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A Secretária de Estado do Ambiente, Inês Costa, visitou a loja Lidl na Ericeira, que detém uma das 12 máquinas de recolha de embalagens incluídas projeto “Mafra Reciclar a Valer +”, liderado pela Câmara Municipal de Mafra e financiado pelo fundo EEA Grants, que pretende promover a recolha de garrafas de plástico e latas de bebidas vazias, para que estas sejam recicladas e reincorporadas em ciclos de produção de novos materiais e produtos.

Lançado em abril deste ano, o Lidl é um dos intervenientes deste piloto, juntamente com o Electrão, disponibilizando esta solução em três das suas lojas: Ericeira, Mafra e Malveira. Nas máquinas de depósito disponíveis nestas lojas, é possível depositar latas de alumínio e garrafas PET, recebendo os depositantes vales de 0,02€ por embalagens até 0,5 litros e vales de 0,05€ por embalagens entre 0,5 e 3 litros.

As máquinas disponibilizadas pelo Lidl são, no entanto, diferenciadoras, não só porque possuem dois depósitos, aumentando assim a sua eficácia, como também pelo facto de estarem situadas num espaço individualizado e climatizado, em que é possível despejar o líquido restante de uma garrafa num lavatório, antes de ser colocada na máquina, lavar e secar as mãos. 

Em funcionamento há quase 06 meses, este piloto nas lojas Lidl tem vindo a registar um valor crescente de taxa de recolha, que se situa nos 61%, espelhando a crescente sensibilização do público para este tema.

Para Inês Costa, Secretária de Estado do Ambiente, “os vários projetos piloto em execução no âmbito de soluções de depósito de embalagens irão contribuir para melhor planear e decidir sobre medidas que nos permitirão apoiar o cumprimento de metas cada vez mais exigentes, tornar menos dependentes da extração de recursos e importação de materiais, menos intensivos do ponto de vista energético e mais suficientes.

Para Elena Aldana, Diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal, “o investimento nos sistemas de depósito e reembolso é mais um passo que damos em prol da sustentabilidade, pois estes são elementos centrais de uma economia verdadeiramente circular.

Para Pedro Nazareth, Diretor Geral da Electrão, “O país tem um calendário muito apertado para implementar o sistema nacional de depósito de embalagens de bebidas e tem por isso criar condições para que os agentes económicos que estão mobilizados para a acção imediata o possam fazer desde já no terreno.  Mafra competirá ao sistema nacional ainda a gizar, criar condições para integrar todas estas iniciativas que já existem e que estão a dar um contributo significativo para que os resultados nacionais da reciclagem de embalagens melhorem no imediato.”

Para Lúcia Bonifácio, Vereadora da Câmara Municipal de Mafra, “com o projeto “Mafra Reciclar a Valer +”, ganha o ambiente, o território e os cidadãos. A forma como o projeto foi concebido proporcionou a elaboração de um verdadeiro ciclo de Economia Circular Sustentável para as embalagens – permitindo uma reorganização da produção de resíduos, não estando a produzir, a consumir e a gerar mais lixo, mas a promover a reutilização e reciclagem após o consumo.”

Em Portugal, para além deste projeto de Mafra, o retalhista tem igualmente máquinas disponíveis nas suas lojas de Abóboda e Tires – ao abrigo do projeto “iRec inovar a reciclagem”, gerido pela Cascais Ambiente da Câmara Municipal de Cascais”  – e Penha de França – na iniciativa “Bebidas + Circulares”, promovida pela APIAM (Associação Águas Minerais e de Nascente de Portugal), APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) e PROBEP (Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas). 

Comprometido em cuidar do planeta, o Lidl procura diariamente integrar as melhores práticas de sustentabilidade ao longo da sua cadeia de valor. Nesse sentido, a aposta nestes SDRs, permite à empresa não só contribuir para o alcance das metas europeias, como para consolidar a estratégia Reset Plastic, desenvolvida pelo Grupo Schwarz, que aposta numa abordagem holística internacional, com cinco áreas de atuação: desde o design à reciclagem e remoção, até à inovação e educação, tendo vindo a assumir vários compromissos sustentáveis e tendo sido pioneiro em alguns deles: em 2018, assumiu o compromisso de reduzir o consumo de plástico nas embalagens de marca própria em 20% até 2025 e garantir até esta data que 100% das suas embalagens de marca própria serão recicláveis.

