Etiqueta:

economia circular

Conversamos com Pedro Santos, um dos fundador da White Stamp (uma plataforma que promove a economia circular),  sobre a necessidade de massificar hábitos de consumo circulares na indústria da moda.

Como surge a ideia de criar a White Stamp e qual a origem do nome? 

A ideia de criar a White Stamp surgiu com a conjugação de dois elementos: 

  1. Necessidade pessoal – tal como para um grande número de consumidores, os nossos roupeiros estavam repletos de artigos em perfeitas condições para continuarem a ser  utilizados mas, estação após estação, permaneciam parados. Embora a doação seja uma  solução extremamente nobre, por vezes sentimos que muitos desses artigos podiam ser capitalizados. No entanto, o processo inerente à venda nas plataformas existentes é  demorado e não oferece garantias de sucesso.
  2. Propósito – fazemos parte de uma geração que quer adicionar valor e fazer melhor do que  se fazia no passado. Hoje, que temos o conhecimento e as ferramentas para o fazer, seria  quase irresponsável não tentar! Assim, embarcámos na missão de criar uma solução simples,  rápida e segura para capitalizar os artigos de moda parados nos roupeiros de todos nós. 

A White Stamp, como conceito, passou por várias fases até se tornar no que é hoje. No  entanto, uma ideia era comum às diferentes versões: a colaboração é fundamental para  aumentar a probabilidade de sucesso na construção de um futuro melhor. Este “carimbo” é  a nossa forma de juntar aqueles que acreditam que podemos fazer mais na luta contra o desperdício têxtil. 

A White Stamp é uma plataforma que contribui para a economia circular. Fale-nos um pouco sobre o Programa SELL 1 BUY 1, e como é que as pessoas podem aderir a este conceito. 

Estima-se que cada Europeu tenha, em média, um pouco mais de 1,000€ parados no roupeiro.  De acordo com o nosso trabalho de pesquisa, 96% dos consumidores gostaria de vender estes  artigos com mais frequência, mas apenas 7% o faz. O motivo para este número tão baixo  explica-se pela complexidade, tempo e incerteza inerentes às soluções atuais. Num mundo  em que o tempo livre é uma commodity rara, fotografar artigos, descrevê-los em detalhe,  negociar, partilhar dados pessoais e marcar encontros com potenciais interessados – tudo  isto sem garantia de sucesso na venda – torna a venda de artigos usados pouco apetecível. 

O programa Sell 1 Buy 1 resolve estes problemas associando a experiência de revenda ao  momento de compra. Através deste programa, é possível trocar artigos de moda que já não utilizamos por crédito para descontar nas marcas aderentes ao programa (e.g. Havaianas,  Play Up, Näz, Armazém das Malhas). 

Para tal basta: 

  1. Aceder ao website de qualquer marca aderente ao programa e clicar no botão “Sell 1  Buy 1” que se encontra no menu principal;
  2. Completar 8 campos de descrição pré-preenchidos (e.g. marca, tamanho, estado) – após este momento será apresentada a cotação que oferecemos pelo artigo; 3) Optar por recolha gratuita ou entrega gratuita (em qualquer loja/ponto CTT).

Os artigos são verificados assim que chegam até nós e o crédito fica imediatamente disponível  para ser utilizado. 

O cliente só precisa de: 

  1. Aceder à página Sell 1 Buy 1 da marca aderente onde pretende utilizar o crédito;
  2. Criar um código de desconto com o crédito disponível; 
  3. Inserir o código de desconto no carrinho de compras da marca aderente. 

Se queremos promover o hábito de vender usado sempre que se compra novo, é essencial  tornar o processo o mais simples e “user friendly” possível. É por esse motivo que acreditamos  que o acesso deve ser feito, essencialmente, por via das marcas que já fazem parte da rotina  de consumo do utilizador. É também por isso que, mais do que da White Stamp, o programa  Sell 1 Buy 1 é das marcas aderentes. 

Nota: Lista completa de marcas aderentes ao programa Sell 1 Buy 1 aqui.

 

Qual tem sido a adesão à plataforma por parte das pessoas? 

O feedback e adesão registados até ao momento têm superado todas as expectativas, com  taxas de crescimento muito significativas desde a data de lançamento do programa (final de  2020). 

Na perspetiva das marcas, o processo de adesão é muito simples – em menos de 1 dia  conseguimos ter o programa operacional. Simultaneamente, não há qualquer custo associado  à manutenção, que é feita essencialmente pela White Stamp. As marcas aderentes ganham  acesso a um programa que promove a circularidade sem necessitarem de ajustar o modelo  de negócio ou alocarem tempo e recursos à sua implementação/manutenção. 

O conceito de oferecer um desconto com propósito é algo muito apelativo para as marcas,  na medida em que, cada vez mais, está alinhado com o seu ADN e, simultaneamente, vai ao  encontro das exigências do consumidor atual (85% dos Millennials acredita que é muito  importante que as empresas implementem programas que promovam a sustentabilidade ambiental). 

Para as pessoas, o programa Sell 1 Buy 1 resolve o problema da acumulação de artigos  parados no roupeiro, ao mesmo tempo que promove a adoção de práticas de consumo mais  conscientes e sustentáveis, associando um desconto com um propósito nas suas marcas de  moda favoritas. 

A Havaianas juntou-se recentemente à White Stamp. No que consiste esta parceria? 

A parceria com a Havaianas funciona nos mesmos moldes que qualquer outra marca aderente  ao programa Sell 1 Buy 1. Ou seja, o utilizador pode trocar artigos usados por crédito para  descontar em compras na Havaianas. Para tal, basta aceder ao website da Havaianas, clicar  no botão Sell 1 Buy 1 e seguir os passos apresentados.

A Havaianas tem, efetivamente, uma projeção internacional e um nível de maturidade que  nos permite explorar outras oportunidades – algo que está a ser explorado e testado e que,  a seu tempo, será certamente implementado. 

De momento, o foco passa por garantir que a experiência proporcionada ao utilizador excede  as suas melhores expectativas, promovendo uma utilização regular do programa. 

 

Para além do core business, participam em mais alguma iniciativa que promova a sustentabilidade ambiental? 

A reutilização, complementada com a consciencialização, é a principal solução da White  Stamp para a poupança de recursos naturais escassos. Mais de 90% dos artigos que chegam  até nós são reintroduzidos no mercado de 2ª mão através de parceiros que operam nesta  área. No entanto, nem todas as peças que recebemos cumprem com os critérios de venda do  mercado de segunda mão. Por este motivo, estabelecemos parcerias que permitem adiar ao  máximo o descarte precoce ou a reciclagem de artigos em menos bom estado, como sejam a doação ou o reaproveitamento de tecidos para a criação de têxteis para o lar. 

