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Desde o seu lançamento em 2018, que o TransforMAR já retirou mais de 110 toneladas de plástico das praias portuguesas, assumindo o compromisso de transformar o material num benefício direto para a comunidade – nomeadamente, em aparelhos para a prática de atividade física e mobiliário urbano, entregues às Câmaras Municipais das praias aderentes na 1ª e 2ª edição (2018 e 2019), e em donativos para Instituições Sociais, na 3ª e 4ª edições (2020 e 2021).

Nesta sua última edição, o TransforMAR, conseguiu retirar mais de 50 toneladas de plástico das praias portuguesas, evitando que o seu destino final fosse o mar, rios e lagos. A iniciativa esteve presente em 15 praias marítimas e 05 praias fluviais, de norte a sul do país, entre os meses de julho e setembro de 2021, através da disponibilização de um depósito próprio para colocação dos resíduos de plástico e metal produzidos pelos veraneantes. Durante todo o ano, nomeadamente fora da época balnear, e em parceria com a Brigada do Mar, que se juntou ao TransforMAR em 2020, foram realizadas mais 30 ações de limpeza em praias e também em zonas não concessionadas.

O plástico recolhido nesta edição será convertido em donativos que visam para apoiar projetos locais de impacto ambiental de 20 Instituições Sociais selecionadas pelas Câmaras Municipais onde o TransforMAR esteve presente.

Promovido pelo Lidl Portugal e pelo Electrão, em parceria com a Brigada do Mar, Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), Quercus e Agência Portuguesa do Ambiente (APA), este projeto tem como objetivo sensibilizar os veraneantes para a importância de uma boa conduta ambiental em praia e para os princípios da economia circular – através da recuperação, reutilização, reciclagem e redução do desperdício de materiais plásticos.

O representante da Brigada do Mar, Simão Acciaioli, que se juntou ao TransforMAR em 2020, sublinha que “o projeto TransforMAR permite a Brigada do Mar descontaminar e proteger cada vez mais a orla costeira e a diferença nota-se onde atuamos, há muito por fazer, mas muito esta a ser feito; no TransforMAR somos um.”

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Sandra Cardoso, presidente do SOS Animal, fala-nos sobre a grande problemática dos plásticos nas indústrias, o seu impacto e a urgência de alterar os nossos hábitos de consumo. Uma entrevista que nos revela a realidade que muitos ignoram.

Já existem muitos seres vivos que já têm os seus organismos com plástico. É preciso reinventar completamente a indústria do plástico para que esta situação se reverta?

Sim, infelizmente o plástico já está provado que está presente como microplástico em muitos seres vivos que habitam a água mas também muitos seres vivos que através da ingestão da água ficam contaminados com microplástico. Já se encontrou até microplástico na placenta de uma mulher grávida. Isto é um problema grave, transversal a todos os seres, não só mamíferos mas também aves, répteis, até mesmo insetos já sofrem com o plástico e microplástico. 

Quando se fala de reinventar a indústria do plástico, das duas uma: Ou a indústria se consegue transformar em plástico biodegradável uma vez que já existe tecnologia capaz para tal; Ou a indústria como a conhecemos, desde garrafas de refrigerantes aos sacos dos supermercados, tem de desaparecer. Não existe outro caminho, é necessário eliminar o plástico como o conhecemos e substituí-lo por um componente que é um plástico biodegradável. Quando falamos em biodegradável quer se dizer um componente que se decomponha em meses e não em 50 ou 60 anos. 

 

Estando os consumidores a ser confrontados com plástico muitas vezes no nosso dia a dia, como é que podemos evitar o consumo deste tipo de material?

Pode-nos parecer pouco mas se nós formos ao supermercado e levarmos os nossos próprios recipientes ou plásticos, ou mesmo sacos de pano para trazer todos os legumes ou frutas que consumimos, já estamos a reduzir a pegada que fazemos semanalmente, sendo esta uma redução bastante significativa.

Alterar pequenas ações no nosso dia a dia, como evitar copos de café de plástico, o fast food também é outro mercado que utiliza muito plástico, apesar de muitos restaurantes já estarem a substituí-lo por cartão, optar por champôs sólidos e não embalagens de plástico, entre outros. 