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A Tetra Pak e a Compal, em parceria com o Programa Eco-Escolas da  Associação Bandeira Azul da Europa, anunciam os vencedores do passatempo “Constrói o teu Ecoponto  Amarelo e Recicla”, destacando os trabalhos desenvolvidos, uma vez que para além dos 6 vencedores  foram também atribuídas 5 menções honrosas. 

No primeiro escalão (jardins de infância e escolas de 1º ciclo) as escolas premiadas foram a Associação  Externato Santa Joana, em Sesimbra, a Escola EB1/PE do Covão e Vargem em Câmara de Lobos e o  Jardim de Infância das Fontaínhas em Santo Tirso. 

No segundo escalão (escolas de outros níveis de ensino a partir do 2º ciclo (inclusive) as escolas  premiadas foram Escola Básica e Secundária de Ourém, em Ourém, a Escola EB 2,3 de Gualtar em Braga  e a Escola Superior de Comunicação Social e Escola Superior de Música de Lisboa do Instituto Politécnico  de Lisboa 

Os principais objetivos da iniciativa eram:

  • (in)formar sobre a importância da correta  deposição das Embalagens Tetrapak;
  • (in)formar sobre a importância da reciclagem como o 3ºR;
  • (in)formar  sobre o significado do selo FSC;
  • construir ecopontos que possam ser utilizados na escola e reutilizar  materiais.

Com os projetos executados, o júri considera que os objetivos foram atingidos.  

Toda a organização do concurso conclui que o saldo é extremamente positivo, uma vez que todos os  envolvidos adquiriram uma maior e melhor perceção da importância da reciclagem e que agora poderão  fazê-la corretamente, colocando todas as embalagens no contentor amarelo, para que lhes  seja atribuída uma nova vida. 

Para visitar o website oficial do passatempo e consultar todas as informações úteis, basta aceder a:  https://desafioecoponto.abae.pt/ 

 

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Tetra Pak, anuncia o fim de um ciclo, o da produção de palhinhas de plástico na fábrica da Tetra Pak Tubex Portugal, Lisboa. A fábrica da Tetra Pak sediada em Lisboa, Portugal, já alterou todas as suas linhas de produção para, de hoje em diante, produzir exclusivamente palhinhas de papel.

Desta forma, a Tetra Pak, enquanto primeira empresa de embalagens de cartão a produzir palhinhas de papel na Europa, dá agora um novo passo no que diz respeito à sustentabilidade, o que também lhe permite cumprir os requisitos legais definidos pela União Europeia na sua Diretiva sobre Plásticos de Uso Único (SUP). Um marco importante para uma empresa que trabalha para liderar a sustentabilidade no setor de alimentos e bebidas e promover a economia circular.

Daniele De Franciscis, gerente da Fábrica Tetra Pak Tubex Portugal, partilha “termina hoje a jornada da Tetra Pak Tubex Portugal na produção de palhinhas de plástico. Foi uma honra servir os nossos clientes e acompanhar o desenvolvimento da distribuição de alimentos em Portugal, sempre “protegendo o que é bom”, durante quatro décadas. Mas urge a mudança e como tal vamos continuar agora a escrever a nova página da fábrica de Lisboa, com a expansão das palhinhas de papel, suportando a ambição de Sustentabilidade da Tetra Pak. Um agradecimento especial a todos os colaboradores que têm contribuindo para esta mudança e o alcance desta meta!”

O anúncio do fim da produção das palhinhas de plástico demonstra a preocupação e trabalho desenvolvido na promoção da economia circular. As palhinhas de papel são certificadas de acordo com os standards da FSC® (Forest Stewardship Council®), por forma a garantir que o papel utilizado vem de florestas com gestão responsável e outras fontes controladas. As palhinhas de papel são recicláveis juntamente com a embalagem de cartão, deixando-as dentro da embalagem e, sendo esta, por último, colocada no ecoponto amarelo. A utilização de palhinhas de papel, aumenta a percentagem de materiais renováveis na embalagem, reduzindo a dependência de recursos fósseis, auxiliando na melhoria da reciclagem e minimizando o lixo.