Simultaneamente, estamos ativamente a trabalhar no desenvolvimento de sinergias (desde  a consultoria especializada à produção) que nos permitam apresentar soluções a todos os  participantes do ecossistema Sell 1 Buy 1 interessados em fortalecer a circularidade dos seus negócios.  

Quais são os próximos passos para a White Stamp? 

Criar o hábito de vender usado sempre que se compra novo é a ambição principal da White  Stamp. No entanto, para que essa dinâmica exista, é essencial que o programa esteja  disponível nas marcas que compõem a rotina de compra dos consumidores. Por isso, a criação  de novas parcerias é algo que estará sempre presente nos nossos planos. 

Para exponenciar o crescimento deste ecossistema, estamos a trabalhar em “1-click  solutions”, o que tornará a integração em marcas parceiras ainda mais rápida e o  funcionamento do programa ainda mais intuitivo. 

Em simultâneo, porque acreditamos que esta é uma proposta que se enquadra muitíssimo  bem num segmento crescente de consumidores, passa pelos nossos planos apostar de forma  estruturada noutros mercados europeus, sendo que Espanha e Alemanha são dois países  estrategicamente relevantes para a White Stamp. 

Pedro Sobral Santos

Após licenciatura em Gestão de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa e Pós Graduação em Finanças pela mesma instituição, Pedro Santos seguiu para Londres  acompanhado de ambição e inocência. Na altura o contacto com a moda ficava-se pela ótica  do consumidor, mas a obsessão pela otimização e inovação sempre estiveram no ADN. O  percurso de quase 10 anos em Inglaterra passou sempre pela banca (Santander UK e Lloyds Banking Group) em áreas como Estratégia e Customer Insights. O regresso a Portugal deu-se  em 2018 com o objetivo de total dedicação à conceção e desenvolvimento da White Stamp.

subscrever newsletter

 

 

9 visualizações

A marca re.store® assume-se como marca amiga do planeta e das pessoas, com base nos pressupostos da Economia Circular – RE.ciclar, RE.utilizar, RE.duzir – e responsabilidade social. Nesta entrevista com Sílvia Correia, a fundadora da marca, ficamos a saber mais sobre este projeto.

Como surgiu a ideia da re.store?

A marca re.store® nasceu em Braga numa conferência sobre Economia Circular em maio/2018, começou a ser construída em janeiro de 2019 e foi lançada em outubro de 2019 com o propósito de ser a marca amiga das Pessoas e do Planeta! Não pretende mudar o mundo, mas sim muitos pequenos mundos, funcionando como efeito multiplicador na consciencialização coletiva das pessoas para com a necessidade de mudança para hábitos de consumo responsáveis.

Inicialmente nasceu como um projeto de responsabilidade social corporativa da empresa Creative Zone (consultoria de marketing e comunicação). Sílvia Correia ‘escutou’ o conselho de Winston Churchill “nunca desperdiçar uma boa crise” e lançou a marca em plena pandemia. A aceitação do mercado, os parceiros certos e a predisposição dos consumidores para com um consumo mais eco e socialmente responsável foram os motores de arranque da marca 

A re.store assume-se assim como a marca amiga das Pessoas e do Planeta!

Em que medida a re.store contribui para a sustentabilidade?

A re.store assenta a sua ação em 3 pilares fundamentais, os seus 3Ps: Pessoas, Planeta e Pedagogia!

São estes que norteiam as suas ações e o ADN da sua estratégia face à sustentabilidade que, para a marca, é a ambiental e a social. Acreditamos que é através de uma pedagogia para a mudança junto das escolas e das organizações que conseguiremos mudar muitos pequenos mundos, os quais, por sua vez, terão um efeito multiplicador junto da comunidade.

Ao comprar os produtos de tecido re.store® as pessoas estão a contribuir para a sustentabilidade do planeta porque:

  • O tecido dos produtos é reutilizado a partir dos desperdícios e/ou sobras dos processos de produção de empresas de têxteis-lar portuguesas.
  • A etiqueta da marca é feita com fios de poliéster reciclados.
  • A mensagem da marca é impressa com tinta ecológica.
  • As alças do saco são feitas com algodão 100% orgânico.
  • A etiqueta do conceito é feita a partir de desperdícios de algodão e sementes de plantas, sendo plantável.

Desde o seu lançamento, a re.store já conseguiu reutilizar 3,3 toneladas de tecido, desenvolvendo produtos funcionais com propósito.

E ainda estarão a contribuir para a sustentabilidade social de várias instituições/associações sociais e projetos sociais, porque os produtos re.store® são integralmente confecionados pelos seus utentes, valorizando e remunerando deste modo o seu trabalho e a sua autoestima, promovendo a sua inclusão social. Porque “Diversidade é convidar para a festa; Inclusão é chamar pra dançar.” E nós gostamos de dançar. Até esta data (valor sempre em atualização) já remunerámos os nossos parceiros em €33.094,30.

 

Que tipo de produtos se podem encontrar na vossa loja?

Na loja re.store encontram-se produtos funcionais, mas com 3 propósitos: ambiental, social e também pedagógico. Em termos de re.store têxtil podem ser adquiridos os seguintes produtos: sacos de compras, mochilas, bolsas de felpo/necessaire, sacos de praia, discos de limpeza facial, bolsas multiuso, bolsas para óculos/telemóveis, bolsas para iPads/tablets, aventais, decorações de natal, bolsas em linho. No que se refere à re.store papel, os produtos disponíveis resultam de um processo de reutilização do papel usado na sublimação têxtil e o portfolio atualmente disponível inclui: folhas de embrulho, postais, envelopes de oferta e envelopes.

Qual o processo de fabrico e os materiais utilizados nos vossos produtos?

Os materiais utilizados no nosso processo de fabrico dependem daqueles que estiverem disponíveis nas fábricas, podendo ser artigos em algodão ou com misturas, em linho ou com algum poliéster (porque também esta fibra pode e deve ser reutilizada); podem ser tecidos de lençóis, de mantas, cobertas, jogos sacos, toalhas de mesa, toalhas de felpo, … podem ser lisos, estampados, bordados ou fios tintos… tudo depende do que estiver em produção e disponível nas fábricas parceiras da re.store no momento da compra destes materiais. Tendo por base a existência dos materiais, estes são complementados com os componentes (etiquetas e alças) e entregues aos parceiros sociais para serem confecionados de acordo com ficha técnica previamente aprovada. Após a confeção, os artigos seguem para a loja online ou para os clientes empresariais, de acordo com os pedidos que nos sejam colocados.

 

Têm 30 parceiros de sustentabilidade, em que medida e que isto é importante para o vosso negócio?

O facto de termos uma bolsa de parceiros sociais validados por nós no que toca às suas competências para confecionarem os nossos produtos é muito importante para podermos garantir a escalabilidade do projeto, assim como o seu impacto em várias regiões do país e em várias tipologias dos parceiros sociais porque estes podem ser instituições, associações ou causas sociais.

Quais os próximos passos para este projeto?