É preciso ter uma visão crítica de todos os produtos que adquirimos, se são ou não efetivamente fundamentais para nós, ou se são artigos que não têm tanta relevância e pouco uso lhes vamos dar. A maior parte dos artigos são feitos ou estão embalados em plástico. Se nós conseguirmos ser conscientes nestas escolhas já estamos a reduzir uma parte muito significativa da nossa pegada ambiental e é uma decisão que parte de nós, não necessariamente das empresas.

A campanha da SOS Animal Portugal, Se Nada Fizermos, Em 2050 Teremos Mais Plástico do que Peixes no Mar, pretende alertar para a mudança de hábitos de consumo de cada um de nós. Apesar deste tema ser trazido para cima da mesa, é preciso uma maior consciencialização das empresas e dos consumidores para este tema?

Efetivamente as empresas são a grande alavanca do consumo desenfreado e têm de ser elas a tomar uma atitude para mitigar o problema grave que é a gestão dos plásticos e dos resíduos que temos no planeta, até porque já temos continentes de plástico porque não conseguimos gerir este problema atempadamente. 

As empresas não o vão fazer, simplesmente porque são altruístas. Ou o fazem porque existe uma legislação que os obrigue, e é pena que a União Europeia não trabalhe mais neste sentido para que, pelo menos, os estados membros fossem obrigados a erradicar o plástico. Ou o fazem porque os seus consumidores assim o exigem. 

Por exemplo, eu adoro coca-cola e deixei de o fazer com tanta regularidade por ter consciência que a garrafa tinha um impacto gigante nos ecossistemas do mundo inteiro. O mesmo tenho feito com muitos outros produtos que vêm embalados em plástico, prefiro evitá-los por ter essa preocupação ambiental.

Vai eventualmente haver dois caminhos: ou pela obrigação da legislação, que deve ser implementado o mais rápido possível; ou pelos próprios começam a reduzir o consumo, comunicando com a marca através de reclamações para que a indústria não se mantenha assim.

Embora a nossa campanha tenha sido importante e chegado a milhares de pessoas, felizmente, é apenas uma companha. Precisamos de constantes campanhas e informação sobre esta temática para que consigamos consciencializar os portugueses, europeus e as pessoas do mundo inteiro. 

Os países mais ricos podem optar por dizer que não ao plástico e não o fazem por desinformação ou ocultismo, já os países menos desenvolvidos têm mais dificuldades ou muitas vezes não podem optar por outros caminhos. Por isso mesmo, é nossa obrigação, enquanto países desenvolvidos, arranjar soluções e até mesmo ajudar os países menos desenvolvidos

São muitas as espécies marinhas a ser afetadas com a poluição do plástico nos oceanos. Sente que as pessoas têm noção da verdadeira dimensão do problema?

Os artigos científicos comprovam que todas as espécies marinhas, nomeadamente os corais, que também são animais, estão a ser extremamente afetados pela poluição do plástico numa proporção catastrófica pelo nosso consumo desenfreado do plástico. A meu ver, a população sabe que isto existe, mas não percebe ou não quer perceber (por comodismo muitas vezes) a dimensão do problema e como isto pode afetar até a sobrevivencia da espécie humana.

 

Uma das principais fontes de poluição dos mares são as redes de pesca. Que ações considera importantes para reduzir este impacto?

As redes de pesca que são deixadas, que se partem ou perdem, têm um impacto brutal em todos os animais. Por um lado, é realmente importante haver uma fiscalização acesa, que não há, de quantas redes vão para o mar e quantas regressam e haver mesmo um fundo como projeto financiado por quem pesca para recolha destas redes no sentido de não causar os danos que elas causam. Por outro lado, teremos de pensar que a abolição da pesca terá de ser uma opção, uma vez que esta indústria não tem apenas o impacto das redes que são deixadas, mas também o facto de estarmos a retirar especies que têm um efetivo muito reduzido sendo que muitas já em vias de extinção outras já foram extintas por sobrepesca. 

O que estamos a fazer é retirar espécies dos oceanos que são fundamentais nas cadeias tróficas e a partir do momento que uma sai começa a haver um efeito borboleta em todas as outras e que irá também chegar ao humano.

