinalar esta data e desafiou algumas mulheres com cargos de liderança a responder a 5 perguntas sobre a desigualdade de género no meio laboral. São testemunhos que revelam a realidade que ainda se vive e refletem que, no que diz respeito a Portugal, na prática, ainda estamos longe de alcançar a igualdade.

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Rita Oliveira Pelica,
Chief Energy Officer & Founder na ONYOU | Business Mentor na

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Já sentiu algum tipo diferença no tratamento dos outros para consigo no ambiente de  trabalho por ser mulher? 

É curiosa a pergunta e tenho pensado sobre isso. Costumo dizer que nunca senti na pele essa diferença, felizmente sempre estive envolvida em projetos profissionais que priviligiavam o mérito, a experiência e os resultados, e não o facto de se ser homem ou mulher. No entanto, conheço várias situações em que a realidade não é esta, com casos contados na primeira pessoa. Às vezes são pequenas coisas que se dizem, apenas para dar um exemplo, o tratamento por “minha querida”, por parte de um superior hierárquico, é algo que me tira do sério. Porque normalmente não se ouve o “meu querido”… Ou quando numa 6a feira à tarde se ouve: “ela está cá e pode cá estar porque não tem família”.

E quando a discriminação vem de outra mulher? Assunto pouco falado, mas nesta “guerra dos sexos”, algumas mulheres posicionam-se no sentido de serem muito punitivas com outras mulheres, obrigando-as a “escolher” entre a carreira e a família. A maternidade, as doenças e o acompanhamento dos filhos são episódios que muitas vezes marcam pela negativa o tratamento a uma mulher. Até porque se é o pai que decide levar o filho ao pediatra também fica mal visto no filme – “a criança não tem uma maé que a leve ao pediatra?” ouvi eu dizer…

De várias conversas que tenho sobre este assunto, percebe-se somos nós mulheres que, nalguns casos, temos um comportamento mais subserviente, que resulta da nossa própria educação e cultura (embora eu não considere que isto sirva de desculpa, antes de contextualização). Queremos tanto agradar e ser agradáveis, temos tanto medo de falhar, que perdermos audácia e coragem  – passando ao lado de oportunidades de fazermos ouvir a nossa voz e de expressarmos a nossa opinião. Somos óptimas impostoras e também contribuímos para algumas das situações com as quais nos deparamos.

 

Acha que é mais fácil liderar uma equipa sendo homem ou mulher? 

Será sempre mais fácil liderar quando temos essa vontade (não é algo que nos é pura e simplesmente imposto) e reunimos as competências para tal. Creio que a facilidade em liderar advém mais das competências que se tem (e da confiança que daí resulta) e da equipa que se lidera, do que propriamente do facto de se ser homem ou mulher. Reconheço, ainda assim, que as mulheres poderão ter um estilo de liderança mais empático – embora não se possa generalizar. Homens e mulheres são biologicamente diferentes, mas todos nós somos diferentes. Conheço mulheres “duras” e homens de “coração mole” (entra o estereotipo que eu queria evitar).  Ser uma mulher a liderar uma equipa só de homens ou só de mulheres é diferente, pois são cargas emocionais distinta, mas ambas exigem muito pulso, consoante as “personalidades” que encontramos – ganha o jogo quem tiver a inteligência de “saber dançar consoante a música”, quem tiver a maior perspicácia mental e emocional. O que importa, creio eu, é mostrar carácter, credibilidade e seriedade e, no caso das mulheres, principalmente quando se é mais jovem, parece ser mais difícil “marcar uma posição” que seja reconhecida e aceite. Oiço muitas jovens com esta questão: como mostrar que se é de confiança, não obstante a juventude?

 

Sente que teve de se esforçar mais para atingir o cargo que ocupa por ser mulher?