Os próximos passos passam sempre por encontrar formas de criar mais impacto positivo nas Pessoas e no Planeta, e um dos passos dados nesse sentido são as parcerias que temos conseguido estabelecer.

Uma delas é com a Sic. Esperança através do Saco Solidário Sic.Esperança by re.store em que uma parte da sua venda também reverte para a Sic.Esperança para que possam ajudar ainda mais projetos sociais.

A outra parceria também já estabelecida e lançada dia 7/dez, é com o SLBenfica, marca nacional incontornável no que toca à capacidade de criar impacto positivo junto da sua comunidade nacional e internacional.

Em termos de prioridades estratégicas para 2022 pretendemos: atingir a métrica dos €50.000,00 pagos aos parceiros sociais como remuneração pelo seu trabalho de confeção, iniciar o processo de internacionalizar para 2 mercados, aumentar as parcerias e continuar a trabalhar o mercado empresarial para que consigamos mudar mais pequenos mundos.

 

Para quem pretenda adquirir os vossos produtos, onde pode fazê-lo?

Podem adquirir os nossos produtos online em www.restore.com.pt e nos nossos parceiros que os disponibilizam nas seguintes lojas:

Porto: Fernandes, Mattos & Cia (Armazém das Carmelitas) na Rua das Carmelitas 108-114 – 4050-284 Porto

Leça da Palmeira: Óptica do Centro na Av. Dr. Fernando Aroso n.º 921 G – 4450-666 Leça da Palmeira

Guimarães: Óptica do Centro no Largo do Toural n.º 93/95 – 4810-445 Guimarães

Praia de Mira: Gândara Souvenir Shop na Av. Arrais Batista Cera 7A, 3070-791 Praia de Mira

Sílvia Correia

Nascida em Braga, economista de formação, marketer de vocação e empreendedora social de paixão. Fundadora e CEO de 2 empresas – a Creative Zone e a Essential Together – é também responsável por dois projetos de voluntariado e uma ‘nuvem’ orgulhosa na pediatria do Hospital de Braga. Apaixonada pelo seu trabalho, considera-se privilegiada porque adora o que faz e acredita que a chave para fazer a diferença é permitir que as pessoas se tornem agentes de mudança positiva e criativa.
Acima de tudo são as Pessoas que a movem, sempre a sua prioridade. O Ambiente e a sustentabilidade do Planeta apenas fazem sentido se trabalharmos em função do bem-estar das Pessoas, envolvendo-as na solução, fazendo-as acreditar que o esforço conjunto resultará sempre em recompensas mútuas… e recompensadoras, sempre!

subscrever newsletter

78 visualizações

Ricardo Morgado, porta-voz da sustentabilidade em Portugal, quer tornar a economia circular acessível a todos os setores. Por isso mesmo fundou a The Loop Co., que nasce para aliviar as famílias do enorme fardo que tinham no início do ano lectivo dos seus filhos, através da reutilização de materiais escolares. Descubra como todo este projeto surgiu nesta entrevista.

Como nasce a The Loop?

A The Loop Co. nasceu no local onde todos os estudámos, em Coimbra, no ano de 2016 com o projeto Book in Loop, uma plataforma destinada à compra e venda de manuais escolares em segunda-mão. O objetivo era criar um sistema que permitisse a todas as famílias a venda de manuais escolares, em condições de reutilização, assim como a sua compra. Entretanto, a empresa foi crescendo, acompanhámos as tendências do mercado, as necessidades dos consumidores e dos nossos clientes. Em 2019, juntamente com a Carolina Patrocínio, criámos a BabyLoop, plataforma online de revenda de produtos de puericultura e decoração sustentável, e outros projetos que demonstraram que a The Loop Co. podia ser uma marca agregadora com a missão de criar negócios tecnológicos na área da economia circular. Queremos continuar a crescer ao tornar a economia circular cada vez mais acessível para consumidores e empresas.

Quais as áreas em que atuam e como contribuem para a sustentabilidade do planeta?

Atualmente, operamos em três áreas: economia circular, impacto social e desenvolvimento de soluções tecnológicas. No caso da economia circular estamos a contribuir para fechar o “loop”, isto é, desenvolvemos dois projetos nesta área que nos permitem estender o ciclo de vida dos produtos ao revender os que estão em boas condições: a Book in Loop, revenda de manuais escolares e, recentemente, também calculadoras, e a BabyLoop, revenda de produtos de puericultura e decoração sustentável. Na área de impacto social e no desenvolvimento de soluções tecnológicas procuramos criar projetos que tornem a sustentabilidade cada vez mais acessível a todos, tanto para o público em geral como para as empresas e negócios. Assim, com estas áreas de ação, queremos tornar o nosso país cada vez mais sustentável através da tecnologia, que tem um poder de transformação brutal. 

Relativamente à Book in Loop e à Baby Loop, como tem sido a adesão por parte do consumidor?

A adesão por parte dos consumidores a ambos os projetos tem sido fantástica: em 5 anos da Book in Loop já demos uma nova vida a 300 mil livros e ajudámos famílias a pouparem mais de três milhões de euros; na BabyLoop já poupamos às famílias mais de 120 mil euros ao revender produtos de puericultura. Cada consumidor tem a sua razão, seja por questões ambientais ou pela poupança significativa que podem fazer, as famílias estão cada vez mais dispostas a comprarem produtos em segunda-mão. O consumo responsável é cada vez mais uma tendência, portanto acreditamos que a adesão aos nossos projetos de economia circular vai continuar a ser bastante positiva.

No que é que a adesão à Fundação Calouste Gulbenkian contribuiu para o crescimento da The Loop?

A Fundação Calouste Gulbenkian é parceira da The Loop Co. num projeto de inovação social, a Uniloop, que tem como objetivo criar um sistema de incentivos por comportamentos ambientalmente sustentáveis.

Algum plano para o futuro da The Loop?

Muitos! Felizmente estamos com projetos em várias áreas (Economia circular, comércio, saúde, IoT), o que nos permite sustentar o nosso crescimento em qualidade, competência e transversalidade. Mas a nossa visão para o futuro é clara: queremos aplicar cada vez mais a tecnologia que criamos à economia circular e à sustentabilidade.

Onde é que as pessoas podem encontrar mais informação sobre os projetos da The Loop?

Podem consultar o nosso website em: www.loop-os.com ou seguir as nossas redes sociais onde partilhamos algumas novidades dos nossos projetos, como é o caso da BabyLoop e da Book in Loop.