Assim, considero que uma ação importante seria terminar com a pesca, principalmente pescas de arrasto e de grande escala entre outras e haver uma fiscalização muito mais apertada às multinacionaisque estão a devastar os oceanos com as suas pescas para tentar suprimir esta demanda de consumo de animais que às pessoas continuam a fazer sem pensar no impacto que isto tem no planeta.

 

O facto do vírus Covid-19 ser extremamente transmissível faz com que os materiais utilizados (por exemplo as máscaras) apenas possam ser utilizados uma única vez e que sejam extremamente descartáveis. Considera que a pandemia foi um fator que veio aumentar os níveis de poluição ambiental?

Efetivamente a pandemia veio trazer um acréscimo à utilização de equipamentos de proteção plásticos na sua maioria, nomeadamente no setor médico mas também no dia a dia das pessoas. Veio aumentar exponencialmente o consumo destes dispositivos médicos e já está a ter um impacto gigante uma vez que já temos muitas espécies que são encontradas com máscaras, luvas, etc. Apesar de se tratar de artigos que são essenciais para nós sobrevivermos a esta fase de pandemia, não se está a fazer uma gestão consciente, racional e sustentável para estes resíduos e vai aumentar muito os níveis de poluição.

Estando o plástico a afetar todos os seres vivos, e estando a SOS Animal alerta para isto, que outras iniciativas têm levado a cabo, além da meritória campanha desenvolvida?  

A SOS Animal tem levado a cabo várias iniciativas, desde a sua fundação, para alertar para o problema do consumo de plástico e o impacto que tem na vida de todos os seres. Já fizemos campanhas e ações nas escolas com crianças, nomeadamente o “um dia fish”, onde promovemos a literacia sobre o mar, a utilização do plástico e o seu impacto nos ecossistemas. Temos vindo a alertar de diversas formas para esta questão de modo a reduzir ou até mesmo a abolir o plástico como o conhecemos.

 

Alguns dos vídeos que estão no vosso website são muito fortes e mostram uma realidade de maus tratos aos animais que para muitos passa ao lado ou é desconhecida. Quer deixar algum apelo às pessoas?

Os vídeos que nós fazemos são fortes porque, efetivamente, é uma realidade que existe, ainda assim muito editada de modo a não ferir as suscetibilidades das pessoas. O que pretendemos com estes vídeos é alertar a consciência das pessoas e levá-las a fazerem escolhas, enquanto consumidores, ou enquanto cuidadores de animais, mais éticas e respeitadoras do bem estar animal.

Relativamente ao apelo: Vivemos num mundo que não é nosso, foi-nos emprestado pelas gerações que ainda hão de vir. Gostaria que as pessoas fizessem com o planeta o que fazem com a sua própria casa: cuidar o melhor possível para que possamos ter um planeta onde as gerações futuras possam ter um mar azul, um céu limpo, um ar respiravel, uma terra passível de ser lavrada. 

Estamos a observar a destruição de todos os ecossistemas viáveis da terra, e muito em breve tudo será artificial e teremos de viver em ambientes especialmente criados para que possamos manter-nos vivos. Além de devastarmos todos os outros ecossistemas de forma selvagem, estamos a caminhar para a aniquilação da nossa própria espécie. Portanto, quando temos um ato de consumo deveríamos estar mais conscientes que é uma forma de proteger ou de destruir o planeta. É necessário sermos mais conscientes de que cabe a cada um de nós a responsabilidade da proteção do nosso planeta, dos animais que dependem de nós e dos animais que estão nos ecossistemas selvagens.

Nasceu em Lisboa a 28 de maio de 1979, é Licenciada em Ciência em Comunicação com especialização em Comunicação Institucional, Mestre em Medicina Veterinária e Doutoranda em Ciências Veterinárias pela Universidade do Porto – ICBAS. Ativista pelos direitos dos animais e da natureza e médica veterinária, é a fundadora e Presidente da SOS Animal – Portugal desde 2007, uma ONG nacional de defesa dos animais e da natureza. Diretora Clínica da Clínica veterinária HVS SOS Animal desde 2015, foi produtora e realizadora da ideia original dos programas de televisão da SIC Generalista SOS Animal temporada 1 ( 2013) e 2 (2016) e À Descoberta Com temporada 1. ( 2019). Ganhou os prémios de Mulher Activa 2010 e Personalidade do Ano Lux 2014.