A Tetra Pak tem vindo a reforçar e implementar inovações nas soluções que apresenta, como é o caso das tampas integradas nas embalagens, fabricadas com polímeros vegetais e que permitem uma melhor reciclagem, uma vez que, ao estarem unidas às embalagens, é reduzido o risco de dispersão durante o processo de recolha e reciclagem.

Em Portugal, de acordo com o Ponto Verde LAB, cerca de 9 em cada 10 portugueses fazem a reciclagem de embalagens e consideram que este é o comportamento que mais permite contribuir para a proteção do ambiente, e a Tetra Pak pretende contribuir para o aumento destes números tanto em Portugal como a nível global.

A maior ambição da Tetra Pak é fornecer ao mercado global soluções de embalagens de bebidas mais sustentáveis, como parte da meta estratégica de 2030 para liderar uma transformação de sustentabilidade em todo o setor.

 

 

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O fenómeno do plástico nos oceanos é uma realidade para a qual, felizmente, estamos cada vez mais conscientes. No entanto, não é a única preocupação que devemos ter com os oceanos. Por esse motivo, a jornalista Nysse Arruda criou o  Centro de Comunicação dos Oceanos, que viu o projeto “CCOceanos: The Ocean Decade” ser comissionado pela UNESCO-COI. Descubra tudo, na entrevista abaixo.

Centro de Comunicação dos Oceanos - evento

 

O que é o Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos? Qual o seu propósito?

O Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos é uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos, uma iniciativa lançada em Julho de 2018.

 

Em que consiste a parceria institucional com a UNESCO-COI?

O CCOceanos foi comissionado pela UNESCO-COI para realizar em Lisboa uma série de Palestras ao longo de todo o ano sob o título CCOceanos: The Ocean Decade reunindo  oradores portugueses e dos demais países de Língua Portuguesa via LiveStream, com uma divulgação internacional nas plataformas digitais da UNESCO-COI. 

 

Os oceanos enfrentam uma miríade de problemas – acidificação, poluição plástica e por derramamento de petróleo, sobrepesca, alterações climáticas, destruição de habitats, diminuição da biodiversidade etc

 

Como surgiu a ideia de constituir este centro?

Como jornalista especializada em vela oceânica há mais de 20 anos – reportando os principais eventos náuticos internacionais como a Volvo Ocean Race, America’s Cup, Jogos Olímpicos  etc. –  tenho acompanhado a evolução do problema de poluição nos oceanos em todo o mundo.

Como jornalista é um dever trazer informação ao público em geral e foi por isso que criei em 2018 o CCOceanos – para partilhar informação atualizada e conhecimento sobre os oceanos – pois acredito que é só através do conhecimento que se mudam as atitudes.

 

Quais os principais desafios que enfrentam os oceanos hoje em dia?

Os oceanos enfrentam uma miríade de problemas – acidificação, poluição plástica e por derramamento de petróleo, sobrepesca, alterações climáticas, destruição de habitats, diminuição da biodiversidade etc. etc. São vários problemas complexos que os cientistas ainda estão a descobrir as consequências.

 

O que pode fazer cada um de nós individualmente para os proteger?

Tomar consciência de que tudo o que atirarmos para o lixo ou para o chão – nas ruas, nas estradas, nos rios, nos campos – vai parar ao mar e causar poluição do ambiente e dos oceanos. Como cidadãos devemos ter consciência que cada ato diário pode impactar o ambiente marinho. 

Assim, creio que é importante evitar o uso de plástico em geral, separar corretamente o lixo doméstico, adquirir produtos locais e de comércio justo (o lema ‘recusar, reduzir e reciclar’ se aplica a quase tudo) mas principalmente devemos exigir leis e normas governamentais que protejam o ambiente marinho e terrestre. É necessário consciencialização e cidadania!

 

Quais as principais iniciativas que têm vindo a organizar?

Uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos, uma iniciativa lançada em Julho de 2018.

Centro de Comunicação dos Oceanos - Live Stream

 

Portugal é sensível a este tema, comparativamente com outros países?

Depende das regiões – considero que a população dos Açores e da Madeira, bem como da área da Ria Formosa, estão muito mais sensibilizadas. Nas grandes cidades como Lisboa e Porto é horrível ver o desleixo e negligência da maioria dos habitantes. Há países muito mais atentos e conscientes em relação ao ambiente marinho como por exemplo a Nova Zelândia e a Austrália e muitas ilhas do Índico e do Pacífico onde os efeitos da poluição marinha e das alterações climáticas já se fazem sentir.