Ricardo Morgado

O Ricardo Morgado é um empreendedor com a missão de tornar a economia cada vez mais sustentável. Formado em engenharia biomédica, pela Universidade de Coimbra, utilizou os seus conhecimentos para fundar a sua própria empresa juntamente de alguns amigos de infância e colegas, após ter trabalhado no setor médico. Hoje em dia trabalha ativamente como um porta-voz da sustentabilidade em Portugal e quer tornar a economia circular acessível a todos os setores.

subscrever newsletter

45 visualizações

Falamos com Celina Marques, Ana Gaspar, Sandra Neto e Teresa Capítulo que são responsáveis pela criação de uma marca de roupa em 2ª mão, a 4UseAgain, que tem como objetivo promover a economia circular, reduzir o consumo e reutilizar os materiais para perceber mais sobre o seu projeto.

Como surgiu a 4UseAgain?

A 4UseAgain nasceu a partir da ideia de quatro amigas empreendedoras, de várias áreas de formação, mas com uma vontade comum: reduzir a pegada ecológica e promover a economia circular. Aliado aos vários tipos de formação, também os diferentes tipos de interesses e formas de estar na vida levaram a que as 4 sócias potenciassem a sua ideia de dar uma segunda oportunidade ao que já não era usado e concretizassem o lançamento do site www.4useagain.com,  para promoverem todos os artigos  que merecem  ser “4UseAgain”.

 

Como tem sido a adesão por parte das pessoas?

A 4UseAgain é uma empresa recente no mercado, pelo que a adesão ao site tem vindo a ser gradual, mas com consistência, quem efetua uma compra normalmente repete a experiência de comprar artigos de qualidade a preços mais convidativos.

Em que medida a 4UseAgain contribui para a sustentabilidade?

As novas tecnologias permitem-nos ter muito do que desejamos ou necessitamos à distância de um “click”. O isolamento social de 2020 veio potenciar ainda mais o uso das tecnologias e fomentar o e-commerce. O facto do cliente poder efetuar as suas compras de uma forma cómoda, rápida e intuitiva em qualquer momento, poder comparar preços, colocar questões, escolher o modo de pagamento, o local de entrega e ainda efetuar trocas/devoluções, faz com que cada vez mais se opte pelas compras online. 

Se aliarmos o e-commerce à comercialização de artigos em segunda mão, ou que ainda não saíram de uma loja ou armazém, estamos de uma forma muito direta a promover a economia circular, a evitar o desperdício e simultaneamente a cuidar do nosso planeta.

Se pensarmos que a indústria têxtil é a segunda maior responsável pela poluição industrial e contribui com cerca de 10% das emissões globais de CO2, com 17% a 20% da poluição global da água doce e que cerca de 25% dos pesticidas utilizados no mundo são aplicados no cultivo do algodão, faz todo o sentido fomentar a reutilização de artigos que se encontram em bom estado e que em muitas situações não chegaram sequer a serem usados.

Foi a pensar em tudo isto que surgiu a 4UseAgain. É importante que todos nós tenhamos a noção que as nossas ações podem minimizar os impactes no meio ambiente, desenvolvendo e promovendo comportamentos mais sustentáveis. 

 

Como é que as pessoas podem participar nesta economia circular através da 4UseAgain?

Ao confiar à 4UseAgain os artigos, o cliente/fornecedor está a potenciar a reutilização dos mesmos, permitindo assim que estes venham a ter um novo dono e uma nova utilização. Simultaneamente, ao adquirir artigos através do site, o cliente/comprador tem a oportunidade de comprar artigos únicos e de qualidade a preços mais reduzidos, contribuindo, também, desta forma para a redução do desperdício.

Quais os próximos passos para este projeto?

O site www.4useagain.com apresenta-se com um menu intuitivo que permite ao visitante “navegar”  de  uma forma fácil e prática. Possui também vários tipos de filtros de forma a permitir ao seu utilizador chegar de uma forma rápida ao artigo pretendido.

O site iniciou-se com artigos de moda para mulher, homem, menina, menino, desde vestuário, calçado e acessórios.

Posteriormente, foi lançada a área “Premium”, na qual o cliente pode encontrar artigos novos e com etiqueta, muitos dos quais provenientes de parcerias estabelecidas com várias lojas/fornecedores. Nesta fase de evolução da empresa foi também efetuada a  tradução do site  para inglês, permitindo, assim, a internacionalização da marca. 

Mais recentemente foi lançada uma área destinada à venda de livros de vários géneros literários. Brevemente o site servirá também de montra a artigos de decoração que deixaram de estar em exposição nas “nossas” casas, mas que se encontram em ótimas condições para serem reutilizados noutra habitação. Irá também contar com uma área inteiramente dedicada ao vintage (artigos de moda) e será traduzido para espanhol.

 

Onde é que as pessoas podem adquirir os produtos?

Os artigos da 4UseAgain podem ser diretamente adquiridos no site www.4useagain.com. Através do site é possível consultar a variedade de artigos comercializados (Premium, Moda e Livros), efetuar a compra bem como  o respetivo pagamento através: cartão de crédito, MBWAY e referência multibanco.  A expedição das encomendas é efetuada  após a validação do pagamento via CTT. Quando a encomenda é  expedida, o cliente recebe um e-mail de confirmação  e terá a possibilidade de efetuar o “Track & Trace” para acompanhar as informações de entrega.

Celina Marques, Ana Gaspar, Sandra Neto e Teresa Capítulo

Somos um grupo de quatro amigas empreendedoras – Celina Marques, Ana Gaspar, Sandra Neto e Teresa Capítulo, de várias áreas de formação:, gestão, sociologia, relações públicas e psicologia, respetivamente. Todas integradas no mercado de trabalho, com diferentes tipos de interesse que vão desde o prazer de estar em família e com os amigos, de viajar, de ler, de aprender ou praticar desportos na natureza e atividades radicais,  mas com o  interesse comum de dar uma segunda oportunidade ao que não está a ser usado. Ao potenciarmos a economia circular e o consumo sustentável, estamos a contribuir  em simultâneo para a redução da pegada ecológica.

subscrever newsletter

215 visualizações

Com peças inovadoras e sofisticadas para pessoas que procuram diminuir o impacto ambiental através das suas escolhas de moda consciente, a marca made in Brasil lança a sua nova coleção GAIA, criada para celebrar mais de 20 anos da cultura de sustentabilidade da Osklen.

Guiada pelo conceito ASAPAs Sustainable As Possible, As Soon As Possible na produção de todos os seus produtos, a marca transmite a urgência da adoção de hábitos e práticas voltadas para o desenvolvimento humano sustentável, mediante a utilização de materiais com impacto positivo no ambiente. Assim, nesta coleção todas as peças feitas com e-fabrics, tecidos produzidos com materiais e processos sustentáveis, como PET reciclado, cânhamo e seda orgânica, lona eco, algodão reciclado e tricot handmade que, para além de serem resistentes e duradouros, têm um processo de produção que promove a economia circular e a limpeza do planeta e ainda reduzem as emissões de CO2 e consumos de água e energia face aos processos convencionais.