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A Secretária de Estado do Ambiente, Inês Costa, visitou a loja Lidl na Ericeira, que detém uma das 12 máquinas de recolha de embalagens incluídas projeto “Mafra Reciclar a Valer +”, liderado pela Câmara Municipal de Mafra e financiado pelo fundo EEA Grants, que pretende promover a recolha de garrafas de plástico e latas de bebidas vazias, para que estas sejam recicladas e reincorporadas em ciclos de produção de novos materiais e produtos.

Lançado em abril deste ano, o Lidl é um dos intervenientes deste piloto, juntamente com o Electrão, disponibilizando esta solução em três das suas lojas: Ericeira, Mafra e Malveira. Nas máquinas de depósito disponíveis nestas lojas, é possível depositar latas de alumínio e garrafas PET, recebendo os depositantes vales de 0,02€ por embalagens até 0,5 litros e vales de 0,05€ por embalagens entre 0,5 e 3 litros.

As máquinas disponibilizadas pelo Lidl são, no entanto, diferenciadoras, não só porque possuem dois depósitos, aumentando assim a sua eficácia, como também pelo facto de estarem situadas num espaço individualizado e climatizado, em que é possível despejar o líquido restante de uma garrafa num lavatório, antes de ser colocada na máquina, lavar e secar as mãos. 

Em funcionamento há quase 06 meses, este piloto nas lojas Lidl tem vindo a registar um valor crescente de taxa de recolha, que se situa nos 61%, espelhando a crescente sensibilização do público para este tema.

Para Inês Costa, Secretária de Estado do Ambiente, “os vários projetos piloto em execução no âmbito de soluções de depósito de embalagens irão contribuir para melhor planear e decidir sobre medidas que nos permitirão apoiar o cumprimento de metas cada vez mais exigentes, tornar menos dependentes da extração de recursos e importação de materiais, menos intensivos do ponto de vista energético e mais suficientes.

Para Elena Aldana, Diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal, “o investimento nos sistemas de depósito e reembolso é mais um passo que damos em prol da sustentabilidade, pois estes são elementos centrais de uma economia verdadeiramente circular.

Para Pedro Nazareth, Diretor Geral da Electrão, “O país tem um calendário muito apertado para implementar o sistema nacional de depósito de embalagens de bebidas e tem por isso criar condições para que os agentes económicos que estão mobilizados para a acção imediata o possam fazer desde já no terreno.  Mafra competirá ao sistema nacional ainda a gizar, criar condições para integrar todas estas iniciativas que já existem e que estão a dar um contributo significativo para que os resultados nacionais da reciclagem de embalagens melhorem no imediato.”

Para Lúcia Bonifácio, Vereadora da Câmara Municipal de Mafra, “com o projeto “Mafra Reciclar a Valer +”, ganha o ambiente, o território e os cidadãos. A forma como o projeto foi concebido proporcionou a elaboração de um verdadeiro ciclo de Economia Circular Sustentável para as embalagens – permitindo uma reorganização da produção de resíduos, não estando a produzir, a consumir e a gerar mais lixo, mas a promover a reutilização e reciclagem após o consumo.”

Em Portugal, para além deste projeto de Mafra, o retalhista tem igualmente máquinas disponíveis nas suas lojas de Abóboda e Tires – ao abrigo do projeto “iRec inovar a reciclagem”, gerido pela Cascais Ambiente da Câmara Municipal de Cascais”  – e Penha de França – na iniciativa “Bebidas + Circulares”, promovida pela APIAM (Associação Águas Minerais e de Nascente de Portugal), APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) e PROBEP (Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas). 

Comprometido em cuidar do planeta, o Lidl procura diariamente integrar as melhores práticas de sustentabilidade ao longo da sua cadeia de valor. Nesse sentido, a aposta nestes SDRs, permite à empresa não só contribuir para o alcance das metas europeias, como para consolidar a estratégia Reset Plastic, desenvolvida pelo Grupo Schwarz, que aposta numa abordagem holística internacional, com cinco áreas de atuação: desde o design à reciclagem e remoção, até à inovação e educação, tendo vindo a assumir vários compromissos sustentáveis e tendo sido pioneiro em alguns deles: em 2018, assumiu o compromisso de reduzir o consumo de plástico nas embalagens de marca própria em 20% até 2025 e garantir até esta data que 100% das suas embalagens de marca própria serão recicláveis.