Acredito que nós, mulheres, carregamos um peso extra sobre os nossos ombros porque quando queremos vingar profissionalmente também o queremos fazer do ponto de vista familiar. Gerir trabalho, família, vida pessoal e sempre aspirando à perfeição coloca muita tensão sobre nós. Admito que esta perspetiva exige mais esforço.

O não querermos falhar nem desiludir quem está à nossa volta ( nós próprias!) provoca esta ansiedade e uma necessidade de se trabalhar mais. Associando também à necessidade de alguma validação externa, que a dado momento (pela idade ou por se tratar de um novo projeto pode surgir. No fundo, há aqui também o tema da auto-confiança e de conseguirmos provar ao mundo que conseguimos fazer aquilo a que nos propusemos.

 

Algum conselho que gostaria de deixar para as jovens mulheres que entram no mercado  de trabalho? 

Sim, gostava de mencionar a importância do mentoring e do networking, na fase inicial da carreira. Hoje em dia, há várias iniciativas e organizações (sem ser a entidade patronal) às quais se pode recorrer. Dou o exemplo da PWN Lisbon (Professional Women’s Network), que para mim em 2013 (embora não sendo assim tão jovem…) me ajudou a desconstruir um conjunto de ideias, me capacitou em liderança e comunicação e me permitiu alargar a minha rede de relacionamentos (e não meramente contactos), descobrindo outras pessoas para as quais o tema do desenvolvimento profissional era crítico. Passados quase dez anos, tenho competências, ferramentas e pessoas que fizeram toda a diferença. Esta organização desenvolve programas de mentoring, liderança, workshops sobre temas relevances e eventos de networking, essencialmente de partilha. Também as Universidades estão sensíveis a estes temas e as redes de antigos alunos têm dado cartas nestas áreas.

Em suma, não se isolem, criem e desenvolvam redes de suporte e de networking. Outras pessoas estão a viver os mesmos desafios e através da partilha de experiências e de comunicaçao efetiva os assuntos podem ser tratados em segurança.

 

Em que pontos considera que Portugal ainda tem de evoluir para que sejamos um país  com uma sociedade com total igualdade de género no mundo laboral?

Gostava de acreditar que esse dia vai chegar, embora ainda sejam precisos vários anos. Há trabalho a fazer. As quotas podem ser um instrumento a utilizar no curto prazo, mas o trabalho tem de ser feito a nível mais profundo, das mentalidades, não só do ponto de vista pessoal mas também culturalmente falando.

Diria que temos de começar por nós, enquanto indivíduos, homens e mulheres, através de uma atuação que se paute por rigor e por resultados. Assumindo as rédeas da nossa capacitação. Não aceitando determinadas situações. É importante falar sobre os temas, num discurso de responsabilização e não de vitimização. Não falar ou evitar os elefantes na sala” não vai produzir frutos. Creio que tem de se ter um discurso de integração e de diversidade e de inclusão, em toda a plenitude – não apenas na igualdade de género. Quem não se recorda da capa de início do ano do Jornal de Negócios? Totalmente masculinizada.

Do lado das empresas e das organizações há também um papel a desempenhar. Temas com o enviesamento insconsciente têm de ser trazidos para a Agenda. A formação dos colaboradores asume um papel relevante e não pode ser apenas para se cumprir a obrigatoriedade das 40 horas anuais legalmente exigidas. A questão das mulheres na tecnologia (e mais alargadamente da necessidade da sua educação/formação em STEM) e como esta pode ser um catalisador neste processo – mérito para organizações como a Women in Tech Portugal. 

Ao nível societal, a sociedade portuguesa, ainda paternalista, tem de se reposicionar. Instituições governamentais e várias associações têm trabalhado neste sentido. Do lado do Governo, por exemplo, o Programa “3 em Linha” apresenta como objetivo promover um maior equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar (as 3 espefas), como condição para uma efetiva igualdade entre homens e mulheres e também para uma cidadania plena. Ou seja, este é acima de tudo um tema de cidadania.

O caminho faz-se caminhando, e cada um de nós deve fazer-se à estrada.

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