Pioneira na moda sustentável desde 1998, a marca compromete-se com o consumo consciente e a integridade socioambiental, incorporando o estilo e design a produtos éticos que inspirem cada vez mais pessoas a adotarem um estilo de vida mais equilibrado. Inspiradas nas cores da floresta amazónica com um verde floresta, o pleno tom terra, o preto e os ousados jambo e jabuticaba , GAIA apresenta peças versáteis como t-shirts, macacos, vestidos, blusas, casacos, calças, sweats e bolsas em pele de pirarurcu.

Toda a coleção assenta nos pilares de consciência ambiental com que a marca se identifica e cada peça tem uma componente sustentável que é reconhecida com uma das três bandeiras desenvolvidas pela marca – Regenerate Life, Redesign Waste, Respect our people. A primeira bandeira assenta sobre a recuperação e preservação da biodiversidade para manter a floresta viva e diminuir o impacto do aquecimento global. Redesign Waste é a bandeira que marca os artigos que promovem o reaproveitamento de resíduos, que atribuem um novo significado ao que é considerado lixo e que incentivam a economia circular, utilizando maioritariamente matérias primas recicladas. E por último, num contexto de valorização dos saberes, tradições, património sociocultural e igualdade de género, surge a bandeira Respect Our People com produtos que envolvem trabalhos manuais, artesanais e criativos. A identificação das bandeiras em cada peça permite ao consumidor perceber de que forma as suas escolhas impactam o mundo que o rodeia.

Produzida para honrar e celebrar a natureza, a coleção GAIA encontra-se disponível na loja física Osklen na Marina de Cascais e na loja on-line da Embau com PVP’s entre os 49€ e os 1.200€ para ajudar a alcançar o equilíbrio entre ações e impactos.

subscrever newsletter

35 visualizações

Sob o tema “O Futuro Conduzido pela Inovação”, o propósito deste 19.º Encontro Anual Valorpneu foi apurar as novas tendências do setor, abordar os avanços na área do Ambiente, os objetivos que a Valorpneu se propõe a atingir no futuro e a melhor forma de disseminar as boas práticas no setor. 

Hélder Pedro, Gerente da Valorpneu, deu as boas-vindas aos convidados e fez uma breve  apresentação da Valorpneu enquanto entidade gestora com praticamente duas décadas de  existência “que sempre cumpriu os seus objetivos e que desde o início da sua atividade tem  como foco contribuir para a Economia Circular”. No entanto ressalva que: “Apesar de ao  longo dos anos a Valorpneu ter promovido várias ações no que diz respeito a I&D e Inovação, com diversas instituições e com implementações práticas, enquanto entidade  gestora a Valorpneu não consegue isoladamente concretizar todas essas ações com vista à reutilização de materiais que resultam da reciclagem e valorização de pneus”. Acrescentando que: “O apoio dos poderes públicos é fundamental e que, apesar de estar  presente em muitas situações, deve ser reforçado”, dando o exemplo concreto da  reutilização de matérias provenientes de pneus em fim de vida no pavimento rodoviário, um  tema que está em cima da mesa há vários anos, mas que ainda não existe um normativo  que promova essa reutilização.

A sessão de abertura ficou a cargo da Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos  Costa referiu que “Hoje estamos a braços com uma crise conjuntural na área da energia e dos materiais, que  se pode desenvolver para uma crise estrutural se não formos capazes de repensar o modelo  de produção e de consumo em que assentámos o desenvolvimento nos últimos 100 anos”. Salientando ainda que: “É preciso  paulatinamente integrar os princípios da economia circular em todo o sistema e não só no  fim da linha. É necessário repensar estas organizações não apenas como entidades gestoras de pneus em fim de vida, mas como um farol de inovação circular para este tipo de material que já apresenta ameaças ao nível de escassez”. 

Em 2021 a Valorpneu estima recolher mais 13.100 toneladas de pneus para além do seu  objetivo, quantidade recolhida e tratada voluntariamente e que tem como destino a  valorização energética. As 84.800 toneladas de pneus usados recolhidos evitam a produção  de 127.000 toneladas de emissões de CO2eq. 

O principal destino dos pneus recolhidos, dentro do limite do objetivo de recolha, é a  reciclagem (78,2%), seguindo-se a valorização energética 17%), a recauchutagem (3,8%) e  outras formas de valorização (1%). 

No âmbito das atividades para garantir a sustentabilidade do setor, Climénia Silva destacou o  programa de inovação NextLap, promovido em conjunto com a Recicladora Genan e com a  consultora de inovação Beta-i, com vista a encontrar novas soluções para os materiais derivados da reciclagem de pneus usados e seus componentes. 

Este ano verificou-se também uma evolução do número de produtores aderentes ao  Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados (SGPU), com 2.050 aderentes. Neste âmbito foram realizadas as obrigatórias auditorias aos produtores e análise das medidas de  prevenção.  

A nível da rede transportes e valorização foi avançada uma novidade: o reconhecimento de  Desempenho Anual do Transportador, com a entrega de jogos de pneus recauchutados para usar nas suas frotas. Este prémio tem em vista motivar, fomentar e dar a conhecer o setor da recauchutagem e a excelência dos seus produtos. 

Como já vem sendo habitual nestes Encontros, realizou-se uma “mesa redonda” subordinada ao tema “A Inovação do Setor” onde foram debatidas as principais inovações e contributos para o setor dos pneus em fim de vida, onde mais uma vez foi destacado o programa NextLap, cuja primeira edição trouxe um contributo significativo na procura de soluções para estas matérias e, mais do que isso, criou um elo de ligação entre inovadores, empresários e a indústria, que era, de acordo com Climénia Silva, a componente que faltava neste tipo de programas, onde a Valorpneu foi pioneira em 2008 com o lançamento do Prémio Inovação, “quando ainda  pouco se falava de economia circular”. 

A Direção Geral das Atividades Económicas (DGAE) e a Agência Portuguesa do Ambiente  (APA) falaram de regulamentação e destacaram a importância da inovação tecnológica e da  colaboração em qualquer área de negócio, nomeadamente no setor dos pneus usados.  A “Transição Digital” e “Transição Verde” são duas das áreas que fazem parte da atuação da  DGAE e que constituem a estratégia atual para o crescimento da União Europeia (UE) e de  Portugal. Neste contexto, o conceito de “eco-modelação” foi também sobejamente falado,  na medida em que “discrimina positivamente os produtores”, fazendo com que privilegiem  “materiais reciclados nos novos produtos”, deixando de fora as “substâncias e os materiais”  mais poluentes, explica Fernanda Dias. Depois de uma edição totalmente virtual em 2020, a edição deste ano já se permitiu realizar  num formato híbrido, trazendo alguma esperança e até evidências de alguma retoma do  setor. O próximo ano será uma incógnita, mas com uma certeza e objetivo: encontrar  soluções que contribuam para um melhor ambiente e para uma sociedade mais justa, mais  resiliente, descarbonizada e que preserva o valor dos seus materiais.

subscrever newsletter

42 visualizações

Alda Ruivo é responsavel pela criação de uma marca de roupa em 2ª mão, a 3ciclo, que tem como objetivo promover a economia circular, reduzir o consumo e reutilizar os materiais. Ao falar com a Alda conseguimos perceber mais sobre o seu projeto.