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A Tetra Pak e a Compal, em parceria com o Programa Eco-Escolas da  Associação Bandeira Azul da Europa, anunciam os vencedores do passatempo “Constrói o teu Ecoponto  Amarelo e Recicla”, destacando os trabalhos desenvolvidos, uma vez que para além dos 6 vencedores  foram também atribuídas 5 menções honrosas. 

No primeiro escalão (jardins de infância e escolas de 1º ciclo) as escolas premiadas foram a Associação  Externato Santa Joana, em Sesimbra, a Escola EB1/PE do Covão e Vargem em Câmara de Lobos e o  Jardim de Infância das Fontaínhas em Santo Tirso. 

No segundo escalão (escolas de outros níveis de ensino a partir do 2º ciclo (inclusive) as escolas  premiadas foram Escola Básica e Secundária de Ourém, em Ourém, a Escola EB 2,3 de Gualtar em Braga  e a Escola Superior de Comunicação Social e Escola Superior de Música de Lisboa do Instituto Politécnico  de Lisboa 

Os principais objetivos da iniciativa eram:

  • (in)formar sobre a importância da correta  deposição das Embalagens Tetrapak;
  • (in)formar sobre a importância da reciclagem como o 3ºR;
  • (in)formar  sobre o significado do selo FSC;
  • construir ecopontos que possam ser utilizados na escola e reutilizar  materiais.

Com os projetos executados, o júri considera que os objetivos foram atingidos.  

Toda a organização do concurso conclui que o saldo é extremamente positivo, uma vez que todos os  envolvidos adquiriram uma maior e melhor perceção da importância da reciclagem e que agora poderão  fazê-la corretamente, colocando todas as embalagens no contentor amarelo, para que lhes  seja atribuída uma nova vida. 

Para visitar o website oficial do passatempo e consultar todas as informações úteis, basta aceder a:  https://desafioecoponto.abae.pt/ 

 

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Tetra Pak, anuncia o fim de um ciclo, o da produção de palhinhas de plástico na fábrica da Tetra Pak Tubex Portugal, Lisboa. A fábrica da Tetra Pak sediada em Lisboa, Portugal, já alterou todas as suas linhas de produção para, de hoje em diante, produzir exclusivamente palhinhas de papel.

Desta forma, a Tetra Pak, enquanto primeira empresa de embalagens de cartão a produzir palhinhas de papel na Europa, dá agora um novo passo no que diz respeito à sustentabilidade, o que também lhe permite cumprir os requisitos legais definidos pela União Europeia na sua Diretiva sobre Plásticos de Uso Único (SUP). Um marco importante para uma empresa que trabalha para liderar a sustentabilidade no setor de alimentos e bebidas e promover a economia circular.

Daniele De Franciscis, gerente da Fábrica Tetra Pak Tubex Portugal, partilha “termina hoje a jornada da Tetra Pak Tubex Portugal na produção de palhinhas de plástico. Foi uma honra servir os nossos clientes e acompanhar o desenvolvimento da distribuição de alimentos em Portugal, sempre “protegendo o que é bom”, durante quatro décadas. Mas urge a mudança e como tal vamos continuar agora a escrever a nova página da fábrica de Lisboa, com a expansão das palhinhas de papel, suportando a ambição de Sustentabilidade da Tetra Pak. Um agradecimento especial a todos os colaboradores que têm contribuindo para esta mudança e o alcance desta meta!”

O anúncio do fim da produção das palhinhas de plástico demonstra a preocupação e trabalho desenvolvido na promoção da economia circular. As palhinhas de papel são certificadas de acordo com os standards da FSC® (Forest Stewardship Council®), por forma a garantir que o papel utilizado vem de florestas com gestão responsável e outras fontes controladas. As palhinhas de papel são recicláveis juntamente com a embalagem de cartão, deixando-as dentro da embalagem e, sendo esta, por último, colocada no ecoponto amarelo. A utilização de palhinhas de papel, aumenta a percentagem de materiais renováveis na embalagem, reduzindo a dependência de recursos fósseis, auxiliando na melhoria da reciclagem e minimizando o lixo.