 

Em Abril decorreu a 1.ª Palestra CCOceanos:The Ocean Decade. Quais os principais conclusões deste evento?

O CCOceanos não tira conclusões, informa. O objetivo é partilhar informação sobre os mais diversos temas relacionados com os oceanos trazendo os pontos de vista de diversos oradores que têm um background muito diferenciado – desde cientistas e investigadores, a surfistas, velejadores, engenheiros, pescadores, peixeiras etc.

 

Quais são os próximos passos do centro? Quais o caminho que ainda falta percorrer?

Como referi nas perguntas anteriores a atividade do CCOceanos está em trabalho de continuidade permanente com a organização e curadoria de uma série de palestras LiveStream a abordar os mais diversos tópicos relacionados com os oceanos, interligando os Países de Língua Portuguesa e tornando Portugal um centro de partilha de informação atualizada e conhecimento acerca dos oceanos. Falta-nos  incrementar ainda mais o alcance destas palestras de forma a chegar a uma cada vez mais larga audiência em Língua Portuguesa.

Saiba mais sobre o CCOceanos assistindo a este vídeo www.youtube.com/CCoceanos

Nysse Arruda - Centro Comunicação dos Oceanos

Nysse Arruda

Fundadora Centro de Comunicação dos Oceanos

Jornalista internacional especializada em desporto à vela oceânico há mais de 25 anos tendo reportado os principais eventos náuticos mundiais (Whitbread Race, America’s Cup, Volvo Ocean Race, Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais etc.). Foi colaboradora dos principais jornais portugueses (Público, Diário de Notícias e Expresso) e autora do primeiro website sobre desporto à vela em língua portuguesa – www.nyssearrudasailing.com, 2010-2013.

Como autora, escreveu e produziu vários livros sobre desporto à vela – Whitbread Race Round the World 1989-90 (primeiro livro em português do evento, editado no Brasil); Portugal Telecom e Patrocínio à Vela no Brasil e Portugal 2004; Campeonatos Mundiais de Vela ISAF Cascais 2007, America’s Cup World Series-Cascais, 2010; Volvo Ocean Race 2011-2012, escala de Lisboa; Fundação Mirpuri – A Jornada Impossível, 2017.

Atuou também como repórter especial na Expedição Antártica da Marinha do Brasil em 1986, a acompanhar a visita do navegador polar brasileiro Amyr Klink, e participou na Regatta Columbus 1992 a bordo do navio polaco Dar Mlodziezy em todo o percurso desde Lisboa, Cádiz, Canárias, Porto Rico, Nova Iorque e Boston, e Inglaterra.

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A Zouri é uma marca portuguesa de “eco-vegan footwear”, que utiliza plástico retirado do mar e materiais sustentáveis e ecológicos, para criar o seu calçado. Sendo, só por este propósito e missão, uma marca atrativa, mas que ainda consegue conciliar um design e estética muito apelativa. 

Criar Moda com Propósito e Sustentável

O conceito de calçado vegan já tem alguns anos em mercados mais maduros, mas apresenta ainda pouca expressão em Portugal. Só por isso, a Zouri poderia ser considerada uma honrosa excepção, mas a marca vai mais longe. 

 

A ZOURI gere um grupo de 600 voluntários de instituições portuguesas, ONGs e escolas para realizar limpeza da costa portuguesa. Tendo este ano recolhido uma tonelada de lixo das praias portuguesas.

 

 Um dos usos posteriores deste plástico é a própria produção do calçado da marca, que se completa com a utilização de produtos sustentáveis, como algodão orgânico, borracha natural e folhas de abacaxi.    

Desenvolvimento da economia Portuguesa, pessoa a pessoa  

A ZOURI produz todo o seu calçado na sua fábrica em Guimarães, enviando-o para diferentes países e continentes, sempre com um cunho português. 

Em cada encomenda, o consumidor recebe uma carta que enumera todos os materiais utilizados, as quantidades, a localização do plástico e o nome da pessoa que produziu o sneaker. Eleva Portugal, as suas gentes e causas. Assim, vale a pena, porque ainda por cima são bonitos ;)    

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