Como surge a 3Ciclo e qual a origem do seu nome?

A minha avó materna era costureira modista e tinha 8 filhos. Eu sou a 3ª filha dum casal com 3 raparigas. A  roupa passava de uns para os outros e muitas vezes era transformada em roupa nova. Cresci a assistir a  projetos de reciclagem e recriação de roupa. Aprendi algumas noções de costura com a minha avó e com a minha mãe e eu própria também já fiz várias peças para mim e para oferecer. A ideia de criar a 3ciclo surge com o nascimento do meu filho. Eu, as minhas amigas e familiares criamos um ciclo de troca de roupa. Ainda assim, sobrava sempre muita roupa porque os miúdos nascem em alturas diferentes do ano e crescem muito depressa. Além disso, sempre que altero alguma peça, por norma essa passa a ser a que o meu filho mais gosta. 

Paralelamente a indústria da moda é uma das mais poluentes e vivemos numa altura em que assistimos ao incentivo ao consumismo e à cultura do fastfashion. Senti a necessidade de fazer alguma coisa para que o meu/nossos filho/filhos e netos tenham um planeta mais saudável. Por isso resolvi meter mãos à obra e ajudar da maneira que conseguir.  

Em relação ao nome, achei que necessitava de uma marca com um símbolo simples, com a qual os miúdos se identificassem e que ao mesmo tempo passasse a mensagem dos objetivos do projeto. Fiz alguma pesquisa e lembrei-me de um triciclo. Comecei a trabalhar no logotipo com o Moisés Oliveira do Núcleo Digital e 3 dias  depois encontrei um triciclo de madeira na rua sem uma roda. Achei muito engraçada a coincidência. Ficou 3ciclo que é uma abreviatura de triciclo. O meu amigo Henrique Silva que é professor na escola na Artesãos de Lisboa, restaurou o triciclo e hoje faz  parte da nossa decoração da loja/atelier físico.

Como tem sido a adesão por parte do consumidor?

Estamos na fase de crescimento. Abrimos a 15 de agosto. No primeiro mês convidamos os amigos para nos ajudar a melhorar o site e assim foi. Na prática começamos a trabalhar em setembro. Sendo uma loja online é  necessário apostar forte na divulgação. Dentro do nosso orçamento é o que temos feito. O ritmo de  crescimento tem aumentado de mês para mês. Estamos animados e motivados para continuar! É uma micro empresa, dentro dos recursos que temos, apostamos na qualidade e simplicidade do serviço, na  qualidade das peças que vendemos e na originalidade de algumas peças. E isso tem dado frutos.

 

Em que medida a 3Ciclo contribui para a sustentabilidade?

A 3ciclo ajuda a promover o consumo sustentável e a economia circular através dos produtos que compramos e vendemos. Estamos focados também em promover práticas sustentáveis e consciencializar para a necessidade de todos nós tomarmos esta questão da sustentabilidade com uma questão pessoal. Consumir de uma maneira cada vez mais consciente, reduzir o consumo e reutilizar materiais para bem do Planeta e de todos os que cá vivem.

 

Como é que as pessoas podem participar ativamente nesta economia circular através da 3ciclo?

Na 3ciclo as pessoas podem vender ou doar as roupas que já não servem às suas crianças e podem  também comprar novas peças que elas necessitem. Deste modo estão a promover a economia circular, sustentabilidade e ao mesmo tempo a poupar algum dinheiro para gastarem com as crianças no que mais gostam, por exemplo em atividades lúdicas ou culturais. No caso das doações estão a contribuir  para melhor a vida de algumas crianças também, uma vez que a doação reverte em dinheiro para apoiar uma das instituições que constam no nosso site.

Quais os próximos passos para este projeto?

A previsão de aumento de compra de roupa em segunda mão nos próximos 10 anos é de 17%.Queremos  continuar a crescer e ajudar a aumentar este valor.  

Acredito que a sustentabilidade tem uma dependência direta da emoção, economia e ecologia de cada um de  nós. Por isso queremos ajudar também nesta parte. Ajudar a arranjar em conjunto soluções de  sustentabilidade que sejam ecológicas para todas as pessoas. Ou seja, cada vez que alguém vai comprar um  produto sustentável ou reciclado, perceba e sinta que está perante a melhor compra, sendo os parâmetros: qualidade, tendência/trend, valor e sustentabilidade. É necessário que cada um de nós torne esta questão pessoal, a leve para dentro de casa e para fora também, em todos os sectores da economia. Que cada dia seja um bom dia para ajudar. Só deste modo podemos reverter a situação crítica em que se encontra o Planeta. 

 

Onde é que as pessoas podem adquirir os vossos produtos?

As pessoas podem adquirir os nosso produto no nosso site https://3ciclo.pt e na nossa loja/atelier física  na Rua Padre António Bianchi Nº88, 2600-605 Castanheira do Ribatejo.

Na adolescência tirou o curso de nadador salvador com o objetivo de ajudar a proteger as praias da Ericeira, vila que a viu nascer desde 1973. Serviu Portugal durante 7 anos, exercendo a função de condutora de articulados e gestão de frota no Exército Português. Adquiriu conhecimentos em várias áreas de negócio no setor das telecomunicações o que deu uma visão holística de grande utilidade para a função de Gestão de Projetos que desempenhou nas Direções de Consumer da NOS através da Rhmais, saiu após 13 anos. 

Frequentou o curso de Psicologia Social e Organizacional do ISCTE. Reforçou conhecimento em áreas do seu interesse e importantes para o projeto que desenvolve atualmente através dos diversos cursos. Hoje aplica tudo o que aprendeu para continuar a desenvolver o seu projeto que é a 3ciclo, uma loja de roupa em segunda mão de criança com consciência sustentável.  

Tem como bandeira a sustentabilidade, a nossa e a do planeta e como lemas: “As crianças em primeiro!” e “Juntos somos mais”.

subscrever newsletter

118 visualizações

Tiramos a curiosidade a quem pretende perceber de que forma uma marca com a dimensão da Makro incorpora a sustentabilidade no seu dia-a-dia, uma das principais empresas nacionais de distribuição grossista ao nível da comercialização de produtos alimentares e não alimentares.

Filipa Herédia, Communication & Engagement Manager da Makro, explicou-nos o compromisso da Makro com a transição para uma economia circular, onde se pretende eliminar o desperdício de produtos e materiais. Respondeu-nos, ainda, a algumas questões sobre de que forma a sustentabilidade está presente na estratégia corporativa e cadeia de valor da Makro, e que ações têm desenvolvido a nível da responsabilidade social, que se tornou uma necessidade ainda mais urgente na época atípica que atualmente vivemos.

De que forma uma marca com a dimensão da Makro incorpora a sustentabilidade no seu negócio e dia-a-dia?

Sustentabilidade, para nós, significa mais do que questões ecológicas e sociais: sustentabilidade é uma questão de atitude e uma forma de trabalhar. Orienta a forma como fazemos negócios e é parte integrante de nossa estratégia corporativa.

A Makro Portugal encontra-se empenhada em construir um futuro onde a sustentabilidade ambiental seja, de facto, uma realidade não só na sua operação, mas também, na dos seus clientes, fornecedores e toda a sua esfera de atuação.

Desta forma e a título de exemplo, podemos inclusivamente referir que nos encontramos empenhados na redução da utilização do plástico. Até 2023, em conjunto com os restantes países do GRUPO METRO, pretendemos economizar 300 toneladas de plástico e até 2025 ambicionamos capacitar os nossos clientes de ferramentas para reduzir a sua pegada ecológica.

Este é um processo que já vem sendo traçado desde 2014, ano em que a Makro Portugal começou a disponibilizar alternativas ao plástico provenientes de fontes renováveis, compostáveis e biodegradáveis, que não interferem na cadeia de abastecimento alimentar. Através de algumas destas matérias, os clientes Makro podem contar com uma gama completa de soluções alternativas ao plástico a preços competitivos, como palhinhas, talheres, pratos, copos, sacos.

Por outro lado, o ano passado, desenvolvemos uma parceria com a Lota Digital, através da qual os nossos clientes podem usufruir do peixe mais fresco, com qualidade garantida, capturado exclusivamente por pescadores tradicionais portugueses.

Através do marketplace online B2B da Lota Digital, a Makro pode comprar pescado nacional diretamente aos pescadores aderentes e, com essa iniciativa, reforçar o apoio à economia nacional e local. Oferecer aos nossos clientes o melhor sempre foi para a Makro uma prioridade. Se a este objetivo juntarmos a revitalização da economia em torno da pesca tradicional portuguesa, temos então o melhor de dois mundos. Na Makro estamos muito empenhados em disponibilizar aos nossos clientes produtos de qualidade provenientes de todas as esferas, com especial foco nos portugueses, naturalmente. Somos um país muito rico a nível de produtos e diversidade alimentar. Por isso a nossa gastronomia tem uma qualidade indiscutível. Com esta parceria ganhamos em qualidade, oferta, transparência e rastreabilidade, contribuindo ainda para a sustentabilidade da pesca tradicional portuguesa.

Por outro lado, existe já uma enorme preocupação por parte da empresa em procurar fornecedores que tenham eles, também, esta questão, bem presente nas suas linhas de produção. Trata-se de um trabalho conjunto que estamos a desenvolver. Se todos nos esforçarmos, então os resultados serão efetivamente compensadores.

 

É cada vez mais evidente a necessidade de utilização consciente de matérias-primas, desde a redução do desperdício à reciclagem dos produtos no fim de vida. Que iniciativas têm desenvolvido neste sentido?

A Makro trabalha para o 12º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que visa o Consumo e Produção Responsáveis. Por isso, estamos comprometidos com a transição para uma economia circular, na qual produtos e materiais circulam para eliminar o desperdício.

As próximas metas passam por aumentar a consciencialização entre colaboradores e clientes para mudar padrões de consumo, otimizar os processos de gestão de resíduos e oferecer pontos de recolha nas lojas para aumentar a taxa de recolha e reciclagem, trabalhar com os fornecedores para disponibilizar aos clientes uma gama de produtos e soluções sustentáveis, otimizar as embalagens das marcas próprias para reduzir o seu impacto ambiental, impulsionado pelo princípio dos 3R – “reduzir, reciclar, renovar”.

O futuro prepara-se no passado e faz-se no presente – esta frase ilustra bem o trabalho que tem sido desenvolvido pela MAKRO Portugal. Ao participar desde 2014 na METRO PLASTIC INICIATIVE, em conjunto com 12 países do GRUPO METRO, contribuímos para a otimização de 11.000 embalagens nas nossas marcas próprias, para a redução de 400 toneladas de material. Neste último ponto, em particular, a makro conseguiu encontrar alternativas ao PVC em 100% das embalagens nas suas Marcas Próprias (Metro Chef, Metro Professional, ARO e Rioba), substituindo um plástico considerado ’problemático’ pelos resíduos tóxicos resultantes da sua produção e eliminação.

Os nossos clientes podem assim assumir a responsabilidade e contribuir ativamente para a preservação dos ecossistemas locais. A Makro compromete-se a apoiar os seus clientes durante o período de transição dos plásticos de uso convencional com informações sobre como usar e descartar os materiais alternativos com eficiência.

 

A Makro lançou recentemente a campanha “Mais Rentabilidade” onde, entre outros tópicos, aborda a importância de reduzir o desperdício alimentar. Fale-nos um pouco sobre esta campanha.

Agora que os negócios do setor Horeca começam o caminho progressivo do desconfinamento e tendo em conta as grandes dificuldades pelas quais o setor passou e ainda se encontra a passar, pensamos que esta é, sem dúvida, uma campanha que os irá apoiar a evitarem o desperdício e a serem mais rentáveis, não apenas na diversificação das suas cartas, como até mesmo do ponto de vista da gestão financeira dos seus negócios. Acreditamos que reduzir o desperdício alimentar é um passo fundamental para a sua sustentabilidade.

Caminhar ao lado dos nossos clientes é um dos nossos princípios. Aliás, o seu sucesso é o nosso negócio, e agora mais do que nunca. Por isso mesmo, desenvolvemos esta campanha, em parceria com o Chef Paulo Pinto, sendo acompanhada do lançamento de um catálogo exclusivo makro – “Mais Rentabilidade para o seu negócio”, onde o Chef deixa algumas dicas de utilização, confeção e rentabilização de diversas proteínas como: o camarão, o bacalhau, o polvo, o atum, o salmão, a pescada, o frango, o pato e o borrego.

É possível encontrar também os pratos mais confecionados em Portugal, bem como o respetivo foodcost estimativo. Estas sugestões são elaboradas por José Lino, Gastroconsultor da makro, de forma a evitar o desperdício e a rentabilizar a sua utilização, preparação e confeção.

distribuição grossista

A sustentabilidade está presente ao longo da cadeia de valor? Se sim, de que forma?

Tem cada vez mais que estar. Tem que ser um esforço concertado de todos. Por exemplo, os negócios de restauração e hotelaria querem oferecer aos seus clientes experiências únicas ligadas, entre outras, a determinados aspetos regionais ou culturais. Para eles, produtos orgânicos e responsáveis estão entre os principais meios para se diferenciar dos demais. Ao mesmo tempo, esses produtos estão no centro da transformação dos desafios mundiais em torno do consumo e da produção sustentáveis.

Na makro disponibilizamos um sortido abrangente, que ajuda os nossos clientes a diferenciarem-se eles próprios dos seus clientes e a corresponder às necessidades das gerações atuais e futuras, destacando-se pela utilização sustentável de recursos.

Por outro lado, no grupo incorporamos no nosso sortido a produção sustentável de alimentos, por meio da interação e colaboração com produtores, fornecedores e clientes onde podemos encontrar respostas para as perguntas e desafios de hoje e de amanhã.

Enfim, temos uma série de iniciativas a correr que abrangem toda a cadeia de valor de forma a oferecermos ao longo de toda a linha soluções que sejam sustentáveis também muito do ponto de vista ambiental. É uma preocupação intrínseca a todo o grupo.

 

Um dos desafios da sustentabilidade é o conhecimento dos consumidores. Como têm comunicado o vosso compromisso?

Através de campanhas de incentivo à consciencialização para as temáticas da sustentabilidade.

Por exemplo, todos os anos lançamos, em conjunto com alguns dos nossos fornecedores, a campanha Water Initiative, desenvolvida pelo Grupo Metro – ao qual a Makro pertence – e que pretende sensibilizar clientes, colaboradores e a sociedade em geral para a escassez da água e para a necessidade de haver um consumo racional, ponderado e responsável. Tem como objetivo aumentar a consciência social para a escassez e contaminação da água, influenciar clientes para que sejam mais sustentáveis e reforçar o papel da Makro enquanto empresa sustentável.

A Makro tem a particularidade de ser um negócio grossista e por esse motivo as nossas comunicações de sensibilização, tal como a campanha Mais Rentabilidade, são muito focadas nos nossos clientes, e não tanto nos consumidores, como fazem outras insígnias de retalho. Ainda assim procuramos dar visibilidade ao que estamos a fazer, mas principalmente queremos fazê-lo através dos nosso fornecedores e clientes.

Makro_Iniciativa_da_gua

Em que medida a sustentabilidade também está presente na comunicação interna da Makro?

Na makro todas as nossas decisões são regidas pelos nossos princípios Orientadores, que estão interligados com a forma como trabalhamos diariamente: Liderar pelo Exemplo, Poder dos Relacionamentos, Faço Acontecer, Negócio Sustentável, Sucesso do Cliente. Nas nossas comunicações, os nossos princípios estão sempre presentes. Por exemplo num programa de reconhecimento, o Programa Mais, onde os colaboradores são nomeados por outro colaboradores, temos vários exemplos de como ao vivermos os princípios tomamos decisões que impactam o negócio, comunidade, planeta.

 

Referem no vosso website que a responsabilidade social é um tema de destaque para a Makro. Que passos têm dado com propósito?

Temos desenvolvido uma série de ações ao nível da responsabilidade social. É, de facto, um pilar no qual assenta a missão da empresa. Especialmente em tempos de pandemia como os que estamos a viver foram desenvolvidas uma série de ações, como:

  • ”Alimentar a Saúde

Organizado pelo chef Rui Silvestre, em conjunto com os Chefs Noélia Jerónimo, Vasco Coelho Santos, Rodrigo Castelo, Marco Gomes e a Rede de Emergência Alimentar, visou distribuir refeições aos mais carenciados a sul, norte e centro do país. Neste projeto a makro Portugal foi, maioritariamente, responsável pelo fornecimento de bens alimentares necessários para a confeção das refeições pelos vários chefs, a nível nacional. Esta ação foi estruturada a partir dos Bancos Alimentares, e encontrou-se assente em Instituições de Solidariedade Social, Juntas de Freguesia e outras entidades que prestam apoio.

“Alimentar a Saúde” teve início a 21 de março e, foram distribuídas no total mais de 14 mil refeições à população mais necessitada, de que são exemplo famílias carenciadas, crianças institucionalizadas, lares e profissionais de saúde, entre outros.

  • Projeto “É Um Restaurante”

Iniciativa da Associação Crescer que consiste em dar formação profissional e emprego a pessoas em situação de sem-abrigo, e que todos os dias distribui 200 refeições a pessoas nesta situação, em Lisboa.

Este espaço serve refeições, mas serve também esperança: nele só trabalhavam pessoas em situação de sem abrigo que ganham neste espaço a hipótese de serem reintegrados na sociedade, não só ganhando independência como conseguindo também, aos poucos, ser reinseridos no mercado do trabalho.

  • Comunidade “Ao seu Lado”

Projeto lançado a 26 de março de 2020, pela Endered, com o objetivo de ajudar a promover pequenos e médios estabelecimentos alimentares que continuam ativamente a disponibilizar bens alimentares, através de entregas em casa ou de serviços de takeaway.

Com mais de 700 estabelecimentos inscritos, a iniciativa “Ao seu Lado” teve como objetivo ajudar os comerciantes aderentes para que estes consigam reduzir os custos operacionais de aquisição de produtos, mas também ajudar as pessoas que utilizam a plataforma.

Este projeto pretendeu que as pessoas não deixassem de recorrer aos restaurantes e ao comércio tradicional, para que estes conseguissem manter a sustentabilidade do seu negócio.

  • Exército Português

Demos poio com equipamento e alimentos para refeições rápidas do CAM (Centro de Apoio Militar Covid-19), no antigo Hospital Militar de Doenças Infectocontagiosas.

  • Doação de embalagens e descartáveis takeaway, bem como produtos para confecionar e distribuir refeições para os Hospitais Santa Maria e Beatriz Ângelo

Colaboração com a Refood, Banco Alimentar, Bombeiros, entre outras instituições de Norte a Sul do País.

  • Ações regionais

A Makro está atenta a todos os pedidos que chegam diariamente para doações junto das nossas lojas e sempre que possível faz doações junto da comunidade local, como é exemplo os Bombeiros de Carnaxide, CSP de Nossa Srª. da Conceição, CASA, em Albufeira, Acreditar, Celium e APPACDM em Coimbra, Aldeias SOS em Vila Nova de Gaia, Caminho em Matosinhos,

A responsabilidade social sempre foi um pilar muito importante para a makro Portugal, tomando-se numa necessidade ainda mais urgente numa época tão complexa como a que todos vivemos atualmente.

Foto Perfil Makro

Filipa Herédia

Communication & Engagement Manager da Makro

Licenciada em Gestão de Marketing pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial e iniciou a sua carreira profissional em 2004 numa start-up ligada à área de publicidade e eventos. Posteriormente iniciou o seu percurso na área de comunicação numa agência de consultoria e nos últimos 8 anos fortaleceu a sua experiência como Corporate Affairs Manager Ibérica na área do grande consumo.

Com um percurso consolidado de mais de 15 anos no setor da comunicação e marketing, a responsável possui ainda uma visão estratégica robusta, a par de competências pessoais e profissionais que serão seguramente uma mais valia para a empresa em Portugal.

163 visualizações