A Tetra Pak tem vindo a reforçar e implementar inovações nas soluções que apresenta, como é o caso das tampas integradas nas embalagens, fabricadas com polímeros vegetais e que permitem uma melhor reciclagem, uma vez que, ao estarem unidas às embalagens, é reduzido o risco de dispersão durante o processo de recolha e reciclagem.

Em Portugal, de acordo com o Ponto Verde LAB, cerca de 9 em cada 10 portugueses fazem a reciclagem de embalagens e consideram que este é o comportamento que mais permite contribuir para a proteção do ambiente, e a Tetra Pak pretende contribuir para o aumento destes números tanto em Portugal como a nível global.

A maior ambição da Tetra Pak é fornecer ao mercado global soluções de embalagens de bebidas mais sustentáveis, como parte da meta estratégica de 2030 para liderar uma transformação de sustentabilidade em todo o setor.

 

 

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O fenómeno do plástico nos oceanos é uma realidade para a qual, felizmente, estamos cada vez mais conscientes. No entanto, não é a única preocupação que devemos ter com os oceanos. Por esse motivo, a jornalista Nysse Arruda criou o  Centro de Comunicação dos Oceanos, que viu o projeto “CCOceanos: The Ocean Decade” ser comissionado pela UNESCO-COI. Descubra tudo, na entrevista abaixo.

Centro de Comunicação dos Oceanos - evento

 

O que é o Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos? Qual o seu propósito?

O Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos é uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos, uma iniciativa lançada em Julho de 2018.

 

Em que consiste a parceria institucional com a UNESCO-COI?

O CCOceanos foi comissionado pela UNESCO-COI para realizar em Lisboa uma série de Palestras ao longo de todo o ano sob o título CCOceanos: The Ocean Decade reunindo  oradores portugueses e dos demais países de Língua Portuguesa via LiveStream, com uma divulgação internacional nas plataformas digitais da UNESCO-COI. 

 

Os oceanos enfrentam uma miríade de problemas – acidificação, poluição plástica e por derramamento de petróleo, sobrepesca, alterações climáticas, destruição de habitats, diminuição da biodiversidade etc

 

Como surgiu a ideia de constituir este centro?

Como jornalista especializada em vela oceânica há mais de 20 anos – reportando os principais eventos náuticos internacionais como a Volvo Ocean Race, America’s Cup, Jogos Olímpicos  etc. –  tenho acompanhado a evolução do problema de poluição nos oceanos em todo o mundo.

Como jornalista é um dever trazer informação ao público em geral e foi por isso que criei em 2018 o CCOceanos – para partilhar informação atualizada e conhecimento sobre os oceanos – pois acredito que é só através do conhecimento que se mudam as atitudes.

 

Quais os principais desafios que enfrentam os oceanos hoje em dia?

Os oceanos enfrentam uma miríade de problemas – acidificação, poluição plástica e por derramamento de petróleo, sobrepesca, alterações climáticas, destruição de habitats, diminuição da biodiversidade etc. etc. São vários problemas complexos que os cientistas ainda estão a descobrir as consequências.

 

O que pode fazer cada um de nós individualmente para os proteger?

Tomar consciência de que tudo o que atirarmos para o lixo ou para o chão – nas ruas, nas estradas, nos rios, nos campos – vai parar ao mar e causar poluição do ambiente e dos oceanos. Como cidadãos devemos ter consciência que cada ato diário pode impactar o ambiente marinho. 

Assim, creio que é importante evitar o uso de plástico em geral, separar corretamente o lixo doméstico, adquirir produtos locais e de comércio justo (o lema ‘recusar, reduzir e reciclar’ se aplica a quase tudo) mas principalmente devemos exigir leis e normas governamentais que protejam o ambiente marinho e terrestre. É necessário consciencialização e cidadania!

 

Quais as principais iniciativas que têm vindo a organizar?

Uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos, uma iniciativa lançada em Julho de 2018.

Centro de Comunicação dos Oceanos - Live Stream

 

Portugal é sensível a este tema, comparativamente com outros países?

Depende das regiões – considero que a população dos Açores e da Madeira, bem como da área da Ria Formosa, estão muito mais sensibilizadas. Nas grandes cidades como Lisboa e Porto é horrível ver o desleixo e negligência da maioria dos habitantes. Há países muito mais atentos e conscientes em relação ao ambiente marinho como por exemplo a Nova Zelândia e a Austrália e muitas ilhas do Índico e do Pacífico onde os efeitos da poluição marinha e das alterações climáticas já se fazem sentir.

 

Em Abril decorreu a 1.ª Palestra CCOceanos:The Ocean Decade. Quais os principais conclusões deste evento?

O CCOceanos não tira conclusões, informa. O objetivo é partilhar informação sobre os mais diversos temas relacionados com os oceanos trazendo os pontos de vista de diversos oradores que têm um background muito diferenciado – desde cientistas e investigadores, a surfistas, velejadores, engenheiros, pescadores, peixeiras etc.

 

Quais são os próximos passos do centro? Quais o caminho que ainda falta percorrer?

Como referi nas perguntas anteriores a atividade do CCOceanos está em trabalho de continuidade permanente com a organização e curadoria de uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos. Falta-nos  incrementar ainda mais o alcance destas palestras de forma a chegar a uma cada vez mais larga audiência em Língua Portuguesa.

Saiba mais sobre o CCOceanos assistindo a este vídeo www.youtube.com/CCoceanos

Nysse Arruda - Centro Comunicação dos Oceanos

Nysse Arruda

Fundadora Centro de Comunicação dos Oceanos

Jornalista internacional especializada em desporto à vela oceânico há mais de 25 anos tendo reportado os principais eventos náuticos mundiais (Whitbread Race, America’s Cup, Volvo Ocean Race, Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais etc.). Foi colaboradora dos principais jornais portugueses (Público, Diário de Notícias e Expresso) e autora do primeiro website sobre desporto à vela em língua portuguesa – www.nyssearrudasailing.com, 2010-2013.

Como autora, escreveu e produziu vários livros sobre desporto à vela – Whitbread Race Round the World 1989-90 (primeiro livro em português do evento, editado no Brasil); Portugal Telecom e Patrocínio à Vela no Brasil e Portugal 2004; Campeonatos Mundiais de Vela ISAF Cascais 2007, America’s Cup World Series-Cascais, 2010; Volvo Ocean Race 2011-2012, escala de Lisboa; Fundação Mirpuri – A Jornada Impossível, 2017.

Atuou também como repórter especial na Expedição Antártica da Marinha do Brasil em 1986, a acompanhar a visita do navegador polar brasileiro Amyr Klink, e participou na Regatta Columbus 1992 a bordo do navio polaco Dar Mlodziezy em todo o percurso desde Lisboa, Cádiz, Canárias, Porto Rico, Nova Iorque e Boston, e Inglaterra.

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A Zouri é uma marca portuguesa de “eco-vegan footwear”, que utiliza plástico retirado do mar e materiais sustentáveis e ecológicos, para criar o seu calçado. Sendo, só por este propósito e missão, uma marca atrativa, mas que ainda consegue conciliar um design e estética muito apelativa. 

Criar Moda com Propósito e Sustentável

O conceito de calçado vegan já tem alguns anos em mercados mais maduros, mas apresenta ainda pouca expressão em Portugal. Só por isso, a Zouri poderia ser considerada uma honrosa excepção, mas a marca vai mais longe. 

 

A ZOURI gere um grupo de 600 voluntários de instituições portuguesas, ONGs e escolas para realizar limpeza da costa portuguesa. Tendo este ano recolhido uma tonelada de lixo das praias portuguesas.

 

 Um dos usos posteriores deste plástico é a própria produção do calçado da marca, que se completa com a utilização de produtos sustentáveis, como algodão orgânico, borracha natural e folhas de abacaxi.    

Desenvolvimento da economia Portuguesa, pessoa a pessoa  

A ZOURI produz todo o seu calçado na sua fábrica em Guimarães, enviando-o para diferentes países e continentes, sempre com um cunho português. 

Em cada encomenda, o consumidor recebe uma carta que enumera todos os materiais utilizados, as quantidades, a localização do plástico e o nome da pessoa que produziu o sneaker. Eleva Portugal, as suas gentes e causas. Assim, vale a pena, porque ainda por cima são bonitos ;)